BARCO À VISTA
INFORMAÇÕES SOBRE A MARINHA DE GUERRA PORTUGUESA
16/05/13
15/05/13
DISCUSSÃO PÚBLICA SOBRE A ESTRATÉGIA NACIONAL PARA O MAR 2013-2020
DISCUSSÃO PÚBLICA SOBRE A ESTRATÉGIA NACIONAL PARA O MAR 2013-2020
A Estratégia Nacional para o Mar é o instrumento de política pública que apresenta a visão de Portugal, para o período 2013–2020, no que se refere ao modelo de desenvolvimento assente na preservação e utilização sustentável dos recursos e serviços dos ecossistemas marinhos, apontando um caminho de longo prazo para o crescimento económico, inteligente sustentável e inclusivo, assente na componente marítima.
A concretização e os resultados desta política, transversal e multissectorial, dependem do envolvimento dos agentes públicos e privados, pelo que é determinante a sua participação na formulação desta Estratégia. Apela-se à ampla participação da sociedade portuguesa, como passo fundamental para garantir o reconhecimento e a partilha da visão e dos objetivos estabelecidos.
Por deliberação da Comissão Interministerial para os Assuntos do Mar (CIAM), foi estabelecido um procedimento de discussão pública do documento, a decorrer entre 1 de Março e 31 de Maio de 2013.
Deste modo, a Direção-Geral de Política do Mar convida todos os interessados a participar através do preenchimento do "Formulário de Participação no Processo de Discussão Pública", disponibilizado nesta página e que deverá ser enviado para o endereço de correio eletrónico: enm@dgpm.gov.pt até 31 de Maio de 2013.
Estratégia Nacional para o Mar: http://www.dgpm.gov.pt/Pages/ENM.aspx
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mar
12/05/13
FOTO-REPORTAGEM DO "DIA NACIONAL DOS CADETES DO MAR" E DO "APELO AOS RESERVISTAS DE PORTUGAL"
Fotografias registadas e legendas compiladas pelo FZE Mário Manso:
Fragata “D. Fernando II e Glória”, uma jóia da Coroa da nossa República.
O Sr. Almirante da Comissão Cultural de Marinha – Almirante Bossa Dionísio, conversando com o Comandante dos Cadetes do Mar Fuzileiros, SMOR José Talhadas.
O Sr. Cte. Belém Ribeiro num pequeno “briefing”, com alguns dos colaboradores deste 1.º dia do Aniversário dos Cadetes do Mar e do Exército.
Um grupo de Jovens Cadetes antes da formatura que iria dar início ao evento junto da Fragata “Fernando II e Glória”.
Os Cadetes Fuzos, ouvindo atentamente o seu Comandante.
Imagem que vale mais que muitas palavras, são dois entusiastas colaboradores nesta nobre tarefa a quem muito se deve parte do êxito já alcançado.
Gerações diferentes com objectivos comuns.
A Bandeira Nacional esteve efusiva no cumprimento aos visitantes, envolvendo todos, com o seu característico som, quando fustigada pelo vento.
Depois dos cumprimentos apresentados às entidades e convidados, pelos Cadetes em formatura, o Sr. Comandante da Fragata “D. Fernando II e Glória” e por inerência Comandante do Corpo de Cadetes do Mar - Rocha e Abreu, proferiu algumas palavras alusivas ao dia.
Em continência, cumprimentando as várias entidades que se associaram a este dia de festa, para os Cadetes e seus Familiares.
Final da cerimónia na Base Naval. Falariam certamente de que no futuro, Portugal tem Jovens, a quem a Pátria, pode confiar a defesa dos valores, que a têm mantido como Nação Independente.
Agora na Ponte de Comando deliciando-se com todo o seu equipamento, o que os levou a fazer várias perguntas ao Camarada, que se disponibilizou para colaborar neste dia.
Este foi de facto o local que mais interessou todos os Jovens, exigindo esclarecimentos minuciosos. Obrigado a toda a guarnição. A nossa gratidão pela disponibilidade com que nos receberam.
Os Cadetes do Mar mais Jovens, descendo o portaló, um sintomático final de uma festa, que jamais vão esquecer.
Que “A PÁTRIA HONRAI QUE A PÁTRIA VOS CONTEMPLA”, nunca se fique só, pelas palavras. Depois de 50 anos de me ter alistado na nossa Marinha, eu Mário Manso, contínuo grato.
No dia 28 a Universidade Lusíada apoiou o evento, em que se fazia um Apelo ao Reservistas de Portugal. As entidades apreciam uma exposição, evocando os 150 anos da Medalha Militar em Portugal.
O Sr. Prof. Adriano Moreira com os seus interlocutores ambos Militares de carreira, em que a envolvência Militar na Sociedade Portuguesa, não estaria longe!
