26/01/10

SUBMARINOS DA CLASSE "TRIDENTE"


Submarino "TRIDENTE"

          Desde os anos 90 que a Marinha de Guerra Portuguesa necessita de substituir os vetustos submarinos da classe "Albacora", tendo a unidade restante da esquadrilha, o "Barracuda" uns respeitosos 41 anos de serviço activo e é de momento o submarino mais velho na NATO com 46.636 horas de navegação.
          Neste contexto em 21 de Abril de 2004 foi assinado entre o Estado Português e o "German Submarine Consortium" um contrato de aquisição de dois submarinos convencionais apetrechados com o moderno sistema de propulsão independente de ar AIP (células de combustível).
          No mesmo dia foi assinado um contrato de contrapartidas e também ficou garantido a formação e o adestramento das duas primeiras guarnições, de um grupo de instrutores, de pessoal militar e civil da Esquadrilha de Submarinos e do Arsenal do Alfeite responsáveis pelos três escalões de manutenção.
          Posteriormente foi adjudicado aos Estaleiros alemães HDW "Howaldtswercke Deutsche Werft", em Kiel, a construção dos submarinos que formarão a 5.ª Esquadrilha de Submarinos da Marinha de Guerra Portuguesa.
          No dia 15 de Julho de 2008, decorreu nas instalações dos Estaleiros HDW, Kiel - Alemanha, a cerimónia de lançamento à água do 1.º submarino, o "NRP Tridente" / S167 e a 18 de Junho de 2009, a cerimónia de baptismo do 2.º submarino, o "NRP Arpão" / S168.

          Os submarinos apesar de serem designados de tipo U209PN, são na realidade do tipo U-214 com modificações exigidas pelo Estado Português, trata-se pois de um modelo que apresenta a combinação de características dos submarinos alemães da classe "U209" (disposição interna dos compartimentos e equipamentos) e da classe "U-214" (perfil do casco; assinaturas de radar, acústica, magnética; emissões de infra-vermelhos e visual baixas, por recurso a fairing e deplumers), propriedades que já reflecte a preocupação com a redução da probabilidade de intercepção e aumenta a capacidade de sobrevivência, exemplo mais visível, são as linhas angulosas da torre.
          O 1.º (NRP Tridente / S167 / SUBTRIDENTE) será recebido no 1.º semestre de 2010, e o 2.º (NRP Arpão / S168 / SUBARPÃO) no 1.º trimestre de 2011, estão orçados em 900 milhões de Euros e serão pagos pelo Ministério da Defesa em sistema de leasing durante 15 anos, tratando-se de um sistema de armas optimizado para operar tanto em águas pouco profundas como em águas oceânicas, com a capacidade de usar armas em ambos os cenários e capazes de efectuar longos percursos em imersão, graças ao aumento da autonomia em imersão profunda, por recurso ao sistema de propulsão independente de ar AIP.
          Os cascos foram construídos em aço de alta resistência 80 HLES (aço de 80 Kg/cm² de carga de rotura), dotados do sistema "degaussing system" que permite manipular a assinatura magnética conforme o que se pretende tacticamente, sendo de salientar que todas as estruturas, incluindo os mastros, são revestidas com material radar-absorvente de transmissões electromagnéticas e electroacústicas.
          O sistema de propulsão híbrido, bem como o Centro de Informações de Combate, estão montado sobre um suporte de vácuo elástico, com o desiderato de reduzir as vibrações e isolar o sinal acústico produzido pelo mesmo, constituído por:
- 2 motores a Diesel MTU Friedrichshafen de 16V;
- 1 motor eléctrico de íman permanente Siemens AG PEM de 160 kW;
- Sistema AIP [Polymer Electrolyte Membrane] com 120kW de potência por módulo;
- 1 hélice de baixo ruído e alto rendimento.
          Existe muito poucas saliências expostas no casco, bem como aberturas, com o escopo de reduzir ao máximo o ruído do fluxo do mar e aumentar o alcance prático de detecção do sistema de detecção electroacústico do próprio submarino.
          Não necessita de navegar frequentemente à cota periscópica para recarregar as baterias de propulsão (navegação snorkel) e têm ainda capacidade de fundear, particularidades que a par das referidas nos parágrafos supracitados, diminui o risco de exposição a uma possível detecção por potências ameaças, sejam elas aéreas ou de superfície.
          A empresa portuguesa Autosil participou em 70% da produção das baterias de 300 Kw dos submarinos, assim como garante a manutenção e a substituição dos respectivos componentes ao longo de toda a vida útil dos submarinos, a EIDSOFT - Empresa Portuguesa de Investigação e Desenvolvimento de Electrónica, forneceu os sistemas de comunicações e a empresa EURONAVY, a tinta de revestimento dos cascos.


Esquema do submarino U209PN

          No que concerne à capacidade ofensiva, os sistemas de armas serão dotados de 8 tubos lança-armas à proa com lotação máxima para 16 armas:
- Torpedos pesados filoguiado ASW / ASUW de origem italiana BLACK SHARK de 533mm / velocidade superior a 50 nós, dotados de uma avançada cabeça acústica, com um alcance superior a 50 Km e capazes de navegar de forma extremamente silenciosa, tendo em linha de conta que é um torpedo;
- Minas multi-influência MN 102 MURENA de origem italiana, na razão de duas minas em vez de um torpedo, podendo lançar inclusivo "dummies" de exercício;


Mina multi-influência MN 102 MURENA

- Destaque para o facto de 4 dos tubos lança-armas serem equipados com o WES (Weapon Expulsion System) que permite lançar mísseis anti-navio UGM-84 SUB-HARPOON Block II, com um alcance superior a 140 Km, navegação orientada por GPS, passíveis de atacar alvos em terra.
          Existe ainda a possibilidade futura de aquisição de mísseis anti-aéreos lançados em cápsulas pelos tubos lança-armas, para o qual os submarinos já estão preparados, como o novo míssil filoguiado por fibra óptica IDAS (Interactive Defence and Attack System for Submarines), tendo o míssil capacidade de emergir a 10 km de distância do submarino e alcance superior a 60 km, idealizado para ser empregues contra helicópteros ASW em "dipping" e aviões de patrulha marítima voando a baixa altitude ou como meio adicional até 12 milhas, contra navios e outros alvos de superfície, tais como baterias de artilharia costeira e instalações portuárias.
          No tocante à capacidade de auto-defensa, está equipado com o sistema integrado de contramedidas anti-torpedo de reacção rápida CIRCE, que consiste numa unidade de C2 (comando e controle) de lançamento múltiplo de pequenos veículos submarinos (jammers e emuladores) de 120 x 12,7cm, actuando como uma solução soft-kill.
          Estes veículos agem como bloqueadores e despistadores, dotados de hidrofones e emissores acústicos integrados, gerando um sinal acústico maior que o produzido pelo próprio submarino, de modo a tentar criar uma cortina de ruído e cegar o sonar do torpedo inimigo para esconder o submarino, enquanto isso os emuladores tentam reproduzir o eco que recebem da emissão sonar da ameaça, emulando assim um alvo para que o torpedo efectue sucessivos ataques ao emulador, indicando uma falsa posição do submarino ao sonar do torpedo inimigo, tendo em vista afastar a ameaça do submarino pelo desgaste do combustível do torpedo inimigo.


Contramedidas anti-torpedo de reacção rápida CIRCE

          Para além dos diversos sonares que equipam os submarinos, a classe está apetrechada com um sistema sonar de detecção de minas (Mine Avoidance) a duas frequências, que tem o acréscimo de também fornecer dados de navegação adicionais.

          É pois em virtude do sistema de propulsão híbrido (diesel, eléctrico e AIP), aliado ao CWCS (Command and Weapon Control System) que classifica os alvos e gera os respectivos dados para emprego de armas, completado pelo Sistema de Combate ISUS 90-50, desenhado para as nossas necessidades e passível de actualizações futuras, que caracterizam a superioridade táctica suis generis destes submarinos, combinando todos os sensores (mastro, periscópios e sonares), sistema de armas (torpedos, minas e mísseis) e sistema de navegação.
          A título de exemplo, pode recorrer ao sistema AIP em operações de patrulha e interceptação ou padrão de busca ultra-silencioso, a velocidades de 2 a superior a 4 nós.
          A nível de mobilidade estratégica podem manter a velocidade máxima superior a 20 nós por horas seguidas, cumprir uma vasta gama de missões, quer em "Shallow Waters" (águas costeiras) quer em "Deep Waters" (águas profundas) do Oceano Atlântico, Oceano Índico, Mar Mediterrâneo, Mar das Caraíbas e Golfo Pérsico, 240 dias por ano e com autonomia para 45 dias, sendo de salientar que o sistema AIP confere uma autonomia superior a 14 dias em imersão profunda, ao inverso da classe "Albacora" que se limitava ao Atlântico Norte, Mediterrâneo ocidental e no máximo a 14 horas em imersão profunda.
          Somente necessitam de emergir até à cota periscópica para efectuar o lançamento ou recolha com grande discrição, a partir de uma câmara de mergulho instalada na torre, de 11 elementos das Operações Especiais da Marinha (DAE) ou do Grupo de Mergulhadores de Combate (GMC) do DMS n.º 1, totalmente equipados, mediante a utilização do equipamento de mergulho "LAR VII COMBI".
          Mediante a "wire-antenna" (limitado à cota de operação de 100 metros) conseguem recebem toda a informação via VLF, LF, MF ou VHF provinda do Comando da Esquadrilha de Submarinos.

          O alto grau de automação materializa-se numa guarnição reduzida e permite o aumento da lotação de recargas de armas, a capacidade de produção interna de água doce suficiente para torneiras e chuveiros.
          Destaque para a introdução de novos padrões de habitabilidade, com maior privacidade nos alojamentos de Oficiais e casas de banho, e em que cada militar terá direito ao seu próprio beliche em áreas de reduzidos níveis de ruído, aumentando deste modo as condições de vida a bordo, de referir que os submarinos estão habilitados para receber elementos femininos na guarnição em alojamento próprio, não obstante os Sargentos e as Praças residem juntos num compartimento amplo e sem portas.
          De realçar que o treino das guarnições em terra e mar, no Centro Naval Alemão de "Eckernforde", é da responsabilidade do departamento de formação da HDW, composto quase todo por ex-submarinistas alemães, tratando-se de um treino de reconversão, isto porque os requisitos que a Marinha Portuguesa colocou para as futuras guarnições pressupõe que os instruendos sejam submarinistas com pelo menos 4 anos de experiência, 6.000 horas de navegação em imersão e obtido a nota de 70% no teste de aferição de Inglês, em virtude de a formação ser ministrada na língua inglesa.
          Em Abril de 2009, 40 elementos da Esquadrilha de Submarinos receberam formação em escape / ascensão livre na "Escuela de Submarinos de Cartagena".
          A fase final de toda a formação está dividida em três fases: 1.ª "System Instruction", a 2.ª "Pier Training" e a 3.ª "Sea Training".

          Trata-se de uma plataforma que não descura o meio ambiente, razão pela qual é apetrechado com dispositivos de prevenção de poluição por hidrocarbonetos, assim como prima pelo grande número de sistemas de sobrevivência, escape e salvamento:
- Sistema de salvamento de emergência EADS Space Transportation RESUS dimensionados para 43 pessoas (33 guarnição + 11 operações especiais);
- 2 Jangadas salva-vidas accionáveis até à profundidade de colapso;
- Sistema de ar respirável de emergência (BIBS) com tomadas dispersas por todo o navio;
- Uma plataforma de salvamento em cada compartimento estanque;
- Dotações de emergência para 7 dias;
- Dois compartimentos estanques até à profundidade de colapso;
- Fatos de escape para cada elemento da guarnição até 180 metros.

          Tal como as fragatas da classe "Vasco da Gama" têm a vantagem de serem de construção modular, que permite a execução de uma futura modernização e integração de sistemas de armas, sensores ou propulsão com menores custos, prazo ou alterações físicas na estrutura do navio, conjunto de características que traduziu-se num indiscutível salto tecnológico na arma submarina da Armada.
          Trata-se de submarinos convencionais extremamente silenciosos, dotados de um sistema de combate, comando e controlo, sensores e sistemas de armas de alto padrão e última geração, tornam-se num meio naval extremamente eficaz, credível, com grande poder de ataque e elevado grau de adaptabilidade a qualquer situação e nível do espectro do conflito.
          É um factor de dissuasão credível por excelência, sobretudo no que concerne a acções preventivas, dissuasoras e defensivas da estratégia diplomática, proporcionando valências que num país com limitações na edificação do seu sistema de forças, decorrentes da sua dimensão e potencial económico e financeiro, permite a Marinha Portuguesa deter um meio de prestígio, com múltiplas opções de emprego, equalizador de poderes e ver assegurado a continuidade indispensável da sua capacidade submarina e "know-how", que detém desde 1913.
          Para além de Portugal, também outras Marinhas de Guerra utilizam ou encomendaram submarinos da classe "U-214", ou derivados "U-212" classificados como os primeiros submarinos do mundo virtualmente impossíveis de detectar: Alemanha, Coreia do Sul, Grécia, Itália, Israel, Paquistão e Turquia.
          De salientar que a Grécia optou por cancelar o seu contrato devido a dificuldades financeiras do conhecimento de todos, e o Paquistão presenciou ao cancelamento do seu contrato, por parte do governo alemão, em virtude da instabilidade política em que vive entre as suas fronteiras e não só.
          Um dos submarinos da Marinha da Coreia do Sul, bateu o recorde mundial de autonomia submersa por submarinos convencionais.


Modelo do submarino U209PN

PRINCIPAIS TAREFAS A DESEMPENHAR:
• Protecção avançada às forças navais;
• Protecção da navegação costeira e oceânica;
• Vigilância e recolha de informações discretas junto à costa;
• Monitorização de comunicações junto à costa (indicators & warnings);
• Ataques selectivos a interesses de alto valor estratégico na zona litoral de um opositor;
• Interdição de áreas focais junto a portos, costa ou zonas de navegação de elevado interesse para o opositor;
• Estabelecimento de campos de minas ofensivos;
• Integração em forças combinadas e/ou conjuntas em acções de apoio avançado;
• Acções de negação do uso do mar em áreas oceânicas;
• Patrulha de área oceânica, anti-submarina e/ou anti-superfície;
• Vigilância da ZEE no quadro de uma política de dissuasão a infracções ambientais e de segurança;
• Vigilância discreta da infiltração de material ou indivíduos em áreas costeiras;
• Combate às ameaças assimétricas (terrorismo, tráfico de droga e armas, imigração, poluição);
• Introdução e recolha discreta de elementos das Operações Especiais da Marinha na costa;
• Acções de representação nacional.

CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS:
- Deslocamento: 2,020 toneladas (em imersão);
- Dimensões: 67,9 x 6,3 x 6,6 metros;
- Velocidade máxima superior a 20 nós (41 km) submerso;
- Velocidade máxima superior a 10 nós (18 km) à superfície;
- Velocidade máxima superior a 4 nós (7 km) sistema AIP;
- Profundidade máxima de operação superior a 300 metros;
- Profundidade de colapso superior a 500 metros;
- Autonomia: 7.350 milhas a 8 nós/45 dias;
- Guarnição:
Oficiais: 7
Sargentos: 10
Praças: 16
Total: 33
- Capacidade adicional: 11 (militares das Operações Especiais)

EQUIPAMENTO:
- Sistema GPS;
- Mastro com sistema ESM UME-200 (2 aos 18 Ghz), integrando a antena ELINT (ELectronic INTelligence) TIMNEX II da SAAB Avitronics e a antena COMINT (COMmunications INTelligence) MEDAV GmbH CRS-8000 LF/MF/HF/VHF/UHF (300 kHz a 3 GHz);
- Sistema ICCS Mod 5 (Sistema Integrado de Controlo de Comunicações);
- Sistema integrado de contramedidas anti-torpedo de reacção rápida CIRCE;
- Radar de navegação SPHINX da Thales, banda I (? Km de alcance);
- Sonar cilíndrico STN Atlas Elektronik DBQS-40 de média frequência (detecção e identificação passiva a longa distância);
- Sonar de flanco de baixa frequência (transição de frequências médias para baixas);
- Sonar de detecção de distâncias por métodos passivos;
- Sonar de detecção de emissão electroacústicas;
- Sonar de detecção de ruído próprio;
- Sonar activo;
- Sonar de detecção de minas;
- Sensor de aviso de emissões laser, montado na torre do submarino da SAAB Avitronics;
- Sistema de navegação inercial Raytheon MINS;
- Sistema de combate Atlas Elektronik GmbH ISUS 90-50 (detecção acústica / electromagnética);
- Mastro optrónico (sensor vídeo de alta resolução, detector de distância a laser, sistema combinado de ESM/GPS) com antena ESMA-5 e o periscópio de ataque Carl Zeiss Optronik GmbH SERO 15 (vídeo a cores, laser range-finder) com antena RWR (Radar Warning Receiver) de aviso de emissões radar;
- Periscópio de busca Carl Zeiss Optronik GmbH SERO 14 (câmara digital de alta resolução, FLIR, optical range finder);
- Periscópio de ataque Carl Zeiss Optronik GmbH SERO 15 (vídeo a cores, laser range-finder) com antena RWR de aviso de emissões radar.

22/12/09

BLINDADOS ANFÍBIOS PANDUR II


Blindado Anfíbio PANDUR II

          A mobilidade, velocidade e protecção são as principais características do PANDUR II, com uma guarnição de 2 militares (condutor [FZV] e apontador) e capacidade para transportar 8 Fuzileiros totalmente equipados na versão básica de transporte de pessoal (cabine com 13 m³).


Esquema de avaliação da mobilidade do PANDUR II

          Dispõe de uma blindagem em aço (ARMOX 500 Ballistic Protection Armour Steel Plates) e de uma modular (ADD ON’s) que lhe permitem uma blindagem nível III ou IV, de acordo com a especificação STANAG 4569, capaz de proteger o veículo de projécteis de 12,7mm na parte frontal e de 7,62m no resto do casco, e a distância de 100 metros de projécteis de 14,5mm.
          A nível da protecção passiva, usufrui de um casco distanciado do solo 45cm com pavimento duplo e de um desenho que expele na quase totalidade os efeitos das explosões debaixo das rodas (contratualizado para explosões de 5Kg de TNT e estudado para 8 Kg).
          Quando existe perigo de minas no Teatro de Operações, a guarnição e pessoal transportado deverá usar os cintos de segurança apertados, uma vez que os bancos possuem protecção anti-minas e são à prova da explosão, devem colocar os pés no banco da frente para não sofrer acidentes nos membros inferiores e utilizar uma protecção no pescoço para não sofrer deslocações nas primeiras vértebras.
          Podem ainda ser equipados com um kit adicional para minimizar o efeito de minas e de projécteis perfurantes, o seu perfil foi desenhado para diminuir a assinatura térmica, estão providos com um sistema de aviso Elbit Systems Ltd IFF (amigo / inimigo) e utilizam um sistema de detecção de ameaças da Elbit Systems Ltd TDS "Laser Warning Receiver", além de uma pintura que absorve os raios infravermelhos.

          No que concerne às comunicações, estão munidos com o sistema de comunicações tácticas EID SA PRC 525A e com o sistema de comunicações internas EID SA ICC-201, cada viatura está igualmente guarnecida com antenas UHF/VHF e Wireless/LAN da EID, e podem inclusivo ser embarcado num avião Hércules C-130 da FAP.


Perfil do PANDUR II embarcados num Hercules C-130 da FAP

          Têm um peso máximo de 23.000 kg, 7,54 x 2,68 x 2,08 metros (cumprimento, largura e altura), um motor CUMMINS HPCR de 6 cilindros com 450cv e 285hp de baixo consumo, capacidade para 350 litros de diesel, autonomia para 700 km, velocidade máxima 130 km (estrada), 60 km (em terreno irregular) e 10 km (água).
          Possuem ABS, travões de disco e tracção às oito rodas motrizes, cada uma com o seu próprio sistema de suspensão e sistema central de enchimento do pneu (MICHELIN 365/80 R20 XZL) que confere um elevado desempenho em todo o terreno, nomeadamente na transposição do mar para terra, mobilidade em ambientes com condições desde os -35º até +50º, e conseguem realizar um giro de 180º em 8 segundos.
          Estão igualmente dotados de ar condicionado, visão nocturna, detector e supressor de fogo, equipamento de identificação para os meios aéreos, protecção NBQ mediante ambiente pressurizado em todo o veículo e detectores de partículas nucleares e químicas, o sistema eléctrico é de 24 V.

          A capacidade anfíbia é proporcionada por dois jactos de água, acoplados a duas hélices que permitem a navegação em lagos, rios com corrente e mar aberto com vaga até 60cm (recomendação da fábrica), à velocidade de 10 km em condições de carga máxima, apresentando durante o percurso um baixo perfil.





Blindado Anfíbio PANDUR II em testes efectuados em Portugal na região de Tróia

          Trata-se de um blindado sobre rodas de fácil transporte, operação e manutenção, quanto ao sistema de armas da versão anfíbia a ser entregue ao Corpo de Fuzileiros, todos desfrutam de um grau de elevação desde -9º a +20º e de rotação de 360º, podendo usar as seguintes armas de acordo com o tipo de viatura:
- Metralhadora-ligeira FN MAG de 7,62 mm;
- Metralhadora-pesada BROWNING M2HB de 12,7mm;
- Lança-granadas automático HK GMG de 40mm;
- Porta-morteiro 120mm de longo alcance SOLTAM-CORDOM;
- Torre ORCWS (Overhead Remote Controlled Weapon Station) com canhão de tiro rápido ATK STEYR SP30 Mk44 de 30mm, metralhadora-ligeira FN MAG de 7,62 mm e lança-mísseis anti-carro Rafael Ltd SPIKE LR (Long Range) de 4ª geração, com estação de operação das armas interna ELBIT Systems Ltd UT-30.
          O apontador ou chefe do carro dispõe de um sinalizador laser (Laser Range Finder), um visor de imagem térmica, um sistema de controlo de fogo de 3.ª geração, passível de ser empregue durante o dia ou à noite, mesmo com fumo ou nevoeiro e ainda uma câmara de TV que processa dados sobre o alvo e a sua distância, opções que permitem estabelecer uma boarelação entre a mobilidade, protecção blindada e o poder de fogo.

          Dos 260 blindados (originalmente 322), estimados em 344 milhões de Euros, existe um contrato de 20 milhões de Euros em sobressalentes, a entrega ao Exército iniciou-se em 2008 e existe ainda a possibilidade de aquisição de mais 33 viaturas como opção, dotados de uma torre com canhão de 105mm.


Blindado PANDUR II dotado de torre com canhão de 105mm

          Dos 260 supracitados apenas 20 estão atribuídos ao programa de reequipamento dos Fuzileiros, com entrega prevista a partir de Janeiro de 2010, constituindo o futuro PELVBLA - Pelotão de Viaturas Blindadas Ligeiras Anfíbias da CATT (Companhia de Apoio de Transportes Tácticos), que terão por função o transporte de tropas, desembarques anfíbios, escolta, patrulha, reconhecimento, apoio de fogo, comando e comunicações.

          Estas viaturas serão nas seguintes 4 versões:
• 3 CPV (Command Post Vehicle): Viaturas Posto de Comando com metralhadora-ligeira 7,62mm e sistema de comunicações tácticas EID PRC 525 (4 posições de trabalho em 4 LAPTOP´s);



• 13 ICV (Infantry Carrier Vehicle): Viaturas de Transporte de Pessoal com metralhadora-pesada 12,7mm ou lança-granadas automático de 40mm;



• 2 MCV (Mortar Carrier Vehicle): Viaturas Porta-Morteiro 120mm e metralhadora-ligeira 7,62mm (possibilidade de dispor de morteiro 60mm quando a guarnição se encontrar apeada);



• 2 IFV (Infantry Fighting Vehicle): Viaturas com canhão de 30mm, metralhadora-ligeira 7,62mm e lança-mísseis anti-carro.



          A carência de meios blindados para o Corpo de Fuzileiros há muito tempo que se fazia sentir neste Corpo de Tropas de Elite, para aumento da capacidade de manobra táctica em situações de risco acrescido, permitindo o emprego desta força militar em situações de maior exigência operacional, dado que as Chaimites num total de 4 introduzidas em Janeiro de 1975, já não são utilizadas operacionalmente desde Setembro de 1994, em virtude das suas limitações em ambiente marítimo (deslocava-se por acção das rodas / 4,8 km), comportamento todo-o-terreno (nomeadamente terreno arenoso) e falta de peças para manutenção (ocorrendo mesmo a canibalização).


Blindado de transporte de tropas 4x4 BRAVIA CHAIMITE V-200, a desembarcar de uma LDG para uma praia


Blindado de transporte de tropas 4x4 BRAVIA CHAIMITE V-200, com torreta de metralhadora 12,7mm e 7,62mm

          Deste modo, os novos blindados habilitará o Corpo de Fuzileiros a participar individualmente ou com forças nacionais ou aliadas em operações conjuntas ou combinadas nas mesmas circunstâncias, em termos de tecnologia e capacidade operacional, ao mesmo tempo que se garante a independência face ao Exército no tocante à requisição de veículos de transporte blindado, tal como sucedeu em Janeiro de 2000, na missão de Apoio à Paz na Bósnia, com a utilização de 12 viaturas Chaimite V-200 cedidas pelo Exército.
          A sua necessidade também já ficou comprovada na «Operação Crocodilo», evacuação de civis e militares do conflito da Guiné-Bissau em Junho de 1998, quando os Fuzileiros desembarcaram por via de botes pneumáticos Zebro III, não dispondo de qualquer meio de transporte anfíbio blindado, que fornecesse mobilidade e maior poder de fogo, no caso de terem de enfrentar hostilidades das facções já envolvidas no conflito.
          Pese embora não tenha ocorrido qualquer incidente envolvendo Forças Armadas Portuguesas, não é de menosprezar as diversas forças beligerantes que se encontravam na Guiné-Bissau, desde as tropas governamentais, forças rebeldes da Junta Militar, até às unidades militares senegalesas (1 Batalhão de Comandos / 1 Batalhão de Tropas Aerotransportadas / 1 Batalhão de Engenharia / viaturas blindadas / peças de artilharia / 5 carros de Combate Ligeiros AML90) e da Guiné-Conakry.

          Curiosamente, a eliminação da Steyr foi defendida no concurso público internacional, em Novembro de 2004 pela Comissão Técnica do Exército, por não satisfazer os requisitos essenciais e por o fabricante nunca ter comprovado o nível de protecção da blindagem, nos testes efectuados em Portugal.
          Nos mesmos testes a STEYR utilizou um motor Cummings ISL 405, com cerca de 400cv, considerado insuficiente para suportar o peso do blindado, quando na proposta final indicava um motor de 450cv.
          Após um percurso de cerca de 1.000 quilómetros, o blindado chumbou na inspecção com problemas de travões e na direcção, falhou o diâmetro de viragem máximo (20 metros) imposto pelos requisitos essenciais, o sistema de visão nocturna também não era satisfatório.
          Quando realizava o teste anfíbio bateu na rampa da Lancha de Desembarque Grande "Bacamarte", o terceiro e o quarto eixos apresentaram problemas, havia folgas significativas na direcção e na suspensão, e os níveis de emissão de fumos eram superiores ao recomendado.



Blindado Anfíbio PANDUR II em testes de Mar com a LDG Bacamarte

          Em paralelo, foi acordado com a STEYR um contrato de contrapartidas no valor de 516 milhões de Euros, entre as quais, a instalação nos blindados do sistema de comunicações interna P/ICC 201 e o sistema de comunicações tácticas P/GRC 525 de concepção e fabrico nacional (EID), que já foram consumadas.
          A linha de produção iniciou-se em Novembro de 2006, com a inclusão de componentes portugueses (electrónica, software e cablagem), correspondendo a 80% das viaturas da versão de transporte de tropas e ambulância, nas instalações da empresa A.R.B. FABREQUIPA, Lda, detentora de uma licença para fabricar o veículo, em virtude da aquisição da empresa Gestão de Operações Metalomecânicas, parceira da STEYR.




Blindado PANDUR II em fase de montagem



Blindado PANDUR II em fase de acabamento

          A empresa Sunviauto - Indústria de Componentes Automóveis SA, está a fornecer os bancos para às guarnições das viaturas.
          Em finais de Outubro de 2009, decorreram na Áustria os testes do 1.º artigo (First Article Test), tendo sido concluídos em Portugal nos dias 2 e 3 de Dezembro do mesmo ano, atendendo ao facto de não existir mar naquele país.
          Estes testes têm por finalidade comprovar que todas as componentes do veículo e todos os requisitos, tais como os concernentes à capacidade anfíbia, a velocidade na água e respectiva estanquicidade estão de acordo com o contratualizado, com o apoio de uma LARC-5 e equipa de Mergulhadores.







Testes de 1.º artigo

          O modelo STEYR-DAIMLER-PUCH PANDUR II, é utilizado pela Áustria, Bélgica, Eslovénia, Estados Unidos, Gabão, Kuwait, estando o modelo 8X8 a ser implementado em Portugal e na República Checa.

30/11/09

CORVETAS DA CLASSE "BAPTISTA DE ANDRADE"

(ACTUALIZADO)

Corveta "JOÃO ROBY"

TIPO DE NAVIO:
Corveta da patrulha oceânica

PERFIL:


DESLOCAMENTO:
1.380 toneladas

DIMENSÕES:
85 x 10,3 x 3,3 metros

PROPULSÃO:
2 motores a diesel OEW Pielstick 12 PC2 V280 - 12.000cv
12 cilindros
2 hélices

ENERGIA:
3 geradores diesel-eléctricos de 250kVA
1 gerador de emergência de 320kVA

COMBUSTÍVEL:
150 toneladas

VELOCIDADE MÁXIMA:
22 nós (41 km)

AUTONOMIA:
5.900 milhas a 18 nós
7.500 milhas a 15 nós

GUARNIÇÃO:
Oficiais: 7 (Sob o comando de um oficial superior)
Sargentos: 14
Praças: 51
Total: 72

HELICÓPTEROS:
Convés na popa para 1 helicóptero ligeiro (12 x 8 metros)

RADAR:
Navegação - KELVIN HUGHES 1007, banda I (37 Km de alcance)

COMUNICAÇÕES:
- Radiogoniómetros HF, VHF, UHF;
- 1 ETO (Emissor Transmissor de Ordens);
- SICC (Sistema Integrado de Controlo de Comunicações);
- 2 Projectores de sinais

EQUIPAMENTO:
- Terminal SIFICAP;
- Ómega diferencial;
- Sistema GPS MX200;
- Sonda ultrasónica;
- Instalação de desmagnetização;
- Sistema de Carta Electrónica ECDIS;
- 6 Balsas salva-vidas;
- 1 Embarcação Mk9;
- 1 Bote pneumático ZEBRO III;
- 1 Lancha semi-rígida;
- Equipamentos portáteis de visão nocturna;
- Chuveiro para descontaminação nuclear;
- 1 Gerador de água doce por osmose inversa;
- Receptor DGPS;
- Odómetro electromagnético;
- Girobússola;
- Anemómetro;
- Agulha magnética;
- Agulha giroscópica;
- Barógrafo;
- Barómetro;
- Ar condicionado;
- Sistema de recepção de Avisos à Navegação NAVTEX;
- 1 Grua hidráulica telescópica HIAB 60 SEACRANE de 3,5 toneladas;
- Multisensor electro-óptico SAGEM, para detecção, gravação e registo de imagens;
- Receptor meteorológico FAC-SIMILE – NAGRAFAX

CONTROLO DE TIRO:
- PANDA (Peça de 40mm)

SISTEMAS DE ARMAS:
1 Peça CREUSOT-LOIRE de 100mm/55 Mod68 (17 Km de alcance)
2 Peças BOFORS de 40 mm/70 Mod68 (12 Km de alcance)

DESIGNAÇÃO NATO:
FS

INDICATIVO DE CHAMADA INTERNACIONAL:
CORDADE
CORJOBY
CORCEIRA

ENDEREÇO RADIOTELEGRÁFICO:
CTFE
CTFG
CTFH

NÚMERO DE AMURA:
F486
F487
F488

BASE DE APOIO:
Base Naval de Lisboa

NOME:
N.R.P. Baptista de Andrade
N.R.P. João Roby
N.R.P. Afonso Cerqueira

ANO DE CONSTRUÇÃO:
1974
1975
1975

EMPREGO OPERACIONAL:
- SAR;
- Presença Naval;
- Serviço público;
- Patrulha oceânica da ZEE;
- Controlo da poluição no mar;
- Combate ao narcotráfico;
- Fiscalização da pesca;
- Apoio a operações anfíbias;
- Fiscalização dos esquemas de separação de tráfego marítimo;
- Segurança de navios estrangeiros de visita a portos nacionais;
- Escolta a navios combatentes em águas restritas;
- Exercícios com unidades navais e aéreas;
- Viagens de instrução dos cadetes da Escola Naval.

