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23/06/09

NAVIOS-PATRULHA DA CLASSE "CACINE"


Navio-Patrulha "CACINE"

TIPO DE NAVIO:
Patrulha costeiro

PERFIL:


DESLOCAMENTO:
310 toneladas

DIMENSÕES:
48,1 x 7,6 x 2,2 metros

PROPULSÃO:
2 motores a diesel MTU 12V 538 TB80 - 3.750cv
2 hélices

ENERGIA:
2 geradores diesel-eléctricos MERCEDES-BENZ de 100kVA

VELOCIDADE MÁXIMA:
20,5 nós (38 km)

AUTONOMIA:
4.400 milhas a 12 nós

GUARNIÇÃO:
Oficiais: 3 (Sob o comando de um oficial subalterno)
Sargentos: 6
Praças: 24
Total 33

RADAR:
Navegação - KELVIN HUGHES 1007, banda I (37 Km de alcance)

COMUNICAÇÕES:
- Receptor REDIFON WK2182;
- Receptor MF/HF CEG2200;
- Transreceptor VHF SAILOR RT2048;
- Transreceptor UHF/VHF XT412;
- 2 Transreceptores HF RF-2301;
- Radiogoniómetro VHF TAIYO;
- Radiogoniómetro MF/HF TAIYO;
- MF/HF DSC SKANTI 9000;
- VHF DSC SAILOR RM2042;
- 1 ETO (Emissor Transmissor de Ordens);
- 1 Projector de sinais

EQUIPAMENTO:
- Terminal SIFICAP;
- Sistema GPS MX200;
- Odómetro electromagnético SAGEM;
- 2 Agulhas magnéticas;
- Sonda ultrasónica ELAC LAZ 50;
- Girobússola ARMA-BROWN MKIMOD 5C;
- Anemómetro LAMBRECHT;
- Receptor DGPS FURUNO GP-80;
- 1 Lancha semi-rígida;
- 1 Bote pneumático ZEBRO III;
- Sistema de Carta Electrónica ECDIS;
- Agulha giroscópica;
- Ómega diferencial;
- Barógrafo;
- Barómetro;
- Equipamentos portáteis de visão nocturna;
- 1 Grua hidráulica telescópica HIAB 60 SEACRANE de 3,5 toneladas;
- Sistema de recepção de Avisos à Navegação NAVTEX;
- Receptor meteorológico FAC-SIMILE - NAGRAFAX;
- 2 Balsas salva-vidas ( + 1 quando de comissão no arquipélago Madeira)

SISTEMAS DE ARMAS:
1 Peça BOFORS de 40mm/60 Mod68 (12 Km de alcance)
1 Peça OERLIKON de 20mm/65 (2 Km de alcance)
2 Metralhadoras-ligeiras HK 21 de 7,62mm

DESIGNAÇÃO NATO:
PB

INDICATIVO DE CHAMADA INTERNACIONAL:
PACINE
PAANZA
PAZAIRE
PASAVE

ENDEREÇO RADIOTELEGRÁFICO:
CTPO
CTPS
CTPU
CTPY

NÚMERO DE AMURA:
P1140
P1144
P1146
P1161

BASE DE APOIO:
Base Naval de Lisboa

NOME:
N.R.P. Cacine
N.R.P. Quanza
N.R.P. Zaire
N.R.P. Save

ANO DE CONSTRUÇÃO:
1969
1970
1970
1973

EMPREGO OPERACIONAL:
- SAR;
- Presença Naval;
- Serviço público;
- Patrulha costeira da ZEE;
- Controlo da poluição na costa;
- Combate ao narcotráfico;
- Fiscalização da pesca;
- Fiscalização dos esquemas de separação de tráfego marítimo;
- Segurança de navios estrangeiros de visita a portos nacionais;
- Escolta a navios combatentes em àguas restritas;
- Exercícios com unidades navais e aéreas.