A mesa sob a presidência do General Loureiro dos Santos, tendo no Sr. Cte. Bellem Ribeiro, um extraordinário estratega, intervinha no momento o representante francês dos Cadetes do Mar.
São um exemplo estas Senhoras! Que com um extraordinário talento e dedicação se entregam à causa dos Cadetes do Mar. E que também a este evento não faltaram.
O Sr. Prof. Adriano Moreira, que com a eloquência que todos lhe conhecemos, envolveu todos os presentes. Mesmo estando em Bragança, não se escusou ao convite.
O Sr. General da Força Aérea, em representação do General CEMFA, Ramo das FA’s que ainda não tem os seus Cadetes do Ar.
O elemento da Direcção da Academia Falerística de Portugal, falando sobre a Medalha Militar e, a necessidade de algumas alterações.
O Sr. Almirante Carvalho Abreu, no momento da sua intervenção, em representação do almirante CEMA, Comandante em Chefe honorário do Corpo de Cadetes do Mar de Portugal.
O autor desta Foto-reportagem: FZE Mário Manso em continência.
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Marinha Portuguesa
11/05/13
III ANIVERSÁRIO DA DELEGAÇÃO DE FUZILEIROS JUROMENHA/ELVAS
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Fuzileiros
CONVERSAS INFORMAIS NO MUSEU DA MARINHA
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Museu da Marinha
05/05/13
DIA DO FUZILEIRO 2013
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03/05/13
01/05/13
“HISTÓRIAS À VISTA” - 29
29.ª “HISTÓRIA À VISTA”, da autoria do CMG REF Lopes Mendonça, à época dos factos 2.º Tenente, Comandante da Secção de Mergulhadores-Sapadores n.º 1. Este artigo foi redigido originalmente para o site do Curso da Escola Naval de 1961 "Nuno Tristão" (http://www.cursont.pt/cnt/index.html), a quem agradeço a cedência deste artigo, nomeadamente ao Cte. Alves Jesus.
GUINÉ - 1968 "E LÁ, PUS A PATA NA POÇA..."
Vários camaradas têm vindo a sugerir que relate a minha "epopeia" por terras da Guiné-Bissau. Tem sido difícil arrancar a passagem à escrita, do que me vai na memória, do ocorrido em tempos idos - quarenta e três anos passados.
Sem que nada o fizesse prever, em Maio de 1968, era eu um jovem Segundo-Tenente, fui nomeado, para substituir, na Guiné, o Comandante da Secção Número 1 de Mergulhadores Sapadores (SECSAPAMARUM).
A trouxa foi arranjada, as vacinas postas em dia e numa bela noite de Maio, três Oficiais da Marinha ocupam os seus lugares no avião que os levaria ao aeroporto de Bissalanca. Curiosamente os três eram futuros Comandantes de Unidades navais.
Os primeiros contactos com a Guiné não agradam, antevêem um clima inóspito, quente e húmido.
Em Bissau, a chegada de avião vindo de Lisboa era a quebra de rotina... o dia de São Avião. Os militares vinham até ao aeroporto recolher notícias da "metrópole", receber encomendas que um portador trazia. Era também motivo de convívio.
Feitas as apresentações, que as praxes militares e os seus protocolos obrigam, cada um dos Oficiais seguiu para as suas Unidades.
A partir desse dia seguiu-se o render de comando da Unidade de Mergulhadores.
O Comando foi-me entregue com enorme cuidado e todo o pormenor pelo Marques Pinto que, zeloso, demorou cerca de um mês a elucidar-me de todos os pormenores militares e civis.
Ainda planeámos, em conjunto, a mudança de hélices de uma lancha da classe "Argos", feito considerado, na altura, de muito importante. Provou-se que os Mergulhadores tinham capacidade técnica para, debaixo de água, mudar um hélice de 420 quilos. Infelizmente o Manel não pôde assistir à execução, pois já tinha regressado a Lisboa.
A vida decorria normalmente, os trabalhos de rotina passavam-se entre a Secção de Mergulhadores e o Serviço de Armamento, de que tinha herdado a sua chefia.
A SECSAPAMARUM acorria a apanhar armamento caído ao mar, ajudava a desobstruir rios, fazia os seus treinos especiais na ilha de Bolama. Fez parte da equipa que foi socorrer a LDM (Lancha de Desembarque Média) 302, que tinha sido mais uma vez bombardeada e totalmente danificada, lá para as bandas do Cacheu, muito próximo da futura base de Ganturé. Tive aqui a primeira noção dos horrores da guerra e da sua brutalidade. Lembro-me perfeitamente do estado psicológico e físico em que encontrámos o Patrão e o Artilheiro da LDM, bem como dos danos sofridos na lancha.