NOTAS:
• Foram construídos nos Estaleiros Navais de "Bazán" (actual Navantia), em Cartagena (Espanha), de acordo com um plano português de modificação das corvetas da classe "João Coutinho", com armamento, sensores e equipamentos mais sofisticados. Originalmente foram construídas para a Marinha de Guerra da África do Sul, mas devido ao embargo de armas efectuado pela ONU, foram compradas por Portugal.
• Dispõem de um convés na popa para 1 helicóptero ligeiro, mas na realidade estão somente habilitadas para a realização de reabastecimento vertical (VERTREP), além de que não são dotadas de hangar nem estação de reabastecimento de helicópteros.
• Têm acomodações adicionais para albergar 32 pessoas ou uma Força de Fuzileiros (4 Oficiais, 3 Sargentos e 25 Praças), valência operacional que a par do seu reduzido calado, permite-lhes penetrar nos rios de maior caudal e braços de mar, podendo servir como navio de apoio a operações anfíbias.


Corveta "Afonso Cerqueira" a servir de Navio de Apoio a operações anfíbias, com botes pneumáticos ZEBRO III do Corpo de Fuzileiros.


Operação de arriar os botes pneumáticos ZEBRO III no mar


Embarque dos Fuzileiros por recurso à rede de abordagem nos botes pneumáticos ZEBRO III


Organização da Força de Desembarque de Fuzileiros para o assalto ao objectivo


Progressão da Força de Desembarque de Fuzileiros


Assalto ao objectivo da Força de Desembarque de Fuzileiros

• Em 1976 durante o PREC, planeou-se vender toda a classe à Colômbia, com o desiderato de financiar a construção de novas fragatas, mas o negócio não se concretizou por pressões exercidas pela NATO.
• Em Junho de 1979, o corpo de Philippe Cousteau, filho de Jacques Cousteau, reconhecido oceanógrafo francês, foi sepultado no mar a cerca de 20 milhas a Sudoeste da entrada do Porto de Lisboa, numa cerimónia que decorreu a bordo da "Baptista de Andrade".
• Na década de 80, foram propostos algumas vezes planos para modernizar a classe, que previa inclusivamente dotar os navios de mísseis anti-navio EXOCET e mísseis anti-aéreos ASPIDE, mas nunca tal desiderato foi concretizado devido a falta de verbas.


Plano original das corvetas da classe "Baptista de Andrade"


Plano de modernização que previa a instalação de mísseis anti-navio EXOCET, mísseis anti-aéreos ASPIDE num lançador óctuplo ALBATROS e morteiro ASW de 375mm BOFORS.


Plano actual das corvetas da classe "Baptista de Andrade"

• Em 1995, a "Oliveira e Carmo" (já desactivada) foi abalroada à entrada da barra do Rio Tejo devido ao denso nevoeiro, pelo contratorpedeiro italiano "Luigi Durand de la Penne", quando este manobrava para sair do porto, tendo-se registado danos estruturais na proa do navio italiano e um considerável rombo na proa e ponte a estibordo do navio português, também se registou dois feridos ligeiros na guarnição da corveta.
• Em Maio de 1998, a "Oliveira e Carmo" afundou a tiro de canhão uma estrutura metálica semi-submersa de grandes dimensões, com cerca de 11 metros de altura, a 86 milhas a Sul do grupo ocidental, em virtude de constituir perigo para a navegação.
• Em Agosto de 1998, ocorreu um incêndio a bordo da "Afonso Cerqueira" no Porto de Horta, Ilha do Faial - Açores.


Foto Agência Lusa / Blog NRP Álvares Cabral F336

• Em Fevereiro de 2000 os navios foram remodelados, com o objectivo de adequá-los às novas funções, o que se traduziu na retirada de todo equipamento ASW (Sonar Thomson-Sintra DIODON, tubos lança-torpedos US Mk32 Mod5 de 324mm, calha lança-bombas de profundidade Mk9, roncador TMK-6) e numa significativa redução da guarnição e modernização dos sistemas de ajuda à navegação e comunicações.
• Em Julho de 2001, a "Afonso Cerqueira" participou na «Operação Sunrise» incluída na série de exercícios de intercâmbio militar "JCET" entre Portugal (DAE/ DMS nº2) e EUA (Det1/2ndBtl/19th SOF), a nível de Operações de Forças Especiais Navais que decorreram na Península de Tróia.
• Em 2003, durante a participação no exercício "SWORDFISH", a "João Roby" teve a bordo um simulador de guerra electrónica da NATO, a fim de criar um ambiente ainda mais realista.
• Em 2004, a "Afonso Cerqueira" participou no exercício "INSTREX", servindo como navio SAR e de navio alvo para a execução de abordagem dos navios da NATO.
• Em Maio de 2004, a "Baptista de Andrade" participou num exercício de combate à poluição em Viana do Castelo, no âmbito do Plano Mar Limpo, simulando um navio mercante que após uma colisão com o molhe exterior do porto de Viana do Castelo, resultou um derrame de fuelóleo.
• Em Setembro de 2006, a Corveta "João Roby" integrada na «EUROMARFOR», participou no exercício "OLIVES NOIRES" transportando o DMS nº 1, que realizou operações de guerra de minas em águas pouco profundas e posteriormente a limpeza e desminagem de um canal para permitir a realização de uma "Non-Combatant Evacuation Operation" efectuada pelos navios da força.
• Em Novembro de 2006, a "João Roby" participou no exercício "LUSIADA" no âmbito da preparação das Forças Armadas para cenários de resposta a crises.
• Em Maio de 2007, a "João Roby" serviu de plataforma de abordagem para uma simulação do DAE, no Dia da Marinha.


Simulação de abordagem do DAE

• Em Julho de 2008, a "João Roby" participou nas buscas de um avião que se despenhou ao largo do Cabo da Roca, com o apoio de um avião P3 Orion da FAP.
• Em Outubro de 2008, a "Baptista de Andrade" participou no exercício "FAMEX 08" reforçada com uma equipa de abordagem dos Fuzileiros, uma equipa de Mergulhadores e um binómio da Polícia Marítima, em Espanha.
• Em Março de 2009, a "Baptista de Andrade" integrada na «EUROMARFOR», participou no exercício de guerra de minas em águas pouco profundas "IT MINEX 09" servindo como Navio de Apoio (Diving Support Unit) ao DMS n.º 3, apetrechados de um AUV e transportando um PELBOARD dos Fuzileiros, no Mar Tirreno ao largo de La Spezia e Livorno - Itália.
• Em Abril de 2009, a "João Roby" participou no exercício "PHONIX EXPRESS" organizado pela Marinha dos EUA, que tem por finalidade fortalecer as relações entre as Marinhas do Norte de África, Sul da Europa e dos Estados Unidos.
• Em Maio de 2009, a "Afonso Cerqueira" participou no exercício "CONTEX/PHIBEX", dispondo de uma câmara hiperbárica, telefone submarino e de uma equipa de Mergulhadores Sapadores "Salvage Diving Team", que simularam uma operação de salvamento do "Barracuda", após este ter assentado no fundo de modo a simular ter sofrido um acidente.
• Em Maio de 2009, a "Baptista de Andrade" efectuou manobras de aproximação RAS com a fragata "Bartolomeu Dias".
• No dia 10 de Junho de 2009, a "João Roby" fundeada no Rio Tejo, participou na cerimónia realizando uma salva de tiros em homenagem aos mortos pela Pátria.
• Em Julho de 2009, a "Afonso Cerqueira" participou numa demonstração relativa ao exercício de Segurança Energética organizado para o Presidente da República, servindo como Navio de apoio aos Fuzileiros.
• Participam também nos exercícios nacionais: AÇOR, CONTEX, PHIBEX e ZARCO; e internacionais: CMX e JMC.

PARTICIPAÇÃO EM MISSÕES IMPORTANTES:

• Em Dezembro de 1975, a "João Roby" e a "Afonso Cerqueira" enquanto efectuavam comissões em Timor-Leste, após a Invasão Indonésia recolheram o pessoal militar português para a Ilha de Ataúro e posteriormente partiram para o seu porto de abrigo, na Base Naval de Darwin (Austrália).


Tropas Pára-quedistas a bordo da corveta "João Roby" nas imediações da ilha de Ataúro

• Em 1976, o Grupo de Corvetas constituído pela "Afonso de Cerqueira" e "Oliveira e Carmo", comandado por um CMG, acompanharam o Navio-Escola "Sagres" numa viagem aos EUA para representar a Armada Portuguesa nas comemorações do seu Bicentenário.
• Em Janeiro de 1980, a "Baptista de Andrade" prestou apoio às populações sinistradas dos Açores no sismo ocorrido no dia 1 de Janeiro.
• Em 1992, a "Baptista de Andrade" integrou as forças navais da UEO, na «Operação Sharp-Vigilance» no Mar Adriático, efectuando observação e vigilância marítima.
• Em 2002, a "João Roby" e a "Afonso Cerqueira" estiveram envolvidas nas operações de combate à poluição no mar, resultantes do afundamento do petroleiro "Prestige", efectuando acompanhamento da situação e recolha de amostras.
• Em Maio de 2003, a "João Roby" participou na 2ª fase da «Operação Ulysses», com objectivo de combater à imigração ilegal por via marítima, numa operação conjunta com a Marinha de Guerra Espanhola. A bordo da corveta estiveram agentes da do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.
• Em Junho de 2003, a "João Roby" esteve envolvida nas operações de combate à poluição no mar, resultantes do afundamento do navio porta-contentores "Nautila".
• Em 2004, a "Afonso Cerqueira" durante a sua patrulha na zona da Convenção para a Cooperação Multilateral de Pescas no Atlântico Nordeste, efectuou duas acções de busca e salvamento a pesqueiros espanhóis, no mar coordenado pelo MRCC Reykjavic (Islândia).
• Em Agosto de 2004, a "Baptista de Andrade" participou na operação de negação às águas territoriais portuguesas, ao navio "Borndiep" (Barco do Aborto) da organização "Women on Waves".
• Em Julho de 2005, a "Baptista de Andrade" desempenhou medidas de protecção a visita particular dos Reis de Espanha aos Açores.
• Em Agosto de 2006, a "Baptista de Andrade" no âmbito da Agência Europeia de Fronteiras participou na «Missão Hera II», com objectivo de apoiar Cabo Verde no combater à imigração ilegal por via marítima, a bordo da corveta estiveram 3 inspectores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, 2 agentes da Polícia Marítima e um pelotão de abordagem de 12 Fuzileiros.
• Em 2006, a "João Roby", estive envolvido na operação de tentativa de reflutuação do navio porta-contentores "Valour", que encalhou na Ilha do Faial, nos Açores.
• Em Agosto de 2006, a "João Roby" colocou 10 Fuzileiros nas Ilhas Selvagens com o objectivo de proteger os Vigilantes do Parque Natural da Madeira em serviço nas Selvagens.
• De Julho a Setembro de 2009, a "João Roby" apoiou a Brigada Hidrográfica da Marinha na realização de levantamentos hidrográficos, com o objectivo de actualizar as cartas dos portos e fundeadouros das ilhas do grupo central dos Açores, transportando a UAM "Cagarra".


Foto: blog o Porto da Graciosa

15/11/09

CORVETAS DA CLASSE "JOÃO COUTINHO"

(ACTUALIZADO)

Corveta "JOÃO COUTINHO"

TIPO DE NAVIO:
Corveta da patrulha oceânica

PERFIL:


DESLOCAMENTO:
1.336 toneladas

DIMENSÕES:
84,6 x 10,3 x 3,3 metros

PROPULSÃO:
2 motores a diesel OEW Pielstick 12 PC2 V280 - 12.000cv
12 cilindros
2 hélices

ENERGIA:
3 geradores diesel-eléctricos de 250kVA
1 gerador de emergência de 320kVA

COMBUSTÍVEL:
150 toneladas

VELOCIDADE MÁXIMA:
22 nós (41 km)

AUTONOMIA:
5.900 milhas a 18 nós
7.500 milhas a 15 nós
8.880 milhas a 14 nós

GUARNIÇÃO:
Oficiais: 7 (Sob o comando de um oficial superior)
Sargentos: 13
Praças: 50
Total: 70

HELICÓPTEROS:
Convés na popa para 1 helicóptero ligeiro (12 x 8 metros)


Helicóptero ALOUETTE III da FAP aterrando na Corveta "António Enes" em Novembro de 1972, ao largo da Baía de Luanda - Angola

RADAR:
Procura superfície - RACAL-DECCA RM 1226C, banda I (27 Km de alcance)
Navegação - KELVIN HUGHES 1007, banda I (37 Km de alcance)

COMUNICAÇÕES:
- 2 Radiogoniómetros HF, VHF, UHF;
- 1 ETO (Emissor Transmissor de Ordens;
- SICC (Sistema Integrado de Controlo de Comunicações);
- 2 Projectores de sinais

EQUIPAMENTO:
- Ómega diferencial;
- Terminal SIFICAP;
- Sistema GPS MX200;
- 1 Gerador de emergência;
- 6 Balsas salva-vidas;
- Sistema de Carta Electrónica ECDIS;
- 1 Bote pneumático ZEBRO III;
- 1 Embarcação Mk9;
- 1 Lancha semi-rígida;
- Equipamentos portáteis de visão nocturna;
- 1 Gerador de água doce por osmose inversa;
- Sonda ultrasónica;
- Receptor DGPS;
- Odómetro electromagnético;
- Girobússola;
- Anemómetro;
- Agulha magnética;
- Agulha giroscópica;
- Barógrafo;
- Barómetro;
- Sistema de recepção de Avisos à Navegação NAVTEX;
- 1 Grua hidráulica telescópica HIAB 60 SEACRANE de 3,5 toneladas;
- Multisensor electro-óptico SAGEM, para detecção, gravação e registo de imagens;
- Receptor meteorológico FAC-SIMILE – NAGRAFAX

CONTROLO DE TIRO:
- Mk51 Mod2 Gun Fire Control Systems (Peça de 40mm)

SISTEMAS DE ARMAS:
1 Peça dupla US NAVY L/50 Mk33 Mod4 de 76,2mm/50 (13 Km de alcance)
1 Peça dupla BOFORS de 40mm/60 Mk9 Mod58 (12 Km de alcance)
2 Calhas lança-minas

DESIGNAÇÃO NATO:
FS

INDICATIVO DE CHAMADA INTERNACIONAL:
CORENES
CORTINHO
CORCINTO
CORDECA

ENDEREÇO RADIOTELEGRÁFICO:
CTFV
CTFA
CTFB
CTFC

NÚMERO DE AMURA:
F471
F475
F476
F477

BASE DE APOIO:
Base Naval do Alfeite

NOME:
N.R.P. António Enes
N.R.P. João Coutinho
N.R.P. Jacinto Cândido
N.R.P. General Pereira d'Eça

ANO DE CONSTRUÇÃO:
1971
1970
1970
1970

EMPREGO OPERACIONAL:
- SAR;
- Presença Naval;
- Serviço público;
- Patrulha oceânica da ZEE;
- Controlo da poluição no mar;
- Combate ao narcotráfico;
- Controlo da imigração ilegal;
- Fiscalização da pesca;
- Apoio a operações anfíbias;
- Fiscalização dos esquemas de separação de tráfego marítimo;
- Segurança de navios estrangeiros de visita a portos nacionais;
- Escolta a navios combatentes em águas restritas;
- Exercícios com unidades navais e aéreas;
- Viagens de instrução dos cadetes da Escola Naval.

NOTAS:
• Os três primeiros navios foram construídos nos Estaleiros "Blohm & Voss" na Alemanha, e os restantes três nos Estaleiros Navais de "Bazán" (actual Navantia), em Cartagena - Espanha.
• A sua construção foi realizada sob um projecto de concepção nacional de 1965, da autoria do Contra-Almirante Engenheiro Construtor Naval Rogério d'Oliveira (Direcção das Construções Navais), com colaboração dos estaleiros alemães "Blohm & Voss" no que concerne a estudos de pormenor e estabilidade, foram a 1.ª série de um programa de 16 corvetas, cuja 3.ª série não se chegou construir.
• O projecto foi utilizado posteriormente como base para as corvetas das classes "Descubierta" da Marinha de Guerra Espanhola, Egípcia e Marroquina, "Meko 140" da Marinha de Guerra Argentina e inspirou os avisos da classe "A69" da Marinha de Guerra Francesa, Argentina e Turca.


Corveta da classe "DESCUBIERTA" da Marinha de Guerra Espanhola


Corveta da classe "MEKO 140" da Marinha de Guerra Argentina


Corveta da classe "A69" da Marinha de Guerra Francesa

• Foram os primeiros navios de guerra construídos nos Estaleiros "Blohm & Voss" para uma Marinha de Guerra estrangeira, após a 2ª Guerra Mundial.
• Nos primórdios da sua entrada ao serviço activo, toda a classe substituiu diversos contratorpedeiros, fragatas, corvetas e avisos, nomeadamente em comissões de serviço nas antigas colónias africanas, durante a Guerra Colonial patrulhando a costa e servindo de canhoneiras até 1975.


Perfil da Corveta "João Coutinho" na época da Guerra Colonial

• Dispõem de um convés na popa para 1 helicóptero ligeiro, mas na realidade estão somente habilitadas para a realização de reabastecimento vertical (VERTREP), além de que não são dotadas de hangar nem estação de reabastecimento de helicópteros.
• Têm acomodações adicionais para albergar 32 pessoas ou uma Força de Fuzileiros (4 Oficiais, 3 Sargentos e 25 Praças), valência operacional que a par do seu reduzido calado, permitia-lhes penetrar nos rios de maior caudal e braços de mar de Angola, Guiné-Bissau e Moçambique, podendo servir como navio de apoio a operações anfíbias.
• Até 1976, com o desiderato de adequar a classe às funções de patrulha, foi-lhes retirado de todo equipamento ASW (Sonar QCU 2; calhas lança-bombas de profundidade Mk9; projector de foguetes anti-submarino Mk10 HEDGEHOG), mais o controlador de tiro da Peça de 76.2mm Western Electric AN/SPG-34, banda I e o radar de aviso aéreo MLA-1B, originando uma significativa redução da guarnição.


Equipamentos retirados assinalados

• A partir do final da década 1980 foram modernizadas recebendo novos radares, terminal SIFICAP e sistema de comunicações MOST-4.
• A "Jacinto Cândido", foi condecorada em Maio de 1981 com a Medalha de Ouro de Serviços Distintos, pelo apoio prestado às populações sinistradas dos Açores no Sismo de 1 de Janeiro de 1980.
• Em Março de 1987, deu-se uma explosão na casa da máquina do leme da "António Enes", destruindo parte da popa e na qual faleceram alguns elementos da guarnição, no Porto de Horta, Ilha do Faial - Açores.


Foto Agência Lusa / Blog NRP Álvares Cabral F336

• Em 1999, a "Honório Barreto" (já desactivada) participou no exercício "CONTEX/PHIBEX" projectando para terra o PELREC como força avançada, que posteriormente simulou a compilação de informações sobre o dispositivo das forças inimigas.
• Em 2000, a "General Pereira d'Eça" participou no filme "Capitães de Abril", simulando a Fragata "Gago Coutinho".
• Em 2002, a "António Enes" participou no exercício "INSTREX", integrada na força opositora e rebocando o alvo para tiro de superfície.
• Em 2002, a "Augusto de Castilho" (já desactivada) participou no exercício "NEOTAPON", servindo de navio de apoio aos Mergulhadores Sapadores na detecção de simulacros que simulavam minas.
• Em Junho de 2005, a "Jacinto Cândido" transportou um contingente de escuteiros marítimos de Ponta Delgada numa expedição às Ilhas Formigas.
• Em Abril de 2006, a "General Pereira d'Eça" serviu de transporte para a Ilha da Madeira, aos jovens participantes no VI Curso de Defesa para Jovens, organizado pelo Instituto de Defesa Nacional.
• Em Maio de 2006, a "General Pereira d'Eça" participou no exercício "ANATOLIAN SUN", com uma equipa do PELBOARD e equipas do DMS n.º 1 e n.º 2.
• Em Novembro de 2007, ao largo do Cabo Espichel a corveta "General Pereira d'Eça" participou no exercício de combate a imigração clandestina "ABLE PROTECTOR 2007", simulando um navio mercante com emigrantes clandestinos a bordo, que posteriormente foi assaltado por uma secção do PELBORD, no exercício também participaram a fragata "Vasco da Gama", elementos da Polícia Marítima, um helicóptero Lynx e um avião de patrulha marítima P3 Orion e helicóptero EH-101 Merlim da FAP.


Corveta "General Pereira d'Eça" na simulação do assalto por uma secção do PELBORD

• Em Julho de 2008, a "General Pereira d'Eça" participou em conjunto com o Zoomarine de Albufeira na devolução ao mar de 5 tartarugas-comuns.
• Em Novembro de 2008, a "António Enes" participou no exercício de combate à poluição do mar "AUSTRAL", embarcando as autoridades e os convidados, ao largo do Algarve.

• Em Novembro 2008, a “João Coutinho” colaborou no projecto de colaboração técnico-científica Luso-Espanhola de Extensão da Plataforma Continental Portuguesa, apoiando técnicos do IGIDL no lançamento ao fundo do mar (5500 metros) 9 OBS - “Ocean Bottom Seismographs", ao longo da linha sísmica numa extensão de aproximadamente 100 milhas náuticas.
• Em Março de 2009, a a "João Coutinho" participou no exercício conjunto "AÇOR 08", servindo de plataforma de exercícios VERTREP para os helicópteros PUMA e MERLIN da FAP.
• Em Abril de 2009, a "António Enes" participou no exercício de treino operacional da Zona Militar dos Açores "FOCA 092", apoiando elementos do Regimento de Guarnição n.º 2 do Exército, ao largo da Ilha de S. Miguel nos Açores.
• Em Julho de 2009, durante a estadia do Porta-aviões nuclear Norte-americano "Eisenhower", a "João Coutinho" foi destacada para exercer a protecção ao navio.
• A título de curiosidade, duas das três corvetas de construção em estaleiros espanhoís "Augusto Castilho" e "Honório Barreto", foram desarmadas e servem de canibalização, as razões prendem-se com a idade, estado geral dos navios, elevados custos de reparação, falta de orçamento e falta de pessoal para as guarnecer.


Foto de Luís Miguel Correia

• Participam também nos exercícios nacionais: AÇOR, CONTEX e ZARCO.

PARTICIPAÇÃO EM MISSÕES IMPORTANTES:
• Em Junho de 1998, a "Honório Barreto" (já desactivada) transportando o Grupo de Comando, um Pelotão de Atiradores da CF22, uma Secção Anti-carro e uma Secção de Botes (12 Zebro III) e a "João Coutinho" transportando o PELREC e uma Secção de Botes (12 Zebro III) participaram na «Operação Crocodilo», com o objectivo de evacuar de civis e militares nacionais do conflito da Guiné-Bissau.
• Em 2001, a "Augusto de Castilho" (já desactivada) e a "João Coutinho" participaram na recuperação de corpos do acidente da ponte Hintze Ribeiro em Entre-os-Rios.
• Em 2002, a "Honório Barreto" (já desactivada), estive envolvido na operação de remoção do navio mercante chinês "Coral Bulker", que encalhou no molhe exterior do porto de Viana do Castelo.
• Em 2002, a "João Coutinho" esteve envolvida nas operações de combate à poluição no mar, resultantes do afundamento do petroleiro "Prestige", efectuando acompanhamento da situação e recolha de amostras.
• Em Janeiro de 2003, a "João Coutinho" participou na «Operação Ulysses», com objectivo de combater à imigração ilegal por via marítima, numa operação conjunta com a Marinha de Guerra Espanhola junto às Ilhas Baleares. A bordo da corveta estiveram 3 inspectores-adjuntos do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.
• Em Junho de 2003, a "João Coutinho" esteve envolvida nas operações de combate à poluição no mar, resultantes do afundamento do navio porta-contentores "Nautila".
• Em Agosto de 2004, a "General Pereira d'Eça" participou na operação de negação às águas territoriais portuguesas, ao navio "Borndiep" (Barco do Aborto) da organização "Women on Waves".
• Em Janeiro de 2005, a "António Enes" participou na «Operação Guanarteme», com objectivo de combater à imigração ilegal por via marítima, numa operação conjunta com a Marinha de Guerra Espanhola junto às Ilhas Canárias. A bordo da corveta estiveram 2 agentes da Polícia Marítima, 3 inspectores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, e um PELBOARD (1 Sargento e 8 Praças).
• Em Julho de 2005, a "João Coutinho" e a "Jacinto Cândido" desempenharam medidas de protecção a visita particular dos Reis de Espanha aos Açores.
• Em Julho de 2005, a "João Coutinho" colocou 10 Fuzileiros nas Ilhas Selvagens com o objectivo de proteger os Vigilantes do Parque Natural da Madeira em serviço nas Selvagens.
• Em Fevereiro de 2006, a 100 milhas da Ilha da Madeira, a corveta "António Enes" participou na «Operação AGRAFE» de combate ao narcotráfico, em cooperação com a Polícia Judiciária, transportando 8 efectivos do DAE, que abordaram um veleiro suspeito mediante lanchas pneumáticas, culminando na apreensão de 1,5 toneladas de cocaína, na operação participou também um avião P3 Orion da FAP.
• Em Maio de 2006, a "Jacinto Cândido" durante a sua patrulha na zona da Convenção para a Cooperação Multilateral de Pescas no Atlântico Nordeste, efectuou 215 observações, duas fiscalizações e prestou apoio logístico a algumas embarcações de pesca, no mar da Islândia.
• Em Agosto de 2007, a "Jacinto Cândido" durante a sua integração na operação europeia de controlo da imigração ilegal «HERA», nas águas territoriais e ZEE do Senegal e da Mauritânia, detectou e interceptou três embarcações "CAYUCOS" e um total de 463 emigrantes ilegais, que presumivelmente se dirigia para o arquipélago das Canárias.
• Em Novembro de 2007, a "António Enes" integrada na «EUROMARFOR» participou no exercício "MULTICOOPERATIVE EXERCISE" ao largo da costa da Argélia, com o objectivo de promover o intercâmbio de actividades com as Armadas dos países do sul do Mar Mediterrâneo, de salientar a participação da fragata argelina "Rais Corso" da classe "Koni", de fabrico russo.

• Em Junho de 2008, a "António Enes" durante a operação conjunta com a Polícia Judiciária e a FAP «RELÂMPAGO», procedeu à abordagem e apreensão de uma embarcação de pesca com 6 toneladas de haxixe.

26/10/09

SUBMARINOS DA CLASSE "ALBACORA"


ESQUADRILHA DE SUBMARINOS


Submarino "BARRACUDA"

TIPO DE NAVIO:
Submarino convencional

PERFIL:

DESLOCAMENTO:
869 toneladas à superfície
1.043 toneladas em imersão
178 toneladas de flutuabilidade dos tanques de lastro

DIMENSÕES:
57,7 x 6,7 x 5,2 + (torre 10,4) metros

CASCO RESISTENTE:
44 x 4,9 metros

COMPARTIMENTOS:
Posto a Ré / Propulsão / Corredor higiénico, Posto de Controlo e Auxiliares / Posto de Comando, alojamentos Oficiais e porões das baterias / Posto a Vante
(4 anteparas estanques não resistentes balizas)

PROPULSÃO:
2 motores a diesel SEMT-Pielstick 12 PA4 V 185 de 450 kW - 1.300cv
2 motores eléctricos JEUMONT-SCHNEIDER de 450kW - 1.600cv
2 hélices

ENERGIA:
2 geradores diesel-eléctricos de 800cv

COMBUSTÍVEL:
74 toneladas

VELOCIDADE MÁXIMA:
Superfície - 13,5 nós (25 km)
Submerso - 16 nós (30 km)
Snorkel - 7 nós (12 km)

AUTONOMIA:
9.430 milhas a 5 nós
31 dias

PROFUNDIDADE MÁXIMA OPERACIONAL:
300 metros

PROFUNDIDADE DE COLAPSO:
575 metros

GUARNIÇÃO:
Oficiais: 7 (Sob o comando de um oficial superior)
Sargentos: 17
Praças: 32
Total: 56

RADAR:
Navegação/procura - KELVIN HUGHES 1007, banda I (37 Km de alcance)

SONAR:
- Thomson Sintra DUAA 2 (procura e ataque activo e passivo / 8.4 kHz);
- Elac Nautik LOPAS 8300 (procura e ataque passivo / baixa frequência);
- VELOX M6 (interceptor acústico)

COMUNICAÇÕES:
- Transreceptores de UHF, HF, VLF, VHF;
- 1 Rede de difusão geral;
- Telefone submarino TUUM 1A e TUUM 2A/B 50 kHz;
- Comunicações por satélite W(SUB)-ECDIS e AIS

EQUIPAMENTO:
- 1 Periscópio de observação Type M;
- 1 Periscópio de ataque ST3;
- Sistema GPS;
- Sistema IFF;
- Odómetros electromagnéticos;
- 1 Projector de sinais ALDIS;
- Sistema de Carta Electrónica ECDIS;
- Medidor da velocidade do som na água;
- Sonda ultrasónica;
- Receptor DGPS;
- 5 Faróis de navegação;
- Vidros da torre com 6mm;
- Barómetro

CONTROLO DE TIRO:
- DLT D3 (calculador da direcção de tiro)

SISTEMA DE GUERRA ELECTRÓNICA:
- ARUR/ARUD (alertador de radar, montado no periscópio)

SISTEMAS DE ARMAS:
- 12 Tubos lança-torpedos ECAN-L3 de 550mm (8 na proa e 4 na popa);
- Torpedos ECAN L3 (ASW/activo/5,5 km de alcance/25 nós);
- Torpedos ECAN E14 (ASW/ASUW/passivo/5,5 km de alcance/25 nós)

DESIGNAÇÃO NATO:
SSK

INDICATIVO DE CHAMADA INTERNACIONAL:
SUBCUDA

ENDEREÇO RADIOTELEGRÁFICO:
CTSE

NÚMERO DE AMURA:
S164

BASE DE APOIO:
Base Naval de Lisboa

NOME:
N.R.P. Barracuda

ANO DE CONSTRUÇÃO:
Maio de 1968

EMPREGO OPERACIONAL:
- Operações de protecção de forças combinadas ou conjuntas;
- Operações de vigilância e recolha discreta de informações, inclusive em zonas controladas pelo opositor;
- Condução de operações especiais e de apoio avançado a forças anfíbias;
- Operações de interdição de áreas focais, portos, costa, ou zona de navegação de elevado interesse;
- Acções de negação do uso do mar em áreas oceânicas;
- Colaboração no combate ao narcotráfico e terrorismo;
- Protecção da navegação costeira e oceânica em águas de interesse nacional;
- Efectuar operações de reconhecimento com desembarque e recolha de forças especiais em acções que requerem sigilo e surpresa;
- Efectuar acções de representação e presença naval.