NOTAS:
• Foram construídos nos Estaleiros do Arsenal do Alfeite e nos Estaleiros Navais do Mondego (Figueira do Foz), todos os navios desta classe (inicialmente 10), têm nomes de rios africanos e indianos das antigas colónias, "Cacine" e "Geba" - Guiné-Bissau, "Cunene", "Quanza" e "Zaire" - Angola, "Zambeze" - Angola (desagua em Moçambique), "Rovuma", "Limpopo" e "Save" - Moçambique e "Mandovi" - Índia.
• Os últimos navios a ser construídos o "Limpopo" (já desactivado) e o "Save", tiveram algumas modificações no desenho estrutural, apresentando uma borda-falsa no castelo, permitindo aos navios terem melhor comportamento no mar em relação aos restantes da classe.
• Estes navios são uma evolução tecnológica das LFG - Lanchas de Fiscalização Grande da classe "Argos" construídas entre 1964 e 1965, nomeadamente com uma motorização diferente e mais potente, maior tonelagem de deslocamento, ao nível dos interiores as acomodações para a guarnição são mais espaçosas e contam com armamento, sensores e equipamentos mais sofisticados.

Lancha-patrulha da classe "Argos"

• Substituíram os seis patrulhas de 357 toneladas da classe "Príncipe" na Guerra Colonial, construídos entre 1942 e 1944 nos Estados Unidos, que tinham sido cedidos em 1949 ao abrigo do MDAP - Mutual Defence and Assistence Program.
• Durante os seus primeiros anos, à excepção do "Limpopo" e do "Geba" (já desactivados) todos os outros navios cumpriram missões operacionais na Guerra Colonial em Angola, Guiné e Cabo Verde, desde o patrulhamento da costa, vigilância e escolta avançada a navios de transporte de tropas e de material, apoio a lanchas de desembarque, assim como missões com os outros ramos das Forças Armadas.
• No tempo da Guerra Colonial eram dotados de 2 peças BOFORS, uma à proa e outra na popa, esta última substituída por uma grua de apoio aos botes pneumáticos, sobre a superestrutura onde se encontra actualmente a peça OERLIKON, estava um lança-foguetes de 32 tubos de 37mm, utilizado como apoio de fogo próximo contra eventuais alvos costeiros e saturação de área para a realização de desembarques.


"Zambeze" no tempo da Guerra Colonial


"Cacine" no tempo da Guerra Colonial

• Actualmente realizam comissões de 3 meses de modo rotativo no Continente e Madeira, prioritariamente missões SAR, patrulha costeira e fiscalização da pesca.
• A 02 de Abril de 1976, o "Save" quando navegava em serviço de fiscalização a 2 milhas da Ponta de Sagres na costa algarvia, foi abalroado por um navio não identificado que após a colisão afstou-se sem prestar assistência, no acidente pareceu 1 Sargento MQ e 2 elementos da guarnição sofreram ferimentos ligeiros, o navio sofreu vários danos no tombadilho, superestrutura e um grande rombo na zona das máquinas, sendo-lhe soldado uma chapa de modo a permitir o navio navegar até ao Arsenal do Alfeite para reparação, após a colisão foi socorrido inicialmente por 3 traineiras e depois pela Lancha de fiscalização pequena "Albatroz" e pelo "Limpopo".


Danos provocados pela colisão

• Em 1987, o Rei Gustavo da Suécia durante a sua estadia na Região Autónoma da Madeira, realizou um breve passeio às Ilhas Desertas a bordo do "Cacine".
• Em 2002, a "Geba" (já desactivada) participou no exercício "INSTREX", integrada na força opositora.
• Em Agosto de 2002, o Cte. do "Zambeze", Oficial de Marinha com especialidade em Mergulhador, foi condecorado com a medalha de prata de Coragem, Abnegação e Humanidade pelo Ministro da Defesa Nacional, pelo facto de em trabalho de equipa de com a guarnição, terem salvo em condições adversa de visibilidade e com risco da própria vida, o condutor de um automóvel que caiu ao mar no cais de Leixões em Julho do mesmo ano.
• Em Maio de 2005, o "Zaire" serviu de plataforma de abordagem para uma simulação do DAE, no Dia da Marinha.


