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26/10/09

SUBMARINOS DA CLASSE "ALBACORA"

(ACTUALIZADO)
RECORDANDO NAVIOS DE UM PASSADO RECENTE


ESQUADRILHA DE SUBMARINOS


Submarino "BARRACUDA"

TIPO DE NAVIO:
Submarino convencional

PERFIL:
 
 
DESLOCAMENTO:
869 toneladas à superfície
1.043 toneladas em imersão
178 toneladas de flutuabilidade dos tanques de lastro

DIMENSÕES:

57,7 x 6,7 x 5,2 + (torre 10,4) metros

CASCO RESISTENTE:
44 x 4,9 metros

COMPARTIMENTOS:
Posto a Ré / Propulsão / Corredor higiénico, Posto de Controlo e Auxiliares / Posto de Comando, alojamentos Oficiais e porões das baterias / Posto a Vante
(4 anteparas estanques não resistentes balizas)

PROPULSÃO:
2 motores a diesel SEMT-Pielstick 12 PA4 V 185 de 450 kW - 1.300cv
2 motores eléctricos JEUMONT-SCHNEIDER de 450kW - 1.600cv
2 hélices

ENERGIA:
2 geradores diesel-eléctricos de 800cv

COMBUSTÍVEL:
74 toneladas

VELOCIDADE MÁXIMA:

Superfície - 13,5 nós (25 km)
Submerso - 16 nós (30 km)
Snorkel - 7 nós (12 km)

AUTONOMIA:

9.430 milhas a 5 nós
31 dias

PROFUNDIDADE MÁXIMA OPERACIONAL:

300 metros

PROFUNDIDADE DE COLAPSO:

575 metros

GUARNIÇÃO:
Oficiais: 7 (Sob o comando de um oficial superior)
Sargentos: 17
Praças: 32
Total: 56

RADAR:
Navegação/procura - KELVIN HUGHES 1007, banda I (37 Km de alcance)

SONAR:

- Thomson Sintra DUAA 2 (procura e ataque activo e passivo / 8.4 kHz);
- Elac Nautik LOPAS 8300 (procura e ataque passivo / baixa frequência);
- VELOX M6 (interceptor acústico)

COMUNICAÇÕES:

- Transreceptores de UHF, HF, VLF, VHF;
- 1 Rede de difusão geral;
- Telefone submarino TUUM 1A e TUUM 2A/B 50 kHz;
- Comunicações por satélite W(SUB)-ECDIS e AIS

EQUIPAMENTO:

- 1 Periscópio de observação Type M;
- 1 Periscópio de ataque ST3;
- Sistema GPS;
- Sistema IFF;
- Odómetros electromagnéticos;
- 1 Projector de sinais ALDIS;
- Sistema de Carta Electrónica ECDIS;
- Medidor da velocidade do som na água;
- Sonda ultrasónica;
- Receptor DGPS;
- 5 Faróis de navegação;
- Vidros da torre com 6mm;
- Barómetro

CONTROLO DE TIRO:
- DLT D3 (calculador da direcção de tiro)

SISTEMA DE GUERRA ELECTRÓNICA:

- ARUR/ARUD (alertador de radar, montado no periscópio)

SISTEMAS DE ARMAS:
- 12 Tubos lança-torpedos ECAN-L3 de 550mm (8 na proa e 4 na popa);
- Torpedos ECAN L3 (ASW/activo/5,5 km de alcance/25 nós);
- Torpedos ECAN E14 (ASW/ASUW/passivo/5,5 km de alcance/25 nós)

DESIGNAÇÃO NATO:

SSK

INDICATIVO DE CHAMADA INTERNACIONAL:
SUBCUDA

ENDEREÇO RADIOTELEGRÁFICO:

CTSE

NÚMERO DE AMURA:
S164

BASE DE APOIO:

Base Naval de Lisboa

NOME:
N.R.P. Barracuda

ANO DE CONSTRUÇÃO:
Maio de 1968

EMPREGO OPERACIONAL:
- Operações de protecção de forças combinadas ou conjuntas;
- Operações de vigilância e recolha discreta de informações, inclusive em zonas controladas pelo opositor;
- Condução de operações especiais e de apoio avançado a forças anfíbias;
- Operações de interdição de áreas focais, portos, costa, ou zona de navegação de elevado interesse;
- Acções de negação do uso do mar em áreas oceânicas;
- Colaboração no combate ao narcotráfico e terrorismo;
- Protecção da navegação costeira e oceânica em águas de interesse nacional;
- Efectuar operações de reconhecimento com desembarque e recolha de forças especiais em acções que requerem sigilo e surpresa;
- Efectuar acções de representação e presença naval.

