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06/04/24

NAVIOS PORTUGUESES AFUNDADOS NOS ANOS DA I GRANDE GUERRA







































     No passado dia 19/01/2024 foi lançado o livro: "NAVIOS PORTUGUESES afundados nos anos da I GRANDE GUERRA" da autoria de Reinaldo Delgado.
    Trata-se de um registo de afundamentos de embarcações portuguesas durante a I Guerra Mundial, com o confronto entre o noticiário da época e notas inseridas nos “Diários de Bordo” dos submarinos alemães.
     Possui 156 páginas num formato de 210 x 279mm, podendo ser adquirido com:
- Capa dura 20€ 
- Capa mole 15€ 

Segundo António José Telo (Historiador militar):
     O trabalho agora apresentado baseia-se no confronto de informações obtidas na imprensa portuguesa, com principal incidência no jornal Comércio do Porto. Por outro lado, essas mesmas notícias são comentadas e analisadas através das notas inseridas nos “Diários de Bordo” dos submarinos alemães, ou na eventualidade de não haver a necessária correspondência, ter sido investigada a possibilidade de ter havido colisão com minas, como aconteceu em várias ocasiões, em diferentes teatros de guerra.
     «A Grande Guerra, normalmente conhecida como 1.ª Guerra Mundial, foi, na realidade, o quinto conflito mundial. Pela quinta vez na História da Humanidade, os grandes poderes enfrentaram-se em todos os continentes para decidir sobre a hegemonia global e a futura ordem internacional. 
Na Grande Guerra, tal como aconteceu em todas as restantes, os poderes navais venceram e a chave da vitória foi o domínio das grandes rotas oceânicas.»

Sobre o autor:
     Reinado Eduardo Delgado terminados os estudos, iniciou a vida profissional nos Serviços Administrativos da Marinha Mercante, para em representação de uma Agência de Navegação tratar da documentação dos navios consignados à empresa, em diversos portos do país.
     Paralelamente trabalhou em diversas estações de rádio, colaborou na criação da Rádio Atlântico de Matosinhos, assumindo a direção de informação deste meio de comunicação. Entretanto, como hobby, foi convidado para proceder à promoção e assistência de produção de espetáculos, em Lisboa e no Porto, fazendo o atendimento a diversos artistas consagrados no panorama nacional e internacional.
     Além da referência familiar (seu avô foi Oficial de Marinha) nunca abandonou os estudos ligados à história marítima, proporcionando ter sido convidado para participar na Direção do Grupo de Arqueologia Naval do Noroeste, colaborando com regularidade nos textos publicados na newsletter da Associação.
     Faz parte do Conselho Consultivo Editorial da Revista da Marinha, onde assina artigos relacionados com as marinhas mercante e de guerra. Entretanto publicou os livros "Sinistros Marítimos, 1786-1996"; "Sinistros Marítimos, 1823-2020" e recentemente "Navios Portugueses afundados durante a I Guerra Mundial", de sua autoria.

08/08/16

ESTATÍSTICAS ARTIGO SUBMARINOS CLASSE TRIDENTE!

          Não tenho por hábito monitorizar as estatísticas do blogue, no entanto cativou-me a atenção o facto do artigo sobre os Submarinos da classe "Tridente", só relativo aos últimos 03 meses possuir um número anormal de visitas de um determinado país...
          Curiosamente, o nosso Submarino NRP "Tridente" participou recentemente no exercício da NATO: "BALTOPS 16" realizado em águas do Mar Báltico, onde mais uma vez, como é apanágio dos nossos 02 submarinos, fez um verdadeiro brilharete! 
          Meras coincidências?...
 
Artigo sobre SUBMARINOS DA CLASSE "TRIDENTE":
 
 

23/08/15

MERGULHADORES DA ARMADA NA DÉCADA DE 30 E 40 DO SÉCULO XX

          Em 1930, o Decreto n.º 18 344 de 17 de Maio, actualiza as remunerações especiais concedidas às Praças da Armada especializadas em Mergulhador, quando exercem qualquer serviço de mergulho, instrução ou execução.
          Tal decreto tinha também por finalidade aliciar o ingresso de Praças no concurso de extra-especialização em Mergulhador, em virtude de o mesmo ter ficado deserto anteriormente, quando aberto na Brigada de Mecânicos.
          O Decreto n.º 18 344 de 17 de Maio de 1930 é alterado pelo Decreto n.º 18 619 de 16 de Julho. Em complemento do decreto supracitado e pelos mesmos motivos, o Decreto n.º 18507 de 25 de Junho de 1930, reduz a altura e idade exigida ao pessoal concorrente ao concurso de extra-especialização em Mergulhador.
          A Portaria n.º 7395 de 3 de Agosto de 1932 aprova e coloca em execução na Armada as "Regras e sinais para o serviço de Mergulhadores".
          Em Agosto de 1947, em conjunto com a 3.ª Esquadrilha de Submarinos (classe "Neptuno"), são adquiridos à Inglaterra aparelhos de mergulho autónomo de circuito fechado com a utilização de 100% de O² respirável: "SIEBE GORMAN SALVUS" (10 metros de profundidade / fato de borracha com touca incorporada e máscara facial), para evacuação submarina de emergência da respectiva guarnição.
          Curiosamente, no entanto nos primeiros anos de serviço desta classe de submarinos, é optado superiormente que as guarnições destes submarinos continuem a utilizar o equipamento "DAVIS" para evacuação submarina de emergência.

Elementos da guarnição do submarino S160 NRP "Narval" em exercício de escape livre com equipamento "DAVIS" (Foto cedida por Cte. Alpoim Calvão)

          Está opção advém do facto de trata-se de um equipamento que também permite aos Mergulhadores da Armada Portuguesa empreender os primeiros treinos e exercícios de sabotagem submarina, nomeadamente atacando as obras vivas de navios. 
          Cumprindo-se o disposto no Decreto n.º 37 380 de 22 de Abril de 1949, é criado na "Direcção do Serviço de Submersíveis" uma "Secção de Mergulhadores e de Salvação", destinado à instrução de Mergulhadores e Mergulhadores-Guias.
          O ano de 1949 ficou marcado pelo facto da Armada contar somente com 08 Mergulhadores, tal situação deve-se fundamentalmente à parca remuneração concedida, esforço físico que o mergulho obriga e a falta de segurança dos equipamentos utilizados na época.
          Entretanto em Abril de 1949 é aprovado um Regulamento do Serviço de Mergulhadores da Armada [Portaria n.º 12 800 de 30 de Abril de 1949] que já prevê a instrução de mergulho a civis.

 Mergulhadores com fatos de mergulho em treino junto de submarinos da classe "Neptuno", a esquerda é possível observar o Navio de Apoio A5214 NRP "Medusa" (Foto cedida por Cte. Alpoim Calvão)
[Foto posterior à década de 40, meramente ilustrativa]

16/06/13

“HISTÓRIAS À VISTA” - 31

          No âmbito do "CENTENÁRIO DOS SUBMARINOS EM PORTUGAL", apresento a 31.ª “HISTÓRIA À VISTA”, da autoria do Comandante Cunha Serra (CMG REF), Oficial da Armada especializado em Armas Submarinas e com o curso de especialização em Submarinos.
 