No Serviço de Armamento procurava-se manter em estado operacional todo o equipamento, munições e explosivos atribuídos ao Comando da Defesa Marítima da Guiné. Muita burocracia, muito papel se despendia para se dar um tiro; afinal estávamos em guerra...
A família tinha chegado a Bissau em finais de Julho. Mulher e filha iniciaram-se na partilha da vida nestas terras africanas. A filhota teve grandes problemas de adaptação ao calor húmido.
Entretanto tinha-me recusado, por escrito, a "comandar" os comboios a Bedanda não pelos perigos que estes comboios sofriam, com ataques em locais estreitos, já conhecidos, mas sim por uma questão de princípio. Se tinha sido nomeado Comandante de uma pequena Unidade naval, exigi que me desnomeassem dessa Unidade e me nomeassem para a outra. Isto causou certo burburinho, pois era mais complicado fazer do que ordenar. Mas ganhei esta batalha e o respeito dos superiores.
Em finais de Agosto de 1968, tive conhecimento que um Destacamento de Fuzileiros tinha deparado numa clareira junto à foz do rio Cujanene (pequeno afluente do rio Cacheu) com um conjunto de minas, cerca de 10, que ainda se conseguiam detectar. Após uma pequena reunião com os restantes 5 elementos que constituíam a Unidade de Mergulhadores, fui ao Comando da Defesa Marítima informar que a Secção Número 1 de Mergulhadores Sapadores estava pronta para destruir o campo minado ou proceder à inactivação do armamento, caso fosse necessário.
Ao contrário do que esperava, começaram a ser levantados vários problemas:
- ”Então o senhor ainda há pouco tempo recusou-se a ir no comboio de Bedanda e agora vem com esta?"; "O Mendonça sabe que por cada mina levantada recebe-se 100 escudos?"; "O Destacamento de Fuzileiros é que as descobriu e agora os Mergulhadores é que ficam com o dinheiro!".
Estas e outras questões levantadas levaram a que só 15 dias depois a Unidade recebesse ordem para a destruição do campo de minas.
É interessante sublinhar, que o que acelerou a ordem foi a declaração assinada individualmente por cada Mergulhador, informando que se escusavam a receber qualquer dinheiro ou benesse, motivada pela destruição do campo de minas e propunham a entrega do dinheiro na sua totalidade à Cruz Vermelha.
16 de Setembro, ao alvorecer, a LFG (Lancha de Fiscalização Grande) "Orion" deu fundo ao ferro próximo da foz do rio Cujanene, perto do local onde tempos antes a LDM 302 tinha sido bombardeada.
Preparado o material e equipamento, seguimos para o local do campo de minas em botes de borracha, devidamente escoltados por elementos do Destacamento de Fuzileiros.
Após um breve reconhecimento da zona, constatou-se que as minas já estavam submersas no lodo e nem um rasto se avistava que desse indício da sua localização.
Avancei, de acordo com o que tínhamos planeado, com mais duas Praças para o local onde se presumia estarem colocadas as minas. Utilizamos a técnica da deslocação de joelhos, com uma sonda metálica para picar o terreno. Os métodos mais modernos, como detector de metais ou de variação de campo magnético, ainda não existiam na Marinha.
A primeira mina foi detectada. Com a calma possível estudámos a morfologia do terreno que a circundava e como o solo era apresentado. Este estudo foi de importância fundamental, pois ajudou-nos a detectar as 14 minas existentes no local. Cada mina detectada era sinalizada com uma pequena bandeira.
Para a área da clareira, a densidade de minas colocadas era enorme. O número de minas detectadas condizia com o anteriormente mencionado pelos Fuzileiros. Considerámo-nos com imensa sorte, pois num tempo relativamente curto e sem grandes problemas, estávamos a cumprir a nossa missão.
Restava só montar e colocar as cargas explosivas necessárias para proceder à sua explosão e destruir o campo minado. Esta tarefa esteve a cargo do Sargento e das outras Praças.
Observava a forma como estavam a ser colocadas as cargas e a sua ligação, na zona que tinha sido "batida" por nós e onde nada indiciava que se ocultasse mais alguma mina.
Em determinada altura, ao apoiar-me com mais força sobre o pé direito, lembro-me de ter ouvido um clique metálico e.... depois foi tudo muito rápido, sentindo-me como que a cair num colchão de penas, com muitas penas à minha volta. Só me lembro de me encontrar deitado num bote de borracha com o Marinheiro (hoje Oficial Superior, o CFR Malagueta Pais Mamede), a fazer um garrote na minha perna direita (de tal forma apertou a perna que ainda hoje me dói). O Sargento Rodrigues Neves é que teve a coragem de me erguer do campo minado, em cima do qual tinha caído, e colocado no bote.