NOTAS:
• Esta classe foi construída nos Estaleiros "Ateliers Dubigeon-Normandie", em Nantes (França), inicialmente eram quatro navios e formavam a 4ª Esquadrilha de Submarinos da Marinha de Guerra Portuguesa.
• O acordo para a construção foi negociado e assinado pelo Ministro das FA's Francesas e o Ministro da Marinha de Portugal a 24 de Setembro de 1964, em Paris, outorgando em nome do Governo Português o Embaixador de Portugal na França.
• Para fiscalizar e acompanhar a construção, foi enviada para o estaleiro uma missão naval portuguesa.
• Substituíram a classe "Neptuno" (classe "S"), 3ª Esquadrilha de origem inglesa, construídos durante a II Guerra Mundial.
• Durante os seus primeiros anos escoltaram navios de guerra e navios de transporte de tropas e material com destino às colónias africanas, enquanto navegavam na ZEE portuguesa.
• Marcaram o marco histórico na Marinha de Guerra Portuguesa com a mudança tecnológica de submersível para submarino.
• Têm capacidade para operar silenciosamente, a sua velocidade reduzida permite-lhes atingir grandes profundidades, a forma exterior do casco foi aperfeiçoada e testada em tanques, todo o material de atracação é retráctil, e existem até microfones instalados no casco para permitir uma melhor monitorização do nível de ruído produzido, para controlar a velocidade e as manobras.
• O casco resistente é reforçado no local das escotilhas e em todas as outras passagens de casco em cerca de 70%, o material utilizado na construção é o aço 60 HLES (aço de 60 Kg/cm² de carga de rotura), com alto limite de elasticidade e soldável.
• De construção, eram apetrechados com 12 torpedos já colocados nos 12 tubos lança-torpedos em posição de disparo (8 na proa interiores e 4 na popa exteriores).
• Actualmente os 4 tubos de popa encontram-se desactivados, não existe sala de torpedos nem recargas, a fim de evitar possíveis ruídos efectuados durante o recarregamento dos tubos lança-torpedos e reduzir o número de elementos da guarnição.
• O "Barracuda", o submarino restante da Esquadrilha ainda no activo tem 41 anos de serviço e é de momento o submarino mais velho na NATO, tem 46 636 horas de navegação (equivalente a mais de 36 circum-navegações ao Mundo) e mais de 300 missões e exercícios, no entanto mantém uma grande operacionalidade, com cerca de 120 dias de navegação por ano. De salientar que quando for abatido em finais 2009, terá mais 16 anos do que inicialmente programado.
• Participa no treino do DAE e dos Mergulhadores de Combate, desde a inserção em praias, apoio a operações de resgate, até a recolha dos mesmos, e a aquisição de informação do litoral, nomeadamente registos fotográficos.


Exercício do DAE com submarinos

• Dois submarinos franceses desta classe desapareceram no Mar Mediterrâneo sem deixar rasto: o "Minerve" em 1968 e o "Eurydice" em 1970, em 1971 o "Flore" quase teve o mesmo destino, devido a um defeito numa válvula do "snorkel", foi retirado de serviço em 1989 e actualmente é utilizado pela Arábia Saudita para treino.
• O "Albacora", o 1.º da classe chegou à Base Naval do Alfeite em 28 de Abril de 1968, escoltado pelo "Narval" da 3.ª Esquadrilha.
• Em 1968, o "Albacora" participa pela 1.º vez num exercício internacional, no "PTB" da Marinha Francesa.
• Em Fevereiro de 1970, o "Barracuda" participou pela 1.º vez num exercício NATO "SUNY SEAS 70" com a "STANAVFORLANT".
• Em Junho de 1970, o "Delfim" participou no exercício NATO "NIGHT PATROL".
• Em Junho de 1971, o "Delfim" durante o exercício da Marinha Espanhola "Armada 71", proporcionou o embarque a 2 Oficiais e 2 Sargentos da da Marinha Espanhola, tendo o Cte., o Imediato, um Sargento e uma Praça sido agraciados com a «Cruz del Mérito Naval».
• A 9 de Dezembro de 1971, na Guerra Indo-Paquistanesa, um submarino da classe "Daphné" paquistanês, o "Hangor" afundou a fragata indiana "Khukri" da classe "Type 14" de origem inglesa, tendo sido o 1.º ataque de um submarino desde a 2.ª Guerra Mundial, curiosamente a fragata foi um dos navios da União Indiana que participou na Invasão de Goa em 1961.
• Em Dezembro de 1970, o "Delfim" no âmbito da cooperação militar, proporcionou um estágio aos alunos da Escola de Submarinos da Marinha Espanhola com saídas para o mar, por esta estar em fase de aquisição de navios da mesma classe.
• Em Março de 1972, o "Albacora" participou no exercício de manobras aero-navais da Marinha Real Britânica "JOINT MARITINE COURSE", ao largo do Norte da Escócia.
• Em Maio de 1972, o "Barracuda" realizou a sua primeira Grande Revisão efectuada em Portugal, prevista durar 18 meses, mas que terminou 33 meses após o seu início.
• Em Julho de 1972, o "Albacora" realizou uma viagem a Cabo Verde atracando na Ilha de S. Vicente, com o desiderato de testar o comportamento do submarino em águas de temperaturas elevadas, percorrendo 3.089 milhas.
• Em Setembro de 1972, ocorreu um incêndio no sistema propulsor do "Delfim" quando navegava em snorkel, pouco depois de zarpar do Porto do Funchal - Ilha da Madeira.
• Em Setembro de 1973, o "Albacora" depois de participar no exercício NATO "QUICK SHAVE" sofreu uma anomalia no sistema de comunicações que impossibilitou de comunicar ao início da viagem de regresso ao Comando da Marinha Portuguesa e da NATO, despoletando uma acção de SAR a nível nacional e da NATO.
• A 29 de Outubro de 1975, o "Cachalote" foi abatido ao efectivo e vendido à França no Porto de Toulon que por sua vez vendeu-o ao Paquistão em Janeiro de 1976, sendo baptizado de "Ghazi", posteriormente ao ser modernizado recebeu a capacidade para lançar mísseis anti-navio SUB-HARPOON.
• Em Setembro de 1979, o "Albacora" e o "Barracuda" realizam um encontro em imersão e exercício de comunicação a 3 km de distância.
• Nos anos 80 receberam uma modernização a nível de sensores.
• Em Setembro de 1980, o "Barracuda" quando se dirigia para Plymouth - Inglaterra, navegando com mau tempo à superfície durante 379 horas e 6 minutos para participar no exercício NATO "TEAM WORK", partiu duas antenas e danificou um tanque de lastro que originou uma banda de 10.º, a Bombordo.
• Em Outubro de 1980, os Adidos Militares Navais de Marinha de Guerra estrangeiras acreditados em Lisboa embarcaram num submarino para assistirem a uma demonstração das capacidades operacionais.
• Em Setembro de 1982, o "Barracuda" executou o 1.º ataque anti-submarimo com um torpedo de exercício ao "Delfim".

• Em Maio de 1983, o "Barracuda" durante o exercício NATO "LOCKED GATE 83", realizado numa área a Sul de Cádiz - Espanha, constituiu com outros submarinos uma barreira de oposição ao trânsito de forças de superfície opositoras que navegavam para o Mar Mediterrâneo, através do Estreito de Gibraltar.
          Na sequência da intercepção de comunicações, o "Barracuda" identificou a aproximação da força naval do porta-aviões nuclear "Eisenhower" (CBG - Carrier Battle Group) da Marinha dos EUA, não integrada no exercício, com destino ao Mar Mediterrâneo a fim de render o CBG da 6.ª Esquadra.
          Após análise dos dados disponíveis foi possível identificar que a força naval cruzaria o limite Norte da área de patrulha atribuída ao "Barracuda", pelo que com base na detecção a longa distância da força naval, na identificação do respectivo rumo de progressão e fazendo uso do profundo conhecimento das condições batitermográficas prevalecentes na zona, foi possível posicionar tacticamente o "Barracuda", utilizando as zonas de sombra dos sonares dos navios de escolta da cobertura de protecção do porta-aviões de modo a dificultar a respectiva detecção.
          Perante a situação táctica e a possibilidade irrecusável de tentar-se simular um ataque a um porta-aviões, foi decidido manobrar de forma a passar sem ser detectado pela poderosa cobertura de protecção do "Eisenhower", constituída em avanço por helicópteros ASW com sonar em activo e posteriormente por navios de superfície operando também os sonares em activo.
          Tal manobra foi conseguida com recurso a opções tácticas adequadas, permitindo ultrapassar com êxito total a cobertura do "Eisenhower" e posicionar o "Barracuda" a navegar ao mesmo rumo e sob o porta-aviões, até atingir a posição de ataque simulado com torpedos, totalmente indetectado.
          Após a acção e logo que a situação táctica e operacional o permitiu, o "Barracuda" foi à cota periscópica e transmitiu uma mensagem para a entidade condutora do exercício (CINCIBERLANT), relatando a acção. O CBG só teve conhecimento da acção à posteriori e com suporte nos registos efectuados a bordo do "Barracuda" durante a acção.
          Findo o exercício o "Barracuda" foi destinatário da seguinte mensagem pessoal de parabéns do Contra-almirante Deputy CINCIBERLANT:
"FOR BARRACUDA, THE RARE OPPORTUNITY OF ATTACKING A CARRIER MUST HAVE MADE YOUR DAY. BRAVO ZULU AND GOD SPEED".

• Em Junho de 1983, a bordo do "Albacora" foi emitido à cota periscópica (12 metros) o programa radiofónico "Despertar" da Rádio Renascença com o locutor António Sala.
• Em 1983, nos Estaleiros do Arsenal do Alfeite montou-se em todos os submarinos uma nova passagem no casco na zona da popa, que permite realizar salvamentos por via de assentamento e acoplamento de veículos de salvamento submersíveis DSRV e LR-5.
• Em 1983, o exercício nacional "SWORDFISH" realizado ao largo da Ilha da Madeira teve a particularidade de empenhar os 3 submarinos da ª Esquadrilha.
• Em 1984, o "Barracuda" foi o 1.º submarino português a efectuar fotografia subaquática a navios.
• Em Março de 1984, o "Albacora" durante a participação no exercício de submarinos da Marinha Espanhola "TAPON", realizou a 1.º passagem em imersão pelo Estreito de Gibraltar com destino ao Porto de Cádiz - Espanha, conforme a ordem de exercício e constante ameaça aero-naval das forças opositoras sem ser detectado.
• A 22 de Fevereiro de 1988, a Esquadrilha de Submarinos foi condecorada com a Medalha de Ouro de Serviços Distintos.
• Entre 1993 e 1994, receberam novos radares e substitui-se o baticelerímetro e o interceptador-analisador sonar.
• Em 1994, o "Barracuda" no final de um exercício "FOST" quando emergia à cota periscópica, embateu num cargueiro no Canal da Mancha, não se registaram baixas, apenas danos estruturais na torre.

Danos estruturais na torre do Barracuda

• Em 1997, o "Delfim" quando regressava do Mar Mediterrâneo, a sul de Cádiz, correu perigo de se poder afundar, dado que metia água pela chumaceira do veio do motor de estibordo, tendo sido prontamente resolvido pela guarnição.
• Em 1999, o "Albacora" participou no exercício "CONTEX/PHIBEX" projectando para terra o DAE como força avançada, que posteriormente simulou a eliminação de uma bateria costeira de mísseis anti-navio.
• Em 1999, o "Albacora" e o "Barracuda" participaram no exercício "SWORDFISH" simulando submarinos violadores do embargo.
• Em 2000 o "Albacora" é desactivado e canibalizado.
• Em Junho de 2001, o "Delfim" realizou um exercício de salvamento submarino em Rassay na Escócia, acoplando com o veículo submersível de salvamento "LR-5" britânico, à profundidade de 146 metros.
• Em 2002, o "Delfim" participou no exercício "CONTEX/PHIBEX", servindo de transporte e meio de inserção do DAE no cenário de operações, após terem sido lançados de pára-quedas para o mar de um Hércules C-130 da FAP, com todo o seu equipamento.
• Em 2002, o "Delfim" participou no exercício "INSTREX", integrado na força opositora e nas séries de luta anti-submarina para disparo de torpedos, constituindo o mesmo como alvo dos torpedos de exercício.
• Em 2002, durante a participação do "Delfim" no exercício "NEOTAPON", no qual em simulação de luta anti-submarina, conseguiu interceptar por 3 vezes o submarino nuclear de ataque francês "Saphir" da classe "Rubis".
• Nos finais de 2003, o "Delfim" esteve atribuído ao «Flag Officer Sea Training», no mesmo ano durante o exercício "SWORDFISH", realizou com grande realismo num cenário de luta ASW, operações de transporte e inserção em território hostil de forças especiais.
• Em 2004, o "Barracuda" participou no exercício "INSTREX", actuando como ameaça, e em apoio directo à força naval fornecendo informações e efectuando o controlo da navegação.
• Em 2004, procedeu-se à substituição do interceptador-analisador sonar, do sonar passivo e equipou-se o "Barracuda" com comunicações satélite W(SUB)-ECDIS e AIS.
• Em Abril de 2005, durante o exercício "CONTEX", o "Delfim" assentou no fundo do mar simulando uma situação de acidente grave a 60 metros de profundidade.
• Em Junho de 2005, o "Delfim" participou no exercício "SHARK HUNT" organizado pela Marinha de Guerra Norte-americana, realizando um vasto conjunto de acções de treino cujo objectivo principal era o desenvolvimento e manutenção das capacidades de luta submarina em ambiente operacional complexo.
• Em Dezembro de 2005 o "Delfim" é desactivado.
• Em Maio de 2006, o "Barracuda" foi equipado com um novo sonar passivo Elac Nautik LOPAS 8300, obtendo-se um maior conhecimento de acústica submarina, podendo operar em Broadband (ruído puro) ou em Narrowband, podendo-se classificar os efeitos hidrofónicos com maior fiabilidade e não só confiando na análise DEMON e espectral.
• Em Maio de 2006, o "Barracuda" participou no exercício "SWORDFISH", servindo de transporte e meio de projecção do DAE no cenário de operações, após terem sido lançados de pára-quedas para um ponto de reunião no mar.
• Em Maio de 2009, o "Barracuda" realizou um exercício com a fragata "Bartolomeu Dias" no âmbito da demonstração para os Auditores do Curso de Defesa Nacional.
• Em Julho de 2009, o "Barracuda" participou numa demonstração relativa ao exercício de Segurança Energética organizado para o Presidente da República.


O "Barracuda" e um helicóptero Linx Mk95

• Os três submarinos irão ser conservados, sendo transformados em museus, o "Delfim" em Viana do Castelo, o "Barracuda" em Cascais e o "Albacora" na própria Esquadrilha de Submarinos na Base Naval do Alfeite.
• Participam também nos exercícios nacionais: AÇOR e ZARCO; e internacionais: OCEAN SAFARY, POST e JOLLY ROGER nos quais adquirem perícia ao patrulhar as águas e contribuem para o treino de navios ASW.
• Para além de Portugal a classe DAPHNÉ, também é operado pelas Marinhas de Guerra da África do Sul, Espanha e Paquistão.

PARTICIPAÇÃO EM MISSÕES IMPORTANTES:
• Em 15 de Dezembro de 1982, o "Barracuda" realizou o 1.º afundamento por um submarino português, lançando à superfície um torpedo L3 a 3.800 metros contra o Navio-Butaneiro "Bandim" que se encontrava à deriva e semi-afundado com a proa elevada 15 metros acima da superfície, naufragado a 120 milhas a SW do Cabo Espichel e por constituir um perigo para a navegação, atingido a 30 metros de profundidade, afundou-se completamente em 13 minutos.

Gerbe resultante da explosão do torpedo L3

• Em 1993, o "Albacora" e o "Delfim" participaram na «Operação Sharp-Guard» da UEO/NATO no Mar Adriático, junto às costas da ex-Jugoslávia, efectuando vigilância marítima num total de 730 horas de imersão.
• Em 1997, o "Barracuda" participou na «Operação Endurance» no Oceano Atlântico, durante 31 dias sem atracar, reabastecendo pela estação de popa do Navio-Reabastecedor "Bérrio" pela primeira vez em alto-mar, operação que já não era realizada por nenhuma Marinha de Guerra, desde a 2ª Guerra Mundial.
• Em Janeiro de 2004, a 46 milhas de Vila Real de Santo António, o "Delfim" (desactivado em 2005) participou numa missão de combate ao narcotráfico na ZEE Portuguesa, em cooperação com a Polícia Judiciária, tendo vigiado e seguido um iate espanhol, recolhendo informações úteis para uma força que o abordou posteriormente, composta por elementos do DAE, Fuzileiros, um helicóptero Lynx e uma corveta, a operação culminou na apreensão de 5,5 toneladas de haxixe.

13/10/09

LANCHAS DE DESEMBARQUE MÉDIAS

(ACTUALIZADO)

Fuzileiros a desembarcar numa praia da LDM 425

TIPO DE NAVIO:
Lancha de Desembarque

(dados da classe LDM 400)

DESLOCAMENTO:
59,5 toneladas

DIMENSÕES:
17,8 x 5 x 1 metros

PROPULSÃO:
2 motores a diesel FODEN FD6 MK - 374hp
2 hélices

ENERGIA:
2 geradores C.A.V. accionados pelos motores principais de 24kVA

VELOCIDADE MÁXIMA:
9,2 nós (16 km)

AUTONOMIA:
220 milhas a 8,2 nós

GUARNIÇÃO:
Cabo: 1 (Patrão da lancha)
Marinheiros: 3
Total: 4

COMUNICAÇÕES:
- 1 Transreceptor NIMBUS 340 H;
- 1 Receptor CURLEW351 H:
- 1 Projectores de sinais DE 250W

EQUIPAMENTO:
- 1 Bote pneumático ZEBRO II

CAPACIDADE DE CARGA:
80 militares / 35 toneladas de carga / 1 viatura blindada até 32 toneladas / 1 camião de 6 toneladas / 2 viaturas ligeiras


Jipe WILLY's do Exército utilizado na "Operação Tridente" a ser reembarcado numa LDM

SISTEMAS DE ARMAS:
1 Peça OERLIKON Mk2 de 20mm/65 (2 Km de alcance)
2 Metralhadoras MG-42 de 7,62mm

DESIGNAÇÃO NATO:
LCM

NÚMERO DE AMURA:
UAM 122
LDM 426

BASE DE APOIO:
Base Naval de Lisboa

ANO DE CONSTRUÇÃO:
1967
1968

EMPREGO OPERACIONAL:
- Transporte e apoio logístico (mantimentos, munições, etc);
- Embarque e desembarque de tropas;
- Serviço público.

NOTAS:
• Por inerência à criação e mobilização das primeiras unidades de Fuzileiros (CF - Companhias de Fuzileiros Navais e DFE - Destacamentos de Fuzileiros Especiais) para as ex-colónias africanas, na sequência do eclodir da Guerra do Ultramar em Março de 1961, surgiu a necessidade de apetrechar a Armada com meios navais de fundo chato para a realização de desembarques.
• Dos três tipos de embarcações construídas (LDP, LDM e LDG), foram às de média dimensão, LDM - Lanchas de Desembarque Médias, as fabricadas em maior número (65) e mais utilizadas nos três teatros de operações (Angola, Guiné-Bissau e Moçambique), vocacionadas para navegar em águas ribeirinhas e interiores dos territórios.
• Apesar dos EUA advogarem a descolonização e demonstrarem relutância em autorizar as suas empresas em vender material de guerra a Portugal, foram adquiridas algumas embarcações do modelo USN LCM-6 da 2.ª Guerra Mundial em 2.ª mão, por intermédio de um processo indirecto com o desiderato de contornar parcialmente o diferendo político, criando-se a empresa privada Progresso Lda, que negociou directamente com o empresa Norte-americana "Fairbanks Morse" a aquisição de velhos excedentes da 2.ª Guerra Mundial,
dando origem à classe "LDM 100" em Janeiro de 1964, posteriormente obteve-se os respectivos planos de construção e desenvolveu-se os projectos de execução em estaleiros nacionais (Estaleiros Navais do Mondego).

• Existiram quatro classes de LDM's de concepção e construção nacional (Estaleiros Navais do Mondego e Arsenal do Alfeite) e uma classe (LDM 300) construídas nos EUA com ligeiras diferenças entre si:
LDM 100: 21 unidades (construídas entre Janeiro de 1964 e Julho de 1975);


LDM 119 da classe LDM 100

LDM 200: 5 unidades (construídas entre Janeiro de 1964 e Janeiro de 1965);

Ldm 203 da classe LDM 200

LDM 300: 13 unidades (construídas entre Janeiro de 1964 e Novembro de 1964);


LDM 304 da classe LDM 300

LDM 400: 26 unidades (construídas entre Agosto de 1964 e Outubro de 1977);



LDM 421 da classe LDM 400

LDM 500: 6 unidades (construídas entre Outubro de 1964 e Novembro de 1964).

• A sua distribuição pelos TO obedeceu a seguinte ordem:
- Angola:
Classe LDM 100: 108
Classe LDM 400: 401, 402, 403, 409
Total: 5

- Guiné-Bissau:
Classe LDM 100: 101, 102, 103, 104, 105, 106, 107, 108, 109, 110, 111, 112, 113, 114, 115, 116, 117, 118
Classe LDM 200: 201, 202, 203, 204, 205
Classe LDM 300: 301, 302, 302, 304, 305, 306, 307, 308, 309, 309, 310, 311, 312, 313
Classe LDM 400: 410 a 417
Total: 51

- Moçambique (Lago Niassa):
Classe LDM 400: 404, 405, 407, 408
Total: 4

- Portugal (para treino dos Fuzileiros):
Classe LDM 100: 119, 120, 121
Classe LDM 400: 406, 414, 418, 419, 420, 421, 422, 423, 424, 425, 426
Total: 14

• Em 15 de Outubro de 1965, as LDM's da classe 500 de fabrico nacional foram remuneradas e integradas na classe LDM 300 de origem Norte-americana e utilizadas na Guerra da Coreia (ex LDM 501 - LDM 308; ex LDM 502 - LDM 309; ex LDM 503 - LDM 310; ex LDM 504 - LDM 311; ex LDM 505 - LDM 312; ex LDM 506 - LDM 313).


LDM 504, posteriormente LDM 311

• Em 16 de Outubro de 1965, as seguintes LDM's da classe 100 foram remuneradas e integradas na classe LDM 200 (ex LDM 101 - LDM 204; ex LDM 102 - LDM 205.
• Eram o principal meio de desembarque da Marinha no que respeita ao emprego de Fuzileiros, aquando da execução de operações militares com a totalidade dos efectivos de uma CF (140 militares) ou de um DFE (80 militares), originando o binómio LDM-Fuzileiros.


Fuzileiros a desembarcar de uma LDM


Fuzileiros a reembarcar numa LDM

• Trata-se de um tipo de embarcação concebido para utilização temporária (máximo 48 horas), dado não dispor de meios de subsistência, não obstante a título de exemplo na Guiné-Bissau foram usadas em patrulhas de rios que chegavam em média às duas semanas, sendo de referir que tal situação ocorria em detrimento das condições de vida a bordo e sacrifício das suas guarnições.
• Em 1968, atendendo a necessidade de melhorar as condições de vida a bordo, aperfeiçou-se a calafetagem da cobertura do poço das lanchas, foram instaladas arcas frigorificas de 50 kg e um sistema de ventilação, melhorando substancialmente a dieta alimentar e a moral das guarnições.
• Durante o conflito do Ultramar, devido à escassa rede rodoviária e em proveito das vias fluviais, parte dos transportes operacionais e reabastecimentos logísticos às guarnições militares e autoridades administrativas era efectuados por LDM's e LDG´s da Marinha Portuguesa, assim como eram utilizadas no escoamento dos produtos económicos.
• O emprego de LDM's e LDG's nas situações citadas no parágrafo anterior, no caso da Guiné-Bissau (multiplicidade de braços de mar e rios, grandes amplitudes de maré e rios muito sinuosos) atingia mais de 80%, percentagem esta que aumentou a partir de 25 de Março de 1973 com a diminuição de voos de carácter logístico da FAP, devido ao fogo anti-aéreo com recurso a mísseis terra-ar de fabrico soviético "SA-7 Grail Strella " por parte do PAIGC.
• Realizavam missões de fiscalização e patrulha de rios (por vezes reforçadas com grupos de combate de Fuzileiros), transporte de civis e Companhias do Exército e participavam na escolta de comboios de embarcações civis (batelões rebocados ou com motores de veio regulável Schottel da Marinha Mercantes [Casa Gouveia do Grupo CUF]).
• Pelo facto de serem dotadas de pouca velocidade, muitas foram alvo de ataques desencadeados a partir das margens pelo PAIGC na Guiné-Bissau, sendo o caso mais conhecido o da LDM 302, atacada e afundada três vezes; outras foram visadas pelo rebentamento de engenhos explosivos improvisados, submersos e de fabrico artesanal do PAIGC, em rios estreitos e pouco fundos, denominados por "minas aquáticas", em ambas as situações as respectivas guarnições tiveram algumas baixas (feridos e mortos), mas nunca deixaram de ripostar, honrando assim as dignas tradições da Marinha Portuguesa.
• Destaque para a verdadeira epopeia da deslocação de 4 LDM's da costa de Moçambique para o Lago Niassa em três operações: a LDM 404 em Dezembro de 1965 "Operação Atum", a LDM 405 e LDM 408 em Abril de 1966 e a LDM 407 em Agosto de 1967 "Operação Roaz", sendo transportadas primeiro por comboio ao longo de 500 km e posteriormente efectuando 250 km por camiões, numa zona de grande actividade da FRELIMO.
• Fruto das relações político-militares entre Portugal e o Malawi, uma LDM atribuída ao Comando de Esquadrilhas de Lanchas do Lago Niassa, alcunhada de "Chipa", após ter sido desarmada foi facultada à companhia petrolífera SONAP (estabelecida no Malawi) com o desiderato de transportar combustível, permitindo abastecer navios e geradores da Base Naval de Metangula.
• Por vezes, após a passagem ao estado de desarmamento e abate ao efectivo das LDM's, a peça OERLIKON de 20mm era montada em estruturas de modo a reforçar a segurança de instalações navais.


Peça OERLIKON de 20mm em Moçambique



Peça OERLIKON de 20mm na Guiné-Bissau

• Finda a Guerra do Ultramar foram desprovidas de armamento, algumas LDM's mantiveram-se no serviço activo na Escola de Fuzileiros, outras reclassificadas de UAM - Unidade Auxiliar da Marinha, serviram de transporte e para faina geral na Base Naval do Alfeite (destaque para a LDM 421, utilizada como meio de recurso no Combate à Poluição Marítima).
• Em Dezembro de 1977, a LDM 426 destacada em AMSJ - Área Militar de S. Jacinto, sofreu um acidente que a deixou submersa, sendo recuperada como apoio do Navio-Balizador "Schultz Xavier".




LDM 426 após ter sido recuperada pelo Navio-Balizador "Scultz Xavier"
(Fotos do TCor Páraquedista Miguel Silva Machado)

• Em Fevereiro de 1978, a LDM 419 afundou-se durante um temporal quando transitava da Ilha de S. Jorge para a Ilha do Faial, sem baixas entre a guarnição.
• A 16 Novembro de 1993, no âmbito da cooperação técnico-militar com Guiné-Bissau, a par da formação de Fuzileiros, a LDM 421 foi transferida para a Marinha Nacional da Guiné-Bissau, recebendo o n.º de amura LDM 100, tendo interagido com navios da Marinha Portuguesa no conflito civil de Junho de 1998.


LDM da Marinha Nacional da Guiné-Bissau junto da fragata "Corte Real"

• Em 30 de Outubro de 1997, três LDM's foram reclassificadas de UAM, passando a exibir os seguintes números de amura: UAM 119, UAM 120 e UAM 121, a qual se juntou em 25 de Novembro do mesmo ano a UAM 122.
• Em Abril de 1998 foi oferecida outra LDM à Guiné-Bissau, com a entrega formal realizada no cais do Pidjiguiti pelo Director-Geral de Política de Defesa Nacional, acompanhado do Cte. da Escola de Fuzileiros.
• A 16 de Setembro 2005, a LDM 119 foi colocada nas imediações da entrada da Porta d' Armas da Base de Fuzileiros, em exposição estática e homenagem as guarnições destas embarcações.


LDM 119 em exposição estática

• Em Julho de 2006, a LDM 120 participou no programa "TV Turbo" da SIC Radical transportando veículos todo-terreno para o local de reportagem.
• Actualmente, somente restam duas unidades destes pequenos grandes navios no serviço activo:

- A UAM 122 na Escola dos Fuzileiros, utilizada para instrução.


UAM 122 a navegar no Rio Coina

- A LDM 426, atribuída a título permanente à AMSJ, guarnecida desde 1977 por diversas gerações de Pára-quedistas, servindo de transporte diário de militares e funcionários civis da unidade entre a AMSJ e o Forte da Barra do Porto de Aveiro.


LDM 426 (Foto de Serrano Rosa)

• Futuramente a Marinha Portuguesa será equipada com 4 lanchas de desembarque do tipo LCVP, como meios orgânicos do LPD / NPL (25 metros de comprimento, capacidade para 8 toneladas de carga [36 homens ou viaturas ligeiras]), propulsionadas por dois sistemas de jactos de água à popa e um à proa para manobra.

NOTAS:
Desenhos manuscritos da autoria de Luís Filipe Silva
Artigos do Blog da Reserva Naval sobre as LDM's:

10/09/09

REEQUIPAMENTO DO CORPO DE FUZILEIROS

          Quase 80% das nações existentes têm fronteiras marítimas ou acesso ao mar e a realidade mundial aponta para a continuação da proliferação de conflitos de índole regional, quer de carácter político-militar, quer envolvendo convulsões de cariz mais humanitário.
          Deste modo, tendo em linha de conta que 70% da população mundial vive em cidades a menos de 100 km de costas marítimas, as Forças Expedicionárias Anfíbias (Fuzileiros) estão claramente talhadas e vocacionadas para responder a este desafio dadas as suas inerentes capacidades de intervenção rápida, potencial de combate, flexibilidade de emprego e sustentação.
          Como é evidente a escolha da arma individual de referência para tais Forças assume especial importância, devendo ser encarada numa perspectiva de longo prazo, mas que tenha em consideração as capacidades evolutivas das suas concorrentes.
          Importa assim salientar que actualmente a principal arma individual que equipa as Forças Armadas Portuguesas, incluindo o Corpo de Fuzileiros, ainda é a espingarda automática HK G3 A4 de 7,62mm com coronha retráctil ou fixa, de fabrico nacional sob licença, adquirida na década de 60 durante a Guerra Colonial, padecendo de certas características (pesada, comprida e de difícil utilização em viaturas e helicópteros) que a tornam desadequada para os cenários actuais ou previsíveis, nomeadamente no que diz respeito ao combate em áreas edificadas (combate urbano).


Espingarda automática HK G3 A4 de 7,62mm com corunha retráctil

          Porém, no actual contexto estratégico este calibre é considerado obsoleto, em virtude do de 5,56mm ter sido adoptado como calibre-padrão das armas individuais das Forças Armadas dos países membros da NATO, com o desiderato principal de permitir a uniformização e facilidades na logística, embora a prestação deste novo calibre em Teatros de Operações como o Iraque e Afeganistão tem dado muito celeuma entre os militares destacados, nomeadamente no que toca ao seu fraco poder de penetração, o que desencadeou a procura de outras soluções que passam pela adopção futura de um outro calibre.
          Desde os anos 80 que as Forças Armadas Portuguesas têm vindo a desenvolver estudos visando a substituição da espingarda G3, em 2001 o Ministério da Defesa Nacional lançou um concurso internacional para aquisição da nova arma ligeira, concurso que viria a ser cancelado na fase de selecção das propostas por imposição dos Tribunais com a decisão sustentada em alegadas incorrecções na definição das características e requisitos a que deveria obedecer a nova arma.
          Mais recentemente, em 2006 foi lançado um novo concurso público sob a égide da DGAED (Direcção-Geral de Armamento e Equipamento de Defesa), aguardando-se de momento os resultados que levaram à selecção da nova arma ligeira, cumprindo os requisitos definidos e que ofereça as melhores contrapartidas comerciais.
          Entretanto, face aos compromissos internacionais assumidos que não se compadecem com unidades militares deficientemente equipadas, ao abrigo da Lei de Programação Militar têm sido adquiridas espingardas automáticas da família HK G-36 de 5,56mm nas quantidades necessárias à intervenção em missões internacionais de forças de elite como:
- DAE do Corpo de Fuzileiros;
- GOE da PSP;
- UPF (ex-RESCOM) da Polícia Aérea;
- Sub-agrupamento Alfa da GNR.


