Mostrar mensagens com a etiqueta NPO. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta NPO. Mostrar todas as mensagens

02/09/09

DRAGA-MINAS

"Homens de ferro em navios de madeira"

          Com a lição do intensivo uso de minas marítimas na II Guerra Mundial por todas as Marinhas de Guerra dos beligerantes e no seguimento do envolvimento dos EUA e da ONU na Guerra da Coreia (1950-1953), com o recurso a minas marítimas de fabrico russo por parte da Coreia do Norte e China, a par de dispositivos anti-rocega, anti-recuperação, contadores de navios e relógios para períodos de adormecimento, obtendo um custo eficácia compensador, a NATO impulsionou a criação de esquadrilhas de navios dedicados a esta ameaça no seio das Marinhas de Guerra dos países signatários.
          A Portugal, em virtude da sua posição geoestratégica foi atribuído uma Flotilha de 16 Draga-minas [Portaria n.º 16 076 de 13 de Dezembro de 1956] construídos segundo os planos de navios Norte-americanos e ingleses, com casco de madeira, assinatura magnética e sonora reduzidas, equipados com rocegas mecânicas, magnéticas e acústicas:

- 8 Costeiros da classe "Ponta Delgada" ["Bluebird"] 1953 - 1976;

Draga-minas costeiro "Santa Cruz"

- 4 Oceânicos da classe "S. Jorge" ["Agile"] 1955 - 1974;

Draga-minas oceânico "S. Jorge"

- 4 Costeiros da classe "S. Roque" ["Ton"] 1956 - 1976.

Draga-minas costeiro "Lagoa"