Devido à forma como o Pais Mamede me tratou não entrei em estado de choque. Sei que berrava, não de dor mas de raiva, e ele deu-me um berro para me calar. Calei-me e consegui manter a calma que nestas alturas é tão necessária.
Seguiu-se a evacuação, primeiro para a LFG.
O transbordo do bote para a LFG foi dramático. Lembro-me de ouvir o Pais Mamede gritar:
-"Ajudem-me, já estou sem forças e daqui a nada o homem cai à água".
O pessoal que estava no convés da LFG ao ver-me deve ter ficado horrorizado e a sua primeira reacção foi de fuga. Quem da lancha deu a primeira mão foi o então Governador-Geral António de Spínola que, com o seu exemplo, evitou que desse um mergulho forçado.
Com os cuidados possíveis, fui parar ao refeitório das Praças, improvisado em sala de primeiros socorros. Aí fui assistido por dois Médicos e vários Enfermeiros (na altura estava a decorrer uma operação com Fuzileiros e por isso estava a bordo uma equipa de pessoal de saúde). Enquanto estava a ser assistido, ouço a voz do Sargento Neves:
-"O campo acaba de ser destruído. Cumprimos a missão!".
Estabilizado, fui embarcado numa Lancha de Desembarque, passado para terra no cais de Ganturé, e dali para um helicóptero.
Ao embarcar no helicóptero, mais um percalço, a Enfermeira Paraquedista só me embarcava com uma transfusão de sangue. Os Médicos bem diziam que não era preciso, mas ela recusava-se a fazê-lo. Os Médicos acabaram por ceder e lá vim com o saco do sangue pendurado (ainda hoje me pergunto se não foi esta transfusão a responsável por uma mononucleose infecciosa que contraí mais tarde no nosso Hospital da Marinha). No trajecto até Bissau, por estar consciente, tive a oportunidade de ver um tornado em formação; que espectáculo maravilhoso!
Depois, seguiram-se várias peripécias e, para não enfastiar muito o leitor, irei referenciar apenas algumas.
Já na sala de operações, o Soldado maqueiro pede-me autorização para cortar as minhas cuecas...
Ainda no Hospital 243 (o Hospital Militar de Bissau), quando me faziam a higiene diária, a Enfermeira informa-me que o ditador Salazar tinha caído de uma cadeira e o seu estado tinha prognóstico reservado. À minha afirmação de que esse "sacana" devia ter morrido, tive como resposta uma forte dor no escroto. Ela tinha-me retirado um enorme estilhaço de madeira sem aviso prévio. Mais tarde vim a saber que era casada com um PIDE.
A minha chegada ao Hospital da Marinha também a retenho, pois além da família que me foi esperar, tive uma sensação extraordinária ao ver e sentir os lençóis da cama que me albergou durante quase 3 longos meses. Os lençóis eram muito brancos e aveludados, há já muito que não sabia o que era esta palamenta.
No Hospital da Marinha a vida passou a ser rotineira, extraordinariamente bem tratado. Partilhada com muitos camaradas que se "aboletavam" no quarto para verem os Jogos Olímpicos, que pela primeira vez apareciam naquela maravilhosa pantalha. Retenho dessa época o parceiro de infortúnio, Segundo-tenente Sarmento Coelho, Fuzileiro da Reserva Naval, evacuado de Angola com 18 tiros no corpo, tendo por isso ficado a ostentar o título de "Coelho à caçador".
Foi ainda no Hospital da Marinha, que ao ler a Ordem, tive conhecimento de que o meu acidente tinha sido considerado em "Serviço". Fiquei extremamente combalido e indignado. Valeu-me o meu Pai, que também indignado com o desfecho do despacho, falou com o seu amigo, o então Ministro da Marinha Manuel Pereira Crespo, que de imediato alterou o despacho para "Campanha". Na altura, para ser considerado em combate, pressupunha-se haver troteio.
Depois do Natal, passado em família, vieram os preparativos para receber uma prótese. A Marinha, como sempre, procurou o melhor local e decidiu-se por me enviar para a Alemanha, Hamburgo, talvez explorando os acordos da Base de Beja. Seguiu-se um período de triagem, que obrigatoriamente tinha de ser feito no Hospital Militar Principal, num anexo sito na Av. Artilharia Um em Lisboa.
Ainda guardo a sensação de ter passado a fazer parte das personagens da "Divina Comédia" (Inferno) de Dante, quando, pela primeira vez, fui à consulta. Essa sensação de difícil descrição é única e só aqueles que por lá passaram poderão partilhá-la. Homens sem mãos, sem pernas, cegos, surdos, tetraplégicos, de tudo um pouco circulava, sem direito a se exporem fora das 4 paredes. Era assim que o fascismo escondia dos olhares do povo os mártires / estropiados da Guerra Colonial.
