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18/07/15

I MODELFUZOS - EXPOSIÇÃO DE MODELISMO NA ESCOLA DE FUZILEIROS

          No dia 04 de Março, durante o "Dia do Fuzileiro 2015" na Escola de Fuzileiros e a par da Exposição de Viaturas Antigas da Marinha, decorreu uma Exposição de Modelismo - a I MODELFUZOS.
          Esta exposição abrangeu modelos à escala associados à Marinha de Guerra Portuguesa, Fuzileiros Navais e Modelismo Naval, num total de 41 modelos expostos.
          Foi coordenada pelo CCF, Comando da Escola de Fuzileiros e pela Associação de Fuzileiros, contando com um inestimável contributo e apoio organizacional da AMA - Associação de Modelismo de Almada. 
          A exposição esteve presente na Sala-Museu dos Fuzileiros durante 07 horas, recebendo 888 visitantes, na sua maioria Fuzileiros, respetivos familiares e amigos, fazendo as delícias de miúdos e graúdos!
          Nunca será demais agradecer à "Task-force" de modelistas da AMA e ao seu Presidente CFR FZ (SEP) Silva Rocha,  o seu empenho no evento e a aposta em demonstrar a sua actividade com elementos da AMA a montar kits de modelismo em bancas e, às entidades que igualmente facultaram modelos para a exposição: Associação de Fuzileiros, Associação de Modelismo de Almada, Associação Naval Sarilhense, Museu de Marinha e modelistas a título particular.
          Da minha parte foi gratificante ter tido a oportunidade de conversar com alguns visitantes da exposição, nomeadamente antigos Fuzileiros da década de 60, que ao apreciar os modelos recordaram-se dos LVT-4's, sendo sempre interessante escutar os seus testemunhos e "histórias" para efeitos do livro sobre "As viaturas Anfíbias dos Fuzileiros" (LVT-4 / Chaimite / LARC-V). 
 


 A "Task-Force" da AMA, com o seu Presidente e o modelista SAJ Amaral Laranjeira
 
Elementos da AMA em demonstração de actividades (montar kits de modelismo)
 
Quanto aos modelos presentes na I MODELFUZOS, eram oriundos das seguintes entidades.
MODELOS DO MUSEU DE MARINHA:
 
- Muleta do Seixal
- Canoa da Picada
- Fragata do Tejo
- Torpedeiro n.º 1
- Vedeta dos Serviços Marítimos
 

Lancha de Desembarque “LD4”
 
Hidroavião “Santa Cruz”
 

Mergulhador com escafandro e pertences
 

Paquete “Vera Cruz"
 
Navio-Patrulha NRP "Brava" P590
 

Navio-Patrulha de Alto-Mar NRP "Augusto Castilho"
 

Submarino Alemão U-139
 

Fragata F472 NRP "Almirante Pereira da Silva"
 
MODELOS DA ASSOCIAÇÃO DE FUZILEIROS:
 

Submarino NRP "Tridente"
 

Botes dos Fuzileiros

- Laurinda - Embarcação Típica do Tejo
 

Submarino NRP "Albacora"
 

LDG 101 NRP "Alfange"
 
MODELOS DA ASSOCIAÇÃO NAVAL SARILHENSE:

- Canoa de Pesca
- Varino
- Fragata
 
MODELOS DA ASSOCIAÇÃO DE MODELISMO DE ALMADA (associados e amigos):
 