AS PEQUENAS INJUSTIÇAS DA MARINHA
 
          Esta pequena história de Marinheiros tem o mar como cenário e os homens que serviram nos navios da Marinha de Guerra Portuguesa como protagonistas. Passou-se a bordo de um submarino a navegar algures no Oceano Atlântico há mais de 30 anos…
          Para quem está menos habituado a este tipo de navios, importa dizer que os submarinos são navios vocacionados para navegarem quase exclusivamente abaixo da superfície das águas do mar e que, por conseguinte, só raramente o fazem à superfície, apenas quando necessitam de se deslocar mais rapidamente em trânsito, já que conseguem manter uma velocidade média de deslocação três vezes superior à que normalmente utilizam quando mergulhados nas águas do oceano.
          Outra característica muito particular dos submarinos prende-se com a sua habitabilidade essencialmente “espartana” em que a exiguidade do espaço disponível para o total de homens que o guarnecem e as duras condições de vida, moldam uma “mentalidade” muito particular quer na vivência de bordo quer no relacionamento profissional e humano entre Oficiais, Sargentos e Praças, contribuindo para formar aquilo que se designa como “espírito submarinista” que, sem beliscar minimamente o relacionamento hierárquico normal existente entre as diferentes categorias militares, proporciona uma vivência humana peculiar e única, só possível num tipo de navio onde qualquer má decisão ou qualquer manobra executada por qualquer homem que participa, ao seu nível, na condução do navio, pode significar a perda irremediável do mesmo e a consequente morte de toda a guarnição.
            Nesse começo de dia já distante, navegava penosamente o tal submarino à superfície, debaixo de forte tormenta com chuva e vento forte, com mar grosso a alteroso.
          Na ponte, os homens de quarto entorpecidos pelo frio, encharcados pela chuva e pela surriada levantada pelo vento quase ciclónico, permanentemente desequilibrados e nauseados pelo balanço tipo “parafuso” que o mar desencontrado provocava na estrutura metálica, contavam mentalmente os minutos em falta para serem rendidos e poderem descer para o interior do submarino onde, apesar do cheiro característico e permanente que o caracteriza e na altura agravado com o odor acre de restos de comida recentemente regurgitada, sempre seria possível encontrar um pouco mais de calor que permitisse aliviar aquela sensação extremamente desagradável de humidade impregnada até aos ossos.
          No interior do navio, o mesmo forte balanço provocava os seus maiores ou menores efeitos no estado físico dos homens, fazendo com que a grande maioria da guarnição, à excepção dos que estavam de serviço de quarto, se tivessem refugiado nos respectivos alojamentos onde, as poucas conversas que se ouviam não passavam de meros sussurros, quase totalmente abafados pelo rugido característico dos motores “diesel” à máxima potência possível face ao estado do mar.
            Na câmara de Oficiais, localizado a vante do navio e exposta em permanência à passagem obrigatória de pessoal que tinha que se deslocar entre o alojamento das Praças situado no extremo de vante e os postos de serviço do navio localizados mais a ré, o ambiente estava mais animado e um grupo de 4 Oficiais, incluindo o Comandante e o Imediato, sentados à mesa de refeições procuravam, não sem alguma dificuldade por força do balanço, sorver as suas chávenas de café e comer as suas torradas acabadas de fazer na copa de Oficiais pelo Oficial mais moderno, já que a cozinha se encontrava encerrada há várias horas e o homem de apoio à copa estava há mais de meia hora a “deitar a carga ao mar” na ponte do navio.
          Por coincidência, quase todos os Oficiais presentes naquele momento na câmara eram verdadeiros “Lobos de Mar” praticamente imunes ao enjoo, fosse qual fosse o tipo ou grau de intensidade de balanço, pelo que a conversa desenrolava-se de forma quase normal e os comentários jocosos surgiam com alguma frequência, sempre que na copa se ouvia o ruído correspondente ao estilhaçar de algum prato ou chávena em resultado de mais um brusco safanão que o mar no seu movimento desencontrado provocava ao longo do interior do navio.
          Nesse momento, saído de trás da cortina de acesso ao alojamento das Praças e num passo o mais sincronizado possível com os movimentos bruscos do navio que faria inveja a qualquer pobre bêbado em último estado de embriaguez, surge a figura de um dos Marinheiros mais carismáticos de bordo, competentíssimo homem do leme do seu quarto, normalmente sempre bem-disposto e de resposta fácil, fazendo um esforço evidente para manter a dignidade que o enjoo naquele momento lhe queria roubar, pálido, desgrenhado, tentando passar o mais direito possível perante aquela pequena plateia que naturalmente o olhava. Parou solidamente agarrado à antepara do alojamento, encarou lentamente os Oficiais que comiam o seu pequeno-almoço um a um com a evidente “inveja” que o seu estômago revoltado exigia, respirou fundo como que a tomar ânimo para dizer algo muito importante, sorriu palidamente e, depois de pedir autorização ao Comandante para falar, disse:
- “Senhor Comandante, peço desculpa o atrevimento mas eu acho que Deus não é justo! É que até no enjoo, os Oficiais são beneficiados. Desejo bom apetite a todos já que o meu se foi há muitas horas…”.
          E desapareceu bamboleante atrás da cortina de acesso à área operacional do navio a caminho de mais quatro horas de serviço de quarto.
            Algumas horas depois da ocorrência deste episódio, o submarino voltou ao seu mundo de águas profundas onde o silêncio absoluto e a quietude da massa líquida que o rodeia retemperam de imediato a força anímica dos homens que rapidamente esquecem as horas menos boas que acabaram de passar e que normalmente nunca mais serão recordadas, excepto para quem acabou de contar esta história…e que sabe o que é o enjoo.

09/06/13

REPORTAGEM SOBRE OS SUBMARINOS NA SOCIEDADE DAS NAÇÕES

          Reportagem da Sociedade das Nações (SIC Notícias) de 08-06-2013: "As estratégias da força naval portuguesa".
          As mais-valias e as capacidades dos Submarinos da Armada Portuguesa são o tema do Sociedade das Nações desta semana.
          Os novos Submarinos portugueses constituem a ponta de lança do controlo dos mares territoriais e da defesa de Portugal e da Europa contra novas ameaças, da pirataria ao banditismo, dos poluidores aos traficantes.

Parabéns aos militares entrevistados!


Artigo sobre os Submarinos da classe "Tridente":

22/05/13

ARTE MILITAR NAVAL - 02

          Na senda desta nova rubrica e, no âmbito do "CENTENÁRIO DOS SUBMARINOS EM PORTUGAL", apresento os desenhos manuscritos de Luís Filipe Silva, correspondentes às 04 classes de submarinos que foram operadas pela Esquadrilha de Submarinos da Marinha Portuguesa, acrescido da actual 5.ª Esquadrilha - classe "Tridente":

1.ª ESQUADRILHA:
Configuração do 1.º Submarino Português "Espadarte".

Configuração dos Submarinos "Hidra", "Foca" e "Golfinho" da classe "Espadarte.

2.ª ESQUADRILHA:

Configuração dos Submarinos da 2.ª Esquadrilha - Classe "Delfim".

3.ª ESQUADRILHA:


Configuração dos Submarinos da 3.ª Esquadrilha - classe "N".

4.ª ESQUADRILHA:
Configuração dos Submarinos da 4.ª Esquadrilha - classe "Albacora".

Artigo sobre os Submarinos da classe "Albacora":
http://barcoavista.blogspot.pt/2009/10/submarinos-da-classe-albacora.html

5.ª ESQUADRILHA:

Configuração dos Submarinos da 5.ª Esquadrilha - classe "Tridente".

Artigo sobre os Submarinos da classe "Tridente":
http://barcoavista.blogspot.pt/2010/01/submarinos-da-classe-tridente.html


NOTA:
EXPOSIÇÃO SUBMARINOS EM PORTUGAL:
http://barcoavista.blogspot.pt/2013/02/exposicao-submarinos-em-portugal.html

MICRO-SITE DO CENTENÁRIO DE SUBMARINOS EM PORTUGAL: http://www.marinha.pt/centenariosubmarinos/index.html

09/01/13

LEITURAS À VISTA - 02

          Nesta 2.ª “LEITURA À VISTA”, recomendo o livro: "Os Submarinos na Marinha Portuguesa", 3.ª edição da Editora Oasis e Editora Náutica Nacional, Ldª, redigido por Maurício de Oliveira.






