NOTAS:

 Esta classe foi construída nos Estaleiros "Ateliers Dubigeon-Normandie", em Nantes (França), inicialmente eram quatro navios e formavam a 4ª Esquadrilha de Submarinos da Marinha de Guerra Portuguesa.
• O acordo para a construção foi negociado e assinado pelo Ministro das FA's Francesas e o Ministro da Marinha de Portugal a 24 de Setembro de 1964, em Paris, outorgando em nome do Governo Português o Embaixador de Portugal na França.
• Para fiscalizar e acompanhar a construção, foi enviada para o estaleiro uma missão naval portuguesa.
• Substituíram a classe "Neptuno" (classe "S"), 3ª Esquadrilha de origem inglesa, construídos durante a II Guerra Mundial.
• Durante os seus primeiros anos escoltaram navios de guerra e navios de transporte de tropas e material com destino às colónias africanas, enquanto navegavam na ZEE portuguesa.
• Marcaram o marco histórico na Marinha de Guerra Portuguesa com a mudança tecnológica de submersível para submarino.
• Tinham capacidade para operar silenciosamente, a sua velocidade reduzida permite-lhes atingir grandes profundidades, a forma exterior do casco foi aperfeiçoada e testada em tanques, todo o material de atracação é retráctil, e existem até microfones instalados no casco para permitir uma melhor monitorização do nível de ruído produzido, para controlar a velocidade e as manobras.
• O casco resistente é reforçado no local das escotilhas e em todas as outras passagens de casco em cerca de 70%, o material utilizado na construção é o aço 60 HLES (aço de 60 Kg/cm² de carga de rotura), com alto limite de elasticidade e soldável.
• De construção, eram apetrechados com 12 torpedos já colocados nos 12 tubos lança-torpedos em posição de disparo (8 na proa interiores e 4 na popa exteriores).
• Nos últimos anos de serviço, os 4 tubos de popa encontravam-se desactivados, não tiveram sala de torpedos nem recargas, a fim de evitar possíveis ruídos efectuados durante o recarregamento dos tubos lança-torpedos e reduzir o número de elementos da guarnição.
• O "Barracuda", o último submarino restante da Esquadrilha foi abatido com 42 anos de serviço e, foi o submarino mais antigo na NATO, a ser operado pela mesma Armada, com 46.636 horas de navegação (equivalente a mais de 36 circum-navegações ao Mundo) e mais de 300 missões e exercícios, no entanto mantém uma grande operacionalidade, com cerca de 120 dias de navegação por ano. De salientar que quando for abatido em finais 2009, terá mais 16 anos do que inicialmente programado.
• Participaram no treino do DAE e dos Mergulhadores de Combate, desde a inserção em praias, apoio a operações de resgate, até a recolha dos mesmos, e a aquisição de informação do litoral, nomeadamente registos fotográficos.


