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23/02/14

SECÇÃO DE VIGILÂNCIA DO CAMPO DE BATALHA





















Fuzileiro com câmera térmica THALES SOPHIE

          A Secção de Vigilância do Campo de Batalha (SECVCB) é uma secção adstrita à estrutura operacional da Companhia de Apoio de Fogos (CAF), que configura uma unidade de apoio de combate do Batalhão Ligeiro de Desembarque (BLD) do Corpo de Fuzileiros da Marinha de Guerra Portuguesa.
          A SECVCB subdivide-se em 03 equipas de Vigilância de Campo de Batalha: 01 aérea e 02 terrestres, competindo-lhe detectar, localizar e informar de forma sistemática a presença de forças inimigas (pessoal, viaturas e suas actividades) na área de operações do BLD, isto é, na sua zona de intervenção.
 
























Fuzileiro com telémetro laser N/CROS MkIII

          Como Unidade de Vigilância de Campo de Batalha (recolha de informações e vigilância), é parte integrante do sistema de recolha de informação do BLD e depende operacionalmente de um Oficial de Informações.
          O seu conceito de emprego advoga que a vigilância da área de operações do BLD deve ser realizada por recurso ao emprego de meios visuais, áudio, electrónicos ou fotográficos, nomeadamente passivos (equipamentos de infravermelhos e intensificadores de imagem), com o desiderato de evitar denunciar a sua presença às forças opositoras.
 


















Imagem obtida por sistema de visão nocturna



Fuzileiro com monóculo de visualização nocturna AN/PVS-14

          Efectua a vigilância da área de operações do BLD, mesmo em condições de visibilidade e meteorológicas adversas, através da infiltração de modo dissimulado, para obter informações pormenorizadas de natureza operacional e táctico sobre o dispositivo das potenciais forças hostis.
          Dados que são transmitidos no mais curto espaço de tempo ao Elemento de Manobra (BF n.º 2), tentando tirar partido do factor surpresa, ou para executar patrulhas ou montagem de postos de observação.

























Fuzileiro com binóculos de visualização nocturna AN/PVS-23

15/12/13

SECÇÃO DE SAPADORES DA CAF

          A Secção de Sapadores (SECSAP) é uma secção adstrita à estrutura operacional da Companhia de Apoio de Fogos (CAF), que configura uma unidade de apoio de combate do Batalhão Ligeiro de Desembarque (BLD) do Corpo de Fuzileiros da Marinha de Guerra Portuguesa.
          A SECSAP subdivide-se em 03 equipas de Sapadores, competindo-lhe primariamente a neutralização de obstáculos edificados por forças opositoras, nomeadamente minas AP / AC e fortificações do seu sistema defensivo que dificultem operações de desembarque, progressão no terreno ou a mobilidade táctica do BLD.
 


















Sapador em treino de desminagem

          Secundariamente tem por missão estabelecer obstáculos (como por exemplo instalar campos de minas anti-carro), à mobilidade das forças opositoras, por forma a negar-lhes a utilização de terreno ou infra-estruturas e, apoiar a preparação de posições defensivas do BLD.
          A execução de demolições ou neutralização de obstáculos (como por exemplo abrir passagens em campos de minas), visa a abertura de brechas no sistema defensivo de forças hostis, podendo a SECSAP ser empregue em apoio directo do BLD ou em reforço de uma unidade de FZ's.
























Sapador com fato de protecção EOD 8 e detector de metais Schiebel AN-19/2

          As equipas de Sapadores são responsáveis por fornecer o serviço de Sapadores (manuseamento de cargas explosivas, identificação, levantamento e destruição de engenhos explosivos convencionais, improvisados e NBQ).

30/01/12

PELOTÃO DE RECONHECIMENTO DA CAF


Elemento do PELREC com câmara digital dotada de teleobjectiva CANON ET-160 600mm f/4L IS de zoom e computador portátil TOSHIBA.

          O Pelotão de Reconhecimento (PELREC) é um pelotão adstrito à estrutura operacional da Companhia de Apoio de Fogos (CAF), que configura uma unidade de apoio de combate do Batalhão Ligeiro de Desembarque (BLD) do Corpo de Fuzileiros da Marinha de Guerra Portuguesa.


Elementos do PELREC com binóculos STEINER M22 e carabina de precisão ACCURACY SUPER MAGNUM de .338

          O PELREC subdivide-se em 02 secções, cada uma com 03 equipas de Reconhecimento e 01 equipa de Sapadores de Combate.


Elemento do PELREC com monóculo de visualização nocturna AN/PVS-14

          As equipas de Reconhecimento são responsáveis por efectuar o reconhecimento (reconhecimento táctico).


Elemento do PELREC com telémetro laser N/CROS MkIII rádio transmissor


Elemento do PELREC com câmera térmica THALES SOPHIE

          As equipas de Sapadores de Combate são responsáveis por fornecer o serviço de sapadores (manuseamento cargas explosivas, identificação, levantamento e destruição de engenhos explosivos convencionais, improvisados e NBQ) em operações de desembarque e progressão no terreno.