          Esta nobre Flotilha tinha por missão principal proteger os canais de acesso dos grandes portos nacionais (Leixões, Lisboa, Setúbal, Ponta Delgada, Funchal e Caniçal), aos quais veio a ser acrescido o porto de águas profundas de Sines.
          Dos navios, 12 ("S. Jorge", "Ponta Delgada") foram construídos em estaleiros dos EUA ao abrigo do MDAP - "Mutual Defence and Assistence Program" e 4 ("S. Roque") nos Estaleiros da Administração Geral do Porto de Lisboa, então explorado pela CUF, dois ao abrigo do MDAP e dois pelo Governo Português.
          Embora seja reconhecida a necessidade de uma capacidade de resposta à guerra de minas, a aquisição de 4 navios para a guerra de minas, esta somente planeada para 2015, de acordo com o Sistema de Forças Naval Aprovado em 2005, por evidentes dificuldades de financiamento, tendo os últimos (classe "S. Roque") sido retirados destas funções em Setembro de 1976 e abatidos ao efectivo em Maio de 1996.
          Tratava-se de navios muito versáteis, activos e com uma relação custo/benefício muito vantajosa, mas nunca foram alvo de qualquer modernização global ou parcial, e até à data do cessar de funções da Flotilha, alcançaram elevados padrões operacionais e participaram em muitos exercícios sectoriais, nacionais e internacionais.
          A título de exemplo, os Draga-minas da classe "S. Roque" ficaram com as suas rocegas de influência desactualizadas nos inícios dos anos 60, especialmente a rocega acústica rebocada à borda, o "Ribeira Grande" e o "Rosário" fizeram as últimas missões de treino de guerra de minas por rocega mecânica e por Mergulhadores em 1985.
          Contudo continuaram a prestar apoio aos exercícios de rocegas, de Mergulhadores Sapadores e aos treinos com material de Demolição, Identificação e Inactivação de Armamento no Campo de Treino de Minas e Demolições na Ilha da Culatra.
          Foram ainda uma excelente escola de marinharia moderna pelo lançamento, reboque e recolha do complexo material de rocega e do lançamento e recolha de bóias "DAN" de sinalização, efectuando também o reboque de alvo de artilharia para exercícios de tiro de superfície.
          De salientar que os Draga-Minas "Ribeira Grande" e "Vila do Porto" foram utilizados para curtas viagens de fim-de-semana de instrução aos cadetes da Reserva Naval, com o desiderato de proporcionando-lhes um primeiro contacto com o mar, durante o período inicial na Escola Naval.
          Em Janeiro de 1976, o Chefe da III Divisão do EMA (Operações), com a devida autorização do CEMA (Chefe do Estado-Maior Armada) para escolha e negociação do material, teve a iniciativa de solicitar a NATO o começo de um programa financiado de reapetrechamento dos meios navais da Marinha de Guerra Portuguesa, sendo criado um grupo de trabalho para actualização dos meios navais, sendo o Chefe da III Divisão do EMA o seu presidente.
          O programa incluía 6 fragatas oceânicas, 4 caça-minas, um simulador de operações, um navio oceanográfico e patrulhas de fiscalização costeiros. Não foram incluídos submarinos por nessa época se considerar que os que a Esquadrilha disponha, satisfaziam as necessidades operacionais e ainda gozarem de vida útil.
          Deste modo, participou em diversas reuniões e visitas a estaleiros navais estrangeiros (Alemanha, França e Reino Unido) para escolha das unidades e respectivo equipamento, tendo obtido aprovação e o compromisso de financiamento da NATO para todo o programa, excepto os patrulhas de fiscalização costeiros que seriam de nossa exclusiva responsabilidade.
          Porém face ao custo, teve-se que estabelecer fases, optando-se por arrancar com 3 fragatas oceânicas, entendidas como prioritárias para a nossa defesa, pretendendo-se plataformas capazes de responderem a multi-ameaças, dotadas de sistemas digitais, helicóptero orgânico e propulsão moderna.
          No que concerne a navios dedicados às contramedidas de minas, optou por caça-minas da classe "Hunt" de fabrico britânico com casco em fibra de vidro, sonar de alta resolução e veículo submarino, com capacidade para localizar e colocar equipamento de demolição junto às minas, inclusivo as de pressão, podendo também ser empregues na oceanografia e localização de naufragados ou aeronaves no mar.
          Conseguiu que todos os países signatários da Aliança Atlântica facultassem uma parte da comparticipação material, praticamente a 100%, ficando os respectivos navios em apreço com plena soberania portuguesa, apenas com o compromisso de quando solicitado ou em caso de hostilidades, serem atribuídos ao esforço conjunto da NATO. No entanto, ao longo dos anos o interesse da NATO pelo financiamento do programa limitou-se às actuais 3 fragatas da classe "Vasco da Gama" e ao simulador de operações, continuando o restante programa pendente.
          Apesar da aquisição de navios dedicados a guerra de minas ser bastante onerosa, tal necessidade deveria ser encarada como um factor preponderante e estratégico, uma vez que o emprego de minas marítimas, de contacto ou de influência (acústicas, magnéticas ou de pressão), passíveis de ser lançáveis por aviões, submarinos ou navios com um mínimo de preparação, configura um sistema de armas relativamente barato, acessível e por inerência susceptível de ser empregue em grande número, até em acção subversiva.
          Os interesses políticos, económicos e militares do Mundo Ocidente possuem como base de sustentação vital a utilização dos oceanos e respectivas linhas de comunicação marítima, as minas continuam a ser um dos meios mais eficazes de negar o uso de portos ou zonas de navegação de elevado interesse a um opositor e como medida dissuasiva, defensiva ou ofensiva, nomeadamente no tocante a águas territoriais, continua a desempenhar um papel de relevo num potencial conflito entre nações ribeirinhas.
          As consequências militares e económicas decorrentes da subestimação da sua importância podem ser desastrosas, tendo em conta a nossa posição geoestratégica na Europa, a importância dos nossos portos e o facto que vivemos em grande parte da importação de combustíveis, matérias-primas e produtos alimentares.
          Consultando a história militar é possível verificar que desde início do emprego de minas marítimas em conflitos bélicos, mais que o receio do seu poder destrutivo, foi sempre mais eficaz o seu valor psicológico dissuasivo como factor de influência na decisão de um Comandante dum navio em relação ao risco calculado.
          Uma mina não necessita de ser muito sofisticada para funcionar, na verdade até pode ser ultrapassada perante os padrões standard e funcionar efectivamente, tal sucedeu a título de exemplo em Abril de 1998 com a fragata Norte-americana "USS Samuel B. Roberts" (FFG-58), cuja reparação custou 96 milhões de Dólares.
          Presentemente, mais de 50 países com costa possuem minas marítimas e capacidade de as lançar, desses pelo menos 30 têm capacidade de as fabricar, sendo que 20 deles exportam mais de metade da sua produção!
          Actualmente as operações de limpeza de minas, face a demora e sensibilidade das acções, realizam-se num quadro de operações conjuntas e combinadas, assim a par das necessidades nacionais, tais navios também contribuiriam para a afirmação da nossa política externa mediante o seu emprego em missões bilaterais ou multinacionais.
          A Marinha Portuguesa pretende ser apetrechada com um navio de assalto anfíbio, mas para poder empregar de modo seguro tal plataforma na aproximação à costa, necessita de providenciar meios especializados no reconhecimento e limpeza de minas no suporte a Forças Expedicionárias Anfíbias (Fuzileiros), tendo em linha de conta que um campo de minas pode facilmente impedir a concretização de um desembarque anfíbio e saldar a operação numa tragédia.
          As minas marítimas assentes no fundo do mar são de influência (acústicas, magnéticas ou de pressão), apropriadas para águas costeiras pouco profundas "Shallow Waters", com um limitado raio de acção por necessitarem de profundidades adequadas, mas são dotadas de uma grande carga explosiva por não necessitarem de ter flutuabilidade positiva, sendo as mais difíceis de neutralizar.
          As minas marítimas fundeadas são mais apropriadas para águas mais profundas "Deep Waters", podendo ser de contacto ou de influência (excepto pressão), podem ser muito afectadas por factores de natureza do fundo do mar, agitação marítima e por alteração da sua posição, causando surpresas com efeitos indesejáveis.
          Portugal, face a sua localização geográfica e águas geralmente mais profundas do que as dos países do Mar Báltico ou do Mar Mediterrâneo, não tem tanta acuidade para a guerra de minas. Não obstante, é preciso não esquecer que a Base Naval do Alfeite, situada na margem Sul do Rio Tejo, reunindo todos os meios da esquadra, instalações de apoio e manutenção, acresce a decisiva capacidade de saída do Estuário do Tejo para o mar através de uma barra segura, caso contrário os navios ficaram confinando ao Mar da Palha.