Lancha Anfíbia LARC V - Pedro Grilo
 

Base Naval Imaginária - João José Ferreira Rodrigues Cancela
 

UAM 601 "Vigilante" - Rui M. R. Figueiredo


Corveta F476 NRP "Jacinto Cândido" - Rui M. R. Figueiredo
 
Lancha de Fiscalização Rápida P1150 NRP "Argos" - Rui M. R. Figueiredo
 

Navio-Escola NRP "Sagres" - Rui M. R. Figueiredo
 

SB2C-5 Helldiver - Hugo Miguel Baptista Cabral
 

Grumman G-44 Widgeon - Hugo Miguel Baptista Cabral
 

Helicóptero da EHM Lynx Mk95 (1/48) - Hugo Miguel Baptista Cabral
 

FBA Schreck – B/C - Luís Filipe da Cruz Inglês Areal
 
SA 330 – PUMA - Luís Filipe da Cruz Inglês Areal
 

Viatura anfíbia LVT-(A)1 AMTANK - Luís Carlos Amaral Laranjeira
 
Viatura anfíbia LVT-4 - Luís Ferreira
 

CHAIMITE V-200 "ARMADA 90" - Álvaro Augusto Dias de Melo
 

Lancha de desembarque LCM - Carlos José Heitor de Sá Gomes
 

Lancha de desembarque LCT-LSU - Rui Manuel Heitor de Sá Gomes
 

Lancha de desembarque LCM Mk.III - Rui Manuel Heitor de Sá Gomes
 

Submarino K-141 Kursk - Rui Manuel Heitor de Sá Gomes

Caravela Portuguesa - Helena Filipa Gonçalves Inglês Areal
Nau - Jorge António Oliveira da Silva Rocha              
 
          Cumpre mencionar que a Sala-Museu do Fuzileiro dispõe no seu espólio um diorama de uma viatura anfíbia LVT-4 oferecido pelo modelista e antigo Oficial da Reserva Marítima de 1968 - Eng. Álvaro de Melo.
 
LVT-4 parte do espólio da Sala-Museu do Fuzileiro (junto a porta de abater de LDM)    
 
Mais fotos da Exposição de Modelismo disponíveis no facebook da AMA:

29/04/15

MERGULHADORES DA ARMADA NA GUERRA COLONIAL: TO DE ANGOLA

          No Teatro de Operações de Angola, os Mergulhadores da Armada estiveram destacados como parte integrante da lotação de pessoal do Comando Naval de Angola, cujos Serviços Gerais disponham de Mergulhadores-Sapadores destacados para o Comando em 1970 e, que foram rendidos individualmente após perfazer em média 04 anos de Comissão de Serviço em virtude de prestar serviço no Comando Naval.
          Esta Unidade de Mergulhadores-Sapadores foi sempre a nível de Secção, sendo constituída por: 01 Sargento US e 02 Praças US, mais tarde atendo a requisitos operacionais a Unidade recebeu o reforço de mais uma Praça US.






































Mergulhador da Armada em treinos ao largo de Luanda (Foto cedida por Cte. Duarte Costa)
 
          No entanto, é de referir que já anteriormente alguns navios da Marinha Portuguesa destacados em Comissão de Serviço em Angola, tinham incorporados nas suas guarnições Praças especializados em Mergulhadores-Vigias, a título de exemplo:
- Navio-Patrulha P582 "NRP Madeira" da classe "Príncipe" em 1962/1963;
- Navio-Patrulha P585 "NRP São Tomé" da classe "Príncipe" em 1967;
- Navio-Patrulha P584 "NRP Sal" da classe "Príncipe" em 1967.
          Entre Julho de 1962 e Setembro de 1963, o Navio-Patrulha "NRP Madeira" recebe na sua guarnição duas Praças especializados em Mergulhadores-Vigias incluídos na lotação de outras classes, por este motivo antes de partir para uma comissão de serviço em Angola, foi-lhe montado a bordo um sistema com garrafas de ar comprimido que mediante um filtro adequado permitia o recarregamento das garrafas do equipamento de mergulho, dando maior autonomia ao emprego dos seus Mergulhadores-Vigias fora do porto de Luanda, onde eram recarregadas na empresa comercial "Angases".






































Mergulhadores-Vigias do Navio-Patrulha P582 "NRP Madeira" (Foto cedida por Cte. Duarte Costa)
 
          No início de Dezembro de 1962, os Mergulhadores-Vigias do Navio-Patrulha "NRP Madeira" realizaram por três vezes uma inspecção às obras-vivas do Navio-mercante de passageiros "Niassa" da CNN, durante a sua estadia no Porto Comercial de Luanda em operações de carregamento de material de guerra, por recurso a busca de querena, com o escopo de detectar potenciais minas-lapa colocados por supostos mergulhadores dos movimentos de guerrilha angolana.
          A 01 de Junho de 1963, os Mergulhadores-Vigias do Navio-Patrulha "NRP Madeira" participam nas buscas de dois ocupantes de um jeep que caiu ao Rio Quanza, perto da localidade de Dondo em colaboração  com elementos da Companhia de Fuzileiros n.º 1. Por vezes eram solicitados para recuperar material militar que se perdia em cursos de água.