De Hamburgo, as poucas recordações que tenho são boas e dignas de registo. Foi lá que coloquei a minha primeira prótese e comecei a andar, só por si é mesmo um facto extraordinário. A equipa médica e de enfermagem tinham uma dedicação ímpar (todos eles, em momentos diferentes, foram homenageados pela ADFA - Associação dos Deficientes das Forças Armadas). Guardo também dois tipos de solidariedade e entre ajuda; a dos pacientes que partilhavam a mesma enfermaria (Oficiais, Sargentos e Praças) e a dos portugueses emigrantes que nos visitavam e connosco conviviam.
Após três meses de estadia em Hamburgo regresso a Portugal.
Estamos em 1969. Esse ano passei-o quase todo de licença da Junta. Foram muitos os camaradas do NT que me visitaram e deram solidariedade. O papel que eles desempenharam na minha reabilitação foi muito importante. Na altura ainda não haviam psicólogos e técnicos avançados na terapia de grupo. Foram eles e nós deficientes que desempenharam esse papel. Peço que me desculpem não mencionar os seus nomes mas, com receio de me esquecer de algum, prefiro deixar assim.
A meu pedido, regressei às fileiras voltando para a Escola de Mergulhadores. Queria provar a mim próprio que era capaz de voltar a mergulhar. E consegui-o!.
Mais poderia contar... Tal como o papel dos Oficiais, Sargentos e Praças na minha inclusão na "família dos Mergulhadores", pois a eles devo muito o ultrapassar dos medos e receios de voltar a mergulhar sem um pé.... até me adaptaram um fato e manufacturaram umas canadianas, numa liga mais própria para andarem dentro de água.
Em 1976, essencialmente por força do Decreto-Lei 43/76 de 20 de Janeiro, tomo a difícil resolução de passar à reforma. Este diploma, embora reparasse muitas injustiças e clarificasse situações, não permitia a quem optasse pelo serviço activo, prosseguir a sua carreira até ao mais alto posto da hierarquia.
Passei a dedicar-me à luta desenvolvida pelo Movimento dos Deficientes Portugueses e suas famílias pela melhoria da qualidade de vida desta camada social e pela sua inclusão na sociedade. Até aos dias de hoje é nesse Pelotão que marcho...
Preparado o material e equipamento, seguimos para o local do campo de minas em botes de borracha, devidamente escoltados por elementos do Destacamento de Fuzileiros.
Após um breve reconhecimento da zona, constatou-se que as minas já estavam submersas no lodo e nem um rasto se avistava que desse indício da sua localização.
Avancei, de acordo com o que tínhamos planeado, com mais duas Praças para o local onde se presumia estarem colocadas as minas. Utilizamos a técnica da deslocação de joelhos, com uma sonda metálica para picar o terreno. Os métodos mais modernos, como detector de metais ou de variação de campo magnético, ainda não existiam na Marinha.
A primeira mina foi detectada. Com a calma possível estudámos a morfologia do terreno que a circundava e como o solo era apresentado. Este estudo foi de importância fundamental, pois ajudou-nos a detectar as 14 minas existentes no local. Cada mina detectada era sinalizada com uma pequena bandeira.
Para a área da clareira, a densidade de minas colocadas era enorme. O número de minas detectadas condizia com o anteriormente mencionado pelos Fuzileiros. Considerámo-nos com imensa sorte, pois num tempo relativamente curto e sem grandes problemas, estávamos a cumprir a nossa missão.
Restava só montar e colocar as cargas explosivas necessárias para proceder à sua explosão e destruir o campo minado. Esta tarefa esteve a cargo do Sargento e das outras Praças.
Observava a forma como estavam a ser colocadas as cargas e a sua ligação, na zona que tinha sido "batida" por nós e onde nada indiciava que se ocultasse mais alguma mina.
Em determinada altura, ao apoiar-me com mais força sobre o pé direito, lembro-me de ter ouvido um clique metálico e.... depois foi tudo muito rápido, sentindo-me como que a cair num colchão de penas, com muitas penas à minha volta. Só me lembro de me encontrar deitado num bote de borracha com o Marinheiro (hoje Oficial Superior, o CFR Malagueta Pais Mamede), a fazer um garrote na minha perna direita (de tal forma apertou a perna que ainda hoje me dói). O Sargento Rodrigues Neves é que teve a coragem de me erguer do campo minado, em cima do qual tinha caído, e colocado no bote.