Espingarda automática HK G-36 K de 5,56mm


Espingarda automática HK G36 K de 5,56mm com lança-granadas AG36 de 40mm


Espingarda automática HK G-36 C de 5,56mm


Metralhadora-ligeira HK MG-36 com carregador duplo Beta C-Mag de 100 munições de 5,56mm

          A par da substituição da arma individual e no âmbito da Lei de Programação Militar está a decorrer um programa de reequipamento que inclui equipamento de protecção individual, equipamento de protecção NBQ e 33 VTLB (Viatura Táctica Ligeira com Blindagem) 4x4, este último programa também tutelado pela DGAED.
          Das 260 viaturas blindadas PANDUR II adquiridas pelo Estado Português, apenas 20 estão atribuídas ao programa de reequipamento do Corpo de Fuzileiros, com entrega prevista a partir de Dezembro de 2009, constituindo o futuro PELVBLA - Pelotão de Viaturas Blindadas Ligeiras Anfíbias da CATT (Companhia de Apoio de Transportes Tácticos), desempenhando as seguintes função:
- Transporte de tropas;
- Desembarque anfíbio;
- Escolta;
- Patrulha e reconhecimento;
- Comando e comunicações.
          Além do que foi supracitado como objectivos estabelecidos para a capacidade de projecção de uma Força-Tarefa, no âmbito da revisão da componente operacional do Sistema de Forças Nacional, existe a intenção de:
- Constituir um Pelotão Defesa Anti-Aérea equipado com 8 postos de tiro de mísseis de curto-alcance, unidade que não tem sido uma prioridade e existe somente na documentação estruturante;
- Apetrechar com mais meios a Secção de Engenharia de Praia (adstrita a Base de Fuzileiros).
          Trata-se de unidades que são essenciais na preparação de locais para o desembarque de forças, material logístico e viaturas, numa perspectiva de segurança, de defesa imediata e mobilidade, assim como permitem apoiar na progressão no terreno.

02/09/09

DRAGA-MINAS

"Homens de ferro em navios de madeira"

          Com a lição do intensivo uso de minas marítimas na II Guerra Mundial por todas as Marinhas de Guerra dos beligerantes e no seguimento do envolvimento dos EUA e da ONU na Guerra da Coreia (1950-1953), com o recurso a minas marítimas de fabrico russo por parte da Coreia do Norte e China, a par de dispositivos anti-rocega, anti-recuperação, contadores de navios e relógios para períodos de adormecimento, obtendo um custo eficácia compensador, a NATO impulsionou a criação de esquadrilhas de navios dedicados a esta ameaça no seio das Marinhas de Guerra dos países signatários.
          A Portugal, em virtude da sua posição geoestratégica foi atribuído uma Flotilha de 16 Draga-minas [Portaria n.º 16 076 de 13 de Dezembro de 1956] construídos segundo os planos de navios Norte-americanos e ingleses, com casco de madeira, assinatura magnética e sonora reduzidas, equipados com rocegas mecânicas, magnéticas e acústicas:

- 8 Costeiros da classe "Ponta Delgada" ["Bluebird"] 1953 - 1976;

Draga-minas costeiro "Santa Cruz"

- 4 Oceânicos da classe "S. Jorge" ["Agile"] 1955 - 1974;

Draga-minas oceânico "S. Jorge"

- 4 Costeiros da classe "S. Roque" ["Ton"] 1956 - 1976.

Draga-minas costeiro "Lagoa"

          Esta nobre Flotilha tinha por missão principal proteger os canais de acesso dos grandes portos nacionais (Leixões, Lisboa, Setúbal, Ponta Delgada, Funchal e Caniçal), aos quais veio a ser acrescido o porto de águas profundas de Sines.
          Dos navios, 12 ("S. Jorge", "Ponta Delgada") foram construídos em estaleiros dos EUA ao abrigo do MDAP - "Mutual Defence and Assistence Program" e 4 ("S. Roque") nos Estaleiros da Administração Geral do Porto de Lisboa, então explorado pela CUF, dois ao abrigo do MDAP e dois pelo Governo Português.
          Embora seja reconhecida a necessidade de uma capacidade de resposta à guerra de minas, a aquisição de 4 navios para a guerra de minas, esta somente planeada para 2015, de acordo com o Sistema de Forças Naval Aprovado em 2005, por evidentes dificuldades de financiamento, tendo os últimos (classe "S. Roque") sido retirados destas funções em Setembro de 1976 e abatidos ao efectivo em Maio de 1996.
          Tratava-se de navios muito versáteis, activos e com uma relação custo/benefício muito vantajosa, mas nunca foram alvo de qualquer modernização global ou parcial, e até à data do cessar de funções da Flotilha, alcançaram elevados padrões operacionais e participaram em muitos exercícios sectoriais, nacionais e internacionais.
          A título de exemplo, os Draga-minas da classe "S. Roque" ficaram com as suas rocegas de influência desactualizadas nos inícios dos anos 60, especialmente a rocega acústica rebocada à borda, o "Ribeira Grande" e o "Rosário" fizeram as últimas missões de treino de guerra de minas por rocega mecânica e por Mergulhadores em 1985.
          Contudo continuaram a prestar apoio aos exercícios de rocegas, de Mergulhadores Sapadores e aos treinos com material de Demolição, Identificação e Inactivação de Armamento no Campo de Treino de Minas e Demolições na Ilha da Culatra.
          Foram ainda uma excelente escola de marinharia moderna pelo lançamento, reboque e recolha do complexo material de rocega e do lançamento e recolha de bóias "DAN" de sinalização, efectuando também o reboque de alvo de artilharia para exercícios de tiro de superfície.
          De salientar que os Draga-Minas "Ribeira Grande" e "Vila do Porto" foram utilizados para curtas viagens de fim-de-semana de instrução aos cadetes da Reserva Naval, com o desiderato de proporcionando-lhes um primeiro contacto com o mar, durante o período inicial na Escola Naval.
          Em Janeiro de 1976, o Chefe da III Divisão do EMA (Operações), com a devida autorização do CEMA (Chefe do Estado-Maior Armada) para escolha e negociação do material, teve a iniciativa de solicitar a NATO o começo de um programa financiado de reapetrechamento dos meios navais da Marinha de Guerra Portuguesa, sendo criado um grupo de trabalho para actualização dos meios navais, sendo o Chefe da III Divisão do EMA o seu presidente.
          O programa incluía 6 fragatas oceânicas, 4 caça-minas, um simulador de operações, um navio oceanográfico e patrulhas de fiscalização costeiros. Não foram incluídos submarinos por nessa época se considerar que os que a Esquadrilha disponha, satisfaziam as necessidades operacionais e ainda gozarem de vida útil.
          Deste modo, participou em diversas reuniões e visitas a estaleiros navais estrangeiros (Alemanha, França e Reino Unido) para escolha das unidades e respectivo equipamento, tendo obtido aprovação e o compromisso de financiamento da NATO para todo o programa, excepto os patrulhas de fiscalização costeiros que seriam de nossa exclusiva responsabilidade.
          Porém face ao custo, teve-se que estabelecer fases, optando-se por arrancar com 3 fragatas oceânicas, entendidas como prioritárias para a nossa defesa, pretendendo-se plataformas capazes de responderem a multi-ameaças, dotadas de sistemas digitais, helicóptero orgânico e propulsão moderna.
          No que concerne a navios dedicados às contramedidas de minas, optou por caça-minas da classe "Hunt" de fabrico britânico com casco em fibra de vidro, sonar de alta resolução e veículo submarino, com capacidade para localizar e colocar equipamento de demolição junto às minas, inclusivo as de pressão, podendo também ser empregues na oceanografia e localização de naufragados ou aeronaves no mar.
          Conseguiu que todos os países signatários da Aliança Atlântica facultassem uma parte da comparticipação material, praticamente a 100%, ficando os respectivos navios em apreço com plena soberania portuguesa, apenas com o compromisso de quando solicitado ou em caso de hostilidades, serem atribuídos ao esforço conjunto da NATO. No entanto, ao longo dos anos o interesse da NATO pelo financiamento do programa limitou-se às actuais 3 fragatas da classe "Vasco da Gama" e ao simulador de operações, continuando o restante programa pendente.
          Apesar da aquisição de navios dedicados a guerra de minas ser bastante onerosa, tal necessidade deveria ser encarada como um factor preponderante e estratégico, uma vez que o emprego de minas marítimas, de contacto ou de influência (acústicas, magnéticas ou de pressão), passíveis de ser lançáveis por aviões, submarinos ou navios com um mínimo de preparação, configura um sistema de armas relativamente barato, acessível e por inerência susceptível de ser empregue em grande número, até em acção subversiva.
          Os interesses políticos, económicos e militares do Mundo Ocidente possuem como base de sustentação vital a utilização dos oceanos e respectivas linhas de comunicação marítima, as minas continuam a ser um dos meios mais eficazes de negar o uso de portos ou zonas de navegação de elevado interesse a um opositor e como medida dissuasiva, defensiva ou ofensiva, nomeadamente no tocante a águas territoriais, continua a desempenhar um papel de relevo num potencial conflito entre nações ribeirinhas.
          As consequências militares e económicas decorrentes da subestimação da sua importância podem ser desastrosas, tendo em conta a nossa posição geoestratégica na Europa, a importância dos nossos portos e o facto que vivemos em grande parte da importação de combustíveis, matérias-primas e produtos alimentares.
          Consultando a história militar é possível verificar que desde início do emprego de minas marítimas em conflitos bélicos, mais que o receio do seu poder destrutivo, foi sempre mais eficaz o seu valor psicológico dissuasivo como factor de influência na decisão de um Comandante dum navio em relação ao risco calculado.
          Uma mina não necessita de ser muito sofisticada para funcionar, na verdade até pode ser ultrapassada perante os padrões standard e funcionar efectivamente, tal sucedeu a título de exemplo em Abril de 1998 com a fragata Norte-americana "USS Samuel B. Roberts" (FFG-58), cuja reparação custou 96 milhões de Dólares.
          Presentemente, mais de 50 países com costa possuem minas marítimas e capacidade de as lançar, desses pelo menos 30 têm capacidade de as fabricar, sendo que 20 deles exportam mais de metade da sua produção!
          Actualmente as operações de limpeza de minas, face a demora e sensibilidade das acções, realizam-se num quadro de operações conjuntas e combinadas, assim a par das necessidades nacionais, tais navios também contribuiriam para a afirmação da nossa política externa mediante o seu emprego em missões bilaterais ou multinacionais.
          A Marinha Portuguesa pretende ser apetrechada com um navio de assalto anfíbio, mas para poder empregar de modo seguro tal plataforma na aproximação à costa, necessita de providenciar meios especializados no reconhecimento e limpeza de minas no suporte a Forças Expedicionárias Anfíbias (Fuzileiros), tendo em linha de conta que um campo de minas pode facilmente impedir a concretização de um desembarque anfíbio e saldar a operação numa tragédia.
          As minas marítimas assentes no fundo do mar são de influência (acústicas, magnéticas ou de pressão), apropriadas para águas costeiras pouco profundas "Shallow Waters", com um limitado raio de acção por necessitarem de profundidades adequadas, mas são dotadas de uma grande carga explosiva por não necessitarem de ter flutuabilidade positiva, sendo as mais difíceis de neutralizar.
          As minas marítimas fundeadas são mais apropriadas para águas mais profundas "Deep Waters", podendo ser de contacto ou de influência (excepto pressão), podem ser muito afectadas por factores de natureza do fundo do mar, agitação marítima e por alteração da sua posição, causando surpresas com efeitos indesejáveis.
          Portugal, face a sua localização geográfica e águas geralmente mais profundas do que as dos países do Mar Báltico ou do Mar Mediterrâneo, não tem tanta acuidade para a guerra de minas. Não obstante, é preciso não esquecer que a Base Naval do Alfeite, situada na margem Sul do Rio Tejo, reunindo todos os meios da esquadra, instalações de apoio e manutenção, acresce a decisiva capacidade de saída do Estuário do Tejo para o mar através de uma barra segura, caso contrário os navios ficaram confinando ao Mar da Palha.

• Em 2003, os Mergulhadores Sapadores realizaram uma operação de "Exploitation" (desmontando os mecanismos de armar e de fogo) de uma mina marítima de fundear Mk56 de exercício, para posterior estudo na EMERG, que deu à costa junto da praia de Valmitão em Peniche.



Mina marítima de fundear Mk56 de exercício

• Em Maio de 2006, uma equipa de 7 Mergulhadores Sapadores participou numa operação de afundamento de uma mina marítima de fundear Mk56 de exercício, que deverá ter perdido a poita que a segurava ao fundo do oceano e surgiu a flutuar a duas milhas a sul da baía de Porto Santo, na operação também participou o Navio-Patrulha "Zaire" e uma lancha semi-rígida da Polícia Marítima de Porto Santo.


Mina a flutuar


Colocação de explosivos pela equipa de Mergulhadores Sapadores


Detonação dos explosivos e subsequente afundamento da mina

          Deste modo, com objectivo de atenuar as limitações existentes da perda total (navios, guarnições e escola) de todo o "know-how" desta específica componente operacional da Armada, e atendendo à recente reformulação do "Conceito de Emprego das Unidades de Mergulhadores" (IOA 109) por forma a conferir a capacidade adequada aos novos "Requisitos Operacionais das Unidades de Mergulhadores" (POA 2 [A]), decorreu em alternativa um programa de reforço das capacidades dos Mergulhadores Sapadores.
          De frisar que os Mergulhadores Sapadores são de momento a única unidade que a Marinha de Guerra Portuguesa dispõe com capacidade de contramedidas de minas (MCM) em "Very Shallow Waters" (águas fluviais), "Shallow Waters" (águas costeiras) e em "Deep Waters" (águas profundas), sendo uma unidade de referência na NATO!
          De acordo com as indicações do GCRM - Grupo de Coordenação do Programa de Reequipamento das Unidades de Mergulhadores [Despacho CEMA n.º 28/96 de 11 de Abril], no sentido de poderem operar até 91 metros de profundidade, está previsto realizarem o Curso de Pára-quedismo Militar, como o escopo de poderem ser inseridos de forma mais rápida na zona de operações, melhorando substancialmente o seu potencial operativo.
          O GCRM, no prosseguimento da edificação da capacidade de Guerra de Minas, prevista no Sistema de Forças Nacional e observando os "Requisitos Operacionais do Destacamento de Guerra de Minas com Emprego de AUV's" (POA 15), no dia 12 de Junho de 2008 foi constituído um 3.º DMS [Despacho CEMA n.º 21/08 de 18 de Junho], especialmente vocacionado para a incorporação operacional de novos conceitos e técnicas, nomeadamente sistemas AUV's ("Autonomous Underwater Vehicles") GAVIA e respectivo equipamento de apoio (cujo processo de aquisição ocorreu recentemente).
          Ainda segundo GCRM, aumentar-se-á o investimento na formação nas Escolas da Armada e em centros de formação aliados, de forma a adquirir o saber operacional que permitirá, a médio prazo, a incorporação de módulos portáteis de guerra de minas mais pesados, com capacidade de detecção e inactivação de minas e de outros engenhos explosivos, passíveis de serem utilizados de modo contentorizados a bordo dos futuros NPO ou LFC.
          No entanto é importante ter em linha de conta que os Mergulhadores Sapadores e AUV's têm um limitado raio de acção no tocante a localização de minas, tarefa desempenhada por navios dedicados à guerra de minas, posteriormente, a inactivação ou destruição das mesmas é que são fases que podem ser executadas por Mergulhadores Sapadores ou AUV's.
          Os navios de guerra de minas têm também o benefício de não padecer de certas dificuldades que condicionam caracteristicamente a actividade dos Mergulhadores Sapadores, como as condições meteorológicas, visibilidade, posição adoptada durante a execução do trabalho, corrente contrária, temperatura da água e presença de espécies predadoras (condicionante psicológica).

NOTA: Desenhos manuscritos da autoria de Luís Filipe Silva

19/08/09

LANCHAS DE FISCALIZAÇÃO RÁPIDA CLASSE "CENTAURO"


Lancha de Fiscalização Rápida "CASSIOPEIA"

TIPO DE NAVIO:
Lancha de fiscalização rápida

PERFIL:


DESLOCAMENTO:
94 toneladas

DIMENSÕES:
28 x 5,9 x 2,8 metros

PROPULSÃO:
2 motores a diesel CUMMINS KTA 50 M2 - 3.600cv
2 hélices

ENERGIA:
2 geradores diesel-eléctricos CUMMINS de 380kVA
1 alternador Leroy Sommer LSAM de 75kVA

COMBUSTÍVEL:
15 m³

VELOCIDADE MÁXIMA:
26 nós (48 km)

AUTONOMIA:
1.350 milhas a 15 nós
640 milhas a 20 nós

GUARNIÇÃO:
Oficiais: 1 (Sob o comando de um oficial subalterno)
Sargentos: 1
Praças: 6
Total: 8

RADAR:
Navegação - FURUNO FR-1411 Mk3

COMUNICAÇÕES:
- Transreceptor VHF SAILOR RT-2048;
- Transreceptores HF Skanti TRP-7207;
- Transreceptor UHF XD-412;
- Radiogoniómetro VHF TAIYO TD-L5000;
- Radiogoniómetro MF/HF TAIYO TD-C338 MKII;
- VHF Portátil Navico Axis 150;
- VHF DSC SAILOR RM2042;
- 1 ETO (Emissor Transmissor de Ordens) VENGTOR SP2/4;
- 1 Projector de Sinais Pesch-Seematz HGS

EQUIPAMENTO:
- Sistema de Carta Electrónica ECDIS;
- Terminal SIFICAP;
- Anemómetro;
- Agulha magnética;
- Odómetro electromagnético;
- Sonda ultrasónica Elac LAZ 5000;
- 2 Balsas salva-vidas;
- 1 Lancha semi-rígida AVON SR;
- Sistema GPS;
- Agulha giroscópica;
- Ómega diferencial;
- Barógrafo;
- Barómetro;
- Motobomba Godiva GD200;
- Tanque de 5m³ para águas residuais;
- Girobússola LITTON-SPERRY Mk37 VT;
- Receptor meteorológico FAC-SIMILE - NAGRAFAX;
- Sistema de recepção de Avisos à Navegação NAVTEX;
- Receptor DGPS LEICA MX412 B

SISTEMAS DE ARMAS:
1 Peça OERLIKON de 20mm/65 (2 Km de alcance)
2 Metralhadoras-ligeiras HK-21 de 7,62mm

DESIGNAÇÃO NATO:
PB

INDICATIVO DE CHAMADA INTERNACIONAL:
LENTAURO
LORION
LEGASO
LAGITARIO

ENDEREÇO RADIOTELEGRÁFICO:
CTIQ
CTIS
CTIT
CTIU

NÚMERO DE AMURA:
P1155
P1156
P1157
P1158

BASE DE APOIO:
Base Naval de Lisboa

NOME:
N.R.P. Centauro
N.R.P. Orion
N.R.P. Pégaso
N.R.P. Sagitário

ANO DE CONSTRUÇÃO:
2000
2001
2000
2001

EMPREGO OPERACIONAL:
- SAR;
- Presença Naval;
- Serviço público;
- Patrulha costeira;
- Controlo da poluição na costa;
- Combate ao narcotráfico;
- Fiscalização da Pesca até cerca de 50 milhas da costa;
- Fiscalização dos esquemas de separação de tráfego marítimo;
- Participação em exercícios simulando unidades tipo FPB;
- Escolta a navios combatentes em àguas restritas;
- Segurança de navios estrangeiros de visita a portos nacionais.

NOTAS:
• A aquisição pelo Estado Português destas lanchas inseriu-se no âmbito mais alargado do Programa de Expansão, Integração e Consolidação dos Sistemas de Fiscalização e Controlo da Actividade da Pesca, cujo financiamento foi em 50% pela União Europeia.
• Foram projectadas para ter uma vida útil de 20 anos pelos Estaleiros do Arsenal do Alfeite e construídas em conjunto com os os Estaleiros Navais de Mondego, que receberam a subcontratação dos cascos.
• A estrutura é baseada na classe "Argos", sendo uma evolução tecnológica, nomeadamente com uma motorização diferente com comando mecânico, mais fiável que o electrónico utilizado pelos motores MTU, a vante da ponte têm um varandim (inexistente na classe "Argos"), e tem um tanque de 5 m³ para águas residuais.
• O casco é totalmente construído em alumínio naval, tem cerca de mais 1 metro de comprimento, o suficiente para o interior ser mais funcional e ter um comportamento hidrodinâmico melhorado, além de ser mais leve e resistente à corrosão e a vantagem de redução de custos de manutenção ao longo do ciclo de vida do navio.
• A operação de largar e recolher a embarcação semi-rígida é feita por alagamento de um pequeno poço a popa, em que um mecanismo hidráulico comanda a porta do poço e o berço da embarcação.
• Têm capacidade de navegar a toda a velocidade com condições de mau estado de mar "Força 3" e de realizar a operação de recolha da lancha semi-rígida a 10 nós.
• Estão providas com um sistema automático de detecção de incêndios e alagamentos localizado numa central Algorex na Ponte de Comando e com sensores montados em diversos compartimentos e porões, enquanto na classe "Argos" está confinado à Casa das Máquinas.
• Têm capacidade de alojamento adicional para mais 1 oficial, 1 sargento e 2 praças.
• Em Julho de 2001, a "Orion" participou na «Operação Sunrise» incluída na série de exercícios de intercâmbio militar "JCET" entre Portugal (DAE / DMS nº2) e EUA (Det1/2ndBtl/19th SOF), a nível de Operações de Forças Especiais Navais que decorreram na Península de Tróia.
• Em 2002, a "Centauro" participou no exercício "INSTREX", integrada na força opositora.
• Em 2003, a "Sagitário" e respectiva semi-rígida participaram no exercício "INSTREX" na qual simularam ataques terroristas levados a cabo por embarcações.
• Em 2004, a "Orion" participou no exercício "INSTREX", simulando uma embarcação suspeita na posse de forças terroristas.
• Em Março de 2006, a "Centauro" foi palco dos primeiro testes do sistema de aterragem no mar, do projecto "UAV Ligeiro de Aplicação Naval".
• Em Março de 2006, a "Sagitário" passou a ser a primeira unidade naval da Marinha de Guerra Portuguesa a ser comandado por um oficial mulher.
• Em Maio de 2006, a "Centauro" participou no exercício "SWORDFISH", como força opositora.
• Em Maio de 2006, a "Pégaso" serviu de plataforma de abordagem para uma simulação do DAE, no Dia da Marinha.
• Em Junho de 2007, a "Centauro" ao efectuar fiscalização da actividade de Pesca no Arquipélago das Berlengas, sofreu três pequenos rombos no casco circunscritos a uma área máxima de 13 x 5 cm, quando perseguia uma embarcação em presumível infracção.
• Em Novembro de 2008, a "Sagitário" participou no exercício de combate à poluição do mar "AUSTRAL", lançando cerca de 400 kg de pipocas, simulando o poluente, ao largo do Algarve.
• Em Maio de 2009, a "Centauro" serviu de plataforma de abordagem para uma simulação do DAE, no Dia da Marinha.


Abordagem do DAE

• Em Julho de 2009, a "Centauro" transportou o Presidente da República do cais de Setúbal até ao Ponto de Apoio Naval de Tróia, para assistir à demonstração relativa ao exercício de Segurança Energética.

PARTICIPAÇÃO EM MISSÕES IMPORTANTES:
• Em Junho de 2003, a "Orion" esteve envolvida nas operações de combate à poluição no mar, resultantes do afundamento do navio porta-contentores "Nautila", transportando para o local os Mergulhadores Sapadores e respectivo material.
• Em Setembro de 2003, a "Sagitário" participou na localização de um avião (Beechcraft 200) que se despenhou ao largo do Caniçal, na Madeira.
• Em Junho de 2009, a "Sagitário" numa acção de fiscalização no âmbito da Operação "FRONTEX", interceptou um veleiro com 5 toneladas de haxixe, a 10 milhas a Sul de Armação de Pêra.

07/08/09

LANCHAS DE FISCALIZAÇÃO RÁPIDA CLASSE "ARGOS"


Lancha de Fiscalização Rápida "CASSIOPEIA"

TIPO DE NAVIO:
Lancha de fiscalização rápida

PERFIL:


DESLOCAMENTO:
85 toneladas

DIMENSÕES:
27 x 5,9 x 2,8 metros

PROPULSÃO:
2 motores a diesel MTU 12V 396 TE84 - 3.486cv
2 hélices

ENERGIA:
2 geradores diesel-eléctricos CUMMINS de 380kVA
1 alternador Stamfor UCM de 60kVA

COMBUSTÍVEL:
26 m³

VELOCIDADE MÁXIMA:
28 nós (52 km)

AUTONOMIA:
1.350 milhas a 15 nós
200 milhas a 28 nós

GUARNIÇÃO:
Oficiais: 1 (Sob o comando de um oficial subalterno)
Sargentos: 1
Praças: 6
Total: 8

RADAR:
Navegação - FURUNO FR-1503 DA, banda I (24 Km de alcance)

COMUNICAÇÕES:
- Transreceptor VHF SAILOR RT-2048;
- Transreceptores HF RF-2301;
- Radiogoniómetro VHF TAIYO TD-L1626;
- Radiogoniómetro MF/HF TAIYO TD-C338 MKII;
- VHF Portátil Repco 10-80;
- VHF DSC ITT Marine STR-12;
- 1 ETO (Emissor Transmissor de Ordens);
- 1 Projector de sinais Pesch-Seematz XBO

EQUIPAMENTO:
- Sistema de Carta Electrónica ECDIS;
- Terminal SIFICAP;
- Anemómetro;
- Girobússola;
- Agulha magnética;
- Odómetro electromagnético;
- Sonda ultrasónica Elac LAZ 50 AT;
- 1 Balsa salva-vidas;
- 1 Lancha semi-rígida AVON SR;
- Sistema GPS Magnavox MX4400;
- Receptor DGPS;
- Agulha giroscópica;
- Ómega diferencial;
- Barógrafo;
- Barómetro;
- Sistema de recepção de Avisos à Navegação NAVTEX;
- Receptor meteorológico FAC-SIMILE - NAGRAFAX

SISTEMAS DE ARMAS:
2 Metralhadoras-pesadas BROWNING M2HB de 12,7mm (2,4 Km de alcance)

DESIGNAÇÃO NATO:
PB

INDICATIVO DE CHAMADA INTERNACIONAL:
LARGOS
LAGÃO
LORPIÃO
LIOPEIA
LIDRA

ENDEREÇO RADIOTELEGRÁFICO:
CTIH
CTII

CTIJ

CTIK

CTIL


NÚMERO DE AMURA:
P1150
P1151
P1152
P1153
P1154

BASE DE APOIO:
Base Naval de Lisboa

NOME:
N.R.P. Argos
N.R.P. Dragão
N.R.P. Escorpião
N.R.P. Cassiopeia
N.R.P. Hidra

ANO DE CONSTRUÇÃO:
1991

EMPREGO OPERACIONAL:
- SAR;
- Presença Naval;
- Serviço público;
- Patrulha costeira;
- Controlo da poluição na costa;
- Combate ao narcotráfico;
- Fiscalização da Pesca até cerca de 50 milhas da costa;
- Fiscalização dos esquemas de separação de tráfego marítimo;
- Participação em exercícios simulando unidades tipo FPB;
- Escolta a navios combatentes em águas restritas;
- Segurança de navios estrangeiros de visita a portos nacionais;
- Formação e estágios de embarque de militares da GNR-BF.

NOTA:
• Foram projectadas para ter uma vida útil de 20 anos pelos Estaleiros do Arsenal do Alfeite e construídas em conjunto com os Estaleiros da CONAFI - Construção Naval de Fibras, Ldª, em Vila Real de Santo António, substituíram os patrulhas das classes "D. Aleixo" e "Albatroz".


Patrulha D. Jeremias da classe D. Aleixo

• O casco e a superestrutura é totalmente construído em PRFV (Plástico Reforçado a Fibra de Vidro), a operação de largar e recolher a embarcação semi-rígida é feita por alagamento de um pequeno poço a popa, em que um mecanismo hidráulico, comanda a porta do poço e o berço da embarcação.


Semi-rígida no poço de popa



Poço de popa


Porta do poço de popa

• Têm capacidade de navegar a toda a velocidade com condições de mau estado de mar "Força 5" e de realizar a operação de recolha da lancha semi-rígida a 10 nós.
• Têm capacidade de alojamento adicional para mais 1 oficial, 1 sargento e 2 praças.
• Juntamente com as lanchas da classe "Centauro", os nomes dos navios são de constelações astrais.
• Em 1999, durante o exercício "CONTEX", a "Hidra", "Dragão" e a "Cassiopeia" participaram simulando "Fast Patrol Boats".
• Em 2001, a "Dragão" participou na «Operação Sunrise» incluída na série de exercícios de intercâmbio militar "JCET" entre Portugal (DAE / DMS nº2) e EUA (Det1/2ndBtl/19th SOF), a nível de Operações de Forças Especiais Navais que decorreram na Península de Tróia.
• Em Setembro de 2002, a "Dragão" prestou apoio aos testes à capacidade anfíbia durante o concurso para renovação da frota de blindados de rodas (APC/IFV).
• Em 2003, a "Hidra" e respectiva semi-rígida participaram no exercício "INSTREX", na qual simularam ataques terroristas levados a cabo por embarcações.
• Em 2004, a "Cassiopeia" participou no exercício "INSTREX", simulando uma embarcação suspeita na posse de forças terroristas.
• Em Maio de 2005, a "Cassiopeia" participou no exercício "SAMARCAN INTERREG", promovido em conjunto pelo SANAS Madeira e elementos da MRI - Maritime Rescue Institut.
• Em Setembro de 2006, a "Argos" e a "Escorpião" participaram no exercício "INSTREX", simulando ameaças assimétricas.
• Em Janeiro de 2007, a "Dragão" e a "Escorpião" participaram no exercício "INSTREX", simulando ameaças assimétricas.
• Em Janeiro de 2007, a "Escorpião" participou no exercício "CLEAN SEA" de combate à poluição no mar, simulando o derrame com o espalhamento de espumífero de alta densidade.

PARTICIPAÇÃO EM MISSÕES IMPORTANTES:
• Em Junho de 2003, a "Dragão" esteve envolvida nas operações de combate à poluição no mar, resultantes do afundamento do navio porta-contentores "Nautila", prestando apoio próximo às corvetas "João Coutinho" e "João Roby".
• Em Agosto de 2004, a "Dragão" participou na operação de negação às águas territoriais portuguesas, ao navio "Borndiep" (Barco do Aborto) da organização "Women on Waves".
• Em Maio de 2005, a "Cassiopeia" desempenhou medidas de vigilância e protecção junto do Hotel Albatroz em Cascais, aquando da visita do Rei de Espanha.
• Em Abril de 2007, a "Dragão" e a "Cassiopeia" capturaram a 30 milhas do Algarve uma lancha-rápida suspeita de tráfico de droga com linhas stealh, sem qualquer identificação ou luzes de navegação, na operação também participaram a Fragata "Vasco da Gama" e uma lancha da Polícia Marítima de Portimão.




Lancha-rápida suspeita com linhas stealh

• Em Maio de 2009, a "Dragão" a par do "Blaus VII", da "Sagres" e da "Cassiopeia" participou na Cerimónia do Cinquentenário do Cristo Rei.