• Em 2003, os Mergulhadores Sapadores realizaram uma operação de "Exploitation" (desmontando os mecanismos de armar e de fogo) de uma mina marítima de fundear Mk56 de exercício, para posterior estudo na EMERG, que deu à costa junto da praia de Valmitão em Peniche.



Mina marítima de fundear Mk56 de exercício

• Em Maio de 2006, uma equipa de 7 Mergulhadores Sapadores participou numa operação de afundamento de uma mina marítima de fundear Mk56 de exercício, que deverá ter perdido a poita que a segurava ao fundo do oceano e surgiu a flutuar a duas milhas a sul da baía de Porto Santo, na operação também participou o Navio-Patrulha "Zaire" e uma lancha semi-rígida da Polícia Marítima de Porto Santo.


Mina a flutuar


Colocação de explosivos pela equipa de Mergulhadores Sapadores


Detonação dos explosivos e subsequente afundamento da mina

          Deste modo, com objectivo de atenuar as limitações existentes da perda total (navios, guarnições e escola) de todo o "know-how" desta específica componente operacional da Armada, e atendendo à recente reformulação do "Conceito de Emprego das Unidades de Mergulhadores" (IOA 109) por forma a conferir a capacidade adequada aos novos "Requisitos Operacionais das Unidades de Mergulhadores" (POA 2 [A]), decorreu em alternativa um programa de reforço das capacidades dos Mergulhadores Sapadores.
          De frisar que os Mergulhadores Sapadores são de momento a única unidade que a Marinha de Guerra Portuguesa dispõe com capacidade de contramedidas de minas (MCM) em "Very Shallow Waters" (águas fluviais), "Shallow Waters" (águas costeiras) e em "Deep Waters" (águas profundas), sendo uma unidade de referência na NATO!
          De acordo com as indicações do GCRM - Grupo de Coordenação do Programa de Reequipamento das Unidades de Mergulhadores [Despacho CEMA n.º 28/96 de 11 de Abril], no sentido de poderem operar até 91 metros de profundidade, está previsto realizarem o Curso de Pára-quedismo Militar, como o escopo de poderem ser inseridos de forma mais rápida na zona de operações, melhorando substancialmente o seu potencial operativo.
          O GCRM, no prosseguimento da edificação da capacidade de Guerra de Minas, prevista no Sistema de Forças Nacional e observando os "Requisitos Operacionais do Destacamento de Guerra de Minas com Emprego de AUV's" (POA 15), no dia 12 de Junho de 2008 foi constituído um 3.º DMS [Despacho CEMA n.º 21/08 de 18 de Junho], especialmente vocacionado para a incorporação operacional de novos conceitos e técnicas, nomeadamente sistemas AUV's ("Autonomous Underwater Vehicles") GAVIA e respectivo equipamento de apoio (cujo processo de aquisição ocorreu recentemente).
          Ainda segundo GCRM, aumentar-se-á o investimento na formação nas Escolas da Armada e em centros de formação aliados, de forma a adquirir o saber operacional que permitirá, a médio prazo, a incorporação de módulos portáteis de guerra de minas mais pesados, com capacidade de detecção e inactivação de minas e de outros engenhos explosivos, passíveis de serem utilizados de modo contentorizados a bordo dos futuros NPO ou LFC.
          No entanto é importante ter em linha de conta que os Mergulhadores Sapadores e AUV's têm um limitado raio de acção no tocante a localização de minas, tarefa desempenhada por navios dedicados à guerra de minas, posteriormente, a inactivação ou destruição das mesmas é que são fases que podem ser executadas por Mergulhadores Sapadores ou AUV's.
          Os navios de guerra de minas têm também o benefício de não padecer de certas dificuldades que condicionam caracteristicamente a actividade dos Mergulhadores Sapadores, como as condições meteorológicas, visibilidade, posição adoptada durante a execução do trabalho, corrente contrária, temperatura da água e presença de espécies predadoras (condicionante psicológica).