Simulação de abordagem

• Em Maio de 2006, o "Zaire" colaborou no exercício de fogo real "PEDRA VIVA" do RG3, realizado com canhão bitubo anti-aéreo RHEINMETALL Mk20 RH 202 de 20mm, realizando a interdição do espaço marítimo ao Largo da Ponta do Pargo (Madeira).
• Em Maio de 2006, durante o exercício "SWORDFISH", o "Limpopo" (já desactivado) afundou-se após servir de navio alvo num exercício de tiro real com mísseis.
• Em Junho de 2008, durante o exercício "SWORDFISH", o "Geba" (já desactivado) afundou-se a 200 milhas a Sudoeste de Sagres, após servir de navio alvo num exercício de tiro real com 7 mísseis disparados por 5 fragatas participantes no exercício, de salientar que pela 1.ª vez foi possível reunir as três fragatas da classe "Vasco da Gama" que efectuaram o lançamento de mísseis contra o mesmo alvo.
• Em Junho de 2009, o "Zaire" participou no exercício de combate à poluição do mar e de salvamento marítimo "MERO 09", juntamente com a corveta "Afonso Cerqueira", LDG "Bacamarte", Navio de Passageiros "Lobo Marinho" e o Navio-Tanque "Galp Marine", ao largo da Ponta do Garajau na Madeira.


Navio-Patrulha "Zaire" lançando pipocas para simular poluente

• Participam nos exercícios nacionais: AÇOR, CONTEX, PHIBEX e ZARCO.
• Foram remotorizados em 1992/1993.

PARTICIPAÇÃO EM MISSÕES IMPORTANTES:
• Em Novembro de 1977, a "Geba" (já desactivada) prestou assistência aos náufragos do acidente do Boeing 727 da TAP, que devido ao mau tempo e após falhar a segunda tentativa de aterragem, saiu descontrolado do final da pista embatendo e explodindo numa estrada junto do aeroporto da Madeira.
• Em Março de 2001, a "Geba" (já desactivada) coadjuvou na recuperação de corpos do acidente da ponte Hintze Ribeiro em Entre-os-Rios.
• Em 2001, o "Zambeze" (já desactivado), estive envolvido na operação de remoção do navio mercante chinês "Coral Bulker", que encalhou no molhe exterior do porto de Viana do Castelo.
• Em 2002, o "Save", "Zaire" e o "Limpopo" (este último já desactivado), estiveram agrupados nas operações de combate à poluição, resultantes do afundamento do petroleiro "Prestige", efectuando o controlo das operações superfície, monitorizando a poluição através de comunicações com aeronaves.
• Em Agosto de 2004, a "Zaire" participou na operação de negação às águas territoriais portuguesas, ao navio "Borndiep" (Barco do Aborto) da organização "Women on Waves".
• Em Maio de 2006, a "Zaire" participou numa operação de afundamento de uma mina marítima Mk 56 de exercício que deverá ter perdido a poita que a segurava ao fundo do oceano e surgiu a flutuar a duas milhas a sul da baía de Porto Santo, coordenando toda a operação, monitorizando os seus movimentos, e serviu de apoio a equipa do Destacamento de Mergulhadores Sapadores, na operação também participou uma lancha da Polícia Marítima.

21/06/09

LANCHAS HIDROGRÁFICAS DA CLASSE "ANDRÓMEDA"

(ACTUALIZADO)

Lancha Hidrográfica "AURIGA"

TIPO DE NAVIO:
Lancha hidrográfica costeira

PERFIL:


DESLOCAMENTO:
245 toneladas

DIMENSÕES:
31,5 x 7,7 x 2,8 metros

PROPULSÃO:
1 motor diesel MTU 12V 396 TC 632, 760kW - 1.100cv
1 motor eléctrico BAUER P8A, 45kW - 60cv
1 hélice de 3 pás de passo direito / variável

ENERGIA:
1 gerador diesel-eléctrico CUMMINS de 120kVA
1 gerador PERKINS de 37kVA
1 alternador acoplado ao motor diesel de 80kVA

COMBUSTÍVEL:
35 toneladas

VELOCIDADE MÁXIMA:
Motores diesel - 12,5 nós (23 km)
Motores eléctricos - 5 nós (8 km)

AUTONOMIA:
1.980 milhas a 10 nós
1.100 milhas a 12 nós


GUARNIÇÃO:
Oficiais: 02 (Sob o comando de um oficial subalterno)
Sargentos: 07
Praças: 09
Técnicos: 06
Total: 24