Devido à forma como o Pais Mamede me tratou não entrei em estado de choque. Sei que berrava, não de dor mas de raiva, e ele deu-me um berro para me calar. Calei-me e consegui manter a calma que nestas alturas é tão necessária.
Seguiu-se a evacuação, primeiro para a LFG.
O transbordo do bote para a LFG foi dramático. Lembro-me de ouvir o Pais Mamede gritar:
-"Ajudem-me, já estou sem forças e daqui a nada o homem cai à água".
O pessoal que estava no convés da LFG ao ver-me deve ter ficado horrorizado e a sua primeira reacção foi de fuga. Quem da lancha deu a primeira mão foi o então Governador-Geral António de Spínola que, com o seu exemplo, evitou que desse um mergulho forçado.
Com os cuidados possíveis, fui parar ao refeitório das Praças, improvisado em sala de primeiros socorros. Aí fui assistido por dois Médicos e vários Enfermeiros (na altura estava a decorrer uma operação com Fuzileiros e por isso estava a bordo uma equipa de pessoal de saúde). Enquanto estava a ser assistido, ouço a voz do Sargento Neves:
-"O campo acaba de ser destruído. Cumprimos a missão!".
Estabilizado, fui embarcado numa Lancha de Desembarque, passado para terra no cais de Ganturé, e dali para um helicóptero.
Ao embarcar no helicóptero, mais um percalço, a Enfermeira Paraquedista só me embarcava com uma transfusão de sangue. Os Médicos bem diziam que não era preciso, mas ela recusava-se a fazê-lo. Os Médicos acabaram por ceder e lá vim com o saco do sangue pendurado (ainda hoje me pergunto se não foi esta transfusão a responsável por uma mononucleose infecciosa que contraí mais tarde no nosso Hospital da Marinha). No trajecto até Bissau, por estar consciente, tive a oportunidade de ver um tornado em formação; que espectáculo maravilhoso!
Depois, seguiram-se várias peripécias e, para não enfastiar muito o leitor, irei referenciar apenas algumas.
Já na sala de operações, o Soldado maqueiro pede-me autorização para cortar as minhas cuecas...
Ainda no Hospital 243 (o Hospital Militar de Bissau), quando me faziam a higiene diária, a Enfermeira informa-me que o ditador Salazar tinha caído de uma cadeira e o seu estado tinha prognóstico reservado. À minha afirmação de que esse "sacana" devia ter morrido, tive como resposta uma forte dor no escroto. Ela tinha-me retirado um enorme estilhaço de madeira sem aviso prévio. Mais tarde vim a saber que era casada com um PIDE.
A minha chegada ao Hospital da Marinha também a retenho, pois além da família que me foi esperar, tive uma sensação extraordinária ao ver e sentir os lençóis da cama que me albergou durante quase 3 longos meses. Os lençóis eram muito brancos e aveludados, há já muito que não sabia o que era esta palamenta.
No Hospital da Marinha a vida passou a ser rotineira, extraordinariamente bem tratado. Partilhada com muitos camaradas que se "aboletavam" no quarto para verem os Jogos Olímpicos, que pela primeira vez apareciam naquela maravilhosa pantalha. Retenho dessa época o parceiro de infortúnio, Segundo-tenente Sarmento Coelho, Fuzileiro da Reserva Naval, evacuado de Angola com 18 tiros no corpo, tendo por isso ficado a ostentar o título de "Coelho à caçador".
Foi ainda no Hospital da Marinha, que ao ler a Ordem, tive conhecimento de que o meu acidente tinha sido considerado em "Serviço". Fiquei extremamente combalido e indignado. Valeu-me o meu Pai, que também indignado com o desfecho do despacho, falou com o seu amigo, o então Ministro da Marinha Manuel Pereira Crespo, que de imediato alterou o despacho para "Campanha". Na altura, para ser considerado em combate, pressupunha-se haver troteio.
Depois do Natal, passado em família, vieram os preparativos para receber uma prótese. A Marinha, como sempre, procurou o melhor local e decidiu-se por me enviar para a Alemanha, Hamburgo, talvez explorando os acordos da Base de Beja. Seguiu-se um período de triagem, que obrigatoriamente tinha de ser feito no Hospital Militar Principal, num anexo sito na Av. Artilharia Um em Lisboa.
Ainda guardo a sensação de ter passado a fazer parte das personagens da "Divina Comédia" (Inferno) de Dante, quando, pela primeira vez, fui à consulta. Essa sensação de difícil descrição é única e só aqueles que por lá passaram poderão partilhá-la. Homens sem mãos, sem pernas, cegos, surdos, tetraplégicos, de tudo um pouco circulava, sem direito a se exporem fora das 4 paredes. Era assim que o fascismo escondia dos olhares do povo os mártires / estropiados da Guerra Colonial.