NOTA: Desenhos manuscritos da autoria de Luís Filipe Silva

30/07/09

NAVIOS DE COMBATE À POLUIÇÃO SUBCLASSE "SINES"


Projecto do Navio de Combate à Poluição

          A inexistência e indisponibilidade em permanência de navios dedicados para o combate à poluição marítima, é cada vez mais um imperativo de segurança nacional que urge ultrapassar, reflectindo-se na sua capacidade de realizar operações fundamentais nas primeiras horas após um derrame, impedindo a progressão dos produtos poluentes em direcção a áreas sensíveis como praias, zonas de pesca, habitats, turismo ou lazer.
          A costa de Portugal regista uma média de 56 incidentes de poluição marítima por ano, embora a maioria dos casos, não apresente uma dimensão significativa.
          Deste modo, serão construídos dois navios nos ENVC, baseados no projecto NPO (3º e 4º navio em 2012), com as mesmas características principais e equipamentos mencionados, mas ao invés dum convés de voo na popa, serão dotados de uma grua de grande capacidade e equipamentos específicos para o combate à poluição no mar, portos e estuários, conciliando com a capacidade de fazer balizagem em zonas de responsabilidade ou interesse nacional.
          Esta diferença a nível da meia-nau para a popa, demonstra a versatilidade do projecto, apresentando neste caso inovação do ponto de vista da arquitectura e engenharia naval, tratando-se de unidades originais e sem antecessores na Marinha de Guerra Portuguesa.
          Substituirão o Navio-balizador "Schultz Xavier", nas funções de balizagem e assinalamento marítimo, dado que este navio está prestes a alcançar o seu limite de vida útil operacional.
          Estarão habilitados a desenvolver operações de fiscalização da pesca, combate a actos ilícitos, apoio a Mergulhadores (mediante a instalação de uma câmara hiperbárica contentorizada de 20 pés), patrulhas e SAR.
          Em 2006, o 3.º navio da classe, o P362 foi baptizado "Sines" e em 2007 foi baptizado o 4.º, o P363 de "Ponta Delgada", em homenagem às cidades onde se realizaram as comemorações do Dia da Marinha.

PRINCIPAIS CAPACIDADES NO COMBATE À POLUIÇÃO MARÍTIMA:
• Capacidade para remover grandes quantidades de poluentes em suspensão;
• Contenção e recolha dinâmica de hidrocarbonetos derramados no mar;
• Aplicação de dispersantes sobre manchas poluentes;
• Trasfega de hidrocarbonetos para tanques próprios ou flutuantes.

EQUIPAMENTO DE COMBATE À POLUIÇÃO:
- Sistema para recolha e trasfega dos poluentes de média e alta viscosidade;
- Sistema de lançamento de dispersante por ambos os bordos;
- Dois tanques flutuantes portáteis do tipo "Unibag", cada um de 50 m³;
- Uma serpentina interna de circulação de vapor;
- Uma embarcação de combate à poluição;
- Três canhões de água, dois à vante da ponte e outro à ré da chaminé;
- Um braço móvel com guincho principal com capacidade para retirar contentores a flutuar;
- Uma estação de descontaminação e outra de tratamento;
- Recuperadores de vácuo;
- Enrolador de Barreira

26/07/09

NAVIOS DE PATRULHA OCEÂNICO CLASSE "VIANA DO CASTELO"

(ACTUALIZADO)

Navio Patrulha Oceânico "VIANA DO CASTELO"

          Historicamente a interdependência da Marinha Mercante / Pesca / Recreio / Investigação Científica da Marinha de Guerra, demonstra que o potencial de uma estimula e justifica a outra e vice-versa, quer no apoio directo, quer na defesa das nossas riquezas (ZEE) que por vezes se vê privada pela concorrência ilegal estrangeira.
          O paradigma da necessidade de NPO - Navios Patrulhas Oceânicos já remonta na Armada desde a Proposta de Programa Naval de 1976, com a elaboração do anteprojecto levado a cabo no âmbito do denominado GAPO - Grupo de Anteprojecto dos Patrulhas Oceânicos, com o objectivo de desenvolver um navio de fiscalização adequado para a ZEE e configuração semelhante à das corvetas da classe "João Coutinho", libertando as corvetas das missões de serviço público e assim poderem dedicar-se às de natureza militar.



Projecto do Navio Patrulha Oceânico

          O conceito tecnológico dos "Requisitos Operacionais do NPO" (POA 5 [A]) assenta num navio económico de projecto e concepção nacional, não apresentando especial inovação do ponto de vista da arquitectura e engenharia naval, apostando-se em contrapartida numa plataforma robusta e de boas qualidades náuticas, com muita automação, boa habitabilidade e capacidade para se manter eficazmente no mar em regime de permanência prolongada mesmo em condições adversas, dado que vão operar no Oceano Atlântico.