          «Promovido pela ENN - Editora Náutica Nacional, Lda. e a Editora Oásis, Ldª, esta 2.ª reedição da obra de Maurício de Oliveira, “Os Submarinos na Marinha Portuguesa”, por ocasião da recepção dos novos submarinos que vão constituir a V Esquadrilha.
          Este livro foi apresentado em sessão pública no Clube Militar Naval, ao Saldanha, em Lisboa, pelo V/Alm Conde Baguinho, submarinista e ex-Vice-CEMA, no dia 07 de Abril de 2011.
          Trata-se de um clássico, de um livro publicado em 1972, onde é relatada a história da nossa arma submarina a par de episódios da navegação e da guerra submarina em geral e onde nos é dado o seu enquadramento histórico na vida nacional. É um texto muito interessante, que se lê com rapidez e agrado, ilustrado com numerosas fotografias, algumas muito curiosas, e onde estão repositadas tantas vivências, que já são História e que em nossa opinião merecem ser de novo publicadas e publicitadas, sobretudo num tempo em que tanto se fala sobre a oportunidade da aquisição destas unidades.
          Em 1988 esta obra foi objecto de uma 2.ª edição, revista e aumentada com um capítulo relativo às décadas de setenta e oitenta do século passado, redigido pelos então Cten. Conde Baguinho e 1.º Ten. Borges Gonçalves, e com um prefácio pelo então Editor, Cte. Lobo Fialho.
          Nesta obra agora publicada, o C/Alm Álvaro Rodrigues Gaspar, prestigiado submarinista, completou o texto da 2.ª edição com um capítulo adicional, abordando o período do fim dos anos oitenta do século XX até ao presente, quando tem início a actividade das novas unidades, os NRP’s TRIDENTE e ARPÃO já ambas ostentando a bandeira Portuguesa. Apresentam-se assim, neste livro, cem anos de história ininterrupta dos nossos submarinos, apresentados no âmbito da Marinha de que fazem parte integrante. Recordemos que o ESPADARTE foi encomendado pelo Ministro João de Azevedo Coutinho, em Junho de 1910, ainda na vigência da Monarquia.
          A maioria dos nossos leitores são cidadãos comuns, que se interessam pelo Mar e pelas tradições marítimas dos Portugueses, mas que, naturalmente, não têm um conhecimento técnico destas matérias; daí a forma ligeira e aberta, não iniciada, que a redacção desta obra tem.
          A ENN e a Oásis gostariam que este livro fosse considerado também uma homenagem a todos os Submarinistas Portugueses, cujo profissionalismo, competência e espírito de sacrificio são bem conhecidos, e estamos certos que nisto seríamos acompanhados, quer pelo Cte. Lobo Fialho, o editor da 2.ª edição, quer pelo próprio autor do texto inicial, o Jornalista Maurício de Oliveira. Aos actuais submarinistas, da nova geração que guarnece as unidades da V Esquadrilha, votos sinceros de que sempre encontrem mares calmos, ventos bonançosos e águas safas!
          Esta obra, de 326 páginas, com muitas fotografias, muitas delas já a cores, de que foram impressos 600 exemplares, estará à venda no circuito das livrarias por 24€. Poderá também ser adquirido na firma J. Garraio, ao Cais do Sodré, em Lisboa, solicitada directamente à Editora Oásis (213522083 / http://www.diel.pt/) ou à ENN (214001292 / revistamarinha@netcabo.pt) , com o preço de 20€, para os assinantes da Revista de Marinha 18€, a que acrescem 2,10€, por unidade, de portes de correio. Existe ainda uma pequena edição de luxo, de apenas algumas dezenas de exemplares, com capa cartonada, com um custo unitário de 28€».

26/01/10

SUBMARINOS DA CLASSE "TRIDENTE"


ESQUADRILHA DE SUBMARINOS


Submarino "TRIDENTE"

TIPO DE NAVIO:
Submarino convencional

PERFIL:

DESLOCAMENTO:
1.840 toneladas à superfície
2.o20 toneladas em imersão

DIMENSÕES:
67,9 x 6,3 x 6,6 metros

PROPULSÃO:
2 motores a Diesel MTU Friedrichshafen de 16V 396 2.000kW;
1 motor eléctrico síncrono de íman permanente Siemens AG PEM de 160kW;
2 módulos de sistema AIP [Polymer Electrolyte Membrane] com 120kW cada;
1 hélice de baixo ruído e alto rendimento

VELOCIDADE MÁXIMA:
Superfície - 12 nós (22 km)
Submerso - 20 nós (41 km)
Sistema AIP - 6 nós (12 km)

AUTONOMIA:
12.000 milhas a 8 nós à superfície
420 milhas a 8 nós submerso
1.248 milhas a 4 nós AIP
60 dias

PROFUNDIDADE MÁXIMA OPERACIONAL:
350 metros

PROFUNDIDADE DE COLAPSO:
680 metros

GUARNIÇÃO:
Oficiais: 7 (Sob o comando de um oficial superior)
Sargentos: 10
Praças: 16
Total: 33
Capacidade adicional: 14 (militares das Operações Especiais)


Guarnição do "Tridente"

RADAR:
Navegação/procura - SPHINX Thales, banda I (37 Km de alcance) [Low Probability Intercept]

SONARES:
- Cilíndrico STN Atlas Elektronik DBQS-40 de média frequência (detecção e identificação passiva a longa distância) 0.3 a 12 kHz;
- Flanco de baixa / média frequência FAS 3 (transição de frequências médias para baixas);
- Detecção de distâncias por métodos passivos PRS (cálculo de distância de alvos);
- Detecção de emissão electroacústicas;
- Detecção passiva para controlo de ruído próprio TAS 90 (rebocado de baixa frequência);
- Activo (determinação de distância de alvo);
- Detecção de minas Atlas Elektronik HF MOA 3070 activo a duas frequências

COMUNICAÇÕES:
- Transreceptores de banda UHF, HF, VLF, VHF, LF, SHF, EHF;
- 1 Rede de difusão geral;
- Telefone submarino TUUM 1A e TUUM 2A/B 50 kHz;
- Comunicações por satélite SATCOM SHF Indra;
- Wire-antenna: VLF, LF, MF ou VHF;
- Rede telefónica interna;
- MCCIS (Maritime Comand and Control Information System);
- SICC 6 (Sistema Integrado de Controlo de Comunicações);
- 1 ETO (Emissor Transmissor de Ordens);
- 2 Projectores de sinais;
- Sistema ICCS Mod 5 (Sistema Integrado de Controlo de Comunicações);
- Antenas rebocadas para receber em imersão profunda

EQUIPAMENTO:
- Sistema IFF;
- Odómetros electromagnéticos;
- Sistema de Carta Electrónica ECDIS;
- Medidor da velocidade do som na água;
- Sonda ultrasónica;
- 3 Faróis de navegação na torre;
- Barómetro;
- Radiognometro;
- Sistema GPS militar;
- Produção de água doce por osmose;
- SLIS (Ship Logistic Information System);
- Sistema de navegação inercial em imersão Raytheon MINS

SENSORES PRINCIPAIS:
- Mastro optrónico (sensor vídeo de alta resolução [HDTV], detector de distância a laser, sistema combinado de ESM/GPS) com antena ESMA-5;
- Periscópio opto-electrónico de busca Carl Zeiss Optronik GmbH SERO 14 (câmara de registo vídeo e fotográfico digital de alta resolução, FLIR, GPS);
- Periscópio óptico de ataque Carl Zeiss Optronik GmbH SERO 15 (vídeo a cores, laser range-finder) com antena RWR (Radar Warning Receiver) de aviso de emissões radar;

EQUIPAMENTO DE SALVAÇÃO:
- Sistema de salvamento de emergência EADS Space Transportation RESUS;
- 2 Jangadas salva-vidas accionáveis até à profundidade de colapso (680 metros);
- Sistema de ar respirável de emergência (BIBS) com tomadas dispersas por todo o navio;
- Uma plataforma de salvamento em cada compartimento estanque;
- Dotações de emergência para 7 dias;
- Dois compartimentos estanques até à profundidade de colapso;
- Fatos de escape para cada elemento da guarnição até 180 metros;
- Câmara de mergulho instalada na torre.