De Hamburgo, as poucas recordações que tenho são boas e dignas de registo. Foi lá que coloquei a minha primeira prótese e comecei a andar, só por si é mesmo um facto extraordinário. A equipa médica e de enfermagem tinham uma dedicação ímpar (todos eles, em momentos diferentes, foram homenageados pela ADFA - Associação dos Deficientes das Forças Armadas). Guardo também dois tipos de solidariedade e entre ajuda; a dos pacientes que partilhavam a mesma enfermaria (Oficiais, Sargentos e Praças) e a dos portugueses emigrantes que nos visitavam e connosco conviviam.
Após três meses de estadia em Hamburgo regresso a Portugal.
Estamos em 1969. Esse ano passei-o quase todo de licença da Junta. Foram muitos os camaradas do NT que me visitaram e deram solidariedade. O papel que eles desempenharam na minha reabilitação foi muito importante. Na altura ainda não haviam psicólogos e técnicos avançados na terapia de grupo. Foram eles e nós deficientes que desempenharam esse papel. Peço que me desculpem não mencionar os seus nomes mas, com receio de me esquecer de algum, prefiro deixar assim.
A meu pedido, regressei às fileiras voltando para a Escola de Mergulhadores. Queria provar a mim próprio que era capaz de voltar a mergulhar. E consegui-o!.
Mais poderia contar... Tal como o papel dos Oficiais, Sargentos e Praças na minha inclusão na "família dos Mergulhadores", pois a eles devo muito o ultrapassar dos medos e receios de voltar a mergulhar sem um pé.... até me adaptaram um fato e manufacturaram umas canadianas, numa liga mais própria para andarem dentro de água.
Em 1976, essencialmente por força do Decreto-Lei 43/76 de 20 de Janeiro, tomo a difícil resolução de passar à reforma. Este diploma, embora reparasse muitas injustiças e clarificasse situações, não permitia a quem optasse pelo serviço activo, prosseguir a sua carreira até ao mais alto posto da hierarquia.
Passei a dedicar-me à luta desenvolvida pelo Movimento dos Deficientes Portugueses e suas famílias pela melhoria da qualidade de vida desta camada social e pela sua inclusão na sociedade. Até aos dias de hoje é nesse Pelotão que marcho...
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25/04/13
300.000 VISITAS AO BLOGUE BARCO À VISTA
O blogue BARCO À VISTA ultrapassou as 300.000 visitas registadas desde 18/06/2009, totalizando até ao momento:
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O autor agradece a todos os leitores!
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BLOGUE BARCO À VISTA
QUAL É A TUA ONDA?
O site do Instituto Hidrográfico dispõe uma página de apoio ao Surf: “Qual é a tua Onda?”, fruto do Protocolo de Colaboração assinado com a Federação Portuguesa de Surf, que permite ter conhecimento da previsão das condições para a prática de Surf, em várias praias da costa portuguesa.
Esta aplicação - a previsão das condições para a prática de Surf, visa apoiar o desenvolvimento desta actividade em Portugal, através da produção e divulgação das previsões detalhadas da agitação marítima que rebenta nas nossas praias.
Esta informação, única no nosso país, resulta da combinação de um conhecimento preciso da topografia litoral aliado à modelação detalhada do ciclo de vida da agitação marítima, validada por uma rede de observação em tempo real.
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INSTITUTO HIDROGRÁFICO
23/04/13
DELEGAÇÃO DE FUZILEIROS DE GAIA - ACTIVIDADES 2013
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Fuzileiros
21/04/13
20/04/13
SUGESTÃO DE FIM-DE-SEMANA: 100 ANOS DE SUBMARINOS EM PORTUGAL
Vídeo de sugestão de fim-de-semana, apresentado pelo Director do Museu de Marinha - Cte. Costa Canas - 100 ANOS DE SUBMARINOS EM PORTUGAL:
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Museu da Marinha,
Submarinos
13/04/13
APELO AOS RESERVISTAS DE PORTUGAL
RENOVAÇÃO DO COMPROMISSO COM A DEFESA DE PORTUGAL
Fortalecer o vínculo da Nação com as suas Forças Armadas, eis o desígnio patriótico que nos mobiliza a todos os que nos queremos juntar na defesa da identidade de Portugal, hoje mais uma vez ameaçada.
Um dos mais significativos contributos para o ressurgir deste vínculo, tem acontecido nos países nossos aliados, através do convite aos militares licenciados para que colaborem de novo com o Ramo Militar onde prestaram serviço, mas agora de forma voluntária e empenhada, transmitindo nos seus tempos livres às jovens gerações nas Escolas, a cultura de Segurança, a adesão à Ordem Internacional e o compromisso com a Defesa da Pátria, valores que adquiriram enquanto vestiram a farda militar. Existem há décadas nos países da Aliança Atlântica com o nome de Reservistas voluntários.