Exercício do DAE com submarinos

• Dois submarinos franceses desta classe desapareceram no Mar Mediterrâneo sem deixar rasto: o "Minerve" em 1968 e o "Eurydice" em 1970, em 1971 o "Flore" quase teve o mesmo destino, devido a um defeito numa válvula do "snorkel", foi retirado de serviço em 1989 e actualmente é utilizado pela Arábia Saudita para treino.
• O "Albacora", o 1.º da classe chegou à Base Naval do Alfeite em 28 de Abril de 1968, escoltado pelo "Narval" da 3.ª Esquadrilha.
• Em 1968, o "Albacora" participa pela 1.º vez num exercício internacional, no "PTB" da Marinha Francesa.
• Em Fevereiro de 1970, o "Barracuda" participou pela 1.º vez num exercício NATO "SUNY SEAS 70" com a "STANAVFORLANT".
• Em Junho de 1970, o "Delfim" participou no exercício NATO "NIGHT PATROL".
• Em Junho de 1971, o "Delfim" durante o exercício da Marinha Espanhola "Armada 71", proporcionou o embarque a 2 Oficiais e 2 Sargentos da da Marinha Espanhola, tendo o Cte., o Imediato, um Sargento e uma Praça sido agraciados com a «Cruz del Mérito Naval».
• A 9 de Dezembro de 1971, na Guerra Indo-Paquistanesa, um submarino da classe "Daphné" paquistanês, o "Hangor" afundou a fragata indiana "Khukri" da classe "Type 14" de origem inglesa, tendo sido o 1.º ataque de um submarino desde a 2.ª Guerra Mundial, curiosamente a fragata foi um dos navios da União Indiana que participou na Invasão de Goa em 1961.
• Em Dezembro de 1970, o "Delfim" no âmbito da cooperação militar, proporcionou um estágio aos alunos da Escola de Submarinos da Marinha Espanhola com saídas para o mar, por esta estar em fase de aquisição de navios da mesma classe.
• Em Março de 1972, o "Albacora" participou no exercício de manobras aero-navais da Marinha Real Britânica "JOINT MARITINE COURSE", ao largo do Norte da Escócia.
• Em Maio de 1972, o "Barracuda" realizou a sua primeira Grande Revisão efectuada em Portugal, prevista durar 18 meses, mas que terminou 33 meses após o seu início.
• Em Julho de 1972, o "Albacora" realizou uma viagem a Cabo Verde atracando na Ilha de S. Vicente, com o desiderato de testar o comportamento do submarino em águas de temperaturas elevadas, percorrendo 3.089 milhas.
• Em Setembro de 1972, ocorreu um incêndio no sistema propulsor do "Delfim" quando navegava em snorkel, pouco depois de zarpar do Porto do Funchal - Ilha da Madeira.
• Em Setembro de 1973, o "Albacora" depois de participar no exercício NATO "QUICK SHAVE" sofreu uma anomalia no sistema de comunicações que impossibilitou de comunicar ao início da viagem de regresso ao Comando da Marinha Portuguesa e da NATO, despoletando uma acção de SAR a nível nacional e da NATO.
• A 29 de Outubro de 1975, o "Cachalote" foi abatido ao efectivo e vendido à França no Porto de Toulon que por sua vez vendeu-o ao Paquistão em Janeiro de 1976, sendo baptizado de "Ghazi", posteriormente ao ser modernizado recebeu a capacidade para lançar mísseis anti-navio SUB-HARPOON.

O NRP "Cachalote" a navegar (Foto cedida por Reinaldo Delgado / blogue Navios e Navegadores)

• Em Setembro de 1979, o "Albacora" e o "Barracuda" realizam um encontro em imersão e exercício de comunicação a 3 km de distância.
• Nos anos 80 receberam uma modernização a nível de sensores.
• Em Setembro de 1980, o "Barracuda" quando se dirigia para Plymouth - Inglaterra, navegando com mau tempo à superfície durante 379 horas e 6 minutos para participar no exercício NATO "TEAM WORK", partiu duas antenas e danificou um tanque de lastro que originou uma banda de 10.º, a Bombordo.
• Em Outubro de 1980, os Adidos Militares Navais de Marinha de Guerra estrangeiras acreditados em Lisboa embarcaram num submarino para assistirem a uma demonstração das capacidades operacionais.
• Em Setembro de 1982, o "Barracuda" executou o 1.º ataque anti-submarimo com um torpedo de exercício ao "Delfim".

• Em Maio de 1983, o "Barracuda" durante o exercício NATO "LOCKED GATE 83", realizado numa área a Sul de Cádiz - Espanha, constituiu com outros submarinos uma barreira de oposição ao trânsito de forças de superfície opositoras que navegavam para o Mar Mediterrâneo, através do Estreito de Gibraltar.
Na sequência da intercepção de comunicações, o "Barracuda" identificou a aproximação da força naval do porta-aviões nuclear "Eisenhower" (CBG - Carrier Battle Group) da Marinha dos EUA, não integrada no exercício, com destino ao Mar Mediterrâneo a fim de render o CBG da 6.ª Esquadra.
Após análise dos dados disponíveis foi possível identificar que a força naval cruzaria o limite Norte da área de patrulha atribuída ao "Barracuda", pelo que com base na detecção a longa distância da força naval, na identificação do respectivo rumo de progressão e fazendo uso do profundo conhecimento das condições batitermográficas prevalecentes na zona, foi possível posicionar tacticamente o "Barracuda", utilizando as zonas de sombra dos sonares dos navios de escolta da cobertura de protecção do porta-aviões de modo a dificultar a respectiva detecção.
Perante a situação táctica e a possibilidade irrecusável de tentar-se simular um ataque a um porta-aviões, foi decidido manobrar de forma a passar sem ser detectado pela poderosa cobertura de protecção do "Eisenhower", constituída em avanço por helicópteros ASW com sonar em activo e posteriormente por navios de superfície operando também os sonares em activo.
Tal manobra foi conseguida com recurso a opções tácticas adequadas, permitindo ultrapassar com êxito total a cobertura do "Eisenhower" e posicionar o "Barracuda" a navegar ao mesmo rumo e sob o porta-aviões, até atingir a posição de ataque simulado com torpedos, totalmente indetectado.
Após a acção e logo que a situação táctica e operacional o permitiu, o "Barracuda" foi à cota periscópica e transmitiu uma mensagem para a entidade condutora do exercício (CINCIBERLANT), relatando a acção. O CBG só teve conhecimento da acção à posteriori e com suporte nos registos efectuados a bordo do "Barracuda" durante a acção.
Findo o exercício o "Barracuda" foi destinatário da seguinte mensagem pessoal de parabéns do Contra-almirante Deputy CINCIBERLANT:
"FOR BARRACUDA, THE RARE OPPORTUNITY OF ATTACKING A CARRIER MUST HAVE MADE YOUR DAY. BRAVO ZULU AND GOD SPEED".