RADAR:
Navegação - RACAL-DECCA 914C, banda I (27 Km de alcance)
Koden MDC-1540F, banda I

COMUNICAÇÕES:
- Radiogoniómetro VHF TAIYO TD-L5000;
- Radiogoniómetro HF TAIYO TD-C328H;
- Controlador VHF DSC RM2042 SAILOR;
- Transreceptor VHF RT2048 SAILOR;
- Transreceptor HF SSB TRP7000 SKANTI;
- Transreceptor MF/HF DSC 9006 SKANTI;
- 1 ETO (Emissor Transmissor de Ordens);
- 1 Projector de sinais

EQUIPAMENTO:
- Ar condicionado;
- Receptor DGPS Trimble NT 300D;
- Girobússola ANSCHUTZ KIEL STANDART 4P;
- Giro piloto ANSCHUTZ KIEL COMPILOT7;
- Ódometro electromagnético SAGEM;
- Anemómetro ADOLF THIES GOTTINGEM;
- TX/RX RF 2301 HARRIS;
- Sistema GPS;
- Ómega diferencial;
- Barógrafo;
- Barómetro;
- 2 Balsas salva-vidas;
- Agulha magnética;
- Agulha giroscópica;
- Colhedor de amostras VIBROCORER;
- 2 ROSETTE General Oceanic Mk1015;
- ROV Phantom S2;
- Sensor de movimento SEATEX SEAPATH 200;
- Sonar lateral KLEIN 2000, 5000 E GeoCHIRP1;
- Sondadores hidrográficos ATLAS DESO 20/25 com 2 frequências (33 e 210kHz) e adaptação para sistema de grandes fundos;
- Sistema de Carta Electrónica ECDIS;
- Receptor meteorológico FAC-SIMILE - NAGRAFAX;
- Sistema de recepção de Avisos à Navegação NAVTEX;
- Guincho oceanográfico de duplo tambor FACMIL, com um cabo simples e um cabo electromecânico;
- Sistema integrado de aquisição de dados HYPACK MAX;
- 1 Grua hidráulica telescópica HIAB 60 SEACRANE de 3,5 toneladas;
- 1 Pórtico basculante de 2 toneladas na popa;
- Cegonha hidráulica de 400Kg no través de Estibordo;
- Cabrestantes de 2.500Kg e 5.000 Kg a ré;
- 1 Bote pneumático ZEBRO II com motor de 20cv;

- 1 Bote pneumático com motor de 50cv

DESIGNAÇÃO NATO:
AGSC

INDICATIVO DE CHAMADA INTERNACIONAL:
LHOMEDRA
LHAURIGA

ENDEREÇO RADIOTELEGRÁFICO:
CTHK
CTHL

NÚMERO DE AMURA:
A5203
A5205

BASE DE APOIO:
Base Naval de Lisboa

NOME:
N.R.P. Andrómeda
N.R.P. Auriga

ANO DE CONSTRUÇÃO:
1987
1988

ÁREA DE OPERAÇÕES:
Portugal Continental
Madeira

EMPREGO OPERACIONAL:
- Fundeamento e operação de equipamentos oceanográficos;
- Levantamentos geofísicos da plataforma continental;
– Apoio e participação em exercícios e operações navais;
- Assegurar observações hidrológicas;
- Monitorização ambiental de rios;
- Fundeamento de bóias ondógrafo;
- Detecção e localização de objectos;
- Apoio à Comunidade Científica;
- Actualização da cartografia náutica;
- Combate à poluição no mar;
- Detecção de minas;
- Apoio a operações SAR;
- Serviço público.

NOTAS:
• Foram construídas nos Estaleiros do Arsenal do Alfeite de acordo com um projecto desenvolvido no Gabinete de Estudos da Direcção-Geral do Material Naval, são de construção inteiramente soldada, casco em ferro e a estrutura e os isolamentos especialmente cuidados no que respeita a insonorização e amortecimento de vibrações.