 Mergulhador-Vigia recupera uma espingarda automática HK G3 A4 de 7,62mm (Fotos cedidas por Cte. Duarte Costa)

          Em 1967, uma Praça Mergulhador-Vigia da guarnição do Navio-Patrulha "NRP São Tomé" efectuou a avaliação das condições do casco de uma embarcação afundada junto ao extremo Norte do cais das INIC (Instalações Navais da Ilha do Cabo) - Luanda e, a possibilidade da sua destruição parcial por recurso a cargas explosivas ou corte de chapa, dado constituir um perigo a outros navios.
          Entre os dias 09 e 12 de Março de 1967, os Praças Mergulhadores-Vigias dos Navios-Patrulha "NRP São Tomé" e NRP "Sal", procederam à recuperação de uma camioneta de passageiros que caiu da ponte sobre o Rio Luquiche-Zadi, ficando totalmente submersa e em local com corrente muito forte.
          Após reconhecimento e estabelecimento do plano de acção, a camioneta foi retirada para fora de água, com a colaboração do Batalhão de Artilharia 1853 destacado em Damba, após os Mergulhadores-Vigias terem conseguido passar um cabo de aço preso a duas das suas GMC's e máquinas de construção civil que estavam a arranjar o campo de aviação da localidade.



Fases da operação de recuperação da camioneta com Mergulhador-Vigia (Fotos cedidas por Cte. Duarte Costa)

          Terminada a operação, foi redigido um relatório pelo então Cte. da LDG 102 "NRP Ariete" da classe "Alfange" que, coordenou toda a operação (por ter sido instrutor do CIMCM) e entregou ao Comando Naval de Angola, onde advogava a vantagem do CNA dispor de uma Secção de Mergulhadores-Sapadores, atendendo ao cada vez maior número de missões para Mergulhadores.
          Posteriormente foram requisitados pelo Comando Naval de Angola uma equipa de 02 Mergulhadores-Sapadores para uma inspecção à Fragata NRP "Pacheco Pereira" e ao Navio-Patrulha NRP "S. Tomé", que foram transportados rapidamente pela FAP para Luanda com os respectivos equipamentos, que efecturaram a missão e conseguindo-se deste modo prolongar consideravelmente o período operacional dos referidos navios, demonstrando o quanto era necessário criar o quadro de Mergulhadores-Sapadores nos Comandos Navais.

23/12/10

GRUPO DE LANCHAS ANFÍBIAS LARC-5

(ACTUALIZADO)

LARC-5 em exercícios

            Em Fevereiro de 1983, o Corpo de Fuzileiros recebeu 15 viaturas anfíbias LARC-5 oriundas da Marinha Federal Alemã, como contrapartida da cedência da Base Aérea de Beja e autorização para a construção do Ponto de Apoio Naval de Tróia (PANTROIA) à Alemanha Ocidental.
            A título de curiosidade, é de salentar que aquando da resposta à oferta das LARC's, foi solicitado por parte do então Comandante da Força de Fuzileiros, mais viaturas do que as necessidades operacionais da época, com a finalidade de garantir a existência de sobresselentes, acontece que cada uma das 15 viaturas vinha apetrechada com um caixote de sobresselentes.


LARC-5 na Escola de Fuzileiros em 1983, ainda com as cores e meios de identificação da Marinha Federal Alemã