• Em Junho de 1983, a bordo do "Albacora" foi emitido à cota periscópica (12 metros) o programa radiofónico "Despertar" da Rádio Renascença com o locutor António Sala.
• Em 1983, nos Estaleiros do Arsenal do Alfeite montou-se em todos os submarinos uma nova passagem no casco na zona da popa, que permite realizar salvamentos por via de assentamento e acoplamento de veículos de salvamento submersíveis DSRV e LR-5.
• Em 1983, o exercício nacional "SWORDFISH" realizado ao largo da Ilha da Madeira teve a particularidade de empenhar os 3 submarinos da ª Esquadrilha.
• Em 1984, o "Barracuda" foi o 1.º submarino português a efectuar fotografia subaquática a navios.
• Em Março de 1984, o "Albacora" durante a participação no exercício de submarinos da Marinha Espanhola "TAPON", realizou a 1.º passagem em imersão pelo Estreito de Gibraltar com destino ao Porto de Cádiz - Espanha, conforme a ordem de exercício e constante ameaça aero-naval das forças opositoras sem ser detectado.
• A 22 de Fevereiro de 1988, a Esquadrilha de Submarinos foi condecorada com a Medalha de Ouro de Serviços Distintos.
• Entre 1993 e 1994, receberam novos radares e substitui-se o baticelerímetro e o interceptador-analisador sonar.
• Em 1994, o "Barracuda" no final de um exercício "FOST" quando emergia à cota periscópica, embateu num cargueiro no Canal da Mancha, não se registaram baixas, apenas danos estruturais na torre.


Danos estruturais na torre do Barracuda

• Em 1997, o "Delfim" quando regressava do Mar Mediterrâneo, a sul de Cádiz, correu perigo de se poder afundar, dado que metia água pela chumaceira do veio do motor de estibordo, tendo sido prontamente resolvido pela guarnição.
• Em 1999, o "Albacora" participou no exercício "CONTEX/PHIBEX" projectando para terra o DAE como força avançada, que posteriormente simulou a eliminação de uma bateria costeira de mísseis anti-navio.
• Em 1999, o "Albacora" e o "Barracuda" participaram no exercício "SWORDFISH" simulando submarinos violadores do embargo.
• Em 2000 o "Albacora" é desactivado e canibalizado.
• Em Junho de 2001, o "Delfim" realizou um exercício de salvamento submarino em Rassay na Escócia, acoplando com o veículo submersível de salvamento "LR-5" britânico, à profundidade de 146 metros.
• Em 2002, o "Delfim" participou no exercício "CONTEX/PHIBEX", servindo de transporte e meio de inserção do DAE no cenário de operações, após terem sido lançados de pára-quedas para o mar de um Hércules C-130 da FAP, com todo o seu equipamento.
• Em 2002, o "Delfim" participou no exercício "INSTREX", integrado na força opositora e nas séries de luta anti-submarina para disparo de torpedos, constituindo o mesmo como alvo dos torpedos de exercício.
• Em 2002, durante a participação do "Delfim" no exercício "NEOTAPON", no qual em simulação de luta anti-submarina, conseguiu interceptar por 3 vezes o submarino nuclear de ataque francês "Saphir" da classe "Rubis".
• Nos finais de 2003, o "Delfim" esteve atribuído ao «Flag Officer Sea Training», no mesmo ano durante o exercício "SWORDFISH", realizou com grande realismo num cenário de luta ASW, operações de transporte e inserção em território hostil de forças especiais.
• Em 2004, o "Barracuda" participou no exercício "INSTREX", actuando como ameaça, e em apoio directo à força naval fornecendo informações e efectuando o controlo da navegação.
• Em 2004, procedeu-se à substituição do interceptador-analisador sonar, do sonar passivo e equipou-se o "Barracuda" com comunicações satélite W(SUB)-ECDIS e AIS.
• Em Abril de 2005, durante o exercício "CONTEX", o "Delfim" assentou no fundo do mar simulando uma situação de acidente grave a 60 metros de profundidade.
• Em Junho de 2005, o "Delfim" participou no exercício "SHARK HUNT" organizado pela Marinha de Guerra Norte-americana, realizando um vasto conjunto de acções de treino cujo objectivo principal era o desenvolvimento e manutenção das capacidades de luta submarina em ambiente operacional complexo.
• Em Dezembro de 2005 o "Delfim" é desactivado.
• Em Maio de 2006, o "Barracuda" foi equipado com um novo sonar passivo Elac Nautik LOPAS 8300, obtendo-se um maior conhecimento de acústica submarina, podendo operar em Broadband (ruído puro) ou em Narrowband, podendo-se classificar os efeitos hidrofónicos com maior fiabilidade e não só confiando na análise DEMON e espectral.
• Em Maio de 2006, o "Barracuda" participou no exercício "SWORDFISH", servindo de transporte e meio de projecção do DAE no cenário de operações, após terem sido lançados de pára-quedas para um ponto de reunião no mar.
• Em Maio de 2009, o "Barracuda" realizou um exercício com a fragata "Bartolomeu Dias" no âmbito da demonstração para os Auditores do Curso de Defesa Nacional.
• Em Julho de 2009, o "Barracuda" participou numa demonstração relativa ao exercício de Segurança Energética organizado para o Presidente da República.