SISTEMA DE COMBATE:
Atlas Elektronik GmbH ISUS 90-50 (detecção acústica / electromagnética)

SISTEMA DE GUERRA ELECTRÓNICA:
- Alertador de radar montado no periscópio óptico de ataque;
- Mastro com sistema ESM UME-200 (2 aos 18 Ghz), integrando a antena ELINT (ELectronic INTelligence) TIMNEX II da SAAB Avitronics e a antena COMINT (COMmunications INTelligence) MEDAV GmbH CRS-8000 LF/MF/HF/VHF/UHF (300 kHz a 3 GHz);
- Sensor de aviso de emissões laser, montado na torre do submarino da SAAB Avitronics;

SISTEMA DE CONTRAMEDIDAS ANTI-TORPEDO:
- Sistema integrado de reacção rápida CIRCE

SISTEMAS DE ARMAS:
- 8 Tubos lança-armas de 533mm (proa / lotação máxima 16 armas);
- Torpedos pesados filoguiado BLACK SHARK (LER NOTAS);
- Minas multi-influência MN 102 MURENA (LER NOTAS);
- Mísseis anti-navio UGM-84 SUB-HARPOON Block II (LER NOTAS)

DESIGNAÇÃO NATO:
SSK

INDICATIVO DE CHAMADA INTERNACIONAL:
SUBTRIDENTE
SUBARPAO

ENDEREÇO RADIOTELEGRÁFICO:
CTSA
CTSB


NÚMERO DE AMURA:
S160
S161

BASE DE APOIO:
Base Naval de Lisboa

NOME:
N.R.P. Tridente
N.R.P. Arpão

ANO DE CONSTRUÇÃO:
2009
2010

EMPREGO OPERACIONAL:
• Protecção avançada às forças navais de superfície;
• Protecção da navegação costeira e oceânica;
• Vigilância e recolha de informações discretas junto à costa;
• Monitorização de comunicações junto à costa (indicators & warnings);
• Ataques selectivos a interesses de alto valor estratégico na zona litoral de um opositor;
• Interdição de áreas focais junto a portos, costa ou zonas de navegação de elevado interesse para o opositor;
• Estabelecimento de campos de minas ofensivos;
• Integração em forças combinadas e/ou conjuntas em acções de apoio avançado;
• Acções de negação do uso do mar em áreas oceânicas;
• Patrulha de área oceânica, anti-submarina e/ou anti-superfície;
• Vigilância da ZEE no quadro de uma política de dissuasão a infracções ambientais e de segurança;
• Vigilância discreta da infiltração de material ou indivíduos em áreas costeiras;
• Combate às ameaças assimétricas (terrorismo, tráfico de droga e armas, imigração, poluição);
• Introdução e recolha discreta de elementos das Operações Especiais da Marinha na costa;
• Acções de representação nacional

NOTAS:
• Desde os anos 90 que a Marinha de Guerra Portuguesa necessita de substituir os vetustos submarinos da classe "Albacora", tendo a unidade restante da esquadrilha, o "Barracuda" uns respeitosos 41 anos de serviço activo e foi até ao momento do seu abate ao efectivo dos navios da Armada, o submarino mais velho na NATO com 46.636 horas de navegação.
• Neste contexto em 21 de Abril de 2004 foi assinado entre o Estado Português e o "German Submarine Consortium" um contrato de aquisição de dois submarinos convencionais apetrechados com o moderno sistema de propulsão independente de ar AIP (células de combustível).
• No mesmo dia foi assinado um contrato de contrapartidas e também ficou garantido a futura sustentação logística dos submarinos:
- Aquisição do simulador de EMCS;
- Formação e o adestramento das duas primeiras guarnições, de um grupo de instrutores, de pessoal militar e civil da Esquadrilha de Submarinos e do Arsenal do Alfeite, num total de 180 pessoas, responsáveis pelos três escalões de manutenção, durante 4 anos;
- Transferência de tecnologia na área dos Torpedos, Periscópios e Sistema de Combate;
- Construção da nova Esquadrilha de Submainos, Cais 6, Oficina Torpedos e outras oficinas no Arsenal do Alfeite;
- Aquisição de ferramentas especiais, equipamentos de teste e diagnóstico, oficina de mastros e de optrónicos;
- Aquisição de sobressalentes para 2 anos de operação e componentes com longo prazo de fornecimento (hélice, optrónicos, mastros, comunicações, etc).
• Posteriormente foi adjudicado aos Estaleiros alemães HDW "Howaldtswercke Deutsche Werft", em Kiel, a construção dos submarinos que formam a 5.ª Esquadrilha de Submarinos da Marinha de Guerra Portuguesa, que previsivelmente irão estar ao serviço de Portugal nos próximos 30 anos.

• No dia 15 de Julho de 2008, decorreu nas instalações dos Estaleiros HDW, Kiel - Alemanha, a cerimónia de lançamento à água do 1.º submarino, o "NRP Tridente" / S160 e a 18 de Junho de 2009, a cerimónia do 2.º submarino, o "NRP Arpão" / S161.
• Ambos os submarinos foram recebidos inicialmente a título provisório pela Marinha de Guerra Portuguesa, em Kiel - Alemanha, o 1.º submarino (NRP Tridente) em Junho de 2010 e o 2.º submarino (NRP Arpão) em Dezembro de 2010.
• O "Tridente" chegou a Portugal no dia 02 de Agosto de 2010, ocorrendo para o efeito uma cerimónia interna da Marinha Portuguesa, na Base Naval do Alfeite, de acordo com as tradições navais. A cerimónia oficial de recepção do submarino, com a entrega do respectivo Estandarte Nacional ao Comandante do navio e ainda a inauguração das infraestruturas remodeladas da Esquadrilha de Submarinos / Escola de Mergulhadores ocorreu no dia 08 de Setembro de 2010.



Chegada a Portugal do "Tridente"

• Os submarinos apesar de serem designados de tipo U209PN, são na realidade do tipo U-214, mas com diversas modificações solicitadas pelo Estado Português, atendendo as requisitos da Marinha Portuguesa.
• Deste modo, trata-se de um modelo que apresenta a combinação de características dos submarinos alemães da classe "U209" (disposição interna dos compartimentos e equipamentos) e da classe "U-214" (perfil do casco; assinaturas de radar [Low Probability Intercept], acústica, magnética [circuito de desmagnetização automático]; emissões de infra-vermelhos e visual baixas, por recurso a fairing e deplumers), propriedades que já reflecte a preocupação com a redução da probabilidade de intercepção e aumenta a capacidade de sobrevivência, exemplo mais visível, são o design hidrodinâmico do casco e as linhas angulosas da torre.

• Estão orçados em 900 milhões de Euros e serão pagos pelo Ministério da Defesa em sistema de leasing durante 15 anos, tratando-se de um sistema de armas optimizado para operar tanto em águas pouco profundas como em águas oceânicas, com a capacidade de usar armas em ambos os cenários e capazes de efectuar longos percursos em imersão, graças ao aumento da autonomia em imersão profunda, por recurso ao sistema de propulsão independente de ar AIP.
• Os cascos foram construídos em aço de alta resistência 80 HLES (aço de 80 Kg/cm² de carga de rotura), dotados do sistema "degaussing system" que permite manipular a assinatura magnética conforme o que se pretende tacticamente.
• Todas as estruturas, incluindo os mastros, são revestidas com material anti-radiação, ou seja, radar-absorvente de transmissões electromagnéticas e electroacústicas, o que dificulta a sus detecção por radares opositores.

• O sistema de propulsão híbrido, bem como o Centro de Informações de Combate, têm uma elevada resistência ao choque e estão montado sobre um suporte de vácuo elástico, com o desiderato de reduzir as vibrações e isolar o sinal acústico e emissões electromagnéticas produzido pelo mesmo, constituído por:
- 2 motores a Diesel MTU Friedrichshafen de 16V 396 2.000kW;
- 1 motor eléctrico [54 toneladas] síncrono de íman permanente Siemens AG PEM de 160kW por módulo;
- 2 módulos de sistema AIP [Polymer Electrolyte Membrane] com 120kW cada;
- Uma única linha de veios, com uma hélice de 7 pás de inclinação para trás, de materiais compósitos, baixo ruído e alto rendimento.

• Existe muito poucas saliências expostas no casco, bem como aberturas, com o escopo de reduzir ao máximo o ruído do fluxo do mar e aumentar o alcance prático de detecção do sistema de detecção electroacústico do próprio submarino.
• Não necessita de navegar frequentemente à cota periscópica (12 metros) para recarregar as baterias de propulsão (navegação snorkel), aguentando 3 semanas e têm ainda capacidade de fundear, particularidades que a par das referidas nos parágrafos supracitados, diminui o risco de exposição a uma possível detecção por potências ameaças, sejam elas aéreas ou de superfície.
• A empresa portuguesa Autosil participou em 70% da produção das baterias de 300 Kw dos submarinos, com um peso de 230 toneladas, assim como garante a manutenção e a substituição dos respectivos componentes ao longo de toda a vida útil dos submarinos, a EIDSOFT - Empresa Portuguesa de Investigação e Desenvolvimento de Electrónica, forneceu os sistemas de comunicações e a empresa EURONAVY, a tinta de revestimento dos cascos.