• Ambos os navios têm o nome de constelações homónimas que se situam no hemisfério Norte.
• São lanchas versáteis concebidas para a actividade de investigação hidrográfica em estuários, zonas fluviais e costeiras.
• Estão preparadas para proceder a sondagem hidrográfica a escalas de 1/10.000 e 1/50.000 e pequenos cruzeiros oceanográficos.
• Podem ser apetrechadas com um conjunto de sistemas de reflexão sísmica ligeira "Boomer e Sparker".
• Possuem uma área de trabalho de 30 m² no convés a ré, espaço laboratorial e de aquisição de dados de 10 m², oficinas de mecânica, electricidade e electrotecnia geral.

• Dispõem de espaço para alojamento e apoio logístico para operações com equipas de Mergulhadores.
• Caso se justifique podem ser utilizadas na detecção e inactivação de minas marítimas, mediante a utilização do seu equipamento técnico.
• Desfrutam de energia eléctrica estabilizada para alimentação dos computadores e equipamentos, têm um laboratório que de acordo com a especificidade da missão, pode ser do tipo seco ou húmido, têm ainda possibilidade de receber um contentor de 6 metros, para usos científicos.
• Em 2002, a "Auriga" participou no exercício "CONTEX-PHIBEX", servindo de navio para a detecção de simulacros de minas.
• Em 2003, a "Auriga" enquadrada no exercício "SWORDFISH", realizou operações de "Rapid Environmental Assessment" e simulou um navio mercante que transportava armamento e carga proibida por uma resolução da ONU, sendo posteriormente abordado pelo PELBOARD.
• Em Julho de 2009, a "Andrómeda" participou numa demonstração relativa ao exercício de Segurança Energética organizado para o Presidente da República.

PARTICIPAÇÃO EM MISSÕES IMPORTANTES:
• Em 1989, a "Andrómeda" realizou trabalhos em Cabo Verde.

• Em Dezembro de 1991, a "Auriga" participou nas buscas do navio de pesca "Bolama", sendo descoberto 2 meses depois do naufrágo a 14 milhas do Cabo Espichel e a 110 metros de profundidade.
• Em 1997, a "Auriga" foi escalonada para uma missão de exploração das Ilhas Desertas, transportando uma equipa da Brigada Hidrográfica Nº 2, do Instituto Hidrográfico.
• Em Agosto de 2000, a "Andrómeda" foi adstrita para as buscas de uma avioneta civil da classe CESSNA 152, que caiu próximo do Portinho da Arrábida.
• Em 2002, a "Andrómeda" esteve envolvida nas operações de combate à poluição, resultante do afundamento do petroleiro "Prestige".
• Em Setembro de 2003, a "Auriga" participou na localização de um avião (Beechcraft 200) que se despenhou ao largo do Caniçal, na Madeira.

LANCHAS DE FISCALIZAÇÃO DA CLASSE "ALBATROZ"

(ACTUALIZADO)

Lancha de Fiscalização "CISNE"
 
TIPO DE NAVIO:
Lancha de fiscalização pequena

PERFIL:



DESLOCAMENTO:

51,7 toneladas

DIMENSÕES:

21,8 x 5,2 x 1,6 metros

PROPULSÃO:
2 motores a diesel CUMMINS-50-M2 - 1.500cv
2 hélices

ENERGIA:

2 geradores diesel-eléctricos LISTER PETTER de 22cv

VELOCIDADE MÁXIMA:

20 nós (37 km)

AUTONOMIA:

2.500 milhas a 12 nós
450 a 18 nós

GUARNIÇÃO:
Oficiais: 01 (Sob o comando de um Oficial Subalterno)
Sargentos: 01
Praças: 06
Total: 08

RADAR:

Navegação - RACAL-DECCA RM 316P, banda I (27 Km de alcance)

COMUNICAÇÕES:

- Radiogoniómetros MF / HF / VHF;
- 1 ETO (Emissor Transmissor de Ordens);
- 1 Projector de sinais

EQUIPAMENTO:
- Aladador de redes de 3 toneladas;
- 1 Balsa salva-vidas;
- 1 Bote pneumático ZEBRO III;
- Sistema de Carta Electrónica ECDIS;
- Sistema GPS;
- Receptor DGPS;
- Odómetro electromagnético;
- Sonda ultrasónica;
- Girobússola;
- Anemómetro;
- Agulha magnética;
- Agulha giroscópica;
- Ómega diferencial;
- Barógrafo;
- Barómetro;
- Sistema de recepção de Avisos à Navegação NAVTEX;
- Receptor meteorológico FAC-SIMILE - NAGRAFAX