O "Barracuda" e um helicóptero Linx Mk95

• Os três submarinos irão ser conservados, sendo transformados em museus, o "Delfim" em Viana do Castelo, o "Barracuda" em Cascais e o "Albacora" na própria Esquadrilha de Submarinos na Base Naval do Alfeite.
• Participam também nos exercícios nacionais: AÇOR e ZARCO; e internacionais: OCEAN SAFARY, POST e JOLLY ROGER nos quais adquirem perícia ao patrulhar as águas e contribuem para o treino de navios ASW.
• Para além de Portugal a classe DAPHNÉ, também é operado pelas Marinhas de Guerra da África do Sul, Espanha e Paquistão.

PARTICIPAÇÃO EM MISSÕES IMPORTANTES:
• Em 15 de Dezembro de 1982, o "Barracuda" realizou o 1.º afundamento por um submarino português, lançando à superfície um torpedo L3 a 3.800 metros contra o Navio-Butaneiro "Bandim" que se encontrava à deriva e semi-afundado com a proa elevada 15 metros acima da superfície, naufragado a 120 milhas a SW do Cabo Espichel e por constituir um perigo para a navegação, atingido a 30 metros de profundidade, afundou-se completamente em 13 minutos.
 
Gerbe resultante da explosão do torpedo L3

• Em 1993, o "Albacora" e o "Delfim" participaram na «Operação Sharp-Guard» da UEO/NATO no Mar Adriático, junto às costas da ex-Jugoslávia, efectuando vigilância marítima num total de 730 horas de imersão.
• Em 1997, o "Barracuda" participou na «Operação Endurance» no Oceano Atlântico, durante 31 dias sem atracar, reabastecendo pela estação de popa do Navio-Reabastecedor "Bérrio" pela primeira vez em alto-mar, operação que já não era realizada por nenhuma Marinha de Guerra, desde a 2ª Guerra Mundial.
• Em Janeiro de 2004, a 46 milhas de Vila Real de Santo António, o "Delfim" (desactivado em 2005) participou numa missão de combate ao narcotráfico na ZEE Portuguesa, em cooperação com a Polícia Judiciária, tendo vigiado e seguido um iate espanhol, recolhendo informações úteis para uma força que o abordou posteriormente, composta por elementos do DAE, Fuzileiros, um helicóptero Lynx e uma corveta, a operação culminou na apreensão de 5,5 toneladas de haxixe.