O movimento mundial dos jovens Cadetes do Mar e Cadetes do Exército nas Escolas, que Portugal integrou faz três anos e desenvolve já formação em sete estabelecimentos de ensino, para que se possa expandir a todo o território, precisa de contar privilegiadamente com estes cidadãos patriotas, espalhados pelo país, que aceitem hoje voltar a colaborar com o seu Ramo, a Marinha, o Exército ou a Força Aérea, formando assim cada vez mais jovens nas Escolas.
As instituições cívicas e patrióticas hoje reunidas em Portugal em torno desta causa, convidaram este ano os nossos aliados Franceses a testemunhar entre nós, as suas boas práticas nesta matéria.
É pois com base segura que solicitamos às Forças Armadas de Portugal que criem também uma reserva cidadã com os seus militares licenciados, sem custos adicionais para os Ramos, mas valorizando o seu papel através da imagem de representação do respectivo Ramo nas Escola, autorizando para tal que estes Reservistas voluntários, voltem a usar com orgulho o uniforme militar, que todos eles aliás já antes envergaram na defesa da Pátria.
Convidam-no(a) assim a participar neste primeiro dia de apelo aos Reservistas de Portugal, demonstrando com a sua presença e solidariedade a confiança e a esperança nesta verdadeira reserva da defesa da nossa Soberania, associando-se ainda à evocação dos 150 anos da Medalha Militar em Portugal: Grupo de Amigos do Museu de Marinha (gestor dos Cadetes do Mar); Ligas dos Amigos dos Museus Militares de Lisboa e do Porto (gestoras dos Cadetes do Exército); Academia Falerística de Portugal; Associação de Jovens Auditores para a Defesa, Segurança e Cidadania; Associação de Professores de História; Associação de Fuzileiros; Associação de Amigos do Arquivo Distrital do Porto; Associação de Recriação Histórica Espada Lusitana; Associação Napoleónica Portuguesa; Associação de Jogos de Simulação de Portugal; Associação PtNauticmodel; Escola de Actividades Náuticas de Cascais; e instituições cooperantes, Comissão Portuguesa do Atlântico; Instituto D. João de Castro; Centro de Estudos de Filosofia da Universidade Católica; Instituto Superior de Estudos de Segurança da Universidade Lusófona; Escola Superior Náutica Infante D. Henrique, Confraria Marítima de Portugal.
PROGRAMA DO DIA DO RESERVISTA
28 de Abril de 2013, 15 horas, Universidade Lusíada
Preside S. Exª. o General António Ramalho Eanes
Presença dos Chefes de Estado-Maior dos Ramos
PAINEL DE APELO AOS RESERVISTAS DE PORTUGAL
15h00 – La Reserve Citoyenne
Contre-Amiral Antoine de Roquefeuil,
Secrétaire Général du Conseil Superieur de la Reserve Militaire
15h30 – Le Devoir de Mémoire, les “Cadets de la Défense”
Général Yves Beraud, Directeus Général de Civisme Défense Armées Nation
15h45 – Apelo ao Voluntariado Reservista – Assinatura de Protocolos
Comandante Bellem Ribeiro, Relações Internacionais dos Cadetes de Portugal
16h00 – Apoio conceptual da Comissão Portuguesa do Atlântico
Vice-Almirante Alexandre Reis Rodrigues, Vice-Presidente da CPA
16h10 – Apoio conceptual do Instituto D. João de Castro
Professor Adriano Moreira, Presidente do Conselho de Fundadores
16h20 – Supervisão do IDN à formação de Cadetes Voluntários da Defesa
Major-General Rodrigues Viana, Director do Instituto de Defesa Naciona
16h30 – Intervenção de S. Exª. o Almirante Chefe do Estado-Maior da Armada
Almirante José Carlos Saldanha Lopes
16h40 – Intervenção de S. Exª. o General Chefe do Estado-Maior do Exército
General Artur Pina Monteiro
16h50 – Intervenção de S. Exª. o General Chefe do Estado-Maior da Força Aérea
General José António Araújo Pinheiro
17h00 – Intervenção de S. Exª. o General António Ramalho Eanes
17h10 – Debate
COMEMORAÇÕES CENTENÁRIAS DOS SÍMBOLOS DE RECONHECIMENTO DO MÉRITO
17h30 – Evocação dos 150 anos da criação da Medalha Militar em Portugal
Professor Nuno Oliveira, Dr. Paulo Estrela, Direcção da Academia Falerística de Portugal
17h45 – Inauguração da Exposição da Medalha Militar (AFP)
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Etiquetas:
Defesa,
Reservistas
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