Esquema do submarino U209PN

• No que concerne à capacidade ofensiva, os sistemas de armas serão dotados de 8 tubos lança-armas à proa com lotação máxima para 16 armas:
- Torpedos pesados filoguiado por fibra óptica ASW / ASUW BLACK SHARK (fabrico italiano) de 533mm / velocidade superior a 50 nós, dotados de uma avançada cabeça acústica e 2 hélices em contra-rotação, com um alcance superior a 50 Km e capazes de navegar de forma extremamente silenciosa, tendo em linha de conta que é um torpedo;
- Minas marítimas de fundo multi-influência MN 102 MURENA (fabrico italiano), dispondo de sensores acústicos, magnéticos e de pressão, apropriadas para águas costeiras pouco profundas "Shallow Waters", na razão de duas minas em vez de um torpedo, podendo lançar inclusivo "dummies" DUM101 de exercício;



Mina multi-influência MN 102 MURENA

- Destaque para o facto de 4 dos tubos lança-armas serem equipados com o WES (Weapon Expulsion System) que permite lançar mísseis anti-navio UGM-84 SUB-HARPOON Block II, com um alcance de 160 Km, navegação orientada por GPS, passíveis de atacar alvos em terra.
• Existe ainda a possibilidade futura de aquisição de mísseis anti-aéreos lançados em cápsulas pelos tubos lança-armas, para o qual os submarinos já estão preparados, como o novo míssil filoguiado por fibra óptica IDAS (Interactive Defence and Attack System for Submarines), tendo o míssil capacidade de emergir a 10 km de distância do submarino e alcance superior a 60 km, idealizado para ser empregues contra helicópteros ASW em "dipping" e aviões de patrulha marítima voando a baixa altitude ou como meio adicional até 12 milhas, contra navios e outros alvos de superfície, tais como baterias de artilharia costeira e instalações portuárias.



Submarino "Tridente" e helicóptero Link Mk95 da EHM (Foto cedida por Luís Miguel Correia)

• No tocante à capacidade de auto-defensa, está dotado de um circuito de desmagmetização automático, com o desiderato de evitar a activação de minas marítimas de influência magnética, assentes no fundo do mar em águas costeiras pouco profundas "Shallow Waters".
- Também está equipado com 1 reparo a cada bordo sob o convés com o sistema integrado de contramedidas anti-torpedo de reacção rápida CIRCE, que consiste numa unidade de C2 (comando e controle) de lançamento múltiplo de pequenos veículos submarinos (jammers e emuladores) de 120 x 12,7cm, actuando como uma solução soft-kill.
- Estes veículos agem como bloqueadores e despistadores, dotados de hidrofones e emissores acústicos integrados, gerando um sinal acústico maior que o produzido pelo próprio submarino, de modo a tentar criar uma cortina de ruído e cegar o sonar do torpedo inimigo para esconder o submarino, enquanto isso os emuladores tentam reproduzir o eco que recebem da emissão sonar da ameaça, emulando assim um alvo para que o torpedo efectue sucessivos ataques ao emulador, indicando uma falsa posição do submarino ao sonar do torpedo inimigo, tendo em vista afastar a ameaça do submarino pelo desgaste do combustível do torpedo inimigo.



Contramedidas anti-torpedo de reacção rápida CIRCE

• Para além dos diversos sonares que equipam os submarinos, a classe está apetrechada com um sistema sonar de detecção de minas (Mine Avoidance) a duas frequências, que tem o acréscimo de também fornecer dados de navegação adicionais.

• É pois em virtude do sistema de propulsão híbrido (diesel, eléctrico e AIP), aliado ao CWCS (Command and Weapon Control System) que classifica os alvos e gera os respectivos dados para emprego de armas, completado pelo Sistema de Combate ISUS 90-50, desenhado para as nossas necessidades e passível de actualizações futuras, que caracterizam a superioridade táctica suis generis destes submarinos, combinando todos os sensores (mastro, periscópios e sonares), sistema de armas (torpedos, minas e mísseis), de contramedidas, comunicações e sistema de navegação.
• A título de exemplo, pode recorrer ao sistema AIP em operações de patrulha e interceptação ou padrão de busca ultra-silencioso, a velocidades de 2 a 6 nós.
• A nível de mobilidade estratégica podem manter a velocidade máxima superior a 20 nós por horas seguidas, cumprir uma vasta gama de missões, quer em "Shallow Waters" (águas costeiras) quer em "Deep Waters" (águas profundas) do Oceano Atlântico, Oceano Índico, Mar Mediterrâneo, Mar das Caraíbas e Golfo Pérsico, 240 dias por ano e com autonomia para 60 dias, sendo de salientar que o sistema AIP confere uma autonomia superior a 14 dias em imersão profunda, ao inverso da classe "Albacora" que se limitava ao Atlântico Norte, Mediterrâneo Ocidental e no máximo a 14 horas em imersão profunda.
• Somente necessitam de emergir até à cota periscópica (12 metros) para efectuar o lançamento ou recolha com grande discrição, a partir de uma câmara de mergulho instalada na torre, de 14 elementos das Operações Especiais da Marinha (DAE) ou do Grupo de Mergulhadores de Combate (GMC) do DMS n.º 1, totalmente equipados, mediante a utilização do equipamento de mergulho "LAR VII COMBI".
• Mediante a "wire-antenna" (limitado à cota de operação de 100 metros) conseguem recebem toda a informação via VLF, LF, MF ou VHF provinda do Comando da Esquadrilha de Submarinos.

• O alto grau de automação materializa-se numa guarnição reduzida e permite o aumento da lotação de recargas de armas, a capacidade de produção interna de água doce suficiente para torneiras e chuveiros.
• Destaque para a introdução de novos padrões de habitabilidade, com maior privacidade nos alojamentos de Oficiais e casas de banho, e em que cada militar terá direito ao seu próprio beliche em áreas de reduzidos níveis de ruído, aumentando deste modo as condições de vida a bordo, de referir que os submarinos estão habilitados para receber elementos femininos na guarnição em alojamento próprio, não obstante os Sargentos e as Praças residem juntos num compartimento amplo e sem portas.
• De realçar que o treino das guarnições em terra e mar, no Centro Naval Alemão de "Eckernforde", é da responsabilidade do departamento de formação da HDW, composto quase todo por ex-submarinistas alemães, tratando-se de um treino de reconversão, isto porque os requisitos que a Marinha Portuguesa colocou para as futuras guarnições pressupõe que os instruendos sejam submarinistas com pelo menos 4 anos de experiência, 6.000 horas de navegação em imersão e obtido a nota de 70% no teste de aferição de Inglês, em virtude de a formação ser ministrada na língua inglesa.
• Em Abril de 2009, 40 elementos da Esquadrilha de Submarinos receberam formação em escape / ascensão livre na "Escuela de Submarinos de Cartagena".
• A fase final de toda a formação está dividida em três fases: 1.ª "System Instruction", a 2.ª "Pier Training" e a 3.ª "Sea Training".

• Trata-se de uma plataforma que não descura o meio ambiente, razão pela qual é apetrechado com dispositivos de prevenção de poluição por hidrocarbonetos, assim como prima pelo grande número de sistemas de sobrevivência, escape e salvamento:
- Sistema de salvamento de emergência EADS Space Transportation RESUS dimensionados para 47 pessoas (33 guarnição + 14 operações especiais);
- 2 Jangadas salva-vidas accionáveis até à profundidade de colapso (680 metros);
- Sistema de ar respirável de emergência (BIBS) com tomadas dispersas por todo o navio;
- Uma plataforma de salvamento em cada compartimento estanque;
- Dotações de emergência para 7 dias;
- Dois compartimentos estanques até à profundidade de colapso;
- Fatos de escape para cada elemento da guarnição até 180 metros.