            Constituíram o Grupo de Lanchas Anfíbias, sendo atribuídas à UAMA - Unidade de Apoio de Meios Aquáticos (criada a 28 de Junho de 1979 pela Portaria nº 303/79), actualmente UMD - Unidade de Meios de Desembarque (Criada pelo Decreto Regulamentar N.º 29/94 de 01 Setembro), sediada na Escola de Fuzileiros.
            Cinco viaturas foram colocadas no activo e as restantes 10 posicionadas nas INT's - Instalações Navais de Troia, sendo submetidas a rotinas de manutenção periódicas por uma equipa de manutenção que se deslocava para o efeito.
            Não obstante, em virtude de sempre que se deslocavam para realizar a manutenção, não dispor de tempo suficiente para a efectuar conforme o previsto, em 91 / 92, o Oficial Fuzileiro Subalterno nomeado para comandar a UAMA, tendo conhecimento da situação propus ao Comandante do Corpo de Fuzileiros, a concentração de todas as viaturas na UAMA e a criação de uma oficina em Vale de Zebro para apoio específico à manutenção das LARC's.
            Deste modo, após concordância e por determinação do Comandante do Corpo de Fuzileiros, a manutenção passou a ser realizada de modo programado, resultando que o requisito operacional do Comando do Corpo de Fuzileiros fosse sempre mantido.




            O projecto da LARC-5 - Lancha Anfíbia de Reabastecimento e Carga (Light Amphibiuos Resupply and Cargo), foi desenvolvido na década de 50 pela empresa norte-americana Borg Warner Corporation e fabricada (cerca de 950 exemplares) nos EUA entre 1962 e 1968 por diversas empresas norte-americanas, nomeadamente pela US Springfield Armory.

Protótipo da LARC-5

            É inspirada nas viaturas anfíbias DUKM da 2.ª Guerra Mundial, mas dispondo de uma proa mais forte para aguentar as águas mais agitadas e para quebrar as ondas na zona de rebentação.


LARC-5 a navegar na zona de rebentação

            Não se trata de uma viatura anfíbia propriamente projectada para desempenhar a função de meio de desembarque, nomeadamente na 1.ª vaga de assalto, motivo pela qual até padece de armamento e blindagem.


            O objectivo do fabrico das LARC-5, a pedido do Exército dos EUA, foi dotar o ramo das FA’s com um meio anfíbio capaz de proceder ao transporte de tropas e material de navios até à costa, após uma «testa-de-ponte» ter sido assegurada por um desembarque de forças amigas.
            Posteriormente ao desembarque, caso necessário têm ainda capacidade de progredir por terra, nomeadamente para efectuar transporte logístico, conferindo maior flexibilidade ao desembarque de abastecimentos necessários à sustentação do combate ou proceder a evacuações sanitárias.
            Trata-se de uma viatura anfíbia construída com folhas de alumínio soldadas com espessura 3/16 polegadas, dispondo de um interior reforçado com alumínio emoldurado, o seu perfil tem o formato de embarcação, apetrechada com 4 rodas motrizes e tracção permanente às rodas traseiras.
            Depende dos seus 4 grandes pneus (18.00 x 25 cm de baixa pressão) para absorver o choque do terreno, em virtude de não disporem de sistema de suspensão, permitindo à LARC operar em terrenos macios, tais como areia de praia e lama com a mínima possibilidade de se atascar.


LARC-5 em Todo-o-Terreno

            É capaz de operar em TO com clima temperado, tropical e árctico, transpor dunas de areia, bancos de coral, obstáculos verticais até 0,5 metros e subir ou descer superfícies muito íngremes com inclinação ate 60º ou inclinações laterais de 25º, desde que se efectuem em superfícies rígidas.



Subida e descida de superfícies íngremes

            A cabine de comando (aberta atrás) situa-se à frente da viatura, o compartimento do motor na traseira e o porão de carga (aberta no topo) ao centro, possuindo sanefas laterais amovíveis fabricadas em lona apropriada e reforçada em cabos de aço, montadas antes de a lancha entrar na água, para resguardar a carga ou tropas transportadas.


LARC-5 a navegar (observar sanefas laterais)

            A sua guarnição é composta 01 patrão da LARC-5 [FZV] e 01 proeiro, sendo que a cabine de comando permite transportar ainda 02 militares, um de cada lado do condutor.
O Grupo de Lanchas Anfíbias é constituído por:
- 01 Oficial Subalterno;
- 01 Sargento;
- 10 Praças.
Acresce-se a este efectivo a secção de manutenção:
- 01 Sargento MQ;
- 03 Praças CM;
- 02 Praças FZ;
- 02 Praças E.