SISTEMAS DE ARMAS:
2 Metralhadoras-pesadas BROWNING M2HB de 12,7mm (2,4 Km de alcance)

DESIGNAÇÃO NATO:

PB

INDICATIVO DE CHAMADA INTERNACIONAL:
LAGUIA
LISNE

ENDEREÇO RADIOTELEGRÁFICO:

CTIP
CTIR

NÚMERO DE AMURA:P1165
P1167

BASE DE APOIO:
Base Naval de Lisboa


NOME:
N.R.P. Águia
N.R.P. Cisne

ANO DE CONSTRUÇÃO:
1975
1976


EMPREGO OPERACIONAL:
- SAR;
- Presença Naval;
- Serviço público;
- Patrulha costeira;
- Controlo da poluição na costa;
- Combate ao narcotráfico;
- Fiscalização da Pesca;
- Fiscalização dos esquemas de separação de tráfego marítimo;
- Escolta a navios combatentes em àguas restritas;
- Segurança de navios estrangeiros de visita a portos nacionais;
- Alagem de artes caladas em situação infractora.


NOTAS:
 Eram inicialmente seis navios (05 da Marinha e 01 da Polícia Marítima), foram construídas nos Estaleiros do Arsenal do Alfeite segundo um projecto nacional, que seguia o modelo das lanchas de fiscalização pequenas (LFP) utilizadas durante a Guerra Colonial.













UAM 840 "Condor" da Polícia Marítima

• A sua principal função é a fiscalização da pesca, inicialmente estes navios foram comandados por Oficiais Subalternos oriundos da Reserva Naval, mas a partir de finais de 91, passaram a ser comandados por Oficiais do Quadro Permanente formados na Escola Naval.
• A 02 de Abril de 1976, a "Albatroz" assistiu o Navio-Patrulha "Save" da classe "Cacine", que quando navegava em serviço de fiscalização a 2 milhas da Ponta de Sagres na costa algarvia, foi abalroado por um navio não identificado, que após a colisão afastou-se sem prestar assistência, no acidente pareceu 01 Sargento MQ e 02 elementos da guarnição sofreram ferimentos ligeiros, o navio sofreu vários danos no tombadilho, superestrutura e um grande rombo na zona das máquinas, sendo-lhe soldado uma chapa de modo a permitir o navio navegar até ao Arsenal do Alfeite para reparação, após a colisão foi socorrido inicialmente por 03 traineiras.
• Ambos os navios sofreram uma reconversão em 1999, na qual a peça OERLIKON de 20mm/65 da proa foi substituída por um alador de redes para a fiscalização das artes caladas em situação presumivelmente infractora, o que lhes confere melhores características operacionais nesta sua função.


Lancha "Águia" ainda com a peça OERLIKON de 20mm/65 montada à proa

• No dia 30 de Junho de 2001, a "Andorinha", destacada no Comando da Zona Marítima do Norte, subiu o Rio Douro até à cidade de Peso da Régua.

















Lancha "Andorinha" atracada no Porto, junto à margem do Rio Douro

• Em Dezembro de 2001, duas lanchas desta classe, a "Albatroz" e a "Açor", posteriormente "Oé-cusse" e "Ataúro", foram revistas, reequipadas, modernizadas e adequadas às características climatéricas de Timor-Leste, a fim de serem cedidas ao abrigo do acordo do levantamento da Componente Naval da Força de Defesa de Timor-Leste.
• Em 2002, a "Águia" participou no exercício "INSTREX", integrada na força opositora.