• Tal como as fragatas da classe "Vasco da Gama" têm a vantagem de serem de construção modular, que permite a execução de uma futura modernização e integração de sistemas de armas, sensores ou propulsão com menores custos, prazo ou alterações físicas na estrutura do navio, conjunto de características que traduziu-se num indiscutível salto tecnológico na arma submarina da Armada.
• De realçar que o custo de aquisição destes submarinos corresponde a metade do preço de uma fragata, sendo que os respectivos custos de operação e intervalos de manutenção equivalentes a um terço dos de uma fragata.
• Trata-se de submarinos convencionais extremamente silenciosos em operação, dotados de um sistema de combate, comando e controlo, sensores e sistemas de armas de alto padrão e última geração, tornam-se num meio naval extremamente eficaz, credível, com grande poder de ataque e elevado grau de adaptabilidade a qualquer situação e nível do espectro do conflito.
• É um factor de dissuasão credível por excelência, sobretudo no que concerne a acções preventivas, dissuasoras e defensivas da estratégia diplomática, proporcionando valências que num país com limitações na edificação do seu sistema de forças, decorrentes da sua dimensão e potencial económico e financeiro, permite a Marinha Portuguesa deter um meio de prestígio, com múltiplas opções de emprego, equalizador de poderes.


«Render da Guarda» submarino "Barracuda" da 4.ª Esquadrilha e submarino "Tridente" da 5.ª Esquadrilha
(Foto cedida por Luís Miguel Correia)

• Permite também ver assegurado a continuidade indispensável da sua capacidade submarina e "know how" que detém desde 1913, se hipoteticamente a Marinha Portuguesa perdesse tal "know how" e a capacidade de operar submarinos, seriam necessários 15 anos para a recuperar essa mesma capacidade.
• Os submarinos são dos meios militares mais eficazes que uma nação ribeirinha pode possuir, como forma de dissuasão, ocupação ou utilização não autorizada do seu espaço marítimo, para protecção avançada às forças navais de superfície e realizar operações de vigilância e recolha de informações de modo discreto, nomeadamente no que concerne ao combate às ameaças assimétricas (terrorismo, tráfico de droga e armas, imigração clandestina, poluição).

• Para além de Portugal, também outras Marinhas de Guerra utilizam ou encomendaram submarinos da classe "U-214", ou derivados "U-212" classificados como os primeiros submarinos do mundo virtualmente impossíveis de detectar: Alemanha, Coreia do Sul, Grécia, Itália, Israel, Paquistão e Turquia.
• De salientar que a Grécia optou por cancelar o seu contrato devido a dificuldades financeiras e o Paquistão presenciou ao cancelamento do seu contrato, por parte do governo alemão, em virtude da instabilidade política em que vive entre as suas fronteiras.
• Um dos submarinos da Marinha da Coreia do Sul, bateu o recorde mundial de autonomia submersa por submarinos convencionais.


Modelo do submarino U209PN

26/10/09

SUBMARINOS DA CLASSE "ALBACORA"

(ACTUALIZADO)
RECORDANDO NAVIOS DE UM PASSADO RECENTE


ESQUADRILHA DE SUBMARINOS


Submarino "BARRACUDA"

TIPO DE NAVIO:
Submarino convencional

PERFIL:
 
 
DESLOCAMENTO:
869 toneladas à superfície
1.043 toneladas em imersão
178 toneladas de flutuabilidade dos tanques de lastro

DIMENSÕES:

57,7 x 6,7 x 5,2 + (torre 10,4) metros

CASCO RESISTENTE:
44 x 4,9 metros

COMPARTIMENTOS:
Posto a Ré / Propulsão / Corredor higiénico, Posto de Controlo e Auxiliares / Posto de Comando, alojamentos Oficiais e porões das baterias / Posto a Vante
(4 anteparas estanques não resistentes balizas)

PROPULSÃO:
2 motores a diesel SEMT-Pielstick 12 PA4 V 185 de 450 kW - 1.300cv
2 motores eléctricos JEUMONT-SCHNEIDER de 450kW - 1.600cv
2 hélices

ENERGIA:
2 geradores diesel-eléctricos de 800cv

COMBUSTÍVEL:
74 toneladas

VELOCIDADE MÁXIMA:

Superfície - 13,5 nós (25 km)
Submerso - 16 nós (30 km)
Snorkel - 7 nós (12 km)

AUTONOMIA:

9.430 milhas a 5 nós
31 dias

PROFUNDIDADE MÁXIMA OPERACIONAL:

300 metros

PROFUNDIDADE DE COLAPSO:

575 metros

GUARNIÇÃO:
Oficiais: 7 (Sob o comando de um oficial superior)
Sargentos: 17
Praças: 32
Total: 56

RADAR:
Navegação/procura - KELVIN HUGHES 1007, banda I (37 Km de alcance)

SONAR:

- Thomson Sintra DUAA 2 (procura e ataque activo e passivo / 8.4 kHz);
- Elac Nautik LOPAS 8300 (procura e ataque passivo / baixa frequência);
- VELOX M6 (interceptor acústico)

COMUNICAÇÕES:

- Transreceptores de UHF, HF, VLF, VHF;
- 1 Rede de difusão geral;
- Telefone submarino TUUM 1A e TUUM 2A/B 50 kHz;
- Comunicações por satélite W(SUB)-ECDIS e AIS

EQUIPAMENTO:

- 1 Periscópio de observação Type M;
- 1 Periscópio de ataque ST3;
- Sistema GPS;
- Sistema IFF;
- Odómetros electromagnéticos;
- 1 Projector de sinais ALDIS;
- Sistema de Carta Electrónica ECDIS;
- Medidor da velocidade do som na água;
- Sonda ultrasónica;
- Receptor DGPS;
- 5 Faróis de navegação;
- Vidros da torre com 6mm;
- Barómetro

CONTROLO DE TIRO:
- DLT D3 (calculador da direcção de tiro)

SISTEMA DE GUERRA ELECTRÓNICA:

- ARUR/ARUD (alertador de radar, montado no periscópio)

SISTEMAS DE ARMAS:
- 12 Tubos lança-torpedos ECAN-L3 de 550mm (8 na proa e 4 na popa);
- Torpedos ECAN L3 (ASW/activo/5,5 km de alcance/25 nós);
- Torpedos ECAN E14 (ASW/ASUW/passivo/5,5 km de alcance/25 nós)

DESIGNAÇÃO NATO:

SSK

INDICATIVO DE CHAMADA INTERNACIONAL:
SUBCUDA

ENDEREÇO RADIOTELEGRÁFICO:

CTSE

NÚMERO DE AMURA:
S164

BASE DE APOIO:

Base Naval de Lisboa

NOME:
N.R.P. Barracuda

ANO DE CONSTRUÇÃO:
Maio de 1968

EMPREGO OPERACIONAL:
- Operações de protecção de forças combinadas ou conjuntas;
- Operações de vigilância e recolha discreta de informações, inclusive em zonas controladas pelo opositor;
- Condução de operações especiais e de apoio avançado a forças anfíbias;
- Operações de interdição de áreas focais, portos, costa, ou zona de navegação de elevado interesse;
- Acções de negação do uso do mar em áreas oceânicas;
- Colaboração no combate ao narcotráfico e terrorismo;
- Protecção da navegação costeira e oceânica em águas de interesse nacional;
- Efectuar operações de reconhecimento com desembarque e recolha de forças especiais em acções que requerem sigilo e surpresa;
- Efectuar acções de representação e presença naval.