30/06/09

ESQUADRILHA DE HELICÓPTEROS DA MARINHA

(ACTUALIZADO)

"TREINO DURO COMBATE FÁCIL"


Helicóptero WESTLAND SUPER NAVY LYNX Mk95

TIPO DE AERONAVE:
Helicóptero de luta anti-submarina


PERFIL:


MODELO:
WESTLAND SUPER NAVY LYNX Mk95

PESO:
3.110 kg (vazio), 5.126 kg (máximo)

DIMENSÕES:
15,2 x 12,8 (rotores) x 3,5 metros (altura)

MOTORES:
2 Turbinas Rolls Royce GEM 42-1 Mk1017 - 1.120cv (835kW)
2 rotores (principal e de cauda, cada um com 4 pás)

COMBUSTÍVEL:
F44 - 802 kg (2h10min) ou 1.520 kg (3h45min) com tanques auxiliares

VELOCIDADE MÁXIMA:
168 nós (255 Km)

VELOCIDADE OPERACIONAL:
120 nós (232 Km)

CONSUMO MÉDIO:
300 Kg/hora

ALTITUDE MÁXIMA:
12.000 Pés (3.600 metros)

AUTONOMIA:
240 milhas (sem reabastecimento)
100 milhas (voo com regresso ao navio)

TRIPULAÇÃO:
Pilotos: 2 Oficiais
Operador de sistemas: 1 Sargento
Total: 3

RADAR:
Radar de busca semi-activo BENDIX RDR 1500B de 360º de varredura / 160 milhas

SONAR:
Sonar (activo/passivo) omnidireccional de profundidade variável BENDIX AN/AQS-18 (300 metros de cabo/profundidade)



Sonar acústico activo de profundidade variavél BENDIX AQS-18

COMUNICAÇÕES:
- Interfonia;
- Telebrief;
- Data-link VESTA;
- Telefone submarino UWT
- HF Collings hF 9000;
- UHF com homing CHELTON SYSTEM 7;
- UHF Collings Dual AN/ARC 182

SISTEMAS DE NAVEGAÇÃO:
- Computador táctico de navegação RACAL RNS 252;
- GPS MARCONI CMA-3012;
- Main Compass BAE GM Mk9;
- Sistema Doppler RACAL Type 91;
- Radar altímetro SMITHS NA/APN 198;
- Sistema de controlo de voo;
- Sistema de velocidade verdadeira do ar PENNY and GILES D11731TH;
- Sistema giroscópico;
- Sistema IFF COSSOR 4720;
- VOR-DME (COLINS VOR-VIR 31A);
- DME (COLLINS DME 42);
- CCS RACAL B963

EQUIPAMENTO:
- Arpão hidráulico;
- Trem de triciclo não retráctil com travão das rodas;
- 4 flutuadores de emergência (2 no nariz e 2 nos sponsons do trem principal);
- 2 geradores de 6kW a 28V;
- 2 alternadores de 15 kVA A 115/200V;
- 1 bateria de 23A/h;
- Guincho com capacidade de 272 kg;
- Cabo de fast-rope;
- Banco PAX de 3 ou 6 passageiros;
- Gancho SACRU para carga externa suspensa até 1.680 kg

CAPACIDADE DE CARGA:
9 homens ou 970Kg de carga (equipamento ASW removido e configurado como utilitário)

SISTEMAS DE ARMAS:


2 Torpedos de 324 mm Mk46 Mod5 Neartip (activo / 40 nós / 9,2Km de alcance)


1 Metralhadora-pesada FN M3M de 12,7mm

NÚMERO DE REGISTO:
19201
19202
19203
19204
19205

ANO:
1993

EMPREGO OPERACIONAL:
- Realiza como missões prioritárias: a luta anti-submarina, luta anti-superfície, reconhecimento, patrulha marítima, apoio de tiro contra a costa e interdição de área para além das 100 milhas e da capacidade dos sistemas de armas do navio em que esteja asserido.
- Têm como missões secundárias: o transporte utilitário e táctico de carga e pessoal, SAR, lançamento de tropas com o equipamento de mergulho para a água (HELICAST), evacuações médicas (MEDEVAC), e reabastecimento vertical (VERTREP), por gancho SACRU para carga externa suspensa.


Helicóptero LYNX a efectuar SAR



HELICAST - Elemento dum DMS a efectuar salto de helicóptero


MEDEVAC - Helicóptero Lynx a ser utilizado para efectuar uma evacuação médica


VERTREP - Helicóptero a efectuar reabastecimento vertical por carga suspensa

- Quando necessário colaboram nas missões de SAR com os helicópteros SA 316 ALOUETTE III, com os recentes EH-101 MERLIN e com os aviões CASA C-212-100, C-212-300 AVIOCAR, Lockheed Martin HERCULES C-130H, e nas missões com os aviões de patrulha marítima e Lockheed Martin P3 C-II ORION da FAP.