Ponte do navio com elevado nível de automação


Imagem dum monitor

          Trata-se de navios pouco exigentes a nível de guarnição e incorporação de armamento e sensores, recorrendo em grande medida a padrões de construção naval comercial, tendo em consideração o tipo de missões para as quais está concebido (patrulha da costa e ZEE / presença naval / operações de baixa intensidade).
          Deste modo, irão substituir gradualmente as corvetas restantes das classes "João Coutinho" e "Baptista de Andrade", dado que estes navios para além de estarem a alcançar o seu limite de vida útil operacional, não têm praticamente valor militar e são inadequados às suas funções actuais.
          Em Março de 2001, a Direcção de Navios conclui a especificação técnica, executando no Arsenal do Alfeite, ensaios em tanques de experiências hidrodinâmicas, de resistência, propulsão e de comportamento no mar, reformulando a posterior o Arranjo Geral dos navios, dotando-os de casco com o pontal elevado, borda falsa no castelo, estabilizadores activos não retrácteis, robaletes e de um patilhão generoso, no sentido de conferir bom comportamento no mar.
          Os requisitos operacionais solicitado pelo grupo de trabalho da Esquadrilha de Helicópteros da Marinha à Direcção de Navios, incluía a certificação do convés de voo para operar com helicópteros até 5.400kg, a aplicação de meios de reabastecimento de combustível e um hangar telescópico, com a finalidade de proteger os helicópteros da corrosão do meio marinho durante operações conjuntas mais prolongadas, não obstante o último requisito não foi atendido em virtude de os navios não serem dotados de helicópteros orgânicos.


Imagem dum possível NPO com hangar telescópio


convés de voo com grelha da FHS

          A capacidade de sobrevivência e de confinar as avarias do navio também foi levada em linha de conta: o casco e as superestruturas foram construídos em aço de grau A, subdivididos por cinco pavimentos e dez anteparas estanques, a própria construção foi certificada pela ISO 9001.


Planta do Navio Patrulha Oceânico

          De realçar a introdução de novos padrões de habitabilidade, com áreas de reduzidos níveis de ruído, grande flexibilidade para alojar elementos da guarnição de ambos os sexos e maior privacidade nos alojamentos e casas de banho.



Acomodações da guarnição

          Os militares seleccionados para formar as guarnições frequentaram um curso de especialização e qualificação, ministrado pela Direcção do Serviço de Formação, de modo a ficarem habilitados a desempenhar funções a bordo.
          O potencial bélico foi circunscrito ao necessário para desempenhar as missões que lhe serão confiadas como OPV (Offshore Patrol Vessel), a sua concepção não teve por escopo a participação em operações militares navais, assim a capacidade bélica está limitada a uma peça de artilharia na proa de 40mm (a ser substituída em finais de 2012, pelo sistema OTO MELARA MARLIN WS com canhão MK-44 de 30mm, dotado do sistema de imagem térmica ALBATROS), duas metralhadoras-ligeiras nas asas da ponte e duas calhas lança-minas na popa.


Peça de artilharia de 40mm/L60


Pavimento da popa preparada para calhas lança-minas

          Têm capacidade para efectuar minagem defensiva, mediante o lançamento de 30 minas marítimas Mk55 Mod2, por via duas calhas lança-minas na popa, com o desiderato de proteger os canais de acesso aos portos nacionais e apoio a forças navais em situações de Crise ou caso de Conflito no Espaço Estratégico de Interesse Nacional, padece no entanto de qualquer Sistema de Navegação, de Combate, de Guerra Electrónica ou de Contramedidas.
          Futuramente, no apoio prestado aos Mergulhadores Sapadores podem incorporar módulos contentorizados de guerra de minas portáteis, com capacidade de detecção e inactivação de minas e de outros engenhos explosivos.
          Como parte do equipamento, o navio está apetrechado com duas lanchas semi-rígidas com motor diesel inbord a hidrojacto omni-direcional, fabricadas pela Delta Power Group, uma de 8,5 metros com capacidade para transportar 15 passageiros ou 3 toneladas de carga, passível de ser utilizada em missões SAR e operações anfíbia, outra de 6,8 metros com capacidade para transportar 9 passageiros, vocacionada para faina regular.


Lancha semi-rígida de 6,8 metros


Lancha semi-rígida de 8,5 metros

          O navio dispõe de um compartimento multiuso que pode ser configurado para embarcar carga ou servir de acomodações adicionais, habilitado para albergar 32 pessoas ou uma Força de Fuzileiros (4 Oficiais, 3 Sargentos e 25 Praças), requisito operacional indicado pelo grupo de trabalho do Corpo de Fuzileiros à Direcção de Navios.