Sapador do PELREC com fato de protecção EOD 8 e detector de metais Schiebel AN-19/2


Sapador do PELREC em treino de desminagem

          Tem capacidade para efectuar inserções rápidas em profundidade na área de operações como força avançada autónoma, por recurso a natação de superfície ou meios anfíbios, submarinos, terrestres ou aéreos antes do desembarque do BLD.


Elementos do PELREC em natação de superfície


Equipa do PELREC em bote pneumático ZODIAC Comando 470

          Efectua o reconhecimento dos seus objectivos através da infiltração de modo dissimulado na área de influência do BLD, quer para obter informações pormenorizadas de natureza operacional e táctico sobre o dispositivo das potenciais forças hostis.


Binómio de Snipers do PELREC (atirador e spotter) dissimulados no terreno com fatos de camuflagem "GHILLIE WOODLAND" e rede mimética

          Dados que são transmitidos no mais curto espaço de tempo ao Elemento de Manobra (BF n.º 2), tentando tirar partido do factor surpresa, ou para executar patrulhas ou montagem de postos de observação.


Binómio do PELREC a coordenar desembarque, dotoados de rádio transmissor e computador portátil TOSHIBA apetrechado com calculadora GUNZEN AFDC 1F

          Como unidade de reconhecimento, caso seja necessário, esta apta a operar isolada em terreno sobre controlo de forças hostis por longos períodos, a grande distância da base de apoio e com sustentação logística própria. Assim como efectuar o reconhecimento em condições de visibilidade e meteorológicas adversas e o guiamento terminal de meios de ataque aéreos a alvos e o controlo à distância dos seus elementos constituintes até ao escalão equipa.


Equipa de Reconhecimento do PELREC num Posto de Observação oculto no solo


Posto de Observação de Equipa de Reconhecimento do PELREC

11/12/11

PELOTÃO ANTI-AÉREO DA CAF

          O Pelotão Anti-aéreo (PELAA) é um pelotão adstrito à estrutura operacional da Companhia de Apoio de Fogos (CAF), que configura uma unidade de apoio de combate do Batalhão Ligeiro de Desembarque (BLD) do Corpo de Fuzileiros da Marinha de Guerra Portuguesa.
          O PELAA não obstante, ainda não se encontra constituído, somente existe na documentação estruturante, sendo a defesa anti-aérea de momento efectuada por metralhadoras-pesadas BROWNING M2HB de 12,7mm (2,4 Km de alcance) ou assegurada por unidades navais ao largo da costa (peças de artilharia ou sistemas de mísseis anti-aéreos).


Metralhadora-pesada BROWNING M2HB de 12,7mm.

          Como sub-unidade da CAF, deverá ser capaz de garantir em quaisquer condições de visibilidade, a capacidade mínima de defesa anti-aérea próxima de curto alcance ao BLD, nos designados "sectores de sombra" da defesa aérea a cargo de unidades navais, dividindo-se em 02 secções:
- uma secção de radares com 02 equipas de radares;
- uma secção de mísseis anti-aéreos com 06 equipas postos de tiro.

          Futuramente o PELAA deverá ser equipado com 08 postos de tiro de mísseis anti-aéreos de curto-alcance tipo "MANPADS", que para além da função supracitada, devem garantir o respectivo apoio mútuo entre si e fornecer uma cobertura tão extensa quanto possível à área de intervenção do BLD.


O sistema portátil lança-míssil anti-aéreo de curto alcance STINGER, já utilizado pelo Exército Português, é por diversas razões um forte candidato a equipar o PELAA.

          Pese embora só se opte por iniciar a operação de desembarque anfíbio do BLD quando se detém a superioridade aérea no Teatro de Operações Anfíbio, não se deve descurar a possibilidade de as forças opositoras ainda possam dispor de alguma capacidade aérea que não tenha sido neutralizada.
          Pretende-se que o PELAA esteja integrado no sistema de defesa aérea da força anfíbia, com o objectivo de beneficiar da capacidade de aviso aéreo das unidades navais, tendo ainda como função adicional de contribuir na defesa anti-aérea próxima das unidades navais quando se encontra embarcado.

04/12/11

PELOTÃO ANTI-CARRO DA CAF


Jipe Land Rover Lightweight da UAF AF em 1990, com metralhadora-pesada BROWNING M2HB de 12,7mm, dotada do luneta intensificadora AN/PVS-4


Jipe Land Rover Lightweight da UAF AF em 1989, com metralhadora-pesada BROWNING M2HB de 12,7mm

          O Pelotão Anti-carro (PELACAR) é um pelotão adstrito à estrutura operacional da Companhia de Apoio de Fogos (CAF), que configura uma unidade de apoio de combate do Batalhão Ligeiro de Desembarque (BLD) do Corpo de Fuzileiros da Marinha de Guerra Portuguesa.


Equipa anti-carro do PELACAR: Apontador de CARL GUSTAV, Apontador e Municiador de MILAN

          O PELACAR está organizado em Formação de Comando e 04 secções de armas combinadas, cada uma com 04 equipas, sendo que 02 equipas possuem mísseis anti-carro de médio alcance MILAN M1 / 2T / 3 e canhão sem recuo de curto alcance de 84mm CARL GUSTAV, as outras 02 equipas possuem metralhadoras-pesadas BROWNING M2HB de 12,7mm e lança-granadas automático HK GMG de 40mm.