Helicóptero SA 316 ALOUETTE III em missão SAR


Helicóptero EH-101 Merlin


Avião CASA C-212-100 AVIOCAR em patrulha marítima


Avião CASA C-212-300 AVIOCAR em patrulha marítima


Avião Lockheed Martin Hercules C-130H


Avião Lockheed Martin P3 ORION de patrulha marítima

NOTA:
• Em 1982, no conflito das Ilhas Falklands/Malvinas, a Marinha de Guerra Britânica utilizou helicópteros Lynx na destruição do submarino "Santa Fé" e de navios argentinos, em 1991 na Guerra do Golfo utilizou-os novamente tendo destruído várias lanchas-rápidas da Marinha de Guerra Iraquiana por via de mísseis SEA SKUA. Mais recentemente, em 2003 também actuaram na «Operação Iraqi Freedom».
• É um helicóptero projectado para operar a partir de navios do porte de uma corveta, estão preparados para operar com condições de mau estado de mar e de tempo ("sea state" +6 e ondulação de 4/6 metros), afim de facilitar o estacionamento no hangar, o cone da cauda é rebatível e as quatro pás são dobráveis e aerodinâmicas, possuindo pontas curvas, são construídas em materiais compósitos de fibra de vidro, com escudo de titânio e níquel, para protegê-las da corrosão do meio marinho.
• A Marinha Portuguesa possui cinco unidades na versão ASW, encomendados em Novembro de 1990 e recebidos em 1993, três novos e dois adquiridos a "Royal Navy", tendo sido convertidos do padrão Lynx HAS.3S para Lynx Mk 95, destinados às fragatas da classe "Vasco da Gama", começaram a ser embarcados somente a partir de 1995.
• O requisito original previa 7 unidades, de modo a permitir uma maior rotatividade dos aparelhos, guarnições, respectivas equipas de manutenção e em caso de urgência destacar para cada fragata 2 helicópteros, situação que ocorreu na «Operação Crocodilo» em 1998, mas na prática a situação com 5 Lynx's tem obrigado a uma certa sobrecarga de horas de voo (16 mil), sendo que a frota já usufruiu de 50% da sua vida útil.
• A médio prazo (2009-2010) a modernização dos aparelhos tem por finalidade satisfazer as novas necessidades operacionais, nomeadamente em missões ASUW, equipando-os com o sistema de vigilância electrónica FLIR 2000HP, sistema de pontaria para lá do horizonte VESTA-Helo, filtros de areia para operar em ambiente terrestre e blindagem amovível na forma de placas e tapetes de kevlar com capacidade para promover protecção balística.
• A Esquadrilha de Helicópteros da Marinha (EHM) foi formalmente activada em 24/09/1993 e é operada a partir da Base Aérea n.º 6 em Montijo, são as novas "asas" da Armada Portuguesa após um período de quase 41 anos de interregno.
• Participam activamente no treino de Fuzileiros e Mergulhadores, desde a inserção no local de operação, até a recolha dos mesmos, de salientar que se encontra em fase de estudo e futuramente de treino, a capacidade de lançamento do DAE de pára-quedas a partir de helicóptero.
• O destacamento aéreo embarcado nas fragatas é constituído por 12 elementos, quando se opera 1 Lynx, 9 elementos da área de manutenção e 3 da tripulação, o número aumenta para 16 quando operam 2 helicópteros, sendo 11 da área de manutenção e 6 das tripulações.
• Em Dezembro de 1994, teve lugar a primeira missão operacional dos Lynx, quando dois embarcados na fragata "Vasco da Gama" participaram no exercício "CONTEX"
• Em 2002, durante a participação no exercício "INSTREX" realizou-se com sucesso o lançamento de um torpedo Mk46.
• Em Março de 2009, conclui-se o processo de certificação da metralhadora-pesada FN M3M Mk3 de 12,7mm montada transversalmente a bombordo (com capacidade para 600 munições), durante a navegação da fragata "Corte-Real" integrada na SNMG1, sistema de armas que irá permitir a capacidade de interdição marítima e ataque contra alvos terrestres, sobretudo durante a prestação de apoio de fogo próximo às operações anfíbias.


Lynx com metralhadora-pesada FN M3M 12,7mm montada a bombordo


Lynx com metralhadora-pesada FN M3M 12,7mm a bordo da Fragata Corte Real

• Em Julho de 2009, um Lynx participou numa demonstração relativa ao exercício de Segurança Energética organizado para o Presidente da República, introduzindo o PELBOARD por recurso a "fast-rope" no "Bérrio".