30/07/09

NAVIOS DE COMBATE À POLUIÇÃO SUBCLASSE "SINES"


Projecto do Navio de Combate à Poluição

          A inexistência e indisponibilidade em permanência de navios dedicados para o combate à poluição marítima, é cada vez mais um imperativo de segurança nacional que urge ultrapassar, reflectindo-se na sua capacidade de realizar operações fundamentais nas primeiras horas após um derrame, impedindo a progressão dos produtos poluentes em direcção a áreas sensíveis como praias, zonas de pesca, habitats, turismo ou lazer.
          A costa de Portugal regista uma média de 56 incidentes de poluição marítima por ano, embora a maioria dos casos, não apresente uma dimensão significativa.
          Deste modo, serão construídos dois navios nos ENVC, baseados no projecto NPO (3º e 4º navio em 2012), com as mesmas características principais e equipamentos mencionados, mas ao invés dum convés de voo na popa, serão dotados de uma grua de grande capacidade e equipamentos específicos para o combate à poluição no mar, portos e estuários, conciliando com a capacidade de fazer balizagem em zonas de responsabilidade ou interesse nacional.
          Esta diferença a nível da meia-nau para a popa, demonstra a versatilidade do projecto, apresentando neste caso inovação do ponto de vista da arquitectura e engenharia naval, tratando-se de unidades originais e sem antecessores na Marinha de Guerra Portuguesa.
          Substituirão o Navio-balizador "Schultz Xavier", nas funções de balizagem e assinalamento marítimo, dado que este navio está prestes a alcançar o seu limite de vida útil operacional.
          Estarão habilitados a desenvolver operações de fiscalização da pesca, combate a actos ilícitos, apoio a Mergulhadores (mediante a instalação de uma câmara hiperbárica contentorizada de 20 pés), patrulhas e SAR.
          Em 2006, o 3.º navio da classe, o P362 foi baptizado "Sines" e em 2007 foi baptizado o 4.º, o P363 de "Ponta Delgada", em homenagem às cidades onde se realizaram as comemorações do Dia da Marinha.

PRINCIPAIS CAPACIDADES NO COMBATE À POLUIÇÃO MARÍTIMA:
• Capacidade para remover grandes quantidades de poluentes em suspensão;
• Contenção e recolha dinâmica de hidrocarbonetos derramados no mar;
• Aplicação de dispersantes sobre manchas poluentes;
• Trasfega de hidrocarbonetos para tanques próprios ou flutuantes.

EQUIPAMENTO DE COMBATE À POLUIÇÃO:
- Sistema para recolha e trasfega dos poluentes de média e alta viscosidade;
- Sistema de lançamento de dispersante por ambos os bordos;
- Dois tanques flutuantes portáteis do tipo "Unibag", cada um de 50 m³;
- Uma serpentina interna de circulação de vapor;
- Uma embarcação de combate à poluição;
- Três canhões de água, dois à vante da ponte e outro à ré da chaminé;
- Um braço móvel com guincho principal com capacidade para retirar contentores a flutuar;
- Uma estação de descontaminação e outra de tratamento;
- Recuperadores de vácuo;
- Enrolador de Barreira

26/07/09

NAVIOS DE PATRULHA OCEÂNICO CLASSE "VIANA DO CASTELO"


Navio Patrulha Oceânico "VIANA DO CASTELO"

          Historicamente a interdependência da Marinha Mercante / Pesca / Recreio / Investigação Científica da Marinha de Guerra, demonstra que o potencial de uma estimula e justifica a outra e vice-versa, quer no apoio directo, quer na defesa das nossas riquezas (ZEE) que por vezes se vê privada pela concorrência ilegal estrangeira.
          O paradigma da necessidade de NPO - Navios Patrulhas Oceânicos já remonta na Armada desde a Proposta de Programa Naval de 1976, com a elaboração do anteprojecto levado a cabo no âmbito do denominado GAPO - Grupo de Anteprojecto dos Patrulhas Oceânicos, com o objectivo de desenvolver um navio de fiscalização adequado para a ZEE e configuração semelhante à das corvetas da classe "João Coutinho", libertando as corvetas das missões de serviço público e assim poderem dedicar-se às de natureza militar.



Projecto do Navio Patrulha Oceânico

          O conceito tecnológico dos "Requisitos Operacionais do NPO" (POA 5 [A]) assenta num navio económico de projecto e concepção nacional, não apresentando especial inovação do ponto de vista da arquitectura e engenharia naval, apostando-se em contrapartida numa plataforma robusta e de boas qualidades náuticas, com muita automação, boa habitabilidade e capacidade para se manter eficazmente no mar em regime de permanência prolongada mesmo em condições adversas, dado que vão operar no Oceano Atlântico.


Ponte do navio com elevado nível de automação


Imagem dum monitor

          Trata-se de navios pouco exigentes a nível de guarnição e incorporação de armamento e sensores, recorrendo em grande medida a padrões de construção naval comercial, tendo em consideração o tipo de missões para as quais está concebido (patrulha da costa e ZEE / presença naval / operações de baixa intensidade).
          Deste modo, irão substituir gradualmente as corvetas restantes das classes "João Coutinho" e "Baptista de Andrade", dado que estes navios para além de estarem a alcançar o seu limite de vida útil operacional, não têm praticamente valor militar e são inadequados às suas funções actuais.
          Em Março de 2001, a Direcção de Navios conclui a especificação técnica, executando no Arsenal do Alfeite, ensaios em tanques de experiências hidrodinâmicas, de resistência, propulsão e de comportamento no mar, reformulando a posterior o Arranjo Geral dos navios, dotando-os de casco com o pontal elevado, borda falsa no castelo, estabilizadores activos não retrácteis, robaletes e de um patilhão generoso, no sentido de conferir bom comportamento no mar.
          Os requisitos operacionais solicitado pelo grupo de trabalho da Esquadrilha de Helicópteros da Marinha à Direcção de Navios, incluía a certificação do convés de voo para operar com helicópteros até 5.400kg, a aplicação de meios de reabastecimento de combustível e um hangar telescópico, com a finalidade de proteger os helicópteros da corrosão do meio marinho durante operações conjuntas mais prolongadas, não obstante o último requisito não foi atendido em virtude de os navios não serem dotados de helicópteros orgânicos.


Imagem dum possível NPO com hangar telescópio


convés de voo

          A capacidade de sobrevivência e de confinar as avarias do navio também foi levada em linha de conta: o casco e as superestruturas foram construídos em aço de grau A, subdivididos por cinco pavimentos e dez anteparas estanques, a própria construção foi certificada pela ISO 9001.


Planta do Navio Patrulha Oceânico

          De realçar a introdução de novos padrões de habitabilidade, com áreas de reduzidos níveis de ruído, grande flexibilidade para alojar elementos da guarnição de ambos os sexos e maior privacidade nos alojamentos e casas de banho.



Acomodações da guarnição

          Os militares seleccionados para formar as guarnições frequentaram um curso de especialização e qualificação, ministrado pela Direcção do Serviço de Formação, de modo a ficarem habilitados a desempenhar funções a bordo.
          O potencial bélico foi circunscrito ao necessário para desempenhar as missões que lhe serão confiadas como OPV (Offshore Patrol Vessel), a sua concepção não teve por escopo a participação em operações militares navais, assim a capacidade bélica está limitada a uma peça de artilharia na proa de 40mm (a ser substituída pelo sistema OTO MELARA MARLIN WS com canhão MK-44 de 30mm, dotado do sistema de imagem térmica ALBATROS), duas metralhadoras-ligeiras nas asas da ponte e duas calhas lança-minas na popa.


Peça de artilharia de 40mm/L60


Pavimento da popa preparada para calhas lança-minas

          Têm capacidade para efectuar minagem defensiva, mediante o lançamento de 30 minas marítimas Mk55, por via duas calhas lança-minas na popa, com o desiderato de proteger os canais de acesso aos portos nacionais e apoio a forças navais em situações de Crise ou caso de Conflito no Espaço Estratégico de Interesse Nacional.
          Futuramente, no apoio prestado aos Mergulhadores Sapadores podem incorporar módulos contentorizados de guerra de minas portáteis, com capacidade de detecção e inactivação de minas e de outros engenhos explosivos.
          Como parte do equipamento, o navio está apetrechado com duas lanchas semi-rígidas com motor diesel inbord a hidrojacto omni-direcional, uma de 8,5 metros com capacidade para transportar 15 passageiros ou 3 toneladas de carga, passível de ser utilizada em missões SAR e operações anfíbia, outra de 6,8 metros com capacidade para transportar 9 passageiros, vocacionada para faina regular.


Lancha semi-rígida de 6,8 metros


Lancha semi-rígida de 8,5 metros

          O navio dispõe de um compartimento multiuso que pode ser configurado para embarcar carga ou servir de acomodações adicionais, habilitado para albergar 32 pessoas ou uma Força de Fuzileiros (4 Oficiais, 3 Sargentos e 25 Praças), requisito operacional indicado pelo grupo de trabalho do Corpo de Fuzileiros à Direcção de Navios.


Compartimento multiuso

          Tal requisito permite servir como navio de apoio a operações anfíbias, valência operacional que a par do seu reduzido calado, permite-lhe penetrar em rios e braços de mar, substituindo as corvetas das classes "João Coutinho" e "Baptista de Andrade" nestas funções.
          Parte ainda do requisito operacional do Corpo de Fuzileiros atendida, é a capacidade de embarque / desembarque da Força em locais sem cais de atracação, de transportar pelo menos uma secção de botes de assalto (12 botes, 12 motores e 02 botes reserva) e uma Lancha de Assalto Rápida (LAR), de armazenagem (víveres, armamento, equipamento, munições, gasolina, material diverso), manobra e estiva.
          Destaque para a disposição de três canhões de água, dois à vante da ponte no castelo da proa e outro à ré da chaminé, conferindo aos navios a aptidão para combater incêndios deflagrados noutros navios.
          O contrato de construção foi celebrado a 15 de Outubro de 2002, por ajuste directo atendendo ao Despacho Conjunto n.º 15/2001 de 11 de Janeiro, pelo Primeiro-Ministro acompanhado pelo Ministro da Defesa Nacional com os ENVC, prevendo um custo global de cerca de 120 milhões de Euros, financiado maioritariamente pelo PIDDAC, pela Lei de Programação Militar e comparticipado pela União Europeia (programa SIFICAP).
          A construção dos navios pelos ENVC foi decidido e aprovado pelo Governo [Resolução do Conselho de Ministros n.º 138/2002 de 5 de Dezembro], advogando no preâmbulo do Despacho Conjunto n.º 15/2001 de 11 de Janeiro: "...se os navios forem construídos em estaleiro nacional ficará assegurado, logo à partida, que haverá nesse estaleiro e em diversas empresas nacionais contratadas um forte conhecimento destas novas unidades".
          De facto, verifica-se a participação de diversas empresas portuguesas no apetrechamento dos mesmos, como por ex: a EID, a EDISOFT, apresentando claras vantagens, nomeadamente no fortalecimento da Independência Nacional da assistência técnica, manutenção, tecnologia e apoio logístico do exterior e respectivos custos inerentes, factores vitais em tempo de crise ou guerra, por constituir um potencial meio de pressão sobre o Estado.
          Não obstante, a vantagem citada do conhecimento dos navios por parte destas empresas, não se perspectiva com exactidão, a título de exemplo, futuras manutenções dos navios pelos ENVC, sem colocar sequer em dúvida a sua capacidade, tal não é susceptível de se materializar, em virtude de a Marinha tradicionalmente efectuar as manutenções no Arsenal do Alfeite, a própria tecnologia electrónica instalada a bordo não justifica manter uma ligação estreita aos fornecedores.

          O contrato deverá ser cumprido até 2014, a sua execução e fiscalização da construção é tutelada pela MAF - Missão de Acompanhamento e Fiscalização (entidade da Marinha), terá a seguinte sequência de entrega:
- 1º e 2º navio em 2010;
- 3º e 4º navio (NCP) em 2012;
- 5º e 6º navio em 2013;
- 7º e 8º navio em 2014

          Em 2004, o 1.º navio da classe, o P360 foi baptizado "Viana do Castelo", em homenagem à cidade e aos ENVC onde se efectua a construção destes navios, em 2005 foi baptizado o 2.º, o P361 de "Figueira da Foz", em 2008 o 5.º de "Funchal", em 2009 o 6.º de Aveiro", sempre durante as comemorações do Dia da Marinha decorrido nessas cidades.
          No dia 1 de Outubro de 2005, decorreu nas instalações dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo a cerimónia de flutuação dos dois primeiros Navios de Patrulha Oceânicos.
          É de conhecimento público que algumas Marinhas de Guerra estrangeiras já mostraram interesse em adquirir algumas unidades desta classe, desconhecendo-se no entanto se ainda se mantém: Argélia, Marrocos e Tunísia.

PRINCIPAIS TAREFAS A DESEMPENHAR:
• Patrulha, vigilância e fiscalização de longa duração das águas costeiras e oceânicas de jurisdição nacional;
• Apoiar, proteger e controlar actividades económicas, científicas e culturais ligadas ao mar, ao leito do mar e ao subsolo marinho;
• Executar, isoladamente ou integrado em acções coordenadas, operações de assistência a pessoas e embarcações em perigo, no âmbito da SAR no mar;
• Executar operações de socorro e assistência, designadamente em colaboração com o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, em situações de catástrofe, calamidade ou acidente;
• Colaborar com as autoridades civis na satisfação das necessidades básicas e melhoria da qualidade de vida das populações;
• Colaborar na defesa do ambiente, nomeadamente na prevenção e combate à poluição marítima.

CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS:
- Deslocamento: 1.750 toneladas
- Dimensões: 83,1 x 12,9 x 3,6 metros
- Velocidade máxima:
Motores a diesel 22 nós (41 km);
Motores eléctricos 5 nós (8 km)
- Propulsão:
2 motores diesel WÄRTSILÄ W26 de 7.800 kW;
2 motores eléctricos MAGNETTI MARELLI de 600 kW;
2 hélices de passo variável LIPS;
- Energia: 4 motores electrogéneos VOLVO PENTA TAMD165A de 362 kW
- Combustível: 250 toneladas
- Autonomia: 5.000 milhas em 14 dias a 15 nós
- Guarnição:
Oficiais: 5 (Sob o comando de um oficial superior)
Sargentos: 8
Praças: 25
Total: 38
- Alojamento adicional:
Oficiais: 4
Sargentos: 3
Praças: 25
Total: 32
- Água doce: 55 toneladas, capacidade de produção de 8m³/dia
- Convés na popa para 1 helicóptero

EQUIPAMENTO:
- Sistemas de comando e controlo;
- Sistema de carta electrónica ECDIS;
- Sistema integrador de informação (EDISOFT);
- Sistema integrado de gestão de plataforma (EDISOFT);
- Sistema integrado de navegação (KELVIN HUGHES);
- Sistema integrado administrativo-logístico;
- Serviços de rede diversos (Telemedicina);
- Sistema integrado de comunicações (EID): MF/HF/VHF/UHF, ETO, INMARSAT B;
- 2 Radares de navegação KELVIN HUGHES 1007, banda I / F (37 Km de alcance);
- Multisensor electro-óptico SAGEM VIGY 10 Mk3, para detecção, gravação e registo de imagens;
- Serviços básicos de rede (correio electrónico, Web, directoria e escritório electrónico);
- Serviços de segurança da informação;
- Sistema de Informação da Configuração e Apoio Logístico aos Navios (SICALN);
- Web Information Services Environment (WISE);
- Radiodifusão da RMP (Recognized Maritime Picture Broadcast);
- Acesso à Intranet da Marinha (WAN_Marinha);
- Equipamentos GMDSS;
- Terminal SIFICAP;
- Sistema de tratamento de resíduos;
- Sistema de separação de lixos;
- Sistema de separação de águas oleosas;
- Sistema de detecção de incêndio e de alagamento;
- 1 Propulsor transversal de manobra à proa JASTRAM com 250 kW;
- Grua e Turco SCHAT HARDING de 4 toneladas;
- 3 Canhões de água;
- Duas embarcações semi-rígidas DELTA, uma de 8,5m e outro de 6,8m;
- 2 Botes pneumáticos ZEBRO III;
- 6 Balsas salva-vidas

SISTEMA DE ARMAS:
- 1 Peça de 40mm/L60 de comando local;
- 2 Metralhadoras-ligeiras HK 21 de 7.62mm;
- 2 Calhas lança-minas / 30 minas marítimas Mk55 ou Mk56 (exercício)

15/07/09

LANCHAS DE FISCALIZAÇÃO COSTEIRA


Projecto das Lanchas de fiscalização Costeira

          Em 2004, a par da aprovação do "Conceito de Emprego Operacional das LFC" (IOA 608) e dos "Requisitos Operacionais das LFC" (POA 13), foi determinado a necessidade de concluir o processo de construção e entrada ao serviço da 3ª e última série de Lanchas de Fiscalização baseada na classe "Argos".
          Deste modo, no âmbito da capacidade de fiscalização da ZEE serão construídas pelos ENVC em parceria com o Estaleiro Holandês "Damen Schelde" até 2014, a par do programa dos NPO, 5 Lanchas de Fiscalização Costeira, com a opção de construção de mais 3 em substituição dos dois NPO cancelados.
          Trata-se de navios com uma tonelagem intermédia entre a dos NPO's e as Lanchas de Fiscalização Ribeirinha, com o escopo de substituir os Navios-Patrulha da classe "Cacine", navios estes que face ao facto de já terem ultrapassado o seu termo de vida útil, originaram uma situação insustentável no que respeita à sua manutenção.
          O projecto técnico das LFC foi concretizado por uma equipa de Oficiais ECN - Engenheiros Construtores Navais da Armada e dos ENVC, consubstanciando a necessidade de apetrechar a Marinha com uma plataforma robusta e de design moderno, mas mais ligeira e económica de operar que os NPO's na área costeira associada ao mar territorial e zona contígua, por um período de até 10 dias.
          Pretendeu-se nomeadamente manter as características basilares das LFR da classe "Argos" e "Centauro", no que concerne à pouca exigência de guarnição e incorporação de armamento e sensores, maximizar a automação, boa habitabilidade, capacidade de navegar a toda a velocidade com condições de mau estado de mar "Força 5", prover de um sistema propulsor diesel versátil e de um sistema misto de estabilização do balanço para melhorar o comportamento dinâmico do navio no mar a diversos regimes de velocidade.
          De salientar que os navios destinam-se a realizar missões de carácter eminentemente público, podendo navegar inclusivo nos diversos portos nacionais de pequena dimensão, devido ao seu reduzido calado, o projecto contempla inclusivo soluções técnicas para tratamento de resíduos orgânicos e não orgânicos.
          Serão dotados de uma doca à ré polivalente e versátil, com duas portas de eixo vertical, de modo a facilitar o lançamento e recolha de uma LAR - Lancha de Assalto Rápida, apetrechada com uma metralhadora-ligeira de 7,62mm, utilizada como meio de projecção de Fuzileiros ou Mergulhadores.
          A operação de largar e recolher da LAR, passível de ser realizada a 10 nós, é feita por alagamento de um a popa, em que um mecanismo hidráulico, comanda a porta do poço e o berço da LAR, local este que também permite ser utilizada para o apoio prestado aos Mergulhadores, incorporando módulos contentorizados de guerra de minas portáteis, com capacidade de detecção e inactivação de minas e de outros engenhos explosivos.

Outras valências da doca:
- Estiva de artes caladas em situação presumivelmente infractora;
- Embarque de um contentor normalizado de 20 TEU, para logística;
- Embarque de uma câmara hiperbárica contentorizada de 20 pés;
- Lançamento e recolha de submersíveis não tripulados para a guerra de minas;
- Lançamento e recolha de material de combate à poluição no mar;
- Recolha de náufragos no patim da doca, junto à linha de água.

          A cerimónia de assinatura do contrato-base de construção de 5 LFC decorreu em 19 de Dezembro de 2005 nos ENVC, assinado pelo Ministro da Defesa Nacional e entre a Marinha Portuguesa com os ENVC, a 17 de Março de 2009.
Terá a priori a seguinte sequência de entrega:
- 1ª lancha em 2012;
- 2ª e 3ª lancha em 2013;
- 4ª e 5ª lancha em 2014.

PRINCIPAIS TAREFAS A DESEMPENHAR:
• Patrulhar, vigiar e fiscalizar as águas costeiras de jurisdição nacional;
• Apoiar, proteger e controlar actividades económicas, científicas e culturais ligadas ao mar, ao leitodo mar e ao subsolo marinho;
• Protecção e fiscalização da pesca e dos seus recursos;
• Operações de busca e salvamento marítimo (SAR);
• Executar operações de socorro e assistência, designadamente em colaboração com o Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil, em situações de catástrofe, calamidade ou acidente;
• Apoio à projecção de Forças Especiais, mediante a utilização de uma Lancha de Assalto Rápido;
• Execução de operações de apoio a guerra de minas e de Mergulhadores;
• Presença naval e formação/treino.

CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS:
- Deslocamento: 700 toneladas;
- Dimensões: 59,9 x 9,9 x 2,7 metros;
- Velocidade máxima: 25 nós (46 km);
- Propulsão:
      4 motores a diesel de 9.400 kW;
      1 propulsor de proa;
      2 hélices de passo variável e reversível
- Energia:
      2 Geradores eléctricos de 400 kW;
      1 Gerador de emergência de 200 KW
- Autonomia: 3.360 milhas em 10 dias a 14 nós;
- Guarnição:
      Oficiais: 5
      Sargentos: 6
      Praças: 16
      Total: 27
- Alojamento adicional:
      Oficiais: 2
      Sargentos: 2
      Praças: 3
      Total: 7
- Água doce: 10 toneladas, capacidade de produção de 6m³/dia;
- Estabilizadores activos não retrácteis

EQUIPAMENTO:
- Sistema integrado de gestão de plataforma (SIGP);
- Sistema integrado de navegação (SIN);
- Sistema Integrado de Controlo de Comunicações (SICC);
- Serviços básicos de rede (correio electrónico, Web, directoria e escritório electrónico);
- Serviços de segurança da informação;
- Sistema de carta electrónica ECDIS;
- Sistema integrado de comunicações (EID):MF/HF/VHF/UHF, ETO, INMARSAT B;
- Sistema de Fiscalização e Controlo das Actividades de Pesca (SIFICAP);
- Sistema de Informação da Configuração e Apoio Logístico aos Navios (SICALN);
- Multisensor electro-óptico SAGEM, para detecção, gravação e registo de imagens;
- Electronic Chart Display and Information System (ECDIS);
- Web Information Services Environment (WISE);
- Radiodifusão da RMP (Recognized Maritime Picture Broadcast);
- Acesso à Intranet da Marinha (WAN_Marinha);
- Sistema de tratamento de resíduos;
- Equipamentos GMDSS;
- 1 Propulsor de manobra à proa;
- Duas embarcações semi-rígidas DELTA, uma de 8 e outra de 6,5 metros;
- Uma Lancha de Assalto Rápida com uma metralhadora-ligeira de 7,62mm

SISTEMAS DE ARMAS:
- 1 Peça OERLIKON Mk4 de 20mm/70 com direcção de tiro (2 Km de alcance);
- 2 Metralhadoras-ligeiras HK 21 de 7.62mm

08/07/09

LANCHAS DE DESEMBARQUE GRANDE CLASSE "BOMBARDA"

(ACTUALIZADO)

Lancha de Desembarque Grande "BACAMARTE"

TIPO DE NAVIO:
Lancha de Desembarque

PERFIL:


DESLOCAMENTO:
654 toneladas

DIMENSÕES:
56,2 x 11,8 x 1,8 metros

PROPULSÃO:
2 motores a diesel MTU MD-225 - 910cv
2 hélices

ENERGIA:
2 geradores diesel-eléctricos CUMMINS de 85kVA

VELOCIDADE MÁXIMA:
Vazia: 10,5 nós (20 km)
Carregada: 9,5 nós (17 km)

AUTONOMIA:
2.600 milhas a 10,5 nós
5.000 milhas a 7 nós

GUARNIÇÃO:
Oficiais: 3 (Sob o comando de um oficial subalterno)

Sargentos: 4
Praças: 20
Total: 27

RADAR:
Navegação - KELVIN HUGHES 1007, banda I (37 Km de alcance)

COMUNICAÇÕES:
- Radiogoniómetros VHF / HF / MF;
- Transreceptores VHF / UHF / HF;
- VHF DSC SAILOR;
- 1 ETO (Emissor Transmissor de Ordens);
- 2 Projectores de sinais

EQUIPAMENTO:
- 1 Bote pneumático ZEBRO III;
- Sistema de Carta Electrónica ECDIS;
- Sistema GPS;
- 1 Ferro de roça à popa;
- Receptor DGPS;
- Girobússola ARMA-BROWN;
- Anemómetro;
- Agulha magnética;
- Agulha giroscópica;
- Barógrafo;
- Barómetro;
- Ar condicionado;
- 2 Balsas salva-vidas;
- Sistema de recepção de Avisos à Navegação NAVTEX;
- Receptor meteorológico FAC-SIMILE – NAGRAFAX;
- 1 Grua hidráulica telescópica HIAB 60 SEACRANE de 3,5 toneladas;
- 1 Câmara hiperbárica contentorizada

CAPACIDADE DE CARGA:
28,5 x 8 metros / 350 toneladas no total
(400 tropas, 10 viaturas, 8 blindados ligeiros, 5 LARC ou 4 carros de combate)



Viatura anfíbia LARC-5 a embarcar na "Bacamarte"

SISTEMAS DE ARMAS:
2 Peças OERLIKON de 20mm/65 (2 Km de alcance);
2 Metralhadoras-ligeiras HK 21 de 7,62mm

DESIGNAÇÃO NATO:
LCU

INDICATIVO DE CHAMADA INTERNACIONAL:
DESARTE

ENDEREÇO RADIOTELEGRÁFICO:
CTJK


NÚMERO DE AMURA:
LDG 203

BASE DE APOIO:
Base Naval de Lisboa

NOME:
N.R.P. Bacamarte

ANO DE CONSTRUÇÃO:
1985

EMPREGO OPERACIONAL:
- Transporte de apoio logístico (mantimentos, munições, etc);
- Embarque e desembarque de tropas, viaturas, blindados e carros de combate;






Desembarque de cadetes da Academia Militar

- Apoio e participação em exercícios e operações navais;
- Reboque de alvo de artilharia para tiro de superfície;
- Navio de apoio a Mergulhadores;
- Recolha de torpedos;






Recuperação de um torpedo de exercício com o apoio de Mergulhadores

- Missões de treino de mar;
- Combate a poluição no mar;


"Bacamarte" com o sistema de combate à poluição V-SWEEP, montado a Estibordo

- Apoio a operações SAR;
- Presença Naval;
- Serviço público

NOTAS:
• As lanchas desta classe (inicialmente 3) são de concepção e construção nacional: a "Bombarda" e "Alabarda" nos Estaleiros Navais do Mondego (Figueira da Foz) e a "Bacamarte" nos Estaleiros do Arsenal do Alfeite, esta última com ligeiras diferenças na superestrutura.
• A LDG 201 "Bombarda", de Julho de 1969 até Outubro de 1974 foi destacada para a Guiné-Bissau durante a Guerra Colonial, apoiando e participando em operações, transportando civis e militares, abastecimentos, viaturas e material militar, regressou a Portugal em Junho de 1975, passando a participar em exercícios navais e a realizar missões logísticas. Foi abatida ao efectivo dos navios da Armada em 31 de Outubro de 1997 e vendida à empresa angolana SONAUTA, recebendo o nome "Chiloango" e classificada como navio Ro-Ro de passageiros e carga.


Foto de Luís Miguel Correia / Blog dos Navios e do Mar

• A LDG 202 "Alabarda", de Novembro de 1971 até 1975 foi destacada para a Guerra Colonial, realizando diversas missões de reabastecimento logístico na costa angolana, regressando a Portugal em Julho de 1975, passando a efectuar missões de apoio logístico nos Açores. Foi abatida ao efectivo dos navios da Armada em 31 de Outubro de 1997 e vendida à empresa angolana SONAUTA, mantendo o mesmo nome e classificada como navio Ro-Ro de passageiros e carga.
• O seu desenho e características técnicas assemelham-se bastante com as Lanchas de Desembarque da classe "Edic 700" da Marinha de Guerra Francesa.


Lancha de Desembarque da classe EDIC 700 da Marinha de Guerra Francesa

• A LDG 203 "Bacamarte", durante os seus primórdios realizou missões de carácter de serviço público, contribuindo para a ligação e transporte logístico inter-ilhas de material, pessoas, bens e construção de portos no arquipélago dos Açores.
• A principal característica é a capacidade de abicar a terra, possibilitando o embarque e desembarque de tropas, viaturas, blindados e carros de combate, assim como transportar o apoio logístico necessário a forças de Fuzileiros.



Desembarque de Jipe 4x4 LAND ROVER DEFENDER 110 SW


Desembarque de Jipe 4x4 MERCEDES GD240


Desembarque de Camião 4x4 MERCEDES-BENZ UNIMOG U 1550L

• Em 1979, a LDG 201 "Bombarda" realizou uma missão de cooperação de 2 meses na República de Cabo Verde.
• Em 1999, a LDG 203 "Bacamarte" participou no exercício "CONTEX-PHIBEX" transportando as viaturas anfíbias LARC-5 utilizadas no assalto anfíbio.
• Em Outubro de 2002, a LDG 203 "Bacamarte" serviu como meio de embarque e desembarque nos testes à capacidade anfíbia das viaturas em concurso para renovação da frota de blindados de rodas (APC/IFV).








Testes à viatura blindada PIRANHA III durante o concurso para renovação da frota de blindados APC/IFV de rodas

• Em Abril de 2003, a LDG 203 "Bacamarte" participou no exercício "SWORDFISH", rebocando o alvo de artilharia para tiro de superfície.
• Em 2004, durante a manutenção da LDG 203 "Bacamarte" no Arsenal do Alfeite, realizaram-se as alterações necessárias para instalação de uma câmara hiperbárica contentorizada e um contentor standard de alojamento, passando a servir como navio de apoio aos Mergulhadores (DIVING SUPPORT UNIT), substituindo nesta tarefa o Navio-balizador "Schultz Xavier".


Contentor standart de alojamento

• Em 2004, a LDG 203 "Bacamarte" no decorrer do exercício "INSTREX", apoiou a força naval e transportando o alvo de artilharia para tiro de superfície.

Alvo rebocavél para fogo de artilharia naval

• Em Novembro de 2006, a LDG 203 "Bacamarte" participou no exercício "LUSIADA" no âmbito da preparação das Forças Armadas para cenários de resposta a crises.
• Em Junho de 2009, a LDG 203 "Bacamarte" participou no exercício de combate à poluição do mar e de salvamento marítimo "MERO 09", juntamente com a corveta "Afonso Cerqueira", Navio-Patrulha "Zaire", Navio de Passageiros "Lobo Marinho" e o Navio-Tanque "Galp Marine", ao largo da Ponta do Garajau na Madeira.
• Em Junho de 2007, a LDG 203 "Bacamarte" apoiou a realização do exercício da Academia Militar "TIGRE 07, transportando os cadetes.
• Em Junho de 2009, a LDG 203 "Bacamarte" foi destacada para apoiar os Mergulhadores no âmbito da aceitação de dois sistemas AUV's GAVIA pela Marinha Portuguesa.


Sistemas AUV's GAVIA no poço da "Bacamarte"


• Em Julho de 2009, a LDG 203 "Bacamarte" participou numa demonstração relativa ao exercício de Segurança Energética organizado para o Presidente da República.
• Em Outubro de 2009, participou no exercício de combate à poluição "ESPADARTE 2009", nas acções de contenção e a recolha de hidrocarbonetos, na costa Oeste ao largo de Sines.

• Participa também nos exercícios nacionais: AÇOR e ZARCO.

PARTICIPAÇÃO EM MISSÕES IMPORTANTES:
• A 22 de Novembro de 1970, a LDG 201 "Bombarda" participou na "Operação Mar Verde", juntamente com a LDG 104 "Montante", as LFG’s "Orion", "Hidra", "Cassiopeia" e "Dragão" e os DFE's n.º 21 e 22 (Africanos), na Guiné-Conakry.
• De Outubro de 1974 a Junho de 1975, a LDG 201 "Bombarda" em conjunto com as LDG 101 "Alfange", LDG 102 "Ariete", fragata "Roberto Ivens" e corveta "Augusto Castilho", rumaram da Guiné-Bissau para Cabo Verde para apoiar o processo de descolonização em curso.