LANCHA DE FISCALIZAÇÃO "RIO MINHO"

(ACTUALIZADO)

Lancha de Fiscalização Fluvial "RIO MINHO"

TIPO DE NAVIO:
Lancha de fiscalização fluvial

PERFIL:

DESLOCAMENTO:
70 toneladas

DIMENSÕES:
22,4 x 6 x 0,77 metros

PROPULSÃO:
2 hidrojactos omni-direcionais SCHOTTEL accionados por 2 motores a diesel KHD DEUTZ - 244cv

VELOCIDADE MÁXIMA:
10 nós (18 km)

AUTONOMIA:
800 milhas a 9,5 nós

GUARNIÇÃO:
Oficiais: 1 (Sob o comando de um oficial subalterno)
Sargentos: 1
Praças: 6
Total: 8

RADAR:
Navegação - FURUNO FR-1505 DA, BANDA I

COMUNICAÇÕES:
- Transreceptor VHF/FM SAILOR RT2048;
- Transreceptor HF HARRIS RF2301;
- Transreceptor VHF/FM 425;
- 1 ETO (Emissor Transmissor de Ordens);
- 1 Projector de sinais

EQUIPAMENTO:
- 1 Bote pneumático ZEBRO II;
- 1 Pau de carga;
- 1 Balsa salva-vidas;
- Sonda de navegação SEAFARER V;
- Agulha magnética;
- Anemómetro;
- Odómetro YOKOGAWA Novi III;
- Receptor DGPS

SISTEMAS DE ARMAS:
1 Metralhadoras-ligeiras HK-21 de 7,62mm

DESIGNAÇÃO NATO:
PBR

INDICATIVO DE CHAMADA INTERNACIONAL:
LIOMINHO

ENDEREÇO RADIOTELEGRÁFICO:
CTIG

NÚMERO DE AMURA:
P370

BASE DE APOIO:
Caminha

NOME:
N.R.P. Rio Minho

ANO DE CONSTRUÇÃO:
1991

ÁREA DE OPERAÇÕES:
Rio Minho

EMPREGO OPERACIONAL:
- SAR;
- Presença Naval;
- Serviço público;
- Patrulha fluvial;
- Controlo da poluição no rio;
- Combate ao narcotráfico;
- Fiscalização de pesca, caça e embarcações de recreio.

NOTAS:
• Foi construída nos Estaleiros do Arsenal do Alfeite, é a única da classe e foi especialmente concebida para a missão de patrulhar a fronteira fluvial do Rio Minho, a jusante de Valença, e ocasionalmente por curtos períodos, a área costeira adjacente à foz do Rio Minho.
• O casco e a superestrutura foram construído em aço, possuí um reduzido calado especialmente concebido para as águas fluviais pouco profundas, assim pelo mesmo motivo não possui hélices nem lemes, sendo a sua propulsão e manobras asseguradas por dois jactos de água omni-direcionais.
• Ao nível dos interiores as acomodações para a guarnição são espaçosas, sendo de salientar que o oficial e o sargento têm camarote privativo.
• Está preparada para navegar com dois compartimentos contíguos alagados.
• É o único navio da Marinha de Guerra Portuguesa que se encontra permanente com missão atribuída, dado encontrar-se sempre fora da Base Naval do Alfeite, assim como também é o único que realiza a fiscalização da caça, integrando uma equipa constituída por um Guarda Florestal, um Agente da Polícia Marítima e um Militar do "Rio Minho", que utilizam a embarcação pneumática para fiscalização das ilhas e margens do TIRM.
• Exerce durante a época balnear, a fiscalização das embarcações de recreio como por exemplo: lanchas, motas de água e ski-aquático, devido ao espaço restrito que o rio proporciona e ao grande afluxo das embarcações de recreio, sendo o principal objectivo a vigilância para controlo de regras e de segurança.

• Em Outubro de 2002, a Marinha equacionou retirar o navio da patrulha da fronteira fluvial do Rio Minho por considerar desnecessário, no âmbito das alterações do dispositivo de fiscalização e face a presença de meios da Polícia Marítima.
• No dia da Marinha em 2004, serviu de plataforma de abordagem para uma simulação do DAE.

PARTICIPAÇÃO EM MISSÕES IMPORTANTES:
• Em 2002, esteve envolvida nas operações de combate à poluição no mar, resultantes do afundamento do petroleiro "Prestige" colocando barreiras de protecção.
• Em 2006, em colaboração com o Instituto Hidrográfico participou na campanha ECOIS I, realizando observações hidro-sedimento-dinâmicas no Estuário do rio Minho.
• Em 2007, em colaboração com o Instituto Hidrográfico participou na campanha ECOIS II servindo de plataforma de apoio aos trabalhos para a realização de estudos e levantamentos hidrográficos.