            No que concerne à capacidade de carga, o porão permite transportar até 20 militares totalmente equipados ou 4,5 toneladas de carga (4,88 x 2,97 x 0,74 metros).


LARC-5 carregada de botes pneumáticos ZEBRO III

            Em ambiente marítimo, quando a flutuar, desloca-se por acção de uma hélice de 3 pás e com as rodas desengrenadas, atingindo a velocidade máxima de 8,5 nós (13,9 km), em estrada utiliza tracção somente nas rodas dianteiras (4x2), atingindo a velocidade máxima de 48,2 km, em Todo-o-Terreno utiliza tracção às 4 rodas (4x4) e a velocidade máxima é de 16 km.
            Passados 27 anos da recepção destas viaturas anfíbias LARC-5, continuam a ter uma grande actividade operacional, actualmente o Grupo de Lanchas Anfíbias da UMD é constituído por 05 LARC’s, possuindo no total 08 LARC’s operacionais: 408, 414, 428, 435, 446, 457, 458 e 483.


Grupo de Lanchas Anfíbias

            Tradicionalmente, no Dia da Marinha são empregues para realizar o Baptismo de Mar de cidadãos ou “matar saudade” de diversas gerações de Fuzileiros, participando também no Desfile das forças motorizadas do Corpo de Fuzileiros.


Baptismo de Mar


Desfile de Forças motorizadas do Corpo de Fuzileiros

            Participam em diversos exercícios exclusivos do Corpo de Fuzileiros: FTX, TRÓIA, TREINO A, TREINO B, COSTA ABERTA, sectoriais da Armada: PHIBEX, SWORDFISH e INSTREX e apoia a DGAM e o Serviço Nacional de Protecção Civil.
            No Verão de 1988, durante uma missão logística do Navio de Apoio “S. Miguel” (já abatido) à Região Autónoma da Madeira, 2 viaturas anfíbias LARC-5 dos Fuzileiros foram utilizadas para desembarcar uma casa pré-fabricada na Ilha Deserta Grande, para utilização dos Guardas do Parque Reserva Natural.


Desembarque na Ilha Deserta Grande

            Em Outubro de 2002, uma secção do Grupo de Lanchas Anfíbias participou nos testes à capacidade anfíbia das viaturas em concurso para renovação da frota de blindados de rodas APC/IFV.


Desembarque da LDG "Bacamarte" durante os testes à viatura blindada PIRANHA III

            Em Fevereiro de 2006, uma LARC-5 foi utilizada para demonstração de capacidades de uma secção do DAE, durante a NAUTICAMPO 06.


Demonstração de capacidades do DAE na NAUTICAMPO 06

            Em 2009, participaram no exercício sectorial da Marinha “CONTEX/PHIBEX”, interagindo com o LPD “Foudre” da Marinha de Guerra Francesa.


Embarque na doca do LPD "Foudre" da Marinha de Guerra Francesa

            Nos dias 2 e 3 de Dezembro de 2009, uma LARC-5 acompanhou os testes à capacidade anfíbia do blindado PANDUR II em Portugal.


Apoio aos testes ao blindado PANDUR II

            Esta viatura anfíbia tornou-se internacionalmente conhecida no século XX, aquando do conflito das Malvinas / Falklands em 1982 entre Britânicos e Argentinos, tendo sido empregue por estes últimos no dia 02 de Abril de 1982 para desembarcar forças do 25.º Regimento de Infantaria, anteriormente também foi utilizada na década de 70 pelo Exército dos EUA na Guerra do Vietname.
            Também é utilizado pelos Fuzileiros Argentinos, Fuzileiros Filipinos, Exército dos EUA, tailandesa e de Singapura e pelo Exército Australiano.
            Na posse de empresas e entidades civis é utilizado para turismo, protecção da natureza, reabastecimento, apoio a Bases na Antárctida e na construção e manutenção de faróis.

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:
Dimensões: 10,67 x 3,05 x 3,25 metros (comprimento, largura, altura);
Deslocamento máximo: 14.140 Kg;
Motor: Cumming Engine Compang 8000cc V8 Diesel com 305 cv;
Autonomia máxima: 402 Km em terra / 40 milhas em água;
tanques de combustível: 2 (547,2 litros).