Compartimento multiuso

          Tal requisito permite servir como navio de apoio a operações anfíbias, valência operacional que a par do seu reduzido calado, permite-lhe penetrar em rios e braços de mar, substituindo as corvetas das classes "João Coutinho" e "Baptista de Andrade" nestas funções.
          Parte ainda do requisito operacional do Corpo de Fuzileiros atendida, é a capacidade de embarque / desembarque da Força em locais sem cais de atracação, de transportar pelo menos uma secção de botes de assalto (12 botes, 12 motores e 02 botes reserva) e uma Lancha de Assalto Rápida (LAR), de armazenagem (víveres, armamento, equipamento, munições, gasolina, material diverso), manobra e estiva.
          Destaque para a disposição de três canhões de água, dois à vante da ponte no castelo da proa e outro à ré da chaminé, conferindo aos navios a aptidão para combater incêndios deflagrados noutros navios.
          O contrato de construção foi celebrado a 15 de Outubro de 2002, por ajuste directo atendendo ao Despacho Conjunto n.º 15/2001 de 11 de Janeiro, pelo Primeiro-Ministro acompanhado pelo Ministro da Defesa Nacional com os ENVC, prevendo um custo global de cerca de 120 milhões de Euros, financiado maioritariamente pelo PIDDAC, pela Lei de Programação Militar e comparticipado pela União Europeia (programa SIFICAP).
          A construção dos navios pelos ENVC foi decidido e aprovado pelo Governo [Resolução do Conselho de Ministros n.º 138/2002 de 5 de Dezembro], advogando no preâmbulo do Despacho Conjunto n.º 15/2001 de 11 de Janeiro: "...se os navios forem construídos em estaleiro nacional ficará assegurado, logo à partida, que haverá nesse estaleiro e em diversas empresas nacionais contratadas um forte conhecimento destas novas unidades".
          De facto, verifica-se a participação de diversas empresas portuguesas no apetrechamento dos mesmos, como por ex: a EID, a EDISOFT, apresentando claras vantagens, nomeadamente no fortalecimento da Independência Nacional da assistência técnica, manutenção, tecnologia e apoio logístico do exterior e respectivos custos inerentes, factores vitais em tempo de crise ou guerra, por constituir um potencial meio de pressão sobre o Estado.
          Não obstante, a vantagem citada do conhecimento dos navios por parte destas empresas, não se perspectiva com exactidão, a título de exemplo, futuras manutenções dos navios pelos ENVC, sem colocar sequer em dúvida a sua capacidade, tal não é susceptível de se materializar, em virtude de a Marinha tradicionalmente efectuar as manutenções no Arsenal do Alfeite, a própria tecnologia electrónica instalada a bordo não justifica manter uma ligação estreita aos fornecedores.





















Bloco cirúrgico a bordo

          O contrato deverá ser cumprido até 2014, a sua execução e fiscalização da construção é tutelada pela MAF - Missão de Acompanhamento e Fiscalização (entidade da Marinha), terá a seguinte sequência de entrega:
- 1º navio em 2010;
- 2º navio em 2011;
- 3º e 4º navio (NCP) em 2012;
- 5º e 6º navio em 2013;
- 7º e 8º navio em 2014

          Em 2004, o 1.º navio da classe, o P360 foi baptizado "Viana do Castelo", em homenagem à cidade e aos ENVC onde se efectua a construção destes navios, em 2005 foi baptizado o 2.º, o P361 de "Figueira da Foz", em 2008 o 5.º de "Funchal", em 2009 o 6.º de Aveiro", sempre durante as comemorações do Dia da Marinha decorrido nessas cidades.
          No dia 1 de Outubro de 2005, decorreu nas instalações dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo a cerimónia de flutuação dos dois primeiros Navios de Patrulha Oceânicos.
          No dia 30 de Dezembro de 2010, decorreu enos ENVC a cerimónia de recepção provisória, por parte da Marinha Portuguesa do P360 / CTPA "Viana do Castelo".
          É de conhecimento público que algumas Marinhas de Guerra estrangeiras já mostraram interesse em adquirir algumas unidades desta classe, desconhecendo-se no entanto se ainda se mantém: Argélia, Marrocos e Tunísia, recentemente o Ministério de Defesa da Nigéria mostrou interesse na aquisição de 2 navios.

PRINCIPAIS TAREFAS A DESEMPENHAR:
• Patrulha, vigilância e fiscalização de longa duração das águas costeiras e oceânicas de jurisdição nacional;
• Apoiar, proteger e controlar actividades económicas, científicas e culturais ligadas ao mar, ao leito do mar e ao subsolo marinho;
• Executar, isoladamente ou integrado em acções coordenadas, operações de assistência a pessoas e embarcações em perigo, no âmbito da SAR no mar;
• Executar operações de socorro e assistência, designadamente em colaboração com o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, em situações de catástrofe, calamidade ou acidente;
• Colaborar com as autoridades civis na satisfação das necessidades básicas e melhoria da qualidade de vida das populações;
• Colaborar na defesa do ambiente, nomeadamente na prevenção e combate à poluição marítima.

CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS:
- Deslocamento: 1.750 toneladas
- Dimensões: 83,1 x 12,9 x 3,6 metros
- Velocidade máxima:
    Motores a diesel 22 nós (41 km);
    Motores eléctricos 5 nós (8 km)
- Propulsão:
    2 motores diesel WÄRTSILÄ W26 12V26 de 7.800 kW;
    2 motores eléctricos MAGNETTI MARELLI de 600 kW;
    2 hélices de passo variável 5C08 LIPS;
- Energia: 4 motores electrogéneos VOLVO PENTA TAMD165A de 362 kW
- Combustível: 250 toneladas
- Autonomia: 5.000 milhas em 14 dias a 15 nós
- Guarnição:
    Oficiais: 5 (Sob o comando de um oficial superior)
    Sargentos: 8
    Praças: 25
    Total: 38
- Alojamento adicional:
    Oficiais: 4
    Sargentos: 3
    Praças: 25
    Total: 32
- Água doce: 55 toneladas, capacidade de produção de 8m³/dia
- Convés na popa para 1 helicóptero

EQUIPAMENTO:
- Sistemas de comando e controlo;
- Sistema de carta electrónica ECDIS da KELVIN HUGHES;
- Sistema integrador de informação (EDISOFT);
- Sistema integrado de gestão de plataforma (EDISOFT);
- Sistema integrado de navegação (KELVIN HUGHES);
- Sistema integrado administrativo-logístico;
- Serviços de rede diversos (Telemedicina);
- Sistema integrado de comunicações (EID): MF/HF/VHF/UHF, ETO, INMARSAT B;
- 2 Radares de navegação MANTA 2000 da KELVIN HUGHES , banda I / F (37 Km de alcance);
- Multisensor electro-óptico SAGEM VIGY 10 Mk3, para detecção, gravação e registo de imagens;
- DGPS MX 420;
- Serviços básicos de rede (correio electrónico, Web, directoria e escritório electrónico);
- Serviços de segurança da informação;
- Sistema de Informação da Configuração e Apoio Logístico aos Navios (SICALN);
- Web Information Services Environment (WISE);
- Radiodifusão da RMP (Recognized Maritime Picture Broadcast);
- Acesso à Intranet da Marinha (WAN_Marinha);
- Equipamentos GMDSS;
- Terminal SIFICAP;
- Grelha de convés de voo da FHS;
- Elevador de munições da TBV Marine Systems;
- Sistema de tratamento de resíduos;
- Sistema de separação de lixos;
- Sistema de separação de águas oleosas;
- Sistema de detecção de incêndio e de alagamento;
- 1 Propulsor transversal de manobra à proa JASTRAM com 250 kW;
- Grua e Turco SCHAT HARDING de 4 toneladas;
- 3 Canhões de água;
- Duas embarcações semi-rígidas DELTA, uma de 8,5m e outro de 6,8m;
- 2 Botes pneumáticos ZEBRO III;
- 6 Balsas salva-vidas

SISTEMA DE ARMAS:
- 1 Peça de 40mm/L60 de comando local;
- 2 Metralhadoras-ligeiras HK 21 de 7.62mm;
- 2 Calhas lança-minas / 30 minas marítimas Mk55 Mod2 ou Mk56 (exercício)

15/07/09

LANCHAS DE FISCALIZAÇÃO COSTEIRA


Projecto das Lanchas de fiscalização Costeira

          Em 2004, a par da aprovação do "Conceito de Emprego Operacional das LFC" (IOA 608) e dos "Requisitos Operacionais das LFC" (POA 13), foi determinado a necessidade de concluir o processo de construção e entrada ao serviço da 3ª e última série de Lanchas de Fiscalização baseada na classe "Argos".
          Deste modo, no âmbito da capacidade de fiscalização da ZEE serão construídas pelos ENVC em parceria com o Estaleiro Holandês "Damen Schelde" até 2014, a par do programa dos NPO, 5 Lanchas de Fiscalização Costeira, com a opção de construção de mais 3 em substituição dos dois NPO cancelados.
          Trata-se de navios com uma tonelagem intermédia entre a dos NPO's e as Lanchas de Fiscalização Ribeirinha, com o escopo de substituir os Navios-Patrulha da classe "Cacine", navios estes que face ao facto de já terem ultrapassado o seu termo de vida útil, originaram uma situação insustentável no que respeita à sua manutenção.
          O projecto técnico das LFC foi concretizado por uma equipa de Oficiais ECN - Engenheiros Construtores Navais da Armada e dos ENVC, consubstanciando a necessidade de apetrechar a Marinha com uma plataforma robusta e de design moderno, mas mais ligeira e económica de operar que os NPO's na área costeira associada ao mar territorial e zona contígua, por um período de até 10 dias.
          Pretendeu-se nomeadamente manter as características basilares das LFR da classe "Argos" e "Centauro", no que concerne à pouca exigência de guarnição e incorporação de armamento e sensores, maximizar a automação, boa habitabilidade, capacidade de navegar a toda a velocidade com condições de mau estado de mar "Força 5", prover de um sistema propulsor diesel versátil e de um sistema misto de estabilização do balanço para melhorar o comportamento dinâmico do navio no mar a diversos regimes de velocidade.