• Em Março de 2010, a EHM foi condecorada pelo CEMA com a Medalha Militar de Serviços Distintos Grau Ouro, pelas acções desenvolvidas no âmbito das missões da Marinha.
• Para além de Portugal o LYNX, também é utilizado pelas Marinhas de Guerra da África do Sul, Alemanha, Brasil, Coreia do Sul, Dinamarca, França, Holanda, Inglaterra, Malásia, Noruega, Oman, Paquistão, Singapura e Tailândia.

PARTICIPAÇÃO EM MISSÕES IMPORTANTES:
• Em 1994, a bordo da "Corte Real" participaram na «Operação Sharp-Guard» da UEO/NATO, no Mar Adriático.
• Em 1995, a bordo da "Vasco da Gama" participaram na «Operação Sharp-Guard» da UEO/NATO, no Mar Adriático.



Lynx em operações de vistoria no Mar Adriatico

• Em 1998, dois helicópteros a bordo da fragata "Vasco da Gama" participaram na «Operação Crocodilo» com o objectivo de evacuar civis e militares nacionais e posteriormente a bordo da fragata "Corte Real" participaram na «Operação Falcão», prestando apoio à Embaixada Portuguesa na Guiné-Bissau.


Evacuação de civis por Linx na Guiné-Bissau

Helicóptero Linx na Guiné-Bissau

• Em 1998/99, a bordo da fragata "Vasco da Gama" integrada na «STANAVFORLANT», participaram na «Operação Harbour» da NATO, no Mar Adriático.
• Em 1999, a bordo da fragata "Corte Real" participaram na «Operação Allied Force» da OSCE, no Mar Adriático.
• Em 1999, no âmbito das missões INTERFET e UNTAET da ONU, a bordo da fragata "Vasco da Gama" realizaram missões de apoio médico-sanitário às populações, em Timor-Leste.


Helicóptero na missão da INTERFET em Timor-Leste

• Em 2000, um Lynx participou nas buscas de uma avioneta civil CESSNA 152 que caiu próximo do Portinho da Arrábida, prestando apoio aos Mergulhadores Sapadores.
• Em 2002, a bordo da fragata "Álvares Cabral", participaram na «Operação Active Endeavour» da NATO, no Mar Mediterrâneo.
• Em Janeiro de 2004, a 46 milhas de Vila Real de Stº António, um Lynx participou numa missão de combate ao narcotráfico na ZEE Portuguesa, em cooperação com a Polícia Judiciária, tendo sido utilizado pelo DAE para abordar uma embarcação suspeita (Fast-rope com hélis), na operação participaram também Fuzileiros, uma corveta e o submarino "Delfim".
• Em Fevereiro de 2006, a 145 milhas de Aveiro, dois Lynx's participaram na «Operação Atlântida» de combate ao narcotráfico na ZEE Portuguesa, em cooperação com a Polícia Judiciária, tendo abordado um cargueiro suspeito, que culminou na apreensão de 2,8 toneladas de cocaína, na operação participaram também o DAE, a fragata "Corte Real" e um avião P3 Orion da FAP.
• Em Abril de 2006, a bordo da "Corte-Real" na missão de apoio à política externa, um Lynx participou no exercício de cooperação técnico-militar "DISTEX", em Angola.



Helicóptero no exercício DISTEX a efectuar um VERTREP

• Em Setembro de 2006, a 180 milhas da Oeste da costa portuguesa, um Lynx participou na «Operação Mar Português» de combate ao narcotráfico na ZEE Portuguesa, em cooperação com a Polícia Judiciária, tendo abordado um iate suspeito, que culminou na apreensão de cerca de 800 Kg de cocaína, na operação participaram também a fragata "Vasco da Gama", uma equipa de oito Fuzileiros e um avião P3 Orion da FAP".
• Em Setembro de 2007, um Lynx a bordo da fragata "Álvares Cabral" integrada na SNMG1, participou numa missão histórica da NATO de circum-navegação ao Continente Africano, num exercício ASW e abordagem com a Marinha Sul-Africana e no socorro às vítimas da erupção vulcânica da ilha Jazirat, no Iémen.
• Em 2009, um Lynx a bordo da fragata "Corte-Real" integrada na SNMG1, tem participado no combate às acções de corso marítimo realizadas por piratas somalis.

NOTA: Site oficial da EHM: http://helicopteros.marinha.pt/Helicopteros/Site/PT