NOTAS:

 Esta classe foi construída nos Estaleiros "Ateliers Dubigeon-Normandie", em Nantes (França), inicialmente eram quatro navios e formavam a 4ª Esquadrilha de Submarinos da Marinha de Guerra Portuguesa.
• O acordo para a construção foi negociado e assinado pelo Ministro das FA's Francesas e o Ministro da Marinha de Portugal a 24 de Setembro de 1964, em Paris, outorgando em nome do Governo Português o Embaixador de Portugal na França.
• Para fiscalizar e acompanhar a construção, foi enviada para o estaleiro uma missão naval portuguesa.
• Substituíram a classe "Neptuno" (classe "S"), 3ª Esquadrilha de origem inglesa, construídos durante a II Guerra Mundial.
• Durante os seus primeiros anos escoltaram navios de guerra e navios de transporte de tropas e material com destino às colónias africanas, enquanto navegavam na ZEE portuguesa.
• Marcaram o marco histórico na Marinha de Guerra Portuguesa com a mudança tecnológica de submersível para submarino.
• Tinham capacidade para operar silenciosamente, a sua velocidade reduzida permite-lhes atingir grandes profundidades, a forma exterior do casco foi aperfeiçoada e testada em tanques, todo o material de atracação é retráctil, e existem até microfones instalados no casco para permitir uma melhor monitorização do nível de ruído produzido, para controlar a velocidade e as manobras.
• O casco resistente é reforçado no local das escotilhas e em todas as outras passagens de casco em cerca de 70%, o material utilizado na construção é o aço 60 HLES (aço de 60 Kg/cm² de carga de rotura), com alto limite de elasticidade e soldável.
• De construção, eram apetrechados com 12 torpedos já colocados nos 12 tubos lança-torpedos em posição de disparo (8 na proa interiores e 4 na popa exteriores).
• Nos últimos anos de serviço, os 4 tubos de popa encontravam-se desactivados, não tiveram sala de torpedos nem recargas, a fim de evitar possíveis ruídos efectuados durante o recarregamento dos tubos lança-torpedos e reduzir o número de elementos da guarnição.
• O "Barracuda", o último submarino restante da Esquadrilha foi abatido com 42 anos de serviço e, foi o submarino mais antigo na NATO, a ser operado pela mesma Armada, com 46.636 horas de navegação (equivalente a mais de 36 circum-navegações ao Mundo) e mais de 300 missões e exercícios, no entanto mantém uma grande operacionalidade, com cerca de 120 dias de navegação por ano. De salientar que quando for abatido em finais 2009, terá mais 16 anos do que inicialmente programado.
• Participaram no treino do DAE e dos Mergulhadores de Combate, desde a inserção em praias, apoio a operações de resgate, até a recolha dos mesmos, e a aquisição de informação do litoral, nomeadamente registos fotográficos.


Exercício do DAE com submarinos

• Dois submarinos franceses desta classe desapareceram no Mar Mediterrâneo sem deixar rasto: o "Minerve" em 1968 e o "Eurydice" em 1970, em 1971 o "Flore" quase teve o mesmo destino, devido a um defeito numa válvula do "snorkel", foi retirado de serviço em 1989 e actualmente é utilizado pela Arábia Saudita para treino.
• O "Albacora", o 1.º da classe chegou à Base Naval do Alfeite em 28 de Abril de 1968, escoltado pelo "Narval" da 3.ª Esquadrilha.
• Em 1968, o "Albacora" participa pela 1.º vez num exercício internacional, no "PTB" da Marinha Francesa.
• Em Fevereiro de 1970, o "Barracuda" participou pela 1.º vez num exercício NATO "SUNY SEAS 70" com a "STANAVFORLANT".
• Em Junho de 1970, o "Delfim" participou no exercício NATO "NIGHT PATROL".
• Em Junho de 1971, o "Delfim" durante o exercício da Marinha Espanhola "Armada 71", proporcionou o embarque a 2 Oficiais e 2 Sargentos da da Marinha Espanhola, tendo o Cte., o Imediato, um Sargento e uma Praça sido agraciados com a «Cruz del Mérito Naval».
• A 9 de Dezembro de 1971, na Guerra Indo-Paquistanesa, um submarino da classe "Daphné" paquistanês, o "Hangor" afundou a fragata indiana "Khukri" da classe "Type 14" de origem inglesa, tendo sido o 1.º ataque de um submarino desde a 2.ª Guerra Mundial, curiosamente a fragata foi um dos navios da União Indiana que participou na Invasão de Goa em 1961.
• Em Dezembro de 1970, o "Delfim" no âmbito da cooperação militar, proporcionou um estágio aos alunos da Escola de Submarinos da Marinha Espanhola com saídas para o mar, por esta estar em fase de aquisição de navios da mesma classe.
• Em Março de 1972, o "Albacora" participou no exercício de manobras aero-navais da Marinha Real Britânica "JOINT MARITINE COURSE", ao largo do Norte da Escócia.
• Em Maio de 1972, o "Barracuda" realizou a sua primeira Grande Revisão efectuada em Portugal, prevista durar 18 meses, mas que terminou 33 meses após o seu início.
• Em Julho de 1972, o "Albacora" realizou uma viagem a Cabo Verde atracando na Ilha de S. Vicente, com o desiderato de testar o comportamento do submarino em águas de temperaturas elevadas, percorrendo 3.089 milhas.
• Em Setembro de 1972, ocorreu um incêndio no sistema propulsor do "Delfim" quando navegava em snorkel, pouco depois de zarpar do Porto do Funchal - Ilha da Madeira.
• Em Setembro de 1973, o "Albacora" depois de participar no exercício NATO "QUICK SHAVE" sofreu uma anomalia no sistema de comunicações que impossibilitou de comunicar ao início da viagem de regresso ao Comando da Marinha Portuguesa e da NATO, despoletando uma acção de SAR a nível nacional e da NATO.
• A 29 de Outubro de 1975, o "Cachalote" foi abatido ao efectivo e vendido à França no Porto de Toulon que por sua vez vendeu-o ao Paquistão em Janeiro de 1976, sendo baptizado de "Ghazi", posteriormente ao ser modernizado recebeu a capacidade para lançar mísseis anti-navio SUB-HARPOON.

O NRP "Cachalote" a navegar (Foto cedida por Reinaldo Delgado / blogue Navios e Navegadores)

• Em Setembro de 1979, o "Albacora" e o "Barracuda" realizam um encontro em imersão e exercício de comunicação a 3 km de distância.
• Nos anos 80 receberam uma modernização a nível de sensores.
• Em Setembro de 1980, o "Barracuda" quando se dirigia para Plymouth - Inglaterra, navegando com mau tempo à superfície durante 379 horas e 6 minutos para participar no exercício NATO "TEAM WORK", partiu duas antenas e danificou um tanque de lastro que originou uma banda de 10.º, a Bombordo.
• Em Outubro de 1980, os Adidos Militares Navais de Marinha de Guerra estrangeiras acreditados em Lisboa embarcaram num submarino para assistirem a uma demonstração das capacidades operacionais.
• Em Setembro de 1982, o "Barracuda" executou o 1.º ataque anti-submarimo com um torpedo de exercício ao "Delfim".

• Em Maio de 1983, o "Barracuda" durante o exercício NATO "LOCKED GATE 83", realizado numa área a Sul de Cádiz - Espanha, constituiu com outros submarinos uma barreira de oposição ao trânsito de forças de superfície opositoras que navegavam para o Mar Mediterrâneo, através do Estreito de Gibraltar.
Na sequência da intercepção de comunicações, o "Barracuda" identificou a aproximação da força naval do porta-aviões nuclear "Eisenhower" (CBG - Carrier Battle Group) da Marinha dos EUA, não integrada no exercício, com destino ao Mar Mediterrâneo a fim de render o CBG da 6.ª Esquadra.
Após análise dos dados disponíveis foi possível identificar que a força naval cruzaria o limite Norte da área de patrulha atribuída ao "Barracuda", pelo que com base na detecção a longa distância da força naval, na identificação do respectivo rumo de progressão e fazendo uso do profundo conhecimento das condições batitermográficas prevalecentes na zona, foi possível posicionar tacticamente o "Barracuda", utilizando as zonas de sombra dos sonares dos navios de escolta da cobertura de protecção do porta-aviões de modo a dificultar a respectiva detecção.
Perante a situação táctica e a possibilidade irrecusável de tentar-se simular um ataque a um porta-aviões, foi decidido manobrar de forma a passar sem ser detectado pela poderosa cobertura de protecção do "Eisenhower", constituída em avanço por helicópteros ASW com sonar em activo e posteriormente por navios de superfície operando também os sonares em activo.
Tal manobra foi conseguida com recurso a opções tácticas adequadas, permitindo ultrapassar com êxito total a cobertura do "Eisenhower" e posicionar o "Barracuda" a navegar ao mesmo rumo e sob o porta-aviões, até atingir a posição de ataque simulado com torpedos, totalmente indetectado.
Após a acção e logo que a situação táctica e operacional o permitiu, o "Barracuda" foi à cota periscópica e transmitiu uma mensagem para a entidade condutora do exercício (CINCIBERLANT), relatando a acção. O CBG só teve conhecimento da acção à posteriori e com suporte nos registos efectuados a bordo do "Barracuda" durante a acção.
Findo o exercício o "Barracuda" foi destinatário da seguinte mensagem pessoal de parabéns do Contra-almirante Deputy CINCIBERLANT:
"FOR BARRACUDA, THE RARE OPPORTUNITY OF ATTACKING A CARRIER MUST HAVE MADE YOUR DAY. BRAVO ZULU AND GOD SPEED".