Planta das Lanchas de fiscalização Costeira

          De salientar que os navios destinam-se a realizar missões de carácter eminentemente público, podendo navegar inclusivo nos diversos portos nacionais de pequena dimensão, devido ao seu reduzido calado, o projecto contempla inclusivo soluções técnicas para tratamento de resíduos orgânicos e não orgânicos.
          Serão dotados de uma doca à ré polivalente e versátil, com duas portas de eixo vertical, de modo a facilitar o lançamento e recolha de uma LAR - Lancha de Assalto Rápida, apetrechada com uma metralhadora-ligeira de 7,62mm, utilizada como meio de projecção de Fuzileiros ou Mergulhadores.
          A operação de largar e recolher da LAR, passível de ser realizada a 10 nós, é feita por alagamento de um a popa, em que um mecanismo hidráulico, comanda a porta do poço e o berço da LAR, local este que também permite ser utilizada para o apoio prestado aos Mergulhadores, incorporando módulos contentorizados de guerra de minas portáteis, com capacidade de detecção e inactivação de minas e de outros engenhos explosivos.

Outras valências da doca:
- Estiva de artes caladas em situação presumivelmente infractora;
- Embarque de um contentor normalizado de 20 TEU, para logística;
- Embarque de uma câmara hiperbárica contentorizada de 20 pés;
- Lançamento e recolha de submersíveis não tripulados para a guerra de minas;
- Lançamento e recolha de material de combate à poluição no mar;
- Recolha de náufragos no patim da doca, junto à linha de água.

          A cerimónia de assinatura do contrato-base de construção de 5 LFC decorreu em 19 de Dezembro de 2005 nos ENVC, assinado pelo Ministro da Defesa Nacional e entre a Marinha Portuguesa com os ENVC, a 17 de Março de 2009.
Terá a priori a seguinte sequência de entrega:
- 1ª lancha em 2012;
- 2ª e 3ª lancha em 2013;
- 4ª e 5ª lancha em 2014.










Desenho do projecto das Lanchas de fiscalização Costeira, apresentando linhas angulosas

PRINCIPAIS TAREFAS A DESEMPENHAR:
• Patrulhar, vigiar e fiscalizar as águas costeiras de jurisdição nacional;
• Apoiar, proteger e controlar actividades económicas, científicas e culturais ligadas ao mar, ao leitodo mar e ao subsolo marinho;
• Protecção e fiscalização da pesca e dos seus recursos;
• Operações de busca e salvamento marítimo (SAR);
• Executar operações de socorro e assistência, designadamente em colaboração com o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, em situações de catástrofe, calamidade ou acidente;
• Apoio à projecção de Forças Especiais, mediante a utilização de uma Lancha de Assalto Rápido;
• Execução de operações de apoio a guerra de minas e de Mergulhadores;
• Presença naval e formação/treino.

CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS:
- Deslocamento: 700 toneladas;
- Dimensões: 59,9 x 9,9 x 2,7 metros;
- Velocidade máxima: 25 nós (46 km);
- Propulsão:
    4 motores a diesel de 9.400 kW;
    1 propulsor de proa;
    2 hélices de passo variável e reversível
- Energia:
    2 Geradores eléctricos de 400 kW;
    1 Gerador de emergência de 200 KW
- Autonomia: 3.360 milhas em 10 dias a 14 nós;
- Guarnição:
    Oficiais: 5
    Sargentos: 6
    Praças: 16
    Total: 27
- Alojamento adicional:
    Oficiais: 2
    Sargentos: 2
    Praças: 3
    Total: 7
- Água doce: 10 toneladas, capacidade de produção de 6m³/dia;
- Estabilizadores activos não retrácteis

EQUIPAMENTO:
- Sistema integrado de gestão de plataforma (SIGP);
- Sistema integrado de navegação (SIN);
- Sistema Integrado de Controlo de Comunicações (SICC);
- Serviços básicos de rede (correio electrónico, Web, directoria e escritório electrónico);
- Serviços de segurança da informação;
- Sistema de carta electrónica ECDIS;
- Sistema integrado de comunicações (EID):MF/HF/VHF/UHF, ETO, INMARSAT B;
- Sistema de Fiscalização e Controlo das Actividades de Pesca (SIFICAP);
- Sistema de Informação da Configuração e Apoio Logístico aos Navios (SICALN);
- Multisensor electro-óptico SAGEM, para detecção, gravação e registo de imagens;
- Electronic Chart Display and Information System (ECDIS);
- Web Information Services Environment (WISE);
- Radiodifusão da RMP (Recognized Maritime Picture Broadcast);
- Acesso à Intranet da Marinha (WAN_Marinha);
- Sistema de tratamento de resíduos;
- Equipamentos GMDSS;
- 1 Propulsor de manobra à proa;
- Duas embarcações semi-rígidas DELTA, uma de 8 e outra de 6,5 metros;
- Uma Lancha de Assalto Rápida com uma metralhadora-ligeira de 7,62mm

SISTEMAS DE ARMAS:
- 1 Peça OERLIKON Mk4 de 20mm/70 com direcção de tiro (2 Km de alcance);
- 2 Metralhadoras-ligeiras HK 21 de 7.62mm