• Em Novembro de 2002, a LDG 203 "Bacamarte" esteve empenhada nas operações de combate à poluição no mar, resultantes do afundamento do petroleiro "Prestige", utilizando equipamento de recolha de poluição e transportando uma cisterna.


Embarque da cisterna pelo tractor de reboque



Cisterna a bordo da LDG Bacamarte



Desembarque da cisterna por recurso a uma grua


Em Junho de 2003, a LDG 203 "Bacamarte" esteve envolvida nas operações de combate à poluição no mar, resultantes do afundamento do navio porta-contentores "Nautila", tendo sido utilizada na detecção e recolha de bidões que se encontravam à deriva na área, as operações de recolha foram efectuadas com o apoio de Mergulhadores Sapadores.

NOTA: Artigo do Blog da Reserva Naval sobre as LDG's:

06/07/09

NAVIO-REABASTECEDOR "BÉRRIO"

(ACTUALIZADO)

Navio-Reabastecedor "BÉRRIO"

TIPO DE NAVIO:
Reabastecedor ligeiro

PERFIL:


DESLOCAMENTO:
11.552 toneladas

DIMENSÕES:
140,6 x 19,2 x 7,3 metros

PROPULSÃO:
2 motores a diesel SEMT-Pielstick 16 PA4 185 - 15.360cv

1 propulsor de manobra à proa de 500cv
1 hélice de passo variável

ENERGIA:
7 geradores diesel-eléctricos VOLVO PENTA de 360kVA

COMBUSTÍVEL:
123 toneladas

VELOCIDADE MÁXIMA:
19 nós (35 km)


AUTONOMIA:
15.000 milhas a 15 nós

GUARNIÇÃO:
Oficiais: 9 (Sob o comando de um oficial superior)
Sargentos: 13
Praças: 49
Total: 71 (20 femininos)

HELICÓPTEROS:
Convés na popa para 1 helicóptero

RADAR:
Navegação - KELVIN HUGHES 1007, banda I (37 Km de alcance)

COMUNICAÇÕES:
- 1 ETO (Emissor Transmissor de Ordens);

- Comunicações por satélite INMARSAT B;
- Radiogoniómetros VHF / HF / MF;
- 5 Projectores de sinais

EQUIPAMENTOS:
- Sonda ultrassónica SEACHART III;
- Sistema GPS MX200;
- Sistema de Carta Electrónica ECDIS;
- 2 Embarcações Mk9;
- 1 Lancha semi-rígida;
- 1 Bote pneumático ZEBRO III;
- Receptor DGPS;
- Odómetro electromagnético;
- Girobússola;
- Anemómetro;
- Agulha magnética;
- Agulha giroscópica;
- Barógrafo;
- Barómetro;
- 2 canhões de água;
- 3 Paus de carga;
- 2 Gruas hidraúlicas;
- 1 Grua hidráulica telescópica HIAB 60 SEACRANE de 3,5 toneladas;
- Sistema de recepção de Avisos à Navegação NAVTEX;
- Receptor meteorológico FAC-SIMILE - NAGRAFAX

CAPACIDADE DE CARGA:
- 6.600 toneladas de diesel (F76);
- 460 toneladas de combustível de helicópteros (F44);
- 325 toneladas de água;
- 120 toneladas de sólidos;
- 25 toneladas de munições;
- 10 toneladas de óleo lubrificante

SISTEMA DE CONTRAMEDIDAS ANTI-MISSÍL:
2 x 6 tubos lançadores de chaff/flare VICKERS CORVUS


SISTEMA DE CONTRAMEDIDAS ANTI-TORPEDO:
2 Roncador GRASEBY 182 rebocados

SISTEMAS DE ARMAS:
2 Peças OERLINKON Mk7 de 20mm/65 (2 Km de alcance)

DESIGNAÇÃO NATO:
AO


INDICATIVO DE CHAMADA INTERNACIONAL:
TANBERRIO


ENDEREÇO RADIOTELEGRÁFICO:
CTEA


NÚMERO DE AMURA:
A5210


BASE DE APOIO:
Base Naval de Lisboa

NOME:
N.R.P. Bérrio

ANO DE CONSTRUÇÃO:
1970 / 1993

EMPREGO OPERACIONAL:
- Apoio logístico à esquadra;
- Apoio a operações SAR;
- Presença Naval;
- Apoio e participação em exercícios e operações navais

NOTAS:
• Foi construído nos Estaleiros "Swan Hunter" em Hebburnon-Tyne (Inglaterra), integrou a «Royal Fleet Auxiliary» com o nome "BLUE ROVER", e serviu como navio de apoio logístico aos navios de guerra da «Royal Navy», no conflito das Ilhas Falklands/Malvinas em 1982.


"Bérrio" integrado na «Royal Fleet Auxiliary» ainda como BLUE ROVER, servindo como navio de apoio logístico no conflito das Ilhas Falklands/Malvinas em 1982

• Curiosamente foi um dos navios da «Royal Fleet Auxiliary» arrolado para o embargo naval ao porto marítimo da Beira (Moçambique), decretado pela ONU em 1966-1979, para impedir o fornecimento de petróleo a Rodésia (Zimbabwé) na sequência da sua declaração de independência unilateral.
• Ainda ao serviço da «Royal Fleet Auxiliary» foi remotorizado em 1973 e modernizado em 1991, adquirido em 1993 por cerca de 1 milhão de Contos substituiu o reabastecedor "S. Gabriel", abatido do serviço efectivo devido a problemas graves na propulsão a vapor, cuja reparação não seria viável.
• Dispõe de um convés na popa e equipamento de reabastecimento para helicópteros.


Convés de voo na popa

• Esta apetrechado com um casco simples, 6 estações de transferência de sólidos, 6 estações de transferência de líquidos e 1 elevador junto ao convés da popa com acesso aos porões de armazenagem, de forma a permitir o abastecimento de navios utilizando helicópteros (VERTREP).


Helicóptero a efectuar reabastecimento vertical (VERTREP) por carga suspensa

• Com o objectivo de cumprir as directivas comunitárias no que concerne ao ambiente por parte das unidades navais, apesar de o "Bérrio" estar somente dotado de um casco simples, com o desiderato de contrabalançar a inexistência do casco duplo, opta-se por utilizar única e exclusivamente o porão de armazenagem central para efeitos de transporte de combustível.
• Esta optimizado para abastecer de líquidos três navios em simultâneo, sendo que duas estações localizam-se em cada costado, e a terceira estação na popa, mais adequada para o reabastecimento de submarinos, cada uma tem capacidade de transferência de 500 toneladas/hora.
• Tem capacidade para transportar viaturas, inclusive blindados ligeiros e um pequeno contingente de militares.
• Em Outubro de 1995, realizou-se a bordo uma meia maratona (21.097,5m), participando 19 elementos da guarnição.
• Em 2001, durante a participação no exercício "SWORDFISH" teve a bordo um simulador de guerra electrónica da NATO para a realização de exercícios avançados de guerra electrónica.
• Em 2003, durante o exercício "NEOTAPON" foi empregue na condução de operações de reabastecimento, após um longo período de reparação.
• Em Abril de 2005, participou no exercício de contra proliferação de Armas de Destruição Maciça "NINFA 2005", simulando um navio suspeito.
• Em Setembro de 2006, no decurso do exercício "INSTREX" simulou um navio mercante sequestrado por emigrantes clandestinos, sendo posteriormente alvo de assalto de uma secção do PELBOARD.



Assalto da secção do PELBOARD

• Em Novembro de 2005, participou no exercício "LUSIADA", apoiando o COMFRI no trânsito para a área de exercício.
• Em Novembro de 2006, participou no exercício "LUSIADA" no âmbito da preparação das Forças Armadas para cenários de resposta a crises.
• Em Abril de 2009, realizou pela 1.ª vez uma viagem de instrução com 45 cadetes da Escola Naval, para a qual sofreu uma extensa transformação numa área de 120 m² para efeitos de acomodação, durante o estágio participou no exercício da Marinha Francesa "EUROPEAN CADET TRAINING 09", realizando séries de ASW, AAW, ASUW, MCM, BOARDING e guerra assimétrica.
• Em Julho de 2009, participou numa demonstração relativa ao exercício de Segurança Energética organizado para o Presidente da República, simulando um navio tomado por piratas e posteriormente assaltado pelo PELBOARD por recurso a "fast-rope" de um Lynx.
• Em Outubro de 2009, participou no exercício de combate à poluição "ESPADARTE 2009", simulando o navio-tanque da Shell sinistrado, na costa Oeste ao largo de Sines.
• Tem sido modernizado de forma a permitir prolongar a sua vida útil até 2012, que deveria ter terminado em 2004, a Marinha de Guerra Portuguesa pretende obter um novo reabastecedor de esquadra até 2016.
• Participa também nos exercícios nacionais: AÇOR, CONTEX, PHIBEX e ZARCO.
• Para além de Portugal a classe "ROVER", também é operada pelas Marinhas de Guerra da Inglaterra e Indonésia.

PARTICIPAÇÃO EM MISSÕES IMPORTANTES:
• Em 1991, durante a Guerra do Golfo foi atribuído a «Operação Gramby» por 6 meses.
• Em 1995, participou na «Operação Sharp-Guard» da UEO/NATO no Mar Adriático, prestando apoio aos navios que efectuavam vigilância marítima.
• Em 1995/96, forneceu apoio logístico ao Contingente Português da «IFOR» na Bósnia.
• Em Junho de 1998, integrou na «Operação Crocodilo», transportando uma equipa médica-cirúrgica (1 cirurgião, 1 anestesista, 3 enfermeiros e 2 auxiliares socorristas), uma secção de Mergulhadores Sapadores, uma secção de morteiros, uma secção de apoio de serviços do Corpo de Fuzileiros e prestou apoio logístico aos navios da Armada envolvidos na evacuação de civis e militares nacionais do conflito da Guiné-Bissau, inclusivamente reabasteceu a Fragata "Drogu" da Marinha de Guerra Francesa.
• Em Setembro de 2005, devido a actividade sismológica registada nos Açores, foi destacado para o arquipélago, para um eventual auxílio às populações, transportando uma equipa de 60 Fuzileiros, 1 médico e 1 enfermeiro do Centro de Medicina Naval, assim como um carregamento extra de medicamentos e material de apoio de campanha.

03/07/09

NAVIO-ESCOLA "SAGRES"

(ACTUALIZADO)

Navio-Escola "SAGRES"

TIPO DE NAVIO:
Barca de três mastros com gáveas

PERFIL:


DESLOCAMENTO:
1.940 toneladas

DIMENSÕES:
89,5 x 11,9 x 5,5 metros

ALTURA DO MASTRO:
45,1 metros

PROPULSÃO:
Eólica
2 motores a diesel MTU 12V 183 TE92 - 1.000cv
1 hélice

COMBUSTÍVEL:
113 toneladas

VELOCIDADE MÁXIMA:
Eólica - 9 nós (17 km)
Diesel - 10,5 nós (19 km)

AUTONOMIA:
5.450 milhas a 7,5 nós (diesel)
30 dias a motor

GUARNIÇÃO:
Oficiais: 9 (Sob o comando de um oficial superior)
Sargentos: 16
Praças: 114
Cadetes: 63 (51 masculinos e 12 femininos)
Total: 202

RADAR:
Navegação - RACAL-DECCA 1226C (27 Km de alcance);
Navegação - KELVIN HUGHES KH 1007, banda I (37 Km de alcance)

COMUNICAÇÕES:
- Comunicações por satélite INMARSAT B;
- 1 ETO (Emissor Transmissor de Ordens);
- Radiogoniómetros TAYO VHF / HF / MF;
- 2 Projectores de sinais

EQUIPAMENTO:
- Sistema de recepção de Avisos à Navegação NAVTEX;
- Sistema de Carta Electrónica ECDIS;
- 2 Odómetros electromagnéticos SAGEM e PLATH;
- Receptor meteorológico FAC-SIMILE - NAGRAFAX;
- Área vélica: 2.355 m² (23 velas);
- 1 Grua hidráulica telescópica HIAB 60 SEACRANE de 3,5 toneladas;
- Receptor DGPS;
- Ómega diferencial;
- Ar condicionado;
- 2 Anemómetros;
- Girobússola Sperry Mk27;
- 2 Barógrafos;
- 1 Barómetro;
- 10 Balsas salva-vidas;
- Sonda ultrasónica ELAC 5000;
- Casco de aço;
- 2 Botes pneumáticos ZEBRO III;
- 2 Lancha semi-rígida;
- 2 Escaleres;
- 1 dessalinizador;
- Sistema GPS;
- Grua hidraúlica;
- Agulha magnética;
- Agulha giroscópica

SISTEMAS DE ARMAS:
2 Peças HOTCHKISS de 47mm (destinadas a salva)

DESIGNAÇÃO NATO:
AXS

INDICATIVO DE CHAMADA INTERNACIONAL:
ESCOLAGRES

INDICATIVO RADIOTELEGRÁFICO:
CTEC


NÚMERO DE AMURA:
A520

BASE DE APOIO:
Base Naval de Lisboa

NOME:
N.R.P. Sagres

ANO DE CONSTRUÇÃO:
1937 / 1962

NOTAS:
• Foi construído em 1937 pelos estaleiros "Blohm & Voss" na Alemanha, recebendo o nome de "Albert Leo Schlageter", sendo o terceiro navio da classe "Gorch Fock" e pertencia à Marinha de Guerra Alemã (Kriegsmarine).
• No início da noite de 14 de Novembro de 1944, durante a Segunda Guerra Mundial foi gravemente danificado na proa a bombordo, ao activar uma mina colocada por navios soviéticos quando realizava uma viagem de instrução com mau tempo no Mar Báltico, a 20 milhas a Nordeste do Cabo Arkona, por via disso deslocou-se para o estaleiro de "Werke Kiel" para proceder as reparações, onde posteriormente em 1945, coube como despojo de guerra aos EUA.
• A 4 de Julho de 1948, o navio foi cedido à Marinha de Guerra do Brasil, pelo custo de de 5.000 dólares, como reparação de prejuízos de guerra causados por submarinos alemães, sendo rebaptizando de "Guanabara".
• Em 10 de Outubro de 1961, com o propósito de substituir o antigo navio-escola homónimo (igualmente alemão, aprisionado nos Açores durante a 1º Guerra Mundial), foi adquirido pelo Estado Português ao Brasil, após um período de inactividade, despendendo-se para o efeito 150.000 Dólares (4.500 Escudos) na sua aquisição.
• A 30 de Janeiro de 1962 foi formalmente aumentado ao efectivo dos navios da Armada Portuguesa, a 8 de Fevereiro de 1962 decorre no Rio de Janeiro a Cerimónia de incorporação do navio na Marinha de Guerra Portuguesa, zarpando do Rio de Janeiro em 25 de Abril do mesmo ano para a sua primeira viagem com pavilhão nacional.
• Na proa encontra-se representada a figura do Infante D. Henrique, o grande impulsionador dos descobrimentos portugueses, o casco do navio foi construído com chapas de aço de 10mm de espessura, rebitadas e parcialmente soldadas, é dotado de 23 velas, 10 de pano redondo e 13 de pano latino, sendo 11 triangulares e 2 quadrangulares.
• É um dos veleiros mais famosos no Mundo, conhecido pelas cruzes de Cristo vermelhas desenhadas nas velas redondas, um verdadeiro "ex-libris" do navio, da Marinha de Guerra Portuguesa e de Portugal, designadamente nas missões de natureza diplomática e de apoio à política externa do Estado.
• É frequentemente registado mais de 10.000 visitantes por dia e num porto movimentado durante a estadia, ultrapassa os 100.000. Durante a Expo 98, em apenas duas semanas recebeu 235.000 visitantes, é também objecto de inúmeras reportagens das estações televisivas.
• Conta já com duas viagens de circum-navegação: uma em 1978/79 e a outra em 1983/84, já realizou 4 viagens de duração superior a 8 meses, embarcou 46 Cursos da Escola Naval, já visitou 53 países, 27 portos nacionais e 147 portos estrangeiros, já fez 25 passagens pelo Paralelo do Equador, 5 passagens pelo Canal de Suez, 4 passagens pelo Canal do Panamá, dobrou o Cabo da Boa Esperança em 1993.
• Nestas viagens esteve o equivalente a 15 anos fora de Portugal, 9 dos quais passados a navegar, percorrendo ao todo 509.111 milhas, equivalente a 23 voltas ao Mundo, conta ainda com a participação em 15 regatas internacionais onde alcançou dois primeiros, um segundo, um terceiro e dois quartos lugares.
• Inúmeros Presidentes, Ministros, Reis e Príncipes de várias nações, já estiveram a bordo.
• Para além de servir de Navio-Escola na formação de alunos da Escola Naval, é juntamente com os outros Navios-Escola da Armada, uma Embaixada itinerante que leva a presença e cultura de Portugal a todo o mundo. O facto de já ter ostentado três bandeiras conferiu-lhe uma história ímpar e exuberante, sendo assim um marco no património marítimo contemporâneo de Portugal.
• Em 1987, 1991 e 1993 realizaram-se modernizações, nas quais o motor original foi substituído, instalou-se um dessalinizador e ar condicionado, a fim de contribuir para a melhoria das suas condições de habitabilidade.
• É um navio gémeo do Navio-Escola da Marinha de Guerra Alemã "Gorch Fock", do Navio-Escola da Marinha Mercante Ucraniana "Tovarish" (Camarada), do Navio-Escola da Marinha de Guerra Romena "Mircea" e do Navio-Escola da Guarda-Costeira dos Estados Unidos "Eagle".

PARTICIPAÇÃO EM MISSÕES IMPORTANTES:
• Em Novembro de 1975, atracou em S. Petersburgo - Rússia, sendo o porto visitado mais setentrional.
• Em 1976, realizou uma viagem aos EUA para representar a Armada Portuguesa nas comemorações do seu Bicentenário, acompanhada por um Grupo de Corvetas comandado pelo Almirante Sub-Chefe do EMA, constituído pela "Afonso de Cerqueira" e "Oliveira e Carmo".
• Em Abril de 1977, participou em Hamburgo nas comemorações do centenário dos estaleiros alemães "Blohm & Voss".
• Em Julho de 1982, vence a Regata do Novo Mundo (Newport / Lisboa) na Classe A.
• A 11 de Maio de 1984, foi conferido ao Estandarte Nacional do navio a condecoração: Ordem do Infante D. Henrique, imposta pelo então Presidente da República, General Ramalho Eanes.
• Em Abril de 1993 realizou uma viagem comemorativa dos 450 anos da chegada dos Portugueses ao Japão, percorrendo 33.842 milhas.
• Em de Junho de 1993, atracou na Cidade do Cabo - África do Sul, sendo o porto visitado mais meridional.
• Em 2000, participou nas comemorações dos 500 anos da chegada de Pedro Álvares Cabral ao Brasil, partindo de Lisboa rumo ao Rio de Janeiro, acompanhado da Fragata "João Belo", da Caravela "Boa Esperança" e do novo Navio-Escola brasileiro "Cisne Branco" que apadrinhara.
• Em Agosto de 2004, o navio serviu de Residência Oficial do então Presidente da República Jorge Sampaio, na ocasião da abertura dos Jogos Olímpicos de Atenas e visita à Grécia.
• Em Junho de 2005, representou a Marinha Portuguesa nas Comemorações da Batalha de Trafalgar.
• Em Junho de 2006, participou no desfile naval no Tejo da comemoração dos 150 anos da Associação Naval de Lisboa, acompanhado do Navio-Escola "Creoula", do "Vega" e mais de 300 embarcações.
• Em Julho 2006, participou na Regata "Tall Race Ships", acompanhado do Navio-Escola "Creoula".
• A 17 de Outubro de 2007, o Almirante CEMA Melo Gomes atribuiu em reconhecimento publico dos serviços prestados no mar e pelo seu significativo contributo para o prestígio e lustre da Armada e Portugal a Madalha Naval de Vasco da Gama.
• Em 2009, a par do "Blaus VII" participou na Cerimónia do Cinquentenário do Cristo Rei.
• Em Julho de 2009, venceu a Regata "Tall Ships Atlantic Challenge", conquistando o troféu "Boston Teapot Trophy" atribuído pela "Sail Training International", percorrendo a maior distância à vela durante um período de 124 horas, a bordo encontravam-se ainda 10 cadetes e oficiais de marinhas estrangeiras: África do Sul, Alemanha, Angola, Brasil, Canadá, Estados Unidos, França, Moçambique, Reino Unido e Tunísia.

NOTA: Site oficial do Sagres: http://sagres.marinha.pt/NRPSagres/site/pt

30/06/09

ESQUADRILHA DE HELICÓPTEROS DA MARINHA


"TREINO DURO COMBATE FÁCIL"


Helicóptero WESTLAND SUPER NAVY LYNX Mk95

TIPO DE AERONAVE:
Helicóptero de luta anti-submarina


PERFIL:


MODELO:
WESTLAND SUPER NAVY LYNX Mk95

PESO:
3.110 kg (vazio), 5.126 kg (máximo)

DIMENSÕES:
15,2 x 12,8 (rotores) x 3,5 metros (altura)

MOTORES:
2 Turbinas Rolls Royce GEM 42-1 Mk1017 - 1.120cv (835kW)
2 rotores (principal e de cauda, cada um com 4 pás)

COMBUSTÍVEL:
F44 - 802 kg (2h10min) ou 1.520 kg (3h45min) com tanques auxiliares

VELOCIDADE MÁXIMA:
168 nós (255 Km)

VELOCIDADE OPERACIONAL:
120 nós (232 Km)

CONSUMO MÉDIO:
300 Kg/hora

ALTITUDE MÁXIMA:
12.000 Pés (3.600 metros)

AUTONOMIA:
240 milhas (sem reabastecimento)
100 milhas (voo com regresso ao navio)

TRIPULAÇÃO:
Pilotos: 2 Oficiais
Operador de sistemas: 1 Sargento
Total: 3

RADAR:
Radar de busca semi-activo BENDIX RDR 1500B de 360º de varredura / 160 milhas

SONAR:
Sonar (activo/passivo) omnidireccional de profundidade variável BENDIX AN/AQS-18 (300 metros de cabo/profundidade)



Sonar acústico activo de profundidade variavél BENDIX AQS-18

COMUNICAÇÕES:
- Interfonia;
- Telebrief;
- Data-link VESTA;
- Telefone submarino UWT
- HF Collings hF 9000;
- UHF com homing CHELTON SYSTEM 7;
- UHF Collings Dual AN/ARC 182

SISTEMAS DE NAVEGAÇÃO:
- Computador táctico de navegação RACAL RNS 252;
- GPS MARCONI CMA-3012;
- Main Compass BAE GM Mk9;
- Sistema Doppler RACAL Type 91;
- Radar altímetro SMITHS NA/APN 198;
- Sistema de controlo de voo;
- Sistema de velocidade verdadeira do ar PENNY and GILES D11731TH;
- Sistema giroscópico;
- Sistema IFF COSSOR 4720;
- VOR-DME (COLINS VOR-VIR 31A);
- DME (COLLINS DME 42);
- CCS RACAL B963

EQUIPAMENTO:
- Arpão hidráulico;
- Trem de triciclo não retráctil com travão das rodas;
- 4 flutuadores de emergência (2 no nariz e 2 nos sponsons do trem principal);
- 2 geradores de 6kW a 28V;
- 2 alternadores de 15 kVA A 115/200V;
- 1 bateria de 23A/h;
- Guincho com capacidade de 272 kg;
- Cabo de fast-rope;
- Banco PAX de 3 ou 6 passageiros;
- Gancho SACRU para carga externa suspensa até 1.680 kg

CAPACIDADE DE CARGA:
9 homens ou 970Kg de carga (equipamento ASW removido e configurado como utilitário)

SISTEMAS DE ARMAS:


2 Torpedos de 324 mm Mk46 Mod5 Neartip (activo / 40 nós / 9,2Km de alcance)


1 Metralhadora-pesada FN M3M de 12,7mm

NÚMERO DE REGISTO:
19201
19202
19203
19204
19205

ANO:
1993

EMPREGO OPERACIONAL:
- Realiza como missões prioritárias: a luta anti-submarina, luta anti-superfície, reconhecimento, patrulha marítima, apoio de tiro contra a costa e interdição de área para além das 100 milhas e da capacidade dos sistemas de armas do navio em que esteja asserido.
- Têm como missões secundárias: o transporte utilitário e táctico de carga e pessoal, SAR, lançamento de tropas com o equipamento de mergulho para a água (HELICAST), evacuações médicas (MEDEVAC), e reabastecimento vertical (VERTREP), por gancho SACRU para carga externa suspensa.


Helicóptero LYNX a efectuar SAR



HELICAST - Elemento dum DMS a efectuar salto de helicóptero


MEDEVAC - Helicóptero Lynx a ser utilizado para efectuar uma evacuação médica


VERTREP - Helicóptero a efectuar reabastecimento vertical por carga suspensa

- Quando necessário colaboram nas missões de SAR com os helicópteros SA 316 ALOUETTE III, com os recentes EH-101 MERLIN e com os aviões CASA C-212-100, C-212-300 AVIOCAR, Lockheed Martin HERCULES C-130H, e nas missões com os aviões de patrulha marítima e Lockheed Martin P3 C-II ORION da FAP.


Helicóptero SA 316 ALOUETTE III em missão SAR


Helicóptero EH-101 Merlin


Avião CASA C-212-100 AVIOCAR em patrulha marítima


Avião CASA C-212-300 AVIOCAR em patrulha marítima


Avião Lockheed Martin Hercules C-130H


Avião Lockheed Martin P3 ORION de patrulha marítima

NOTA:
• Em 1982, no conflito das Ilhas Falklands/Malvinas, a Marinha de Guerra Britânica utilizou helicópteros Lynx na destruição do submarino "Santa Fé" e de navios argentinos, em 1991 na Guerra do Golfo utilizou-os novamente tendo destruído várias lanchas-rápidas da Marinha de Guerra Iraquiana por via de mísseis SEA SKUA. Mais recentemente, em 2003 também actuaram na «Operação Iraqi Freedom».
• É um helicóptero projectado para operar a partir de navios do porte de uma corveta, estão preparados para operar com condições de mau estado de mar e de tempo ("sea state" +6 e ondulação de 4/6 metros), afim de facilitar o estacionamento no hangar, o cone da cauda é rebatível e as quatro pás são dobráveis e aerodinâmicas, possuindo pontas curvas, são construídas em materiais compósitos de fibra de vidro, com escudo de titânio e níquel, para protegê-las da corrosão do meio marinho.
• A Marinha Portuguesa possui cinco unidades na versão ASW, encomendados em Novembro de 1990 e recebidos em 1993, três novos e dois adquiridos a "Royal Navy", tendo sido convertidos do padrão Lynx HAS.3S para Lynx Mk 95, destinados às fragatas da classe "Vasco da Gama", começaram a ser embarcados somente a partir de 1995.
• O requisito original previa 7 unidades, de modo a permitir uma maior rotatividade dos aparelhos, guarnições, respectivas equipas de manutenção e em caso de urgência destacar para cada fragata 2 helicópteros, situação que ocorreu na «Operação Crocodilo» em 1998, mas na prática a situação com 5 Lynx's tem obrigado a uma certa sobrecarga de horas de voo (16 mil), sendo que a frota já usufruiu de 50% da sua vida útil.
• A médio prazo (2009-2010) a modernização dos aparelhos tem por finalidade satisfazer as novas necessidades operacionais, nomeadamente em missões ASUW, equipando-os com o sistema de vigilância electrónica FLIR 2000HP, sistema de pontaria para lá do horizonte VESTA-Helo, filtros de areia para operar em ambiente terrestre e blindagem amovível na forma de placas e tapetes de kevlar com capacidade para promover protecção balística.
• A Esquadrilha de Helicópteros da Marinha (EHM) foi formalmente activada em 24/09/1993 e é operada a partir da Base Aérea n.º 6 em Montijo, são as novas "asas" da Armada Portuguesa após um período de quase 41 anos de interregno.
• Participam activamente no treino de Fuzileiros e Mergulhadores, desde a inserção no local de operação, até a recolha dos mesmos, de salientar que se encontra em fase de estudo e futuramente de treino, a capacidade de lançamento do DAE de pára-quedas a partir de helicóptero.
• O destacamento aéreo embarcado nas fragatas é constituído por 12 elementos, quando se opera 1 Lynx, 9 elementos da área de manutenção e 3 da tripulação, o número aumenta para 16 quando operam 2 helicópteros, sendo 11 da área de manutenção e 6 das tripulações.
• Em Dezembro de 1994, teve lugar a primeira missão operacional dos Lynx, quando dois embarcados na fragata "Vasco da Gama" participaram no exercício "CONTEX"
• Em 2002, durante a participação no exercício "INSTREX" realizou-se com sucesso o lançamento de um torpedo Mk46.
• Em Março de 2009, conclui-se o processo de certificação da metralhadora-pesada FN M3M Mk3 de 12,7mm montada transversalmente a bombordo, durante a navegação da fragata "Corte-Real" integrada na SNMG1, sistema de armas que irá permitir a capacidade de interdição marítima e ataque contra alvos terrestres, sobretudo durante a prestação de apoio de fogo próximo às operações anfíbias.


Lynx com metralhadora-pesada FN M3M 12,7mm montada a bombordo


Lynx com metralhadora-pesada FN M3M 12,7mm a bordo da Fragata Corte Real

• Em Julho de 2009, um Lynx participou numa demonstração relativa ao exercício de Segurança Energética organizado para o Presidente da República, introduzindo o PELBOARD por recurso a "fast-rope" no "Bérrio".

• Para além de Portugal o LYNX, também é utilizado pelas Marinhas de Guerra da África do Sul, Alemanha, Brasil, Coreia do Sul, Dinamarca, França, Holanda, Inglaterra, Malásia, Noruega, Oman, Paquistão, Singapura e Tailândia.

PARTICIPAÇÃO EM MISSÕES IMPORTANTES:
• Em 1994, a bordo da "Corte Real" participaram na «Operação Sharp-Guard» da UEO/NATO, no Mar Adriático.
• Em 1995, a bordo da "Vasco da Gama" participaram na «Operação Sharp-Guard» da UEO/NATO, no Mar Adriático.
• Em 1998, dois helicópteros a bordo da fragata "Vasco da Gama" participaram na «Operação Crocodilo» com o objectivo de evacuar civis e militares nacionais e posteriormente a bordo da fragata "Corte Real" participaram na «Operação Falcão», prestando apoio à Embaixada Portuguesa na Guiné-Bissau.


Evacuação de civis por Linx na Guiné-Bissau


Helicóptero Linx na Guiné-Bissau

• Em 1998/99, a bordo da fragata "Vasco da Gama" integrada na «STANAVFORLANT», participaram na «Operação Harbour» da NATO, no Mar Adriático.
• Em 1999, a bordo da fragata "Corte Real" participaram na «Operação Allied Force» da OSCE, no Mar Adriático.
• Em 1999, no âmbito das missões INTERFET e UNTAET da ONU, a bordo da fragata "Vasco da Gama" realizaram missões de apoio médico-sanitário às populações, em Timor-Leste.


Helicóptero na missão da INTERFET em Timor-Leste

• Em 2000, um Lynx participou nas buscas de uma avioneta civil CESSNA 152 que caiu próximo do Portinho da Arrábida, prestando apoio aos Mergulhadores Sapadores.
• Em 2002, a bordo da fragata "Álvares Cabral", participaram na «Operação Active Endeavour» da NATO, no Mar Mediterrâneo.
• Em Janeiro de 2004, a 46 milhas de Vila Real de Stº António, um Lynx participou numa missão de combate ao narcotráfico na ZEE Portuguesa, em cooperação com a Polícia Judiciária, tendo sido utilizado pelo DAE para abordar uma embarcação suspeita (Fast-rope com hélis), na operação participaram também Fuzileiros, uma corveta e o submarino "Delfim".
• Em Fevereiro de 2006, a 145 milhas de Aveiro, dois Lynx's participaram na «Operação Atlântida» de combate ao narcotráfico na ZEE Portuguesa, em cooperação com a Polícia Judiciária, tendo abordado um cargueiro suspeito, que culminou na apreensão de 2,8 toneladas de cocaína, na operação participaram também o DAE, a fragata "Corte Real" e um avião P3 Orion da FAP.
• Em Abril de 2006, a bordo da "Corte-Real" na missão de apoio à política externa, um Lynx participou no exercício de cooperação técnico-militar "DISTEX", em Angola.