• Em Junho de 1983, a bordo do "Albacora" foi emitido à cota periscópica (12 metros) o programa radiofónico "Despertar" da Rádio Renascença com o locutor António Sala.
• Em 1983, nos Estaleiros do Arsenal do Alfeite montou-se em todos os submarinos uma nova passagem no casco na zona da popa, que permite realizar salvamentos por via de assentamento e acoplamento de veículos de salvamento submersíveis DSRV e LR-5.
• Em 1983, o exercício nacional "SWORDFISH" realizado ao largo da Ilha da Madeira teve a particularidade de empenhar os 3 submarinos da ª Esquadrilha.
• Em 1984, o "Barracuda" foi o 1.º submarino português a efectuar fotografia subaquática a navios.
• Em Março de 1984, o "Albacora" durante a participação no exercício de submarinos da Marinha Espanhola "TAPON", realizou a 1.º passagem em imersão pelo Estreito de Gibraltar com destino ao Porto de Cádiz - Espanha, conforme a ordem de exercício e constante ameaça aero-naval das forças opositoras sem ser detectado.
• A 22 de Fevereiro de 1988, a Esquadrilha de Submarinos foi condecorada com a Medalha de Ouro de Serviços Distintos.
• Entre 1993 e 1994, receberam novos radares e substitui-se o baticelerímetro e o interceptador-analisador sonar.
• Em 1994, o "Barracuda" no final de um exercício "FOST" quando emergia à cota periscópica, embateu num cargueiro no Canal da Mancha, não se registaram baixas, apenas danos estruturais na torre.


Danos estruturais na torre do Barracuda

• Em 1997, o "Delfim" quando regressava do Mar Mediterrâneo, a sul de Cádiz, correu perigo de se poder afundar, dado que metia água pela chumaceira do veio do motor de estibordo, tendo sido prontamente resolvido pela guarnição.
• Em 1999, o "Albacora" participou no exercício "CONTEX/PHIBEX" projectando para terra o DAE como força avançada, que posteriormente simulou a eliminação de uma bateria costeira de mísseis anti-navio.
• Em 1999, o "Albacora" e o "Barracuda" participaram no exercício "SWORDFISH" simulando submarinos violadores do embargo.
• Em 2000 o "Albacora" é desactivado e canibalizado.
• Em Junho de 2001, o "Delfim" realizou um exercício de salvamento submarino em Rassay na Escócia, acoplando com o veículo submersível de salvamento "LR-5" britânico, à profundidade de 146 metros.
• Em 2002, o "Delfim" participou no exercício "CONTEX/PHIBEX", servindo de transporte e meio de inserção do DAE no cenário de operações, após terem sido lançados de pára-quedas para o mar de um Hércules C-130 da FAP, com todo o seu equipamento.
• Em 2002, o "Delfim" participou no exercício "INSTREX", integrado na força opositora e nas séries de luta anti-submarina para disparo de torpedos, constituindo o mesmo como alvo dos torpedos de exercício.
• Em 2002, durante a participação do "Delfim" no exercício "NEOTAPON", no qual em simulação de luta anti-submarina, conseguiu interceptar por 3 vezes o submarino nuclear de ataque francês "Saphir" da classe "Rubis".
• Nos finais de 2003, o "Delfim" esteve atribuído ao «Flag Officer Sea Training», no mesmo ano durante o exercício "SWORDFISH", realizou com grande realismo num cenário de luta ASW, operações de transporte e inserção em território hostil de forças especiais.
• Em 2004, o "Barracuda" participou no exercício "INSTREX", actuando como ameaça, e em apoio directo à força naval fornecendo informações e efectuando o controlo da navegação.
• Em 2004, procedeu-se à substituição do interceptador-analisador sonar, do sonar passivo e equipou-se o "Barracuda" com comunicações satélite W(SUB)-ECDIS e AIS.
• Em Abril de 2005, durante o exercício "CONTEX", o "Delfim" assentou no fundo do mar simulando uma situação de acidente grave a 60 metros de profundidade.
• Em Junho de 2005, o "Delfim" participou no exercício "SHARK HUNT" organizado pela Marinha de Guerra Norte-americana, realizando um vasto conjunto de acções de treino cujo objectivo principal era o desenvolvimento e manutenção das capacidades de luta submarina em ambiente operacional complexo.
• Em Dezembro de 2005 o "Delfim" é desactivado.
• Em Maio de 2006, o "Barracuda" foi equipado com um novo sonar passivo Elac Nautik LOPAS 8300, obtendo-se um maior conhecimento de acústica submarina, podendo operar em Broadband (ruído puro) ou em Narrowband, podendo-se classificar os efeitos hidrofónicos com maior fiabilidade e não só confiando na análise DEMON e espectral.
• Em Maio de 2006, o "Barracuda" participou no exercício "SWORDFISH", servindo de transporte e meio de projecção do DAE no cenário de operações, após terem sido lançados de pára-quedas para um ponto de reunião no mar.
• Em Maio de 2009, o "Barracuda" realizou um exercício com a fragata "Bartolomeu Dias" no âmbito da demonstração para os Auditores do Curso de Defesa Nacional.
• Em Julho de 2009, o "Barracuda" participou numa demonstração relativa ao exercício de Segurança Energética organizado para o Presidente da República.


O "Barracuda" e um helicóptero Linx Mk95

• Os três submarinos irão ser conservados, sendo transformados em museus, o "Delfim" em Viana do Castelo, o "Barracuda" em Cascais e o "Albacora" na própria Esquadrilha de Submarinos na Base Naval do Alfeite.
• Participam também nos exercícios nacionais: AÇOR e ZARCO; e internacionais: OCEAN SAFARY, POST e JOLLY ROGER nos quais adquirem perícia ao patrulhar as águas e contribuem para o treino de navios ASW.
• Para além de Portugal a classe DAPHNÉ, também é operado pelas Marinhas de Guerra da África do Sul, Espanha e Paquistão.

PARTICIPAÇÃO EM MISSÕES IMPORTANTES:
• Em 15 de Dezembro de 1982, o "Barracuda" realizou o 1.º afundamento por um submarino português, lançando à superfície um torpedo L3 a 3.800 metros contra o Navio-Butaneiro "Bandim" que se encontrava à deriva e semi-afundado com a proa elevada 15 metros acima da superfície, naufragado a 120 milhas a SW do Cabo Espichel e por constituir um perigo para a navegação, atingido a 30 metros de profundidade, afundou-se completamente em 13 minutos.
 
Gerbe resultante da explosão do torpedo L3

• Em 1993, o "Albacora" e o "Delfim" participaram na «Operação Sharp-Guard» da UEO/NATO no Mar Adriático, junto às costas da ex-Jugoslávia, efectuando vigilância marítima num total de 730 horas de imersão.
• Em 1997, o "Barracuda" participou na «Operação Endurance» no Oceano Atlântico, durante 31 dias sem atracar, reabastecendo pela estação de popa do Navio-Reabastecedor "Bérrio" pela primeira vez em alto-mar, operação que já não era realizada por nenhuma Marinha de Guerra, desde a 2ª Guerra Mundial.
• Em Janeiro de 2004, a 46 milhas de Vila Real de Santo António, o "Delfim" (desactivado em 2005) participou numa missão de combate ao narcotráfico na ZEE Portuguesa, em cooperação com a Polícia Judiciária, tendo vigiado e seguido um iate espanhol, recolhendo informações úteis para uma força que o abordou posteriormente, composta por elementos do DAE, Fuzileiros, um helicóptero Lynx e uma corveta, a operação culminou na apreensão de 5,5 toneladas de haxixe.