Apontador de míssil filoguiado anti-carro MILAN (Foto: Corpo de Fuzileiros)


Apontador de lança-granadas automático HK GMG de 40mm dotado do sistema de pontaria nocturna ITT F7001

          A principal tarefa do PELACAR é garantir um dispositivo de protecção em profundidade do BLD contra forças blindadas opositoras, nomeadamente carros de combate e viaturas blindadas ou mecanizadas, mediante o emprego dos seus sistemas de armas com capacidade anti-carro de curto e médio alcance, para os neutralizar à maior distância possível e antes de constituírem uma ameaça directa às posições do BLD.


Equipa do PELACAR fazendo fogo com míssil filoguiado anti-carro MILAN, a bordo de um jipe TOYOTA LAND CRUISER, enquanto o resto da guarnição monta segurança (Foto: Corpo de Fuzileiros)

          Como tarefas secundárias, caso seja aconselhável atendendo à situação táctica, está preparado para efectuar reconhecimento pelo fogo, apoiar manobras ofensivas e defensivas das Companhias de Fuzileiros por recurso a apoio de fogo (directo e indirecto) planeado, executar ataques rápidos a alvos especificamente seleccionados, integrar escoltas de colunas motorizadas e destruir abrigos fortificados.


Elementos do PELACAR em desembarque anfíbio (Foto: Soldiers Raids)

          Regra geral os efectivos do PELACAR realizam o desembarque anfíbio apeados, munidos de mísseis MILAN (2 km de alcance) e canhão sem recuo CARL GUSTAV (700 m de alcance), posteriormente com o desembarque das suas viaturas, por inerência a mobilidade e poder de fogo do PELACAR aumenta de forma significativa, em virtude de passar a dispor também de metralhadoras-pesadas BROWNING (2,4 Km de alcance) e lança-granadas HK GMG (2,2 km de alcance).


Jipe TOYOTA LAND CRUISER com metralhadora-ligeira MG-3 de 7,62mm e míssil filoguiado anti-carro MILAN


Jipe TOYOTA LAND CRUISER com lança-granadas automático HK GMG de 40mm, dotado do sistema de pontaria nocturna ITT F7001


Jipe TOYOTA LAND CRUISER com metralhadora-pesada BROWNING M2HB de 12,7mm, dotada do sistema de pontaria nocturna ITT F7001

27/11/11

PELOTÃO DE MORTEIROS DA CAF


Secção do PELMORT da UAF em 1990, com UNIMOG 411 e morteiro TAMPELLA 120mm a reboque


Secção do PELMORT da UAF em 1985, com morteiro TAMPELLA de 120mm

         O Pelotão de Morteiros (PELMORT) é um pelotão adstrito à estrutura operacional da Companhia de Apoio de Fogos (CAF), que configura uma unidade de apoio de combate do Batalhão Ligeiro de Desembarque (BLD) do Corpo de Fuzileiros da Marinha de Guerra Portuguesa.
         O PELMORT divide-se em 02 secções, cada uma apetrechada com 08 morteiros de longo alcance:
- 04 morteiros médios ECIA L de 81mm (6 km de alcance);
- 04 morteiros pesados TAMPELLA Mk-A de 120mm rebocados (6,5 km de alcance).


Guarnição de Fuzileiros de morteiro TAMPELLA 120mm (Foto: Corpo de Fuzileiros)

         O PELMORT dispõe ainda de 02 Postos de Controlo de Tiro, cada um equipado com uma viatura ligeira todo-o-terreno com sistemas de controlo da sua secção, cuja função é manter a ligação com os observadores avançados e o Centro Coordenador de Apoio de Fogos, de modo a efectuar barragens de fogo curvo planeado, atender pedidos de apoio de fogo com vários tipos de calibre e projécteis, lançar cortinas de fumo, destruir abrigos fortificados, neutralizar pequenas concentrações de tropas e anotar os resultados dessas acções.


UNIMOG 1300 com morteiro TAMPELLA 120mm a reboque e morteiro ECIA de 81mm

         O PELMORT é responsável por fornecer apoio de fogo indirecto de armas pesadas à evolução de acções ofensivas e defensivas do BLD, utilizando para o efeito observadores avançados para orientar a precisão do fogo, mesmo quando ainda é possível dispor do apoio de fogo de unidades navais ao largo da costa.




















Observador Avançado a orientar a precisão do fogo


Guarnição de Fuzileiros de morteiro ECIA de 81mm

         Os morteiros são um sistema de armas colectivo de fácil emprego e manobra, que em certos tipos de terreno e circunstâncias tácticas facultam uma maior vantagem e eficácia operacional sobre forças opositoras, as suas guarnições de Fuzileiros estão treinados para efectuar salvas de tiro com rapidez em bases de fogos e retirar da posição imediatamente de modo a minimizar os efeitos do fogo de contra-bateria.


Guarnição de Fuzileiros de morteiro ECIA de 81mm em trânsito entre bases de fogo