Helicóptero no exercício DISTEX a efectuar um VERTREP

• Em Setembro de 2006, a 180 milhas da Oeste da costa portuguesa, um Lynx participou na «Operação Mar Português» de combate ao narcotráfico na ZEE Portuguesa, em cooperação com a Polícia Judiciária, tendo abordado um iate suspeito, que culminou na apreensão de cerca de 800 Kg de cocaína, na operação participaram também a fragata "Vasco da Gama", uma equipa de oito Fuzileiros e um avião P3 Orion da FAP".
• Em Setembro de 2007, um Lynx a bordo da fragata "Álvares Cabral" integrada na SNMG1, participou numa missão histórica da NATO de circum-navegação ao Continente Africano, num exercício ASW e abordagem com a Marinha Sul-Africana e no socorro às vítimas da erupção vulcânica da ilha Jazirat, no Iémen.
• Em 2009, um Lynx a bordo da fragata "Corte-Real" integrada na SNMG1, tem participado no combate às acções de corso marítimo realizadas por piratas somalis.

NOTA: Site oficial da EHM: http://helicopteros.marinha.pt/Helicopteros/Site/PT

29/06/09

NAVIOS-HIDROGRÁFICOS CLASSE "D. CARLOS I"


Navio-Hidrográfico "D. CARLOS"

TIPO DE NAVIO:
Navio hidrográfico oceânico

PERFIL:


DESLOCAMENTO:
2.285 toneladas


DIMENSÕES:
68,3 x 13,1 x 5,6 metros

PROPULSÃO:
4 motores diesel-eléctricos Caterpillar-Kato CAT D-398B de 3.200cv
1 propulsor de manobra à proa de 550cv
2 propulsores laterais de popa
2 hélices

ENERGIA:
1.500 kVA dos geradores principais
1 gerador de emergência de 265-kW

COMBUSTÍVEL:
1037 toneladas

VELOCIDADE MÁXIMA:
11 nós (20 km)

AUTONOMIA:
4.000 milhas a 11 nós
6.480 milhas a 3 nós

GUARNIÇÃO:
Oficiais: 6 (Sob o comando de um oficial superior)
Sargentos: 7
Praças: 21
Técnicos: 15
Total: 49

RADAR:
Navegação - RAYTHEON, banda I (? Km de alcance)

COMUNICAÇÕES:
- Antena de Satélite INMARSAT B;
- Radiogoniómetro VHF TAIYO TD-L5000;
- Radiogoniómetro MF/HF TAIYO TD-C338 MKII;
- Comunicações por satélite SATURN B Mk2;
- 1 ETO (Emissor Transmissor de Ordens);
- SICC (Sistema Integrado de Controlo de Comunicações);
- 2 Projectores de sinais

EQUIPAMENTO:
- Ar condicionado e mecanismos de extracção de gases;
- Sistema de Carta Electrónica ECDIS;
- Sonar Rebocado UQQ2 SURTASS, com 1.829 metros de cabo;
- Correntómetro ADCP RD INSTRUMENTS Ocean Surveyor OS75(38 e 150 kHz) com 1.000 metros de alcance;
- Sondador multifeixe de grandes fundos Kongsberg SIMRAD EM 120;
- Sondador multifeixe de médios fundos Kongsberg SIMRAD EM710;
- Sistema integrado de aquisição de dados HYPACK;
- Colhedor de amostras de sedimentos;
- Perfilador acústico de sedimentos SBP ECHOES 3500;
- Sondador de feixe simples (210, 33 e 15 kHz);
- Sonda de navegação Raytheon DE-740 (50 kHz);
- 4 Balsas salva-vidas;
- Sistema de vídeo com 4 câmaras de orientação controlável;
- Receptor meteorológico FAC-SIMILE - NAGRAFAX;
- Sistema de recepção de Avisos à Navegação NAVTEX;
- Centro de aquisição de dados;
- Remote Operated Vehicle (ROV);
- Suportes de fixação de garrafas Niskin;
- Laboratório seco;
- Laboratório molhado;
- Sala de desenho;
- 1 Guincho CTD oceanográfico;
- 1 Guincho multiusos;
- 1 Embarcação de sondagem de 7 metros;
- Sistema GPS;
- Receptor DGPS Leica MX 412B;
- Agulha magnética;
- Agulha giroscópica;
- Girobússola Sperry MK 277;
- Odómetro electromagnético;
- Anemómetro;
- Ómega diferencial;
- Barógrafo;
- Barómetro;
- 2 cabrestantes;
- 1 grua PALFINGER MARINE;
- 1 grua HEILA HLM 7-2S;
- 1 Pórtico lateral à bombordo de 10 toneladas;
- 1 Pórtico basculante de 2 toneladas na popa

DESIGNAÇÃO NATO:
AGS

INDICATIVO DE CHAMADA INTERNACIONAL:
NAVICARLOS
NAVICOUTINHO

ENDEREÇO RADIOTELEGRÁFICO:
CTHJ
CTHA

NÚMERO DE AMURA:
A522
A523

BASE DE APOIO:
Base Naval de Lisboa

NOME:
N.R.P. D. Carlos I (ex- USNS Audacious)
N.R.P. Almirante Gago Coutinho (ex-USNS Assurance)

ANO DE CONSTRUÇÃO:
1989 / 1997
1985 / 1999

EMPREGO OPERACIONAL:
- Fundeamento e operação de equipamentos oceanográficos;
- Fundeamento e operação de equipamentos hidrográficos;
- Apoio e participação em exercícios e operações navais;
- Assegurar observações hidrológicas;
- Detecção e localização de objectos;
- Combate a poluição no mar;
- Apoio à Comunidade Científica;
- Actualização da cartografia náutica;
- Detecção de minas;
- Apoio a operações SAR;
- Serviço público.

NOTAS:
• Ambos os navios foram construídos nos Estaleiros "Tacoma Boat Company" nos EUA, são baseados num projecto de navio de pesca de arrasto e faziam parte da classe norte-americana de 10 navios "STALWART", destinados à vigilância e detecção anti-submarina, colocados em pontos estratégicos de passagem de submarinos da ex-União Soviética.
• A partir de 1999, iniciou-se em doca seca dos Estaleiros do Arsenal do Alfeite as obras de adaptação de navio de vigilância oceânica para navio hidrográfico, com financiamento do PIDDAC, assim como a manufacturação dos pórticos projectados pela Direcção de Navios.
• Permitiram substituir o "Almeida de Carvalho" e a aumentar o efectivo de navios hidrográficos.
• Os navios sofreram um programa de reequipamento da capacidade oceanográfica e hidrográfica, o "D. Carlos I" concluiu a adaptação em 2004, e o "Almirante Gago Coutinho" foi reequipado e entrou ao serviço em 2007.
• São navios utilizados para a actividade de investigação, hidrografia e oceanografia em alto-mar e zonas costeiras, nomeadamente levantamentos hidrográficos, colheita de dados no domínio da oceanografia física e química, da geologia, da geofísica e químicas marinhas e da acústica submarina.
• Com o objectivo de dotar os navios com capacidade de manobra acrescida, instalou-se dois propulsores laterais de popa, que permitem efectuar com maior exactidão e qualidade o posicionamento das estações de colheita sedimentológica em ambientes de grandes profundidades (até 5.000 metros).
• Cada navio tem na tolda uma base contentorizada onde foi estruturalmente instalado um berço para uma embarcação de sondagem de 7 metros FASSMER com um deslocamento de 4,5 toneladas ("UAM Mergulhão" no "D. Carlos I" e "UAM Cagarra" no "Almirante Gago Coutinho"), com velocidade máxima de 20 nós e capacidade para 6 horas de sondagem, concebidas para operar com um sondador multifeixe de pequenas profundidades para a execução de levantamentos hidrográficos junto à costa ou em portos.


UAM "CAGARRA"

• Em 2001, durante a participação no exercício "SWORDFISH" o "D. Carlos I", teve um papel determinante no levantamento, análise e previsão em tempo real das condições ambientais com impacto na condução das operações, efectuou igualmente a recolha três torpedos de exercício Mk46.
• Em Outubro de 2006, o "D. Carlos I" foi palco do lançamento do 3º volume do livro "Aves de Portugal", trata-se de uma síntese da informação recolhida pelo Rei D. Carlos I, durante mais de vinte anos dedicados ao estudo da Ornitologia, é composto a partir das anotações inéditas representadas em cadernos manuscritos que fazem parte, juntamente com as gravuras, do acervo documental do Aquário Vasco da Gama.
• Em Maio de 2006, o "D. Carlos I" participou no exercício "SWORDFISH", sendo palco de uma acção de embargo.


Participação no exercício SWORDFISH 2006

• Em Abril de 2007, a "D. Carlos I" participou no exercício "INTEGREX" no âmbito do combate à imigração ilegal, com a finalidade principal de treinar o adestramento de procedimentos e perícias de actuação coordenada entre os meios do Comando Naval e da DGAM.
• Participam ainda com alguma frequência nos exercícios nacionais: AÇOR, CONTEX, PHIBEX, e ZARCO.
• Para além de Portugal a classe "STALWART", também é operada pela Marinha de Guerra da Nova Zelândia.

PARTICIPAÇÃO EM MISSÕES IMPORTANTES:
• Em 2005, o "D. Carlos I" iniciou de forma activa na Ilha da Madeira no âmbito do desenvolvimento económico, científico e cultural, a colaborar nos trabalhos de levantamento topográfico das 285 mil milhas quadradas de oceano, necessárias à pretensão de extensão da Plataforma Continental de Portugal para 350 milhas, permitindo reclamar direitos de jurisdição na exploração de eventuais recursos minerais encontrados no fundo do mar, sob os auspícios da Convenção das Nações Unidas sobre a Lei do Mar de 1982.

27/06/09

NAVIO-ESCOLA "VEGA"

RECORDANDO O "VEGA"


Navio-Escola "VEGA"

TIPO DE NAVIO:
Yawl

DESLOCAMENTO:
40 toneladas

DIMENSÕES:
19,8 x 4,3 x 2,5 metros

PROPULSÃO:
Eólica - 200 m²
1 motor a diesel YANMAR 127cv
1 hélice

VELOCIDADE MÁXIMA:
Eólica - 9 nós (17 km)

GUARNIÇÃO:
Oficiais: 2 (Sob o comando de um oficial superior)
Sargentos: 1
Praças: 2
Cadetes: 10
Total: 15

RADAR:
Navegação - FURUNO FR 160, banda I

COMUNICAÇÕES:
- Radiogoniómetros TAYO VHF / HF / MF;
- 1 ETO (Emissor Transmissor de Ordens)

EQUIPAMENTO:
- 2 Balsas salva-vidas;
- Sistema GPS;
- Receptor DGPS;
- Agulha magnética;
- Agulha giroscópica;
- Ómega diferencial;
- Barógrafo;
- Barómetro;
- 1 Bote pneumático ZEBRO III;
- Receptor meteorológico FAC-SIMILE - NAGRAFAX;
- Sistema de Carta Electrónica ECDIS;
- Odómetro electromagnético;
- Sistema de recepção de Avisos à Navegação NAVTEX;
- Girobússola;
- Anemómetro

DESIGNAÇÃO NATO:
AXL

INDICATIVO DE CHAMADA INTERNACIONAL:
ESCOLAVEGA

INDICATIVO RADIOTELEGRÁFICO:
CTEH


NÚMERO DE AMURA:
A5201

BASE DE APOIO:
Base Naval de Lisboa

NOME:
N.R.P. Vega

ANO DE CONSTRUÇÃO:
1949 / 1976

NOTAS:
• Foi desenhado pelo arquitecto naval "John G. Alden" e construído por "Henry Hinckle" no Maine - EUA, em 1949, adquirido em 1964 pelo industrial José Manuel de Mello, em Fevereiro de 1973 ofereceu o navio ao CNOCA - Clube Náutico de Cadetes da Armada, passando ao efectivo dos navios da Marinha de Guerra Portuguesa em Maio de 1976.
• É utilizado na formação marinheira e na prática de navegação dos cadetes da Escola Naval, efectuando viagens de instrução, embarques de fins-de-semana e regatas em Portugal e no estrangeiro.
• De destacar uma viagem feita aos EUA em 1976, a título das comemorações do seu Bicentenário; Regata do Jubileu da Rainha de Inglaterra em 1977; Regata "Falmouth" - Lisboa - Southampton em 1982; Regata do Troféu Infante entre Lisboa - Horta - Lisboa em 1983; Regata Internacional Canárias - Madeira entre Lanzarote e o Funchal em 2003.
• O navio conta ainda com mais de uma dezena de regatas às Ilhas Canárias e com inúmeras regatas em Portugal Continental.
• Em Junho de 2006, participou no desfile naval no Tejo da comemoração dos 150 anos da Associação Naval de Lisboa, acompanhado do Navio-Escola "Sagres", do "Creoula" e mais de 300 embarcações.
• Em Agosto de 2006, participou na Regata "XXII Edição do Trofeu Almirante Conde de Barcelona", obtendo o 4º lugar na sua classe de navios, e recebeu a honrosa condecoração de «Navio mais Elegante», na presença do Rei de Espanha.
• A 21 de Julho de 2008, passou ao estado de desarmamento e abate ao efectivo, futuramente será convertido e preservado face ao seu grande valor museológico, sendo substituído pelo veleiro "Blaus VII" que se encontra à guarda da Marinha Portuguesa e foi capturado em Fevereiro de 2006, a 100 milhas da Ilha da Madeira pelo DAE na «Operação AGRAFE» de combate ao narcotráfico, em cooperação com a Polícia Judiciária.



O "Blaus VII" sob custodia da Polícia Marítima no Porto do Funchal


O "Blaus VII" a navegar com cadetes da Escola Naval a par da "Sagres" no dia da Cerimónia do Cinquentenário do Cristo Rei

MODERNIZAÇÃO DA ARMADA

"...Marinheiro sou de alma e coração e o meu maior desejo seria acompanhar-vos a todos nos transes dolorosos da vossa vida. Sentindo profundamente que o País não possa, por enquanto, dotar a sua Marinha de Guerra com o material que a vossa ilustração e o vosso trabalho merecem, esperança tenho que um dia chegará em que a Marinha de Guerra Portuguesa ocupe, entre as suas congéneres, o lugar que o seu passado e a vossa dedicação lhe dão jus."

                                                                                                Rei D. Carlos I

"...muito simplesmente, uma Armada é a extensão marítima do estado soberano. Se o estado quiser continuar soberano e seguro, tem de estar preparado para investir num nível apropriado de poder naval. Ao contrário, se o estado estiver preparado para renegar as suas responsabilidades navais, e não quiser preservar a sua soberania, então não precisa de Marinha. Mas, nesse caso, continuará a ser um Estado?"

                                                                                                Peter Haydon


          Portugal situa-se no Sudoeste do continente europeu, é dotado de uma costa com 967 milhas, fronteiras definidas desde os princípios do século XIII e quase 900 anos de história, sendo uma nação com uma forte tradição marítima, não por opção mas por necessidade, sendo exemplo disso o facto de a maioria da população ao longo dos séculos sempre se ter concentrado junto do litoral, e a fronteira marítima foi a porta para o mundo, uma via de afirmação e independência nacional, acontecimento que data do século XV com a gesta dos descobrimentos, quando navegadores impulsionados pelo Infante D. Henrique, descobriram o Arquipélago da Madeira (1419) e dos Açores (1427), dobraram o Cabo Bojador (1434), alcançaram a costa ocidental de África, contornaram o Cabo da Boa Esperança (1488) e estabeleceram o caminho marítimo para a Índia (1498).
          Por conseguinte, Portugal foi a 1ª potência colonial europeia a chegar à África subsariana, nos finais do século XV e em meados dos anos 70, juntamente com Espanha, das últimas a retirar-se.
          É um país com um espaço marítimo atlântico à sua responsabilidade não negligenciável, possui uma das mais vastas ZEE do mundo atribuída pela ONU e a maior da União Europeia (1.700.000 Km²), um bem que muito promete em termos de recursos.
          É ponto de passagem da maioria das grandes rotas comerciais marítimas, pelas nossas águas jurisdicionais navegam 53% do comércio europeu, tendo em conta que o transporte por via marítima representa hoje 90% do comércio mundial com tendência para aumentar, beneficiamos de uma posição privilegiada relativamente as aproximações ao Estreito de Gibraltar, aos continentes americano, europeu e africano, dispondo assim de importantes factores para o seu grau de influência na sociedade internacional.
          Face ao progressivo esgotamento a nível global dos recursos em terra, e como o nosso mar jurisdicional constitui uma importante fonte de recursos naturais, conferindo a Portugal um elevado potencial, é pois necessário acautelar o seu património estimado em 20.000 milhões de Euros por ano.
          É um mar fundamental para a circulação entre as três parcelas do território nacional (triângulo estratégico), permite a ligação a outros espaços geográficos, facilitando o trânsito de produtos essenciais ao funcionamento da economia e promove a aproximação comercial. Une as culturas e funciona como factor de equilíbrio em luta permanente contra a sistematização da precariedade ecológica que o actual sistema de globalização mundial e maximização de lucros vigente teima em ignorar.
          Nestas circunstâncias torna-se fundamental não descurar o quanto valiosos e o nosso mar, a Marinha Mercante, o nosso porto de águas profundas (Sines) e os grandes portos (Leixões, Lisboa, Setúbal, Ponta Delgada, Funchal e Caniçal), verdadeiros motores de desenvolvimento económico nacional e por onde se insere 70% das nossas importações que estimulam e justificam a necessidade de se dispor de uma Marinha de Guerra moderna e credível que privilegie a eficácia e eficiência da acção no mar, nomeadamente assegurando o uso do mar pelo Estado e a capacidade necessária para a sua negação a entidades hostis.
          A queda do Muro de Berlim e a implosão da URSS, como profunda modificação de natureza política que teve lugar na Europa em finais de 1989 e as consequentes alterações ao ambiente da ordem internacional até então vigente, determinaram uma reformulação dos objectivos estratégicos da Armada. Assim, enquanto na Guerra Fria a sua principal tarefa consistia na defesa das vias marítimas situadas entre o Sudoeste da Europa e as imediações da ZEE do continente Norte-Americano, no passado recente o ponto de convergência das atenções esteve mais orientado para os conflitos regionais, como o caso da ex-Jugoslávia, Guiné-Bissau e Timor-Leste, compromissos da NATO, acções de soberania nas águas nacionais e na ZEE, defesa dos recursos piscatórios, operações de socorro a náufragos e o incremento do combate à poluição e ao narcotráfico.
          No entanto, a evolução do ambiente estratégico internacional com a nova situação desencadeada pelos acontecimentos do 11 de Setembro de 2001, como recrudescer de novas formas de terrorismo, vieram acelerar a implementação das medidas que já algum tempo se encontravam em estudo na NATO, que a par do crime organizado internacional, narcotráfico e imigração ilegal, exigem uma cooperação estreita entre as forças de segurança e as forças militares.
          A Marinha de Guerra Portuguesa como instrumento de autoridade e de apoio à política externa do Estado, é pois a entidade que mais participa em prol do esforço realizado sob a égide da cooperação judicial comunitária (espaço marítimo europeu) e no âmbito da NATO para encarar o pertinente flagelo das ameaças assimétricas.
          Deste modo a Marinha de Guerra Portuguesa optou recentemente por um programa que visa o reequipamento do Corpo de Fuzileiros e a regeneração inadiável da esquadra, na linha de raciocínio da chamada Marinha Equilibrada e de Duplo Uso, operando segundo uma lógica de integração e complementaridade entre as missões de Marinha de Guerra e Guarda-Costeira, visando o emprego integrado de meios mais consentâneos com as diversas necessidades e num leque mais alargado de situações.
          Programa este que melhora substancialmente o binómio custo/eficácia, desenvolve-se na observância dos princípios da economia de meios e da potenciação de actuações para as missões actuais no quadro da defesa militar e apoio à política externa (por ex: luta contra o terrorismo transnacional), com as capacidades vocacionadas para segurança (por ex: luta contra o crime organizado internacional), imposição da autoridade do Estado no mar (por ex: luta contra a imigração ilegal) e investigação e desenvolvimento económico, científico e cultural (por ex: extensão da Plataforma Continental).
          O financiamento do programa é assegurado pelo PIDDAC e pela Lei de Programação Militar (LPM), sendo de salientar que a respectiva concretização destes programas conferirá no domínio económico uma oportunidade para a indústria naval nacional, assim como uma flexibilidade e a versatilidade necessárias para que a componente naval do Sistema de Forças Nacional assegure a obtenção de sinergias com o consequente benefício do cumprimento eficaz da missão da Armada.
          Actualmente muitos dos navios existentes são desadequados para as novas necessidades operacionais e já alcançaram o seu termo de vida útil, tendo em média uma longevidade operacional superior a 25 anos, em resultado da sua degradação natural, da obsolescência operacional e logística dos sistemas instalados, caracterizando-os com níveis tecnológicos baixos. Para tal contribuíram decisivamente as conjunturas tendencialmente economicistas e falhas de perspectiva estratégica por parte do poder político.
          Deste modo, os principais programas de reequipamento e modernização progressiva incluem a incorporação na Marinha de Guerra Portuguesa de:

- Duas fragatas da classe "Bartolomeu Dias" (em execução);
- Dois submarinos U209PN da classe "Tridente";
- Seis NPO (Navio de Patrulha Oceânica) classe "Viana do Castelo";
- Dois NCP (Navio de Combate à Poluição) Subclasse "Sines";
- Cinco LFC (Lanchas de Fiscalização Costeira)
;

Serão adquiridos:
- 20 viaturas blindadas anfíbias PANDUR II para o Corpo de Fuzileiros;
- Reequipamento do Corpo de Fuzileiros.


Prevê-se também:
- Modernização das fragatas da classe Vasco da Gama;
- Aquisição ou construção de um NPL (Navio Polivalente Logístico);
- Aquisição ou construção de Draga-Minas.

25/06/09

NAVIO-BALIZADOR "SCHULTZ XAVIER"

(ACTUALIZADO)

Navio-Balizador "SCHULTZ XAVIER"

TIPO DE NAVIO:
Balizador oceânico

PERFIL:


DESLOCAMENTO:
900 toneladas

DIMENSÕES:
56,1 x 10,2 x 3,8 metros

PROPULSÃO:
2 motores a diesel - 2.400cv
2 hélice

VELOCIDADE MÁXIMA:
14,5 nós (27 km)

AUTONOMIA:
3.000 milhas a 12,5 nós

GUARNIÇÃO:
Oficiais: 4 (Sob o comando de um oficial superior)
Sargentos: 8
Praças: 28
Total: 40

RADAR:
Navegação - KELVIN HUGHES 1007, banda I (37 Km de alcance)

COMUNICAÇÕES:
- 1 Teleimpressora;
- Radiogoniómetro VHF TAIYO TD-L5000;
- Radiogoniómetro HF TAIYO TD-C338 MkII;
- 1 ETO (Emissor Transmissor de Ordens);
- 1 Projector de sinais

EQUIPAMENTO:
- 1 Lancha semi-rígida;
- 1 Bote pneumático ZEBRO III;
- Sistema de Carta Electrónica ECDIS;
- 1 Gato de reboque;
- Sonda ultrasónica SEACHART III;
- Sistema GPS RAYSTAR 920;
- Receptor DGPS FURUNO GP-80;
- Odómetro electromagnético;
- Girobússola;
- Anemómetro;
- Agulha magnética;
- Agulha giroscópica;
- Ómega diferencial;
- Barógrafo;
- Barómetro;
- 2 Canhões de água;
- 5 Balsas salva-vidas;
- Hélices de passo variável;
- 1 Câmara hiperbárica contentorizada;
- Equipamento para combate a poluição;
- Porão para 150 garrafas de acetileno;
- Central de alarmes SIEMENS Cerbeus;
- 1 Gerador de água doce por osmose inversa;
- Sistema de estabilização por tanques de água;
- Receptor meteorológico FAC-SIMILE - NAGRAFAX;
- Sistema de recepção de Avisos à Navegação NAVTEX;
- 2 Porões com capacidade para 115 toneladas ou 331 m³;
- 1 Grua hidráulica com lança telescópica FASSI F800 de 12 toneladas

SISTEMAS DE ARMAS:
2 Metralhadoras-ligeiras HK-21 de 7,62mm

DESIGNAÇÃO NATO:
ABU

INDICATIVO DE CHAMADA INTERNACIONAL:
BALIVIER

ENDEREÇO RADIOTELEGRÁFICO:
CTED


NÚMERO DE AMURA:
A521

BASE DE APOIO:
Base Naval de Lisboa

NOME :
N.R.P. Schultz Xavier

ANO DE CONSTRUÇÃO:
1972

EMPREGO OPERACIONAL:
- Fiscalização da Pesca;
- Apoio a operações SAR;
- Combate à poluição no mar;
- Apoio e participação em exercícios e operações navais;
- Balizagem e apoio a faróis, farolins e bóias;
- Reboque, desencalhe de navios e recuperação de objectos afundados;
- Fiscalização dos esquemas de separação de tráfego marítimo;
- Navio de apoio aos Mergulhadores.


NOTAS:
• Foi construído nos Estaleiros do Arsenal do Alfeite, é o único navio existente na Armada que tem por missão principal desempenhar a balizagem e apoio a faróis (44), farolins (319) e bóias (227) do continente e das regiões autónomas.
• Em 1997, instalou-se uma câmara hiperbárica, passando a servir de navio de apoio aos Mergulhadores, substituindo nesta tarefa o antigo Draga-minas "Ribeira Grande" da classe "S. Roque".


Draga-minas "S. Roque"

• Em 2001, participou no exercício "CONTEX", com uma equipa do DMS n.º 2 a bordo.
• Em 2002, foi equipado com meios de combate à poluição.
• Em 2002, participou no exercício "INSTREX" colocando minas simuladas por alvos sonar.
• Em 2003, participou no exercício "NEOTAPON", servindo de navio de apoio aos Mergulhadores Sapadores na área de guerra de minas.
• Em Abril de 2004, colaborou com o projecto "SEMAPP" da Fundação Lusa-Americana, servindo de meio de transporte e apoio ao submarino de investigação científica "Delta".


Embarque do mini-submarino no "Schultz Xavier"


Mini-submarino no convês


Preparação para a colocação do mini-submarino no mar


Colocação do mini-submarino no mar


Entrada do mini-submarino no mar


Mini-submarino a navegar pela própria propulsão


Vista do mini-submarino e do "Schultz Xavier"

• Em 2004, participou no exercício "INSTREX", apoiando a força naval no transporte e reboque do alvo para tiro de superfície e ainda nas séries de disparo de torpedos como unidade de recolha.
• Em Abril de 2005, participou no exercício de contra proliferação de Armas de Destruição Maciça "NINFA 2005", simulando um navio suspeito e efectuou o reboque do Navio-Reabastecedor "Bérrio" para certificação do aparelho de reboque.



Reboque ao Navio-Reabastecedor "Bérrio"

• Em Junho de 2006, participou no exercício "STEADFAST JAGUAR", com a missão de realizar o levantamento hidrográfico dos mares de Cabo Verde, embarcando para o efeito uma equipa de hidrografia e uma equipa de Mergulhadores do DMS n.º 2, assim como a embarcação do Instituto Hidrográfico "Gaivota".
• Em Setembro de 2009, embarcou um repórter da rádio TSF para acompanhar uma missão de patrulha no Oceano Atlântico.
• Participa também nos exercícios nacionais: PHIBEX, SWORDFISH e ZARCO.

PARTICIPAÇÃO EM MISSÕES IMPORTANTES:
• A 3 de Dezembro de 1975, efectuou o reboque das LFG's "Argos", "Dragão" e "Hidra" para Angola, acompanhado a navegar pelos próprios meios pelas LFG's "Lira" e "Orion", mais as LDG's "Alfange" e "Ariete", todos escoltados pela corveta "António Enes", num comboio naval que ficou conhecido como "A Incrível Armada", efectuando uma viagem de 63 dias, 885 horas e 8.900 milhas até Luanda.
• Em Dezembro de 1977, recuperou a LDM 426 destacada para a AMSJ - Área Militar de S. Jacinto que sofrerá um acidente que a deixou submersa.




LDM 426 a ser recuperada pelo Navio-Balizador "Scultz Xavier"
(Fotos do TCor Páraquedista Miguel Silva Machado)


• Em Março de 2001, participou na recuperação de corpos do acidente da ponte Hintze Ribeiro em Entre-os-Rios.
• Em 2002, esteve envolvido nas operações de combate a poluição no mar, resultante do afundamento do petroleiro "Prestige", utilizando equipamento de recolha de poluição.

24/06/09

NAVIO DE TREINO NO MAR "CREOULA"


Navio de Treino no Mar "CREOULA"

TIPO DE NAVIO:
Lugre de quatro mastros

PERFIL:


DESLOCAMENTO:
1.300 toneladas

DIMENSÕES:
67,4 x 9,9 x 4,7 metros

ALTURA DO MASTRO:
36 metros

PROPULSÃO:
Eólica
1 motores a diesel MTU Friedrichshafen, 8 cilindros 500cv
1 hélice

COMBUSTÍVEL:
60 toneladas

VELOCIDADE MÁXIMA:
10,5 nós (19 km)

AUTONOMIA:
5.450 milhas a 7,5 nós

GUARNIÇÃO:
Oficiais: 6 (Sob o comando de um oficial superior)
Sargentos: 6
Praças: 26
Instruendos: 51
Director de Treino: 1
Total: 90

RADAR:
Navegação - KELVIN HUGHES KH MANTA 2000, banda I (37 Km de alcance)

COMUNICAÇÕES:
- 1 ETO (Emissor Transmissor de Ordens);
- Radiogoniómetros TAYO VHF / HF / MF

EQUIPAMENTO:
- Motor para manobra do ferro e das velas;
- Receptor meteorológico FAC-SIMILE - NAGRAFAX;
- Sistema de recepção de Avisos à Navegação NAVTEX;
- Porão calafetado;
- Aguada: 146 toneladas;
- Sistema de Carta Electrónica ECDIS;
- Estação para tratamento de esgotos;
- 8 Balsas salva-vidas;
- 2 Botes pneumáticos ZEBRO III;
- 1 Lancha semi-rígida;
- Área vélica: 1.244 m²;
- Casco de aço;
- Sistema GPS;
- Receptor DGPS;
- Odómetro electromagnéticos;
- Girobússola;
- Anemómetro;
- Agulha magnética;
- Agulha giroscópica;
- Ómega diferencial;
- Barógrafo;
- Barómetro

DESIGNAÇÃO NATO:
AXS

INDICATIVO DE CHAMADA INTERNACIONAL:
CREOULA

INDICATIVO RADIOTELEGRÁFICO:
CTEL


NÚMERO DE AMURA:
UAM 201

BASE DE APOIO:
Base Naval de Lisboa

NOME:
NTM Creoula

ANO DE CONSTRUÇÃO:
1937 / 1987

NOTAS:
• Foi construído nos Estaleiros da CUF - Companhia União Fabril (actual Lisnave), para a Parceria Geral de Pescarias em 1937, em tempo recorde de 62 dias úteis.
• Foi adquirido por 9.000 Contos pela Secretaria de Estado das Pescas em 1979 com o objectivo inicial de o transformar em Navio-Museu da Pesca ao Bacalhau, sendo posteriormente transferido para a Marinha de Guerra Portuguesa ao abrigo do Decreto-lei nº138/87 de 20 de Março.
• Foi entregue à Marinha de Guerra Portuguesa em 01 /06 / 1987, que após fabricos de adaptação e modernização, apetrechou-o e vocacionou para a formação de jovens dos 14 aos 25 anos de ambos os sexos, a fim de lhes proporcionar e pôr em prática conhecimentos náuticos, especialmente nas áreas de navegação e marinharia, e no qual desempenham todas as tarefas da vida de bordo, desde as de adjunto do Oficial de quarto, até às inevitáveis limpezas diárias e trabalhos de cozinha.
• Destaque para a proa reforçada em aço de qualidade para quebrar o gelo, dado que outrora era um Navio de Pesca ao Bacalhau e navegava nos mares gelados da Gronelândia, Nova Escócia e Terra Nova.
• Enquanto bacalhoeiro efectuou 37 campanhas de pesca até 1973, trazendo para Portugal cerca de 26 mil toneladas de bacalhau fresco, e navegou o equivalente a mais de 10 viagens à volta do mundo.
• O interior do navio é revestido a madeira de boa qualidade e o seu casco pintado de branco, a fim de permitir uma melhor percepção no nevoeiro dos mares gelados.
• As velas feitas de "Dacron", material sintético, leve e resistente, eram na época de Navio de Pesca ao Bacalhau, tecidas em Lona de algodão, manufacturadas pelos próprios marinheiros da tripulação.
• Existem dois navios gémeos, o "Polynesia II" (ex-Argus) que pertenceu durante 30 anos a uma companhia norte-americana de navios históricos com fins turísticos, a "Windjammer Barefoot Cruises" que o utilizou para realizar cruzeiros turísticos no Mar das Caraíbas, recentemente adquirido pela empresa nacional de pescas Pascoal & Filhos e o "Santa Maria Manuela", que se encontrava nas docas dos Estaleiros Navais de S. Jacinto, há mais de dez anos, também adquirido pela Pascoal & Filhos.
• Em 1992, foi remotorizado e sofreu algumas modificações ao nível dos interiores, a fim de se instalar uma biblioteca e sala de aulas.
• Em 2005, pareceu a mascote do navio, a cadela de raça portuguesa de cães-de-água, de nome "Espuma", que fazia parte integrante da guarnição há já 15 anos, sendo o seu elemento com mais horas de navegação, e que criou amizade com mais de 7.500 jovens instruendos, dezenas de oficiais, e centenas de elementos da guarnição que prestaram serviço no navio.


A mascote "Espuma"

PARTICIPAÇÃO EM MISSÕES IMPORTANTES:
• A 1 de Junho de 1987, dia em que foi entregue à Marinha de Guerra Portuguesa, decorreu também a assinatura da adesão de Portugal à convenção internacional "Cartão Jovem".
• Em 1998, realizou uma viagem ao Canadá, no âmbito do projecto: "Creoula - de novo na Terra Nova", 25 anos depois da sua última campanha como Navio Bacalhoeiro.
• Em Junho de 2006, participou no desfile naval no Tejo da comemoração dos 150 anos da Associação Naval de Lisboa, acompanhado do Navio-Escola "Sagres", do "Vega" e mais de 300 embarcações.
• Em Julho de 2006, participou na Regata "Tall Race Ships", acompanhado do Navio-Escola "Sagres".
• Em Agosto de 2007, participou na Regata "Tall Race Ships Med" organizada pela "Sailing Training International", sendo distinguido com um prémio internacional.


23/06/09

NAVIO-ESCOLA "POLAR"


Navio-Escola "POLAR"

TIPO DE NAVIO:
Escuna com dois mastros

PERFIL:


DESLOCAMENTO:
70 toneladas

DIMENSÕES:
22,9 x 4,9 x 2,5 metros

ALTURA DO MASTRO:
20,2 metros

PROPULSÃO:
Eólica
1 motor a diesel de 157kW
1 hélice

VELOCIDADE MÁXIMA:
Eólica - 8 nós (16 km)

AUTONOMIA:
1.200 milhas a 5 nós

GUARNIÇÃO:
Oficiais: 2 (Sob o comando de um oficial superior)
Sargentos: 1
Praças: 2
Cadetes: 13
Total: 18

RADAR:
Navegação - FURUNO FR 160, banda I

COMUNICAÇÕES:
- Radiogoniómetro ELNA KS510II;
- Radiogoniómetro portátil SAFIX;
- 1 ETO (Emissor Transmissor de Ordens)

EQUIPAMENTO:
- Sonda ultrasónica SEAFARERS 700;
- Área vélica: 304 m²;
- Receptor ÓMEGA M-6;
- Anemómetro HÉRCULES 190;
- Girobússola SPERRY Mk27;
- Ar condicionado;
- 2 Balsas salva-vidas;
- Sistema GPS;
- Receptor DGPS;
- Agulha giroscópica;
- Ómega diferencial;
- Barógrafo;
- Barómetro;
- Agulha magnética de fluxo;
- 1 Bote pneumático ZEBRO III;
- Receptor meteorológico FAC-SIMILE - NAGRAFAX;
- Sistema de Carta Electrónica ECDIS;
- Odómetro electromagnético HÉRCULES 190;
- Sistema de recepção de Avisos à Navegação NAVTEX

DESIGNAÇÃO NATO:
AXL

INDICATIVO DE CHAMADA INTERNACIONAL:
ESCOLAPOLAR

INDICATIVO RADIOTELEGRÁFICO:
CTEJ


NÚMERO DE AMURA:
A5204

BASE DE APOIO:
Base Naval de Lisboa

NOME:
N.R.P. Polar

ANO DE CONSTRUÇÃO:
1977 / 1983

NOTAS:
• Foi construído em 1977 nos Estaleiros Navais Phoenix B.V. Westerbroeck, Roterdão (Holanda), tendo sido utilizado em cruzeiros charter até 1982.
• É uma réplica do famoso Iate "America" que em 1851 atravessou o Oceano Atlântico para competir em águas britânicas, tendo posteriormente ganho a histórica Regata "100 Guinea Cup".
• A 21 de Outubro de 1983, foi oferecido pela "Windjammer fur Hamburg" à Marinha de Guerra Portuguesa como contrapartida e sinal de agradecimento pela cedência do antigo Navio-Escola conhecido por "Sagres I".
• A quilha profunda serve para contrariar a pressão que as velas exercem sobre os dois mastros (traquete e grande), devido à sua inclinação acentuada para a popa, sendo de salientar que no entanto, são públicas e reconhecidas as suas fracas prestações como veleiro.
• Em Março de 2006, terminou uma profunda intervenção em todas as estruturas do navio, durante o qual se substitui diversas máquinas e equipamentos, acabando por reconfigurar o navio.
• Juntamente com o "Vega" constituí o agrupamento de veleiros da Escola Naval, sendo utilizado por cadetes para pôr em prática conhecimentos, especialmente nas áreas de navegação e marinharia.

NAVIOS-PATRULHA DA CLASSE "CACINE"


Navio-Patrulha "CACINE"

TIPO DE NAVIO:
Patrulha costeiro

PERFIL:


DESLOCAMENTO:
310 toneladas

DIMENSÕES:
48,1 x 7,6 x 2,2 metros

PROPULSÃO:
2 motores a diesel MTU 12V 538 TB80 - 3.750cv
2 hélices

ENERGIA:
2 geradores diesel-eléctricos MERCEDES-BENZ de 100kVA

VELOCIDADE MÁXIMA:
20,5 nós (38 km)

AUTONOMIA:
4.400 milhas a 12 nós

GUARNIÇÃO:
Oficiais: 3 (Sob o comando de um oficial subalterno)
Sargentos: 6
Praças: 24
Total 33

RADAR:
Navegação - KELVIN HUGHES 1007, banda I (37 Km de alcance)

COMUNICAÇÕES:
- Receptor REDIFON WK2182;
- Receptor MF/HF CEG2200;
- Transreceptor VHF SAILOR RT2048;
- Transreceptor UHF/VHF XT412;
- 2 Transreceptores HF RF-2301;
- Radiogoniómetro VHF TAIYO;
- Radiogoniómetro MF/HF TAIYO;
- MF/HF DSC SKANTI 9000;
- VHF DSC SAILOR RM2042;
- 1 ETO (Emissor Transmissor de Ordens);
- 1 Projector de sinais

EQUIPAMENTO:
- Terminal SIFICAP;
- Sistema GPS MX200;
- Odómetro electromagnético SAGEM;
- 2 Agulhas magnéticas;
- Sonda ultrasónica ELAC LAZ 50;
- Girobússola ARMA-BROWN MKIMOD 5C;
- Anemómetro LAMBRECHT;
- Receptor DGPS FURUNO GP-80;
- 1 Lancha semi-rígida;
- 1 Bote pneumático ZEBRO III;
- Sistema de Carta Electrónica ECDIS;
- Agulha giroscópica;
- Ómega diferencial;
- Barógrafo;
- Barómetro;
- Equipamentos portáteis de visão nocturna;
- 1 Grua hidráulica telescópica HIAB 60 SEACRANE de 3,5 toneladas;
- Sistema de recepção de Avisos à Navegação NAVTEX;
- Receptor meteorológico FAC-SIMILE - NAGRAFAX;
- 2 Balsas salva-vidas ( + 1 quando de comissão no arquipélago Madeira)

SISTEMAS DE ARMAS:
1 Peça BOFORS de 40mm/60 Mod68 (12 Km de alcance)
1 Peça OERLIKON de 20mm/65 (2 Km de alcance)
2 Metralhadoras-ligeiras HK 21 de 7,62mm

DESIGNAÇÃO NATO:
PB

INDICATIVO DE CHAMADA INTERNACIONAL:
PACINE
PAANZA
PAZAIRE
PASAVE

ENDEREÇO RADIOTELEGRÁFICO:
CTPO
CTPS
CTPU
CTPY

NÚMERO DE AMURA:
P1140
P1144
P1146
P1161

BASE DE APOIO:
Base Naval de Lisboa

NOME:
N.R.P. Cacine
N.R.P. Quanza
N.R.P. Zaire
N.R.P. Save

ANO DE CONSTRUÇÃO:
1969
1970
1970
1973

EMPREGO OPERACIONAL:
- SAR;
- Presença Naval;
- Serviço público;
- Patrulha costeira da ZEE;
- Controlo da poluição na costa;
- Combate ao narcotráfico;
- Fiscalização da pesca;
- Fiscalização dos esquemas de separação de tráfego marítimo;
- Segurança de navios estrangeiros de visita a portos nacionais;
- Escolta a navios combatentes em àguas restritas;
- Exercícios com unidades navais e aéreas.

NOTAS:
• Foram construídos nos Estaleiros do Arsenal do Alfeite e nos Estaleiros Navais do Mondego (Figueira do Foz), todos os navios desta classe (inicialmente 10), têm nomes de rios africanos e indianos das antigas colónias, "Cacine" e "Geba" - Guiné-Bissau, "Cunene", "Quanza" e "Zaire" - Angola, "Zambeze" - Angola (desagua em Moçambique), "Rovuma", "Limpopo" e "Save" - Moçambique e "Mandovi" - Índia.
• Os últimos navios a ser construídos o "Limpopo" (já desactivado) e o "Save", tiveram algumas modificações no desenho estrutural, apresentando uma borda-falsa no castelo, permitindo aos navios terem melhor comportamento no mar em relação aos restantes da classe.
• Estes navios são uma evolução tecnológica das LFG - Lanchas de Fiscalização Grande da classe "Argos" construídas entre 1964 e 1965, nomeadamente com uma motorização diferente e mais potente, maior tonelagem de deslocamento, ao nível dos interiores as acomodações para a guarnição são mais espaçosas e contam com armamento, sensores e equipamentos mais sofisticados.


Lancha-patrulha da classe "Argos"

• Substituíram os seis patrulhas de 357 toneladas da classe "Príncipe" na Guerra Colonial, construídos entre 1942 e 1944 nos Estados Unidos, que tinham sido cedidos em 1949 ao abrigo do MDAP - Mutual Defence and Assistence Program.
• Durante os seus primeiros anos, à excepção do "Limpopo" e do "Geba" (já desactivados) todos os outros navios cumpriram missões operacionais na Guerra Colonial em Angola, Guiné e Cabo Verde, desde o patrulhamento da costa, vigilância e escolta avançada a navios de transporte de tropas e de material, apoio a lanchas de desembarque, assim como missões com os outros ramos das Forças Armadas.
• No tempo da Guerra Colonial eram dotados de 2 peças BOFORS, uma à proa e outra na popa, esta última substituída por uma grua de apoio aos botes pneumáticos, sobre a superestrutura onde se encontra actualmente a peça OERLIKON, estava um lança-foguetes de 32 tubos de 37mm, utilizado como apoio de fogo próximo contra eventuais alvos costeiros e saturação de área para a realização de desembarques.


"Cacine" no tempo da Guerra Colonial

• Actualmente realizam comissões de 3 meses de modo rotativo no Continente e Madeira, prioritariamente missões SAR, patrulha costeira e fiscalização da pesca.
• Em 2002, a "Geba" (já desactivada) participou no exercício "INSTREX", integrada na força opositora.
• Em Agosto de 2002, o Cte. do "Zambeze", Oficial de Marinha com especialidade em Mergulhador, foi condecorado com a medalha de prata de Coragem, Abnegação e Humanidade pelo Ministro da Defesa Nacional, pelo facto de em trabalho de equipa de com a guarnição, terem salvo em condições adversa de visibilidade e com risco da própria vida, o condutor de um automóvel que caiu ao mar no cais de Leixões em Julho do mesmo ano.
• Em Maio de 2005, o "Zaire" serviu de plataforma de abordagem para uma simulação do DAE, no Dia da Marinha.


Simulação de abordagem

• Em Maio de 2006, o "Zaire" colaborou no exercício de fogo real "PEDRA VIVA" do RG3, realizado com canhão bitubo anti-aéreo RHEINMETALL Mk20 RH 202 de 20mm, realizando a interdição do espaço marítimo ao Largo da Ponta do Pargo (Madeira).
• Em Maio de 2006, durante o exercício "SWORDFISH", o "Limpopo" (já desactivado) afundou-se após servir de navio alvo num exercício de tiro real com mísseis.
• Em Junho de 2008, durante o exercício "SWORDFISH", o "Geba" (já desactivado) afundou-se a 200 milhas a Sudoeste de Sagres, após servir de navio alvo num exercício de tiro real com 7 mísseis disparados por 5 fragatas participantes no exercício, de salientar que pela 1.ª vez foi possível reunir as três fragatas da classe "Vasco da Gama" que efectuaram o lançamento de mísseis contra o mesmo alvo.
• Em Junho de 2009, o "Zaire" participou no exercício de combate à poluição do mar e de salvamento marítimo "MERO 09", juntamente com a corveta "Afonso Cerqueira", LDG "Bacamarte", Navio de Passageiros "Lobo Marinho" e o Navio-Tanque "Galp Marine", ao largo da Ponta do Garajau na Madeira.


Navio-Patrulha "Zaire" lançando pipocas para simular poluente

• Participam nos exercícios nacionais: AÇOR, CONTEX, PHIBEX e ZARCO.
• Foram remotorizados em 1992/1993.

PARTICIPAÇÃO EM MISSÕES IMPORTANTES:
• Em Novembro de 1977, a "Geba" (já desactivada) prestou assistência aos náufragos do acidente do Boeing 727 da TAP, que devido ao mau tempo e após falhar a segunda tentativa de aterragem, saiu descontrolado do final da pista embatendo e explodindo numa estrada junto do aeroporto da Madeira.
• Em Março de 2001, a "Geba" (já desactivada) coadjuvou na recuperação de corpos do acidente da ponte Hintze Ribeiro em Entre-os-Rios.
• Em 2001, o "Zambeze" (já desactivado), estive envolvido na operação de remoção do navio mercante chinês "Coral Bulker", que encalhou no molhe exterior do porto de Viana do Castelo.
• Em 2002, o "Save", "Zaire" e o "Limpopo" (este último já desactivado), estiveram agrupados nas operações de combate à poluição, resultantes do afundamento do petroleiro "Prestige", efectuando o controlo das operações superfície, monitorizando a poluição através de comunicações com aeronaves.
• Em Agosto de 2004, a "Zaire" participou na operação de negação às águas territoriais portuguesas, ao navio "Borndiep" (Barco do Aborto) da organização "Women on Waves".
• Em Maio de 2006, a "Zaire" participou numa operação de afundamento de uma mina marítima Mk 56 de exercício que deverá ter perdido a poita que a segurava ao fundo do oceano e surgiu a flutuar a duas milhas a sul da baía de Porto Santo, coordenando toda a operação, monitorizando os seus movimentos, e serviu de apoio a equipa do Destacamento de Mergulhadores Sapadores, na operação também participou uma lancha da Polícia Marítima.

21/06/09

LANCHAS HIDROGRÁFICAS DA CLASSE "ANDRÓMEDA"


Lancha Hidrográfica "AURIGA"

TIPO DE NAVIO:
Lancha hidrográfica costeira

PERFIL:


DESLOCAMENTO:
245 toneladas

DIMENSÕES:
31,5 x 7,7 x 2,8 metros

PROPULSÃO:
1 motor diesel MTU 12V 396 TC 632, 760kW - 1.100cv
1 motor eléctrico BAUER P8A, 45kW - 60cv
1 hélice

ENERGIA:
1 gerador diesel-eléctrico CUMMINS de 120kVA
1 gerador PERKINS de 37kVA
1 alternador acoplado ao motor diesel de 80kVA

COMBUSTÍVEL:
35,5 toneladas

VELOCIDADE MÁXIMA:
Motores diesel - 12,5 nós (23 km)
Motores eléctricos - 5 nós (8 km)

AUTONOMIA:
1.980 milhas a 10 nós
1.100 milhas a 12 nós

GUARNIÇÃO:
Oficiais: 2 (Sob o comando de um oficial subalterno)
Sargentos: 7
Praças: 9
Técnicos: 6
Total: 24

RADAR:
Navegação - RACAL-DECCA 914C, banda I (27 Km de alcance)
Koden MDC-1540F, banda I

COMUNICAÇÕES:
- Radiogoniómetro VHF TAIYO TD-L5000;
- Radiogoniómetro HF TAIYO TD-C328H;
- Controlador VHF DSC RM2042 SAILOR;
- Transreceptor VHF RT2048 SAILOR;
- Transreceptor HF SSB TRP7000 SKANTI;
- Transreceptor MF/HF DSC 9006 SKANTI;
- 1 ETO (Emissor Transmissor de Ordens);
- 1 Projector de sinais

EQUIPAMENTO:
- Ar condicionado;
- Receptor DGPS Trimble NT 300D;
- Girobússola ANSCHUTZ KIEL STANDART 4P;
- Giro piloto ANSCHUTZ KIEL COMPILOT7;
- Ódometro electromagnético SAGEM;
- Anemómetro ADOLF THIES GOTTINGEM;
- TX/RX RF 2301 HARRIS;
- Sistema GPS;
- Ómega diferencial;
- Barógrafo;
- Barómetro;
- 2 Balsas salva-vidas;
- Agulha magnética;
- Agulha giroscópica;
- Colhedor de amostras VIBROCORER;
- 2 ROSETTE General Oceanic Mk1015;
- ROV Phantom S2;
- Sensor de movimento SEATEX SEAPATH 200;
- Sonar lateral KLEIN 2000, 5000 E GeoCHIRP1;
- Sondadores hidrográficos ATLAS DESO 20/25 com 2 frequências (33 e 210kHz) e adaptação para sistema de grandes fundos;
- Sistema de Carta Electrónica ECDIS;
- Receptor meteorológico FAC-SIMILE - NAGRAFAX;
- Sistema de recepção de Avisos à Navegação NAVTEX;
- Guincho oceanográfico de duplo tambor FACMIL, com um cabo simples e um cabo electromecânico;
- Sistema integrado de aquisição de dados HYPACK MAX;
- 1 Grua hidráulica telescópica HIAB 60 SEACRANE de 3,5 toneladas;
- 1 Pórtico basculante de 2 toneladas na popa;
- Cegonha hidráulica de 400Kg no través de Estibordo;
- Cabrestantes de 2.500Kg e 5.000 Kg a ré;
- 2 Botes pneumáticos com motor de 20cv e 50cv

DESIGNAÇÃO NATO:
AGSC

INDICATIVO DE CHAMADA INTERNACIONAL:
LHOMEDRA
LHAURIGA

ENDEREÇO RADIOTELEGRÁFICO:
CTHK

CTHL

NÚMERO DE AMURA:
A5203
A5205

BASE DE APOIO:
Base Naval de Lisboa

NOME:
N.R.P. Andrómeda
N.R.P. Auriga

ANO DE CONSTRUÇÃO:
1987
1988

ÁREA DE OPERAÇÕES:
Portugal Continental
Madeira

EMPREGO OPERACIONAL:
- Fundeamento e operação de equipamentos oceanográficos;
- Levantamentos geofísicos da plataforma continental;
– Apoio e participação em exercícios e operações navais;
- Assegurar observações hidrológicas;
- Monitorização ambiental de rios;
- Fundeamento de bóias ondógrafo;
- Detecção e localização de objectos;
- Apoio à Comunidade Científica;
- Actualização da cartografia náutica;
- Combate à poluição no mar;
- Detecção de minas;
- Apoio a operações SAR;
- Serviço público.

NOTAS:
• Foram construídas nos Estaleiros do Arsenal do Alfeite de acordo com um projecto desenvolvido no Gabinete de Estudos da Direcção-Geral do Material Naval, são de construção inteiramente soldada, casco em ferro e a estrutura e os isolamentos especialmente cuidados no que respeita a insonorização e amortecimento de vibrações.
• São lanchas versáteis concebidas para a actividade de investigação hidrográfica em estuários, zonas fluviais e costeiras.
• Estão preparadas para proceder a sondagem hidrográfica a escalas de 1/10.000 e 1/50.000 e pequenos cruzeiros oceanográficos.
• Podem ser apetrechadas com um conjunto de sistemas de reflexão sísmica ligeira "Boomer e Sparker".
• Possuem uma área de trabalho de 30 m² no convés a ré, espaço laboratorial e de aquisição de dados de 10 m², oficinas de mecânica, electricidade e electrotecnia geral.
• Caso se justifique podem ser utilizadas na detecção e inactivação de minas marítimas, mediante a utilização do seu equipamento técnico.
• Desfrutam de energia eléctrica estabilizada para alimentação dos computadores e equipamentos, têm um laboratório que de acordo com a especificidade da missão, pode ser do tipo seco ou húmido, têm ainda possibilidade de receber um contentor de 6 metros, para usos científicos.
• Em 2002, a "Auriga" participou no exercício "CONTEX-PHIBEX", servindo de navio para a detecção de simulacros de minas.
• Em 2003, a "Auriga" enquadrada no exercício "SWORDFISH", realizou operações de "Rapid Environmental Assessment" e simulou um navio mercante que transportava armamento e carga proibida por uma resolução da ONU, sendo posteriormente abordado pelo PELBOARD.
• Em Julho de 2009, a "Andrómeda" participou numa demonstração relativa ao exercício de Segurança Energética organizado para o Presidente da República.

PARTICIPAÇÃO EM MISSÕES IMPORTANTES:
• Em Dezembro de 1991, a "Auriga" participou nas buscas do navio de pesca "Bolama", sendo descoberto 2 meses depois do naufrágo a 14 milhas do Cabo Espichel e a 110 metros de profundidade.
• Em 1997, a "Auriga" foi escalonada para uma missão de exploração das Ilhas Desertas, transportando uma equipa da Brigada Hidrográfica Nº 2, do Instituto Hidrográfico.
• Em Agosto de 2000, a "Andrómeda" foi adstrita para as buscas de uma avioneta civil da classe CESSNA 152, que caiu próximo do Portinho da Arrábida.
• Em 2002, a "Andrómeda" esteve envolvida nas operações de combate à poluição, resultante do afundamento do petroleiro "Prestige".
• Em Setembro de 2003, a "Auriga" participou na localização de um avião (Beechcraft 200) que se despenhou ao largo do Caniçal, na Madeira.

LANCHAS DE FISCALIZAÇÃO DA CLASSE "ALBATROZ"


Lancha de Fiscalização "CISNE"

TIPO DE NAVIO:
Lancha de fiscalização pequena

PERFIL:


DESLOCAMENTO:
51,7 toneladas

DIMENSÕES:
21,8 x 5,2 x 1,6 metros

PROPULSÃO:
2 motores a diesel CUMMINS-50-M2 - 1.500cv
2 hélices

ENERGIA:
2 geradores diesel-eléctricos LISTER PETTER de 22cv

VELOCIDADE MÁXIMA:
20 nós (37 km)

AUTONOMIA:
2.500 milhas a 12 nós
450 a 18 nós

GUARNIÇÃO:
Oficiais: 1 (Sob o comando de um oficial subalterno)
Sargentos: 1
Praças: 6
Total: 8

RADAR:
Navegação - RACAL-DECCA RM 316P, banda I (27 Km de alcance)

COMUNICAÇÕES:
- Radiogoniómetros MF / HF / VHF;
- 1 ETO (Emissor Transmissor de Ordens);
- 1 Projector de sinais

EQUIPAMENTO:
- Aladador de redes de 3 toneladas;
- 1 Balsa salva-vidas;
- 1 Bote pneumático ZEBRO III;
- Sistema de Carta Electrónica ECDIS;
- Sistema GPS;
- Receptor DGPS;
- Odómetro electromagnético;
- Sonda ultrasónica;
- Girobússola;
- Anemómetro;
- Agulha magnética;
- Agulha giroscópica;
- Ómega diferencial;
- Barógrafo;
- Barómetro;
- Sistema de recepção de Avisos à Navegação NAVTEX;
- Receptor meteorológico FAC-SIMILE - NAGRAFAX

SISTEMAS DE ARMAS:
2 Metralhadoras-pesadas BROWNING M2HB de 12,7mm (2,4 Km de alcance)

DESIGNAÇÃO NATO:
PB

INDICATIVO DE CHAMADA INTERNACIONAL:
LAGUIA
LISNE

ENDEREÇO RADIOTELEGRÁFICO:
CTIP

CTIR

NÚMERO DE AMURA:
P1165
P1167

BASE DE APOIO:
Base Naval de Lisboa

NOME:
N.R.P. Águia
N.R.P. Cisne

ANO DE CONSTRUÇÃO:
1975
1976

EMPREGO OPERACIONAL:
- SAR;
- Presença Naval;
- Serviço público;
- Patrulha costeira;
- Controlo da poluição na costa;
- Combate ao narcotráfico;
- Fiscalização da Pesca;
- Fiscalização dos esquemas de separação de tráfego marítimo;
- Escolta a navios combatentes em àguas restritas;
- Segurança de navios estrangeiros de visita a portos nacionais;
- Alagem de artes caladas em situação infractora.

NOTAS:
• Eram inicialmente seis navios (5 da Marinha e 1 da Polícia Marítima), foram construídas nos Estaleiros do Arsenal do Alfeite segundo um projecto nacional, que seguia o modelo das lanchas de fiscalização pequenas utilizadas durante a Guerra Colonial.
• Inicialmente estes navios foram comandados por oficiais da Reserva Naval, mas a partir de finais de 91, passaram a ser comandados por oficiais de carreira formados na Escola Naval.
• Ambos os navios sofreram uma reconversão em 1999, na qual a peça OERLIKON de 20mm/65 da proa foi substituída por um alador de redes para a fiscalização das artes caladas em situação presumivelmente infractora, o que lhes confere melhores características operacionais nesta sua função.


Lancha "Águia" ainda com a peça OERLIKON de 20mm/65 montada à proa

• Em Dezembro de 2001, duas lanchas desta classe, a "Albatroz" e a "Açor", posteriormente "Oé-cusse" e "Ataúro", foram revistas, reequipadas, modernizadas e adequadas às características climatéricas de Timor-Leste, a fim de serem cedidas ao abrigo do acordo do levantamento da Componente Naval da Força de Defesa de Timor-Leste.
• Em 2002, a "Águia" participou no exercício "INSTREX", integrada na força opositora.

LANCHA DE FISCALIZAÇÃO "RIO MINHO"


Lancha de Fiscalização Fluvial "RIO MINHO"

TIPO DE NAVIO:
Lancha de fiscalização fluvial

PERFIL:

DESLOCAMENTO:
70 toneladas

DIMENSÕES:
22,4 x 6 x 0,77 metros

PROPULSÃO:
2 hidrojactos omni-direcionais SCHOTTEL accionados por 2 motores a diesel KHD DEUTZ - 244cv

VELOCIDADE MÁXIMA:
10 nós (18 km)

AUTONOMIA:
800 milhas a 9,5 nós

GUARNIÇÃO:
Oficiais: 1 (Sob o comando de um oficial subalterno)
Sargentos: 1
Praças: 6
Total: 8

RADAR:
Navegação - FURUNO FR-1505 DA, BANDA I

COMUNICAÇÕES:
- Transreceptor VHF/FM SAILOR RT2048;
- Transreceptor HF HARRIS RF2301;
- Transreceptor VHF/FM 425;
- 1 ETO (Emissor Transmissor de Ordens);
- 1 Projector de sinais

EQUIPAMENTO:
- 1 Bote pneumático ZEBRO II;
- 1 Pau de carga;
- 1 Balsa salva-vidas;
- Sonda de navegação SEAFARER V;
- Agulha magnética;
- Anemómetro;
- Odómetro YOKOGAWA Novi III;
- Receptor DGPS

SISTEMAS DE ARMAS:
1 Metralhadoras-ligeiras HK-21 de 7,62mm

DESIGNAÇÃO NATO:
PBR

INDICATIVO DE CHAMADA INTERNACIONAL:
LIOMINHO

ENDEREÇO RADIOTELEGRÁFICO:
CTIG

NÚMERO DE AMURA:
P370

BASE DE APOIO:
Caminha

NOME:
N.R.P. Rio Minho

ANO DE CONSTRUÇÃO:
1991

ÁREA DE OPERAÇÕES:
Rio Minho

EMPREGO OPERACIONAL:
- SAR;
- Presença Naval;
- Serviço público;
- Patrulha fluvial;
- Controlo da poluição no rio;
- Combate ao narcotráfico;
- Fiscalização de pesca, caça e embarcações de recreio.

NOTAS:
• Foi construída nos Estaleiros do Arsenal do Alfeite, é a única da classe e foi especialmente concebida para a missão de patrulhar a fronteira fluvial do Rio Minho, a jusante de Valença, e ocasionalmente por curtos períodos, a área costeira adjacente à foz do Rio Minho.
• O casco foi construído em PRFV (Plástico Reforçado a Fibra de Vidro), possuí um reduzido calado especialmente concebido para as águas fluviais pouco profundas, assim pelo mesmo motivo não possui hélices nem lemes, sendo a sua propulsão e manobras asseguradas por dois jactos de água omni-direcionais.
• Ao nível dos interiores as acomodações para a guarnição são espaçosas, sendo de salientar que o oficial e o sargento têm camarote privativo.
• Está preparada para navegar com dois compartimentos contíguos alagados.
• É o único navio da Marinha de Guerra Portuguesa que se encontra permanente com missão atribuída, dado encontrar-se sempre fora da Base Naval do Alfeite, assim como também é o único que realiza a fiscalização da caça, integrando uma equipa constituída por um Guarda Florestal, um Agente da Polícia Marítima e um Militar do "Rio Minho", que utilizam a embarcação pneumática para fiscalização das ilhas e margens do TIRM.
• Exerce durante a época balnear, a fiscalização das embarcações de recreio como por exemplo: lanchas, motas de água e ski-aquático, devido ao espaço restrito que o rio proporciona e ao grande afluxo das embarcações de recreio, sendo o principal objectivo a vigilância para controlo de regras e de segurança.

• Em Outubro de 2002, a Marinha equacionou retirar o navio da patrulha da fronteira fluvial do Rio Minho por considerar desnecessário, no âmbito das alterações do dispositivo de fiscalização e face a presença de meios da Polícia Marítima.
• No dia da Marinha em 2004, serviu de plataforma de abordagem para uma simulação do DAE.

PARTICIPAÇÃO EM MISSÕES IMPORTANTES:
• Em 2002, esteve envolvida